terça-feira, 18 de agosto de 2020

Um Jeito Estranho de Amar - Capítulo 38


ANASTASIA

A semana tinha começado tranquila, porém estava quase terminando tensa. Na segunda-feira, Christian foi comigo fazer minha conta bancária e acabei depositando os dez mil que havia ganhado fazendo o comercial para o amigo dele.

Na terça, Jack e Christian me ajudaram a transferir minhas roupas e coisas pessoais para o quarto deles, que agora era meu também, pois na próxima semana os dois queriam começar a montar o quarto da bebê.

Já, na quarta-feira, durante o café da manhã, Christian aproveitou que Jack estaria de folga na sexta e no sábado, e marcou de sairmos na sexta-feira, depois das dez da manhã. Nós iríamos de barco até a casa deles em Bowen Island, no Canadá.

Porém, quando Jack chegou do hospital, ele informou que só poderia ir na sexta à noite, porque teria que cobrir o plantão de um colega de trabalho.

Christian ficou muito ressentido com aquilo e desde ontem à noite, eles estavam meio que sem se falar. Só diziam apenas o necessário, um para o outro. Eