quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

My Sugar Daddy - Capítulo 15


CHRISTIAN


Passei a noite toda com a Ana, confortando-a pelo seu luto. Eu, em parte, entendia o que a mesma estava sentindo e o estado emocional que ela se encontrava naquele momento, pois eu já havia passado por aquilo duas vezes, tanto com a morte do meu pai quanto com a morte da Hearth.

Pela manhã, me levantei bem cedo, deixando Anastasia ainda dormindo e fui fazer algumas ligações. Liguei primeiramente para o reitor do campus e conversei com ele, por alguns minutos, sobre a semana livre que os alunos recebiam em caso de morte de algum colega de quarto.

Solicitei que a Ana tivesse duas semanas, ao invés de apenas uma, sem que isso interferisse em seus estudos e o reitor concordou. Depois liguei para um dos pilotos do meu jato particular e mandei que o mesmo preparasse o avião para hoje à tarde, dando em seguida o destino da viagem.

Meus planos era levar Anastasia para passar essas duas semanas de descanso com a família dela em Great Falls, a fim de a mesma poder amenizar a dor de sua perda. Enquanto isso, eu ia tratar pessoalmente sobre a pesquisa e compra de algum terreno para a clínica dela.

Para finalizar, liguei para Denise para avisá-la de que eu iria viajar por no máximo uns três dias e que assim que o resultado dos exames do cavalo chegarem, se fosse confirmado que a doença do mesmo não era nada grave, que ela o levado para o meu haras para ser tratado lá.

Pedi também que ficasse de olho tanto na minha mãe, como ela sempre ficava quando eu precisava viajar, quanto que de olho na Freya e Denise concordou. Então, fui ver o que Ana possuía na cozinha dela para poder preparar um café da manhã reforçado, já que ela não quis jantar ontem.


★ ★ ★ ★ ★


Estava preparando uma jarra de suco com algumas laranjas que eu havia encontrado na fruteira perto da geladeira quando senti ser abraçado por trás, tendo minha cintura envolvida e sentindo os lábios da Anastasia beijar o alto das minhas costas, protegida pela blusa que eu usava.

— Bom dia, minha flor de laranjeira.

— Bom dia, querido.

— Estou terminando esse suco aqui de laranja e fiz omelete para nós dois – falei, acariciando seus braços com uma das minhas mãos livre enquanto que a outra mexia o suco.

— É errado se apaixonar por alguém, mesmo sabendo que não é recíproco e que tudo que você tem pode acabar de uma hora para outra?

— Você está apaixonada por mim? – indaguei, já ouvindo ela ri baixinho contra minhas costas então parei de mexer o suco e me virei, me recostando à bancada e envolvendo a cintura dela com meus braços à medida que nos encarávamos.

— Você é tão direto.

Ri e tirei algumas mechas de seu cabelo meio desgrenhado da frente de seu rosto, colocando-as de trás de sua orelha.

— Oh, minha linda... Não é errado você está apaixonada por mim. Você tem que viver a vida intensamente. Se apaixonar e desapaixonar quantas vezes forem necessárias para que você, ao final de tudo, possa dizer “Eu vivi cada momento da minha vida com muito orgulho”.

Ana sorriu, mas percebi que foi um sorriso triste. Ergui então uma das minhas mãos novamente e acariciei sua face antes de, delicadamente, erguer seu queixo, fazendo com que ela me olhasse profundamente nos olhos.

— Você deseja construir uma família no futuro, mas infelizmente eu não posso lhe dar isso... uma família para chamar de sua.

— Eu aceito viver com você, sem filhos, apenas tendo você ao meu lado para sempre. Só você sendo minha família.

— A maioria das mulheres querem filhos em algum momento da vida. E convenhamos, mesmo me cuidando, eu não tenho muito tempo para ter uma relação a longo prazo. E eu não quero você passando pelo que eu passei com a Hearth.

— Você vai viver até seus cem anos.

Sorri e a beijei ternamente.

— Vamos viver o momento, minha linda. E sobre não ser recíproco e que tudo pode acabar de uma hora para outra, saiba que eu gosto muito de sua companhia, de estar com você, de conversar com você, de transar com você – confidenciei a última parte em seu ouvido, fazendo ela dar uma risadinha – E eu quero levar esse namoro até você terminar sua faculdade ou além, quem sabe. Do futuro só a Deus pertence. Tudo bem, minha flor de laranjeira?

Ela assentiu antes de afundar seu rosto na curvatura do meu pescoço.

— Vamos tomar um café bem reforçado e depois preparar nossas malas.

Anastasia me encarou rapidamente.

— Malas? Vamos viajar?

— Sim. Devido ao que houve, você recebeu duas semanas livres das aulas do campus, então pensei que seria uma te levar de volta para Great Falls para você matar a saudade de sua família.

— Sério?

Os olhos dela pareceram brilhar de alegria quando concordei, Ana então me beijou, dando depois vários selinhos pelo meu rosto antes de eu abraçá-la.

— Obrigada! Obrigada! Obrigada! Mas assim você não está me ajudando muito em me fazer esquecer a minha paixonite por você – ela comentou, sorrindo.

— Não mandei você esquecer, minha linda. Mandei você viver a vida intensamente. Se por agora está apaixonada por mim, tudo bem. Só não quero que faça disso um objetivo permanente na sua vida. Você é jovem e vai amar e sofrer muito ainda por coração partido, ou espero que não, já que você é uma moça incrível e meiga.

— Meiga? – Anastasia inquiriu, rindo – Os caras da fazenda do meu pai discordariam disso.

— Esses homens não devem saber o que é uma mulher meiga. Estão acostumados com mulheres estilo potrancas, mas eu sou diferente e sei que você é meiga, minha flor de laranjeira. Venha vamos comer – falei dando um selinho nela, antes de conduzi-la até a mesinha de jantar da cozinha.


★ ★ ★ ★ ★


Às duas da tarde, nos encontrávamos embarcando no meu jato particular, onde minha comissária de bordo logo veio nos oferecer alguma bebida para começarmos a viagem.

— Tudo bem, minha flor? – perguntei assim que notei a Ana ficar meio sem graça, quando a moça lhe serviu uma taça pequena de vinho branco.

— Sim. Só não estou acostumada com todo esse...

— Luxo? – complementei sua fala e ela assentiu – É bom tentar se acostumar, pois viajaremos muito de jatinho, além de que eu vou te dar os melhores e luxuosos presentes do mundo. Estou brincando, minha querida. Não precisa me olhar com essa cara de espanto – murmurei, rindo, vendo Anastasia rir também antes de beber um pouco do vinho dela.


2 comentários: