ANASTASIA
Quase não consegui pregar os olhos na noite anterior, após voltar do maravilhoso encontro com Christian. E enquanto assistia a aula hoje, pela manhã, acabei pensando sobre os casamentos fracassados dele.
O mesmo era tão gentil, bem romântico, muito galanteador, super educado e sempre demonstrando um certo cuidado e carinho para comigo. Além de ser bem sucedido e muito charmoso.
Christian era o tipo de homem que qualquer mulher se mataria para viver ao seu lado pelo resto da vida, então porque será que os casamentos dele não puderam dar certo? Isso me intrigou e eu iria ver um momento adequado, durante minha estadia no Haras, para perguntar sobre isso.
À tarde, no trabalho, devido ao pouco movimento no local, eu consegui fazer com que meu chefe me liberasse uma hora mais cedo, então peguei um táxi e fui numa lojinha de roupa a fim de comprar algumas peças e também calçados adequados para se usar numa fazenda.
— Toma cuidado por lá – Kate falou, sentada na minha cama, à medida que eu fechava uma mala pequena de rodinhas.
— Pode deixar, amiga. E você também, tome cuidado com esse Sugar Daddy que você vai se encontrar. Quando sair deixa a luz acessa e diz que mora com dois homens.
— Ok, miga. Mas qualquer coisa eu tenho um spray de pimenta na bolsa, pronto para ser inaugurado – ela comentou, fazendo-me rir.
De repente, recebi uma mensagem de Christian, avisando-me que tinha acabado de chegar para me buscar, então sorrir toda boba e me despedi de Kate, já descendo, sentindo meu coração querer sair pela boca de tanta ansiedade.
Assim que saí do prédio de apartamentos, o vi escorado em um Chevrolet Camaro prateado e notei que o mesmo parecia que se encontrava ao telefone à medida que eu me aproximava.
— Daqui uns minutos estou aí – ele disse antes de desligar e sorrir para mim, já me puxando pela cintura, rodeando seus braços nela e me beijando.
— Algum problema? – inquiri, comentando em seguida sobre a ligação dele de segundos atrás.
— Ah, não. Era só uma das minhas éguas premiadas que entrou em trabalho de parto e aí me ligaram para avisar.
— Faz tempo que não vejo uma égua parindo – comentei e Christian sorriu.
— Pois assim que chegarmos lá, eu te levo até o estábulo, combinado?
— Combinado – murmurei, contente.
— Gostou do carro, minha linda? – ele perguntou se desvencilhando de mim, porém deixando um dos seus braços rodeando a parte de trás da minha cintura.
— É muito bonito. Você tem um bom gosto para seus carros, Christian.
Vi ele então erguer uma chave à nossa frente.
— É seu.
O encarei, surpresa.
— Sério?
— Sim. Esse foi o carro que eu comprei para você ontem. Hoje eu levei ele para emplacamento, revisão e enchi o tanque. Quer dirigir agora ou só domingo, quando voltar do Haras?
— Eu não sei onde fica sua fazenda, então...
— Ele vem com um navegador. É só colocar o endereço que o mesmo lhe mostra a rota. Tome – Christian disse, já pondo a chave em minha mão antes de se afastar.
Assim que ele colocou minha mala no porta-malas do veículo, entramos no mesmo e saímos rumo ao Haras, seguindo as orientações do GPS.
★ ★ ★ ★ ★
A casa dele, quer dizer, a mansão de Christian era bem bonita, no estilo colonial como pude notar assim que estacionei o carro em frente da mesma.
Ela ficava bem afastada da rodovia onde se encontrava a entrada da propriedade e segundo ele, era porque seus pais queriam privacidade quando construíram a antiga residência ao qual o mesmo reformou décadas atrás.
Christian saiu e pegou minha mala, depois me conduziu para dentro da mansão. Mal adentramos o hall de entrada, vimos uma senhora sentada numa poltrona na sala a alguns metros dali.
— Vou te apresentar minha mãe – ele sussurrou, me puxando para mais perto de seu corpo – Ela pode ser meia rude com você, mas não ligue para o que a mesma disser, ok?
Assenti antes dele pegar na minha mão e me conduzir para a sala de estar.
— Oi, mãe – Christian falou desfazendo o contato das nossas mãos e se aproximando da senhora, que parou de ler para receber um beijo na bochecha dando pelo filho.
— Oi, querido.
— Mãe, quero lhe apresentar a Anastasia, minha namorada. Ana, esta é a minha mãe Grace Grey.
— Oi, Sra. Grey. É um prazer em conhecer a senhora – murmurei, me aproximando e estendendo a mão para ela.
A mesma me encarou de cima a baixo.
— Essa parece ser menos puta que as outras, mas sempre vou preferir a Denise – a senhora disse, não apertando a minha mão, e vi Christian balançar a cabeça sutilmente de um lado para o outro.
— Mamãe, por favor – ele falou – Quero que a senhora respeite a Anastasia enquanto ela estiver aqui conosco.
A senhora resmungou assentindo com a cabeça e me encarou com uma cara de poucos amigos, dizendo um “Seja bem vinda” bem seco, já nos ignorando, voltando a ler seu livro. Christian me conduziu para fora da sala até outro cômodo, à medida que me pedia desculpa.
— Está tudo bem, Christian. Eu não sou o que sua mãe me chamou, então aquilo não me ofendeu. Foi até um elogio, podemos assim dizer, já que fui muito chamada de “machona” e de “mulher macho” – comentei, rindo.
— Sério? Eu acho você super feminina.
— Você não me viu em meu habitat. Eu sei montar a cavalo, enlaçar boi, ordenhar vacas, escoltar gado, já brinquei muito com os porcos no chiqueiro. E, pelo menos quando eu morava com meus pais, era a única na fazenda que sabia domar os cavalos ariscos. Em resumo, eu era mais macho que os próprios peões, por isso eles me chamavam assim. Mas não se preocupe que vou me comportar e parecer uma namorada bem feminina.
Christian riu e me puxou pela cintura, abraçando-me.
— Você é diferente das Sugar Babies que já tive e isso é algo novo para mim, e estou achando muito interessante esse namoro. Então, eu quero que seja você mesma aqui na fazenda, Ana. Quero conhecer a verdadeira garota de Montana – ele disse, dando um sorriso e acariciando minha bochecha – Venha. Vou te mostrar um pouco a minha mansão e depois vamos ao estábulo.
Assenti então saímos de mãos dadas pela residência, com Christian me apresentando os cômodos e os empregados. Depois ele me conduziu para o andar de cima, até o seu quarto, onde eu iria dormir, segundo ele me informou.
— Se quiser privacidade, eu posso pedir para prepararem um dos quartos de hóspedes – Christian comentou e eu neguei com a cabeça.
— Quero ficar aqui com você – informei, o enlaçando pelo pescoço – Mas tem uma coisa que precisa saber.
— Que coisa?
— Minha roupa de dormir não é nada sexy – murmurei, rindo, fazendo ele rir.
— Quando chupamos uma bala, não chupamos a embalagem. Então, não me importo com que roupa você irá dormir, minha linda. O que me interessa mesmo é a pessoa que está dentro dela.
Sorri e o beijei, sentindo Christian me apertar mais contra ele.

Manda a Ana colocar a velha no lugar dela kkkk. Continua logo por favor.
ResponderExcluirHistória maravilhosa tô amando
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