JACK
Nunca achei que seria possível amar duas pessoas ao mesmo tempo, mas Ana me fez, ou melhor, nos fez acreditar que isso era totalmente possível sim. O jeito doce e carinhoso ao qual ela cuidou de mim esses dias foi simplesmente maravilhoso.
A cada dia, tanto eu quanto Christian, a amávamos mais ainda e por esse motivo eu havia decidido seguir em frente com uma ideia que tinha me passado pela cabeça enquanto assistíamos à um filme ontem. Agora eu só precisava conversar com Christian e pedir a opinião do mesmo.
Ele havia conseguido ficar conosco a semana passada, mas infelizmente nessa, Christian teve que voltar para Seattle na terça-feira, pois ele tinha dois casamentos agendados para fotografar e só poderia retornar para cá na sexta, então eu e a Ana ficamos sozinhos e foi bem divertido passar esse tempo com ela.
Como eu já havia tirado o colar cervical e não estava sentindo mais dores, a gente pôde sair de carro e ir até a cidade para dar um passeio, tomar um sorvete e voltar a tempo de assistirmos o pôr do sol na varanda de casa.
À noite, sempre antes de dormir, fazíamos uma ligação via-vídeo e conversávamos com o Christian, contávamos tudo que tínhamos feito no dia, para ele, mesmo longe da gente, poder se sentir incluído.
Quanto ao sexo, anteontem foi a primeira vez que eu e Ana transamos, depois daquela vez no sofá da nossa casa em Seattle, e eu me sentia estranho. Não em um sentido ruim e sim ao ponto de eu avaliar a relação que nós três vivíamos agora, o que provavelmente deu início a minha ideia, que foi amadurecida com o filme.
Parei um pouco de sonhar acordado e voltei a cortar os cubinhos de queijo para o nosso café da manhã. Assim que terminei de arrumar a bandeja, a peguei e fui para o quarto, a fim de acordar a Ana, mas encontrei a mesma se espreguiçando quando entrei.
— Oba! Café da manhã na cama! – ela exclamou batendo palmas à medida que eu repousava a bandeja sobre o colchão – Obrigada, Ursinho. E bom dia.
— Bom dia, Bonequinha – falei, já lhe dando um selinho, antes de me sentar ao lado dela, recostando-me à cabeceira da cama.
— Vamos ligar pro Mozão agora, Ursinho – Ana pediu enquanto começávamos a comer.
— Está com saudade, né?
— Muita, muita, muita.
— Também estou, Bonequinha, mas como ele trabalhou ontem à noite, o Mozão deve está dormindo ainda – comentei pegando uma das panquecas, antes dela comer todas.
— A gente acorda ele – Ana disse sorrindo, fazendo-me rir e assentir ao seu pedido.
Ela então pegou o celular dela sobre a mesinha de cabeceira do seu lado e fez uma chamada em vídeo pelo Whatsapp para Christian, que não atendeu na primeira vez, porém na segunda tentativa, o vimos andando dentro do estúdio.
— Bom dia, Mozão – eu e a Ana falamos juntos e Christian sorriu, mandando um beijo com a mão.
— Bom dia, Ursinho e Bonequinha. Pensei que vocês estivessem dormindo, por isso não mandei mensagem de bom dia – ele murmurou, subindo a escada.
— Nós pensamos que você é que estaria no sétimo sono agora – falei sorrindo, já vendo-o se sentar em sua mesa.
— Que nada. Eu acordei bem cedo para poder ver como ficou as fotos do casamento, a fim de poder mandar logo para os pais da noiva e receber o meu cachê.
— Que horas você vai vir, Mozão? Estamos morrendo de saudade – Ana indagou, com a boca parcialmente cheia de queijo e panqueca, fazendo tanto eu quanto Christian rir.
— Também estou com muita saudade de vocês e eu acho que sairei daqui depois das duas, então só chegarei aí lá pela cinco da tarde, Bonequinha – Christian informou e Ana fez um bico triste tão fofo que nós dois sorrimos.
— Pelo menos o Mozão vem hoje – a lembrei e ela assentiu, já se despedindo de Christian, assim como eu.
Depois que Ana encerrou a chamada em vídeo, terminamos de tomar nosso café da manhã e fomos colocar nossas roupas de banho.
Ficamos boa parte da manhã na praia, quase até a hora do almoço, pois o sol estava escondido, devido o dia se encontrar parcialmente nublado, porém quando o sol saiu, deixando o clima bem mais quente, decidimos subir a encosta e voltar para casa.
Estávamos em meio ao nosso almoço, quando ouvimos o som de uma lancha se aproximando, cada vez mais.
— Será que é o Mozão? – Ana indagou, franzindo o cenho assim como eu me encontrava.
— Hora dessa? Eu acho que não, Bonequinha. Deve ser algum vizinho que mora perto daqui, passando mais perto da costa – falei, mas ela se levantou da mesa e foi para a varanda da casa.
