quinta-feira, 1 de outubro de 2020

My Sugar Daddy - Capítulo 08


CHRISTIAN


Como eu havia pedido para selarem um cavalo para irmos até o estábulo, Anastasia trocou de roupa, tirando a saia que ela usava e vestindo um shortinho jeans mais confortável, segundo a mesma informou. Assim que descemos, um dos empregados já se encontrava na frente da mansão com meu cavalo pronto.

Então montei primeiro, me ajeitando na sela dupla ao qual ele fora selado e estiquei o braço para Ana, dando o impulso necessário para que a mesma subisse também.

— Tudo bem aí? – inquiri, notando ela se ajeitando atrás de mim.

— Uhum... Podemos ir – Anastasia falou, rodeando minha cintura com seus braços, fazendo-me sentir seu corpo contra o meu, além de sua respiração perto do meu pescoço.

Com um pequeno movimento nas rédeas, fiz o cavalo começar a andar calmamente, e seguimos pela estrada rumo ao estábulo, que ficava um pouco distante dali, enquanto o sol começava a se pôr.

— Aqui é muito bonito – ouvi ela dizer, minutos depois.

— Minha propriedade é bem grande. Amanhã te mostrarei cada canto dela.

— Ansiosa... Mas estou curiosa sobre uma coisa, Christian.

— Pode perguntar, minha linda.

— Quem é essa Denise a quem sua mãe se referiu?

— Foi minha primeira esposa.

— Não sei se é uma boa hora para perguntar sobre isso, ou se você vai me achar invasiva demais na sua vida. Mas, eu queria saber o motivo dos seus casamentos não terem dado certo. Você é um homem tão incrível, que me recuso a acreditar que quatro mulheres te deixaram passar assim do nada.

Sorri pelo elogio dela e respirei profundamente antes de poder começar a contar para Ana sobre a minha vida.

— Eu tinha 18 anos e havia acabado de terminar meus estudos num colégio interno na Europa, quando retornei para cá. Assim que cheguei meus pais me informaram que tinham achado uma esposa ideal para mim, escolhida a dedo pela minha mãe.

— Por isso que ela gosta tanto dela.

— Sim, minha linda. Denise era a filha única do banqueiro mais bem sucedido de Dallas na época e ela tinha apenas 15 anos. Tão jovem e inexperiente quanto eu era. Como nosso casamento foi arranjado devido aos negócios dos nossos pais, nós dois acatamos a decisão deles e vivemos juntos aqui na fazenda com os meus pais.

— Você amou ela?

— Não. Nosso casamento durou 08 anos e eu nunca senti amor pela Denise. Amor que refiro é aquele sentimento verdadeiro que um homem sente pela uma mulher. Eu sempre a respeitei como esposa e ainda sinto muito carinho por ela, devido a mesma ser mãe dos meus filhos Theo e Faithe. Na época eu até pensei que o carinho que eu sentia por ela fosse amor, mas só descobri que não era depois que vi a Denise amando pela primeira vez. Ela se apaixonou por um rapaz da fazenda e a mesma praticamente mudou seu jeito de ser, vivia sorrindo mais, parecia mais feliz. Denise nunca tinha sido assim comigo e nem eu havia sido assim com ela.

— Vocês então brigaram por causa do caso extraconjugal dela?

— Não. A chamei para conservar e Denise me contou que ambos só se flertavam ainda, pois eles tinham medo de serem pegos. Então, como éramos mais amigos do que marido e mulher, eu decidi liberar ela, para a mesma poder viver aquele amor. Nosso divórcio foi um inferno, não por causa de nós e sim pelos nossos pais que caíram em cima da Denise, já que para eles, ela tinha que fazer de tudo para o casamento dar certo.

— Nossa!

— Eu tinha 26 anos na época e bati firme o pé, indo contra as críticas deles e em favor da Denise, dando até uma quantia para ela poder começar uma nova vida sossegada, longe das fofocas e dos pais que a ameaçaram deserdar.

— E seus filhos?

— Tinham só 07 e 04 anos, então ficaram comigo, mas sempre eu os levava para verem a mãe.