— É O MOZÃO, URSINHO! – ela gritou de lá, então me levantei também e me dirigi até onde Ana estava toda empolgada.
Descemos a encosta e fomos receber Christian no pequeno píer. Nós nos abraçamos e nos beijamos, depois o ajudei com algumas sacolas de mantimentos, que o mesmo havia trazido para passarmos mais um final de semana na ilha. Ana quis ajudar, mas fomos unânimes em dizer “Não”, porque ela estava grávida e não deveria pegar peso.
À noite, mal começamos a assistir televisão, depois do jantar, que logo a Ana capotou de sono, então como eu tinha sussurrado para Christian, à tarde, que eu queria falar com ele sobre um assunto, o mesmo pegou Ana no colo e a levou para o quarto, retornando minutos depois, fechando a porta que dava acesso ao banheiro e ao quarto.
— Sobre que assunto você quer conversar, Ursinho?
— Melhor irmos lá para a garagem, porque eu não quero que a Ana escute – falei e ele me olhou meio desconfiado, mas logo assentiu, já me acompanhando até a garagem da casa.
— Então? – Christian indagou cruzando os braços, se escorando no carro dele.
— Vamos ter que nos divorciar.
— É O QUÊ!?
— Não grita, Mozão. Vou te explicar a ideia que eu tive. Nós amamos a Ana, certo?
— Certo – ele murmurou, ainda carrancudo.
— Então, o que fazemos quando amamos alguém? A gente não se casa com a pessoa? Não foi assim conosco?
— Sim, foi. Você quer se casar com a Ana?
— Eu quero que a gente se case com ela, Mozão.
— Mas porque vamos ter que nos divorciar? Eu não estou entendendo, Ursinho.
— Depois que tive a ideia, eu pesquisei sobre casamentos poliafetivos que envolve três pessoas e é possível a gente se casar com a Ana em cartório como União Estável, porém nenhum dos envolvidos pode ser casado. Por isso, que vamos ter que primeiro nos divorciar, para depois podermos casar com a Ana. Entendeu, Mozão?
— Entendi sim.
— E aí, gostou da ideia? – inquiri empolgado e Christian assentiu com a cabeça, sorrindo, já me puxando para um beijo.
— É claro que gostei, Ursinho. Mesmo com você quase me dando um infarto no início.
— Desculpe, amor. Eu deveria ter começado com outra frase.
— Deveria mesmo – ele murmurou, me beijando outra vez – Melhor irmos dormir com a nossa Bonequinha, depois a gente ver sobre como vamos entrar com o processo do divórcio e tudo mais.
Assenti, então desliguei a luz da garagem e fomos nos deitar.
Nunca achei que seria possível amar duas pessoas ao mesmo tempo, mas Ana me fez, ou melhor, nos fez acreditar que isso era totalmente possível sim. O jeito doce e carinhoso ao qual ela cuidou de mim esses dias foi simplesmente maravilhoso.
A cada dia, tanto eu quanto Christian, a amávamos mais ainda e por esse motivo eu havia decidido seguir em frente com uma ideia que tinha me passado pela cabeça enquanto assistíamos à um filme ontem. Agora eu só precisava conversar com Christian e pedir a opinião do mesmo.
Ele havia conseguido ficar conosco a semana passada, mas infelizmente nessa, Christian teve que voltar para Seattle na terça-feira, pois ele tinha dois casamentos agendados para fotografar e só poderia retornar para cá na sexta, então eu e a Ana ficamos sozinhos e foi bem divertido passar esse tempo com ela.
Como eu já havia tirado o colar cervical e não estava sentindo mais dores, a gente pôde sair de carro e ir até a cidade para dar um passeio, tomar um sorvete e voltar a tempo de assistirmos o pôr do sol na varanda de casa.
À noite, sempre antes de dormir, fazíamos uma ligação via-vídeo e conversávamos com o Christian, contávamos tudo que tínhamos feito no dia, para ele, mesmo longe da gente, poder se sentir incluído.
Quanto ao sexo, anteontem foi a primeira vez que eu e Ana transamos, depois daquela vez no sofá da nossa casa em Seattle, e eu me sentia estranho. Não em um sentido ruim e sim ao ponto de eu avaliar a relação que nós três vivíamos agora, o que provavelmente deu início a minha ideia, que foi amadurecida com o filme.
Parei um pouco de sonhar acordado e voltei a cortar os cubinhos de queijo para o nosso café da manhã. Assim que terminei de arrumar a bandeja, a peguei e fui para o quarto, a fim de acordar a Ana, mas encontrei a mesma se espreguiçando quando entrei.
— Oba! Café da manhã na cama! – ela exclamou batendo palmas à medida que eu repousava a bandeja sobre o colchão – Obrigada, Ursinho. E bom dia.
— Vamos ligar pro Mozão agora, Ursinho – Ana pediu enquanto começávamos a comer.
— Está com saudade, né?
— Muita, muita, muita.
— Também estou, Bonequinha, mas como ele trabalhou ontem à noite, o Mozão deve está dormindo ainda – comentei pegando uma das panquecas, antes dela comer todas.
— A gente acorda ele – Ana disse sorrindo, fazendo-me rir e assentir ao seu pedido.
Ela então pegou o celular dela sobre a mesinha de cabeceira do seu lado e fez uma chamada em vídeo pelo Whatsapp para Christian, que não atendeu na primeira vez, porém na segunda tentativa, o vimos andando dentro do estúdio.
— Bom dia, Mozão – eu e a Ana falamos juntos e Christian sorriu, mandando um beijo com a mão.
— Bom dia, Ursinho e Bonequinha. Pensei que vocês estivessem dormindo, por isso não mandei mensagem de bom dia – ele murmurou, subindo a escada.
— Nós pensamos que você é que estaria no sétimo sono agora – falei sorrindo, já vendo-o se sentar em sua mesa.
— Que nada. Eu acordei bem cedo para poder ver como ficou as fotos do casamento, a fim de poder mandar logo para os pais da noiva e receber o meu cachê.
— Que horas você vai vir, Mozão? Estamos morrendo de saudade – Ana indagou, com a boca parcialmente cheia de queijo e panqueca, fazendo tanto eu quanto Christian rir.
— Também estou com muita saudade de vocês e eu acho que sairei daqui depois das duas, então só chegarei aí lá pela cinco da tarde, Bonequinha – Christian informou e Ana fez um bico triste tão fofo que nós dois sorrimos.
— Pelo menos o Mozão vem hoje – a lembrei e ela assentiu, já se despedindo de Christian, assim como eu.
Depois que Ana encerrou a chamada em vídeo, terminamos de tomar nosso café da manhã e fomos colocar nossas roupas de banho.
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Ficamos boa parte da manhã na praia, quase até a hora do almoço, pois o sol estava escondido, devido o dia se encontrar parcialmente nublado, porém quando o sol saiu, deixando o clima bem mais quente, decidimos subir a encosta e voltar para casa.
— Será que é o Mozão? – Ana indagou, franzindo o cenho assim como eu me encontrava.
— Hora dessa? Eu acho que não, Bonequinha. Deve ser algum vizinho que mora perto daqui, passando mais perto da costa – falei, mas ela se levantou da mesa e foi para a varanda da casa.
— É O MOZÃO, URSINHO! – ela gritou de lá, então me levantei também e me dirigi até onde Ana estava toda empolgada.
Descemos a encosta e fomos receber Christian no pequeno píer. Nós nos abraçamos e nos beijamos, depois o ajudei com algumas sacolas de mantimentos, que o mesmo havia trazido para passarmos mais um final de semana na ilha. Ana quis ajudar, mas fomos unânimes em dizer “Não”, porque ela estava grávida e não deveria pegar peso.
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À noite, mal começamos a assistir televisão, depois do jantar, que logo a Ana capotou de sono, então como eu tinha sussurrado para Christian, à tarde, que eu queria falar com ele sobre um assunto, o mesmo pegou Ana no colo e a levou para o quarto, retornando minutos depois, fechando a porta que dava acesso ao banheiro e ao quarto.
— Sobre que assunto você quer conversar, Ursinho?
— Melhor irmos lá para a garagem, porque eu não quero que a Ana escute – falei e ele me olhou meio desconfiado, mas logo assentiu, já me acompanhando até a garagem da casa.
— Então? – Christian indagou cruzando os braços, se escorando no carro dele.
— Vamos ter que nos divorciar.
— É O QUÊ!?
— Não grita, Mozão. Vou te explicar a ideia que eu tive. Nós amamos a Ana, certo?
— Certo – ele murmurou, ainda carrancudo.
— Então, o que fazemos quando amamos alguém? A gente não se casa com a pessoa? Não foi assim conosco?
— Sim, foi. Você quer se casar com a Ana?
— Eu quero que a gente se case com ela, Mozão.
— Mas porque vamos ter que nos divorciar? Eu não estou entendendo, Ursinho.
— Depois que tive a ideia, eu pesquisei sobre casamentos poliafetivos que envolve três pessoas e é possível a gente se casar com a Ana em cartório como União Estável, porém nenhum dos envolvidos pode ser casado. Por isso, que vamos ter que primeiro nos divorciar, para depois podermos casar com a Ana. Entendeu, Mozão?
— Entendi sim.
— E aí, gostou da ideia? – inquiri empolgado e Christian assentiu com a cabeça, sorrindo, já me puxando para um beijo.
— É claro que gostei, Ursinho. Mesmo com você quase me dando um infarto no início.
— Desculpe, amor. Eu deveria ter começado com outra frase.
— Deveria mesmo – ele murmurou, me beijando outra vez – Melhor irmos dormir com a nossa Bonequinha, depois a gente ver sobre como vamos entrar com o processo do divórcio e tudo mais.
Assenti, então desliguei a luz da garagem e fomos nos deitar.

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