— Mas não era para sua mãe odiar a sua primeira esposa, já que ela tecnicamente te largou por outro?

— Eles não sabem que a Denise amava outro homem e eu preferi não falar o motivo do nosso divórcio, para não manchar a imagem dela.

— Você é um amor, sabia? – Anastasia indagou, beijando meu ombro, fazendo-me dar um sorriso.

— Para meus pais, eu tomei a pior decisão do mundo e toda mulher que eu apresento para minha mãe, ela tem prazer de dizer que sempre vai preferir a Denise, porque foi a nora que ela escolheu. Um ano depois do divórcio, eu conheci minha segunda esposa. Pela primeira vez, eu senti o que a Denise sentia pelo atual marido dela e meses depois que havia começado a sair com a Hearth, nos casamos. Mas, só durou 03 anos...

— Porque?

— Um ano depois que casamos, durante um exame de rotina, pois a gente estava tentando ter filhos, ela descobriu que tinha câncer. Foi devastador para nós, principalmente para mim, que por amá-la tanto, fiz de tudo para salvá-la, mas depois de dois anos em luta, perdi a Hearth para aquela doença maldita – suspirei, triste.

— Eu sinto muito, Christian – Ana murmurou e eu tirei uma das mãos das rédeas e acariciei gentilmente suas mãos em minha barriga.

— Está tudo bem, minha linda. Após 02 anos viúvo, me apaixonei de novo. Eu gostava muito da Pamella e casei tentando ser feliz novamente, superar minha perda de anos antes. Tivemos uma filha chamada Freya e o casamento estava indo bem até que, por ironia do destino, eu descobri que tinha Câncer de Tireoide e Pam não conseguiu continuar comigo e pediu o divórcio. Segundo a mesma, ela me amava, mas não ao ponto de estar ao meu lado durante todo o processo do tratamento.

— Nossa! Que mulher má. Se ela te amava, deveria ter ficado do seu lado e não te deixado enfrentar isso sozinho.

— Eu não fiquei só. Tive o apoio da minha mãe, dos meus filhos e da Denise que voltou a morar na cidade com o marido para poder me ajudar nessa fase. Depois que me recuperei, fiz a vasectomia e decidi viver a vida intensamente. Conheci o mundo Sugar e comecei então a ser um Sugar Daddy. Tempo depois me casei pela quarta vez. Ela era minha Sugar Baby na época e tínhamos muita coisa em comum então decidi arriscar, mas durou apenas 02 anos, porque ela tentou dar o golpe da barriga em mim.

— Ela não sabia que você tinha feito a vasectomia?

— Não, mas depois desse episódio, já prefiro dizer logo no encontro para não ter surpresas depois. Bom... é isso, minha linda. Matei sua curiosidade? – inquiri, me virando um pouco, a olhando por sobre meu ombro, vendo-a assentir.

— Seus filhos tem que idade? – Anastasia perguntou assim que voltei a olhar para frente.

— Theo tem 34 anos, Faithe tem 31 e Freya tem 20 anos.

— Não é estranho para você namorar com alguém da idade da sua filha?

Sorri.

— No início sim, mas se eu me prendesse a esse tipo de pensamento, eu não viveria todas as experiências incríveis que vivi até agora.

Logo chegamos ao estábulo então descemos do meu cavalo e um dos rapazes veio tomar as rédeas dele, conduzindo para longe de nós. Segurei a mão da Ana e a levei até em uma das baia do estabelecimento, onde o meu veterinário e outros dois empregados se encontravam dando toda a assistência para minha égua.

— Talvez isso demore, minha linda – comentei, a encarando.

— Não me importo – ela murmurou e eu notei um brilho no olhar dela que estava fixado no que acontecia dentro da baia.

Pedi então que um dos empregados trouxesse um fardo de feno e o mesmo assim o fez. Me sentei nele e devido Anastasia se encontrar de short, a fiz sentar em meu colo, sobre uma das minhas pernas e a abracei pela cintura, para esperarmos o nascimento do potrinho.


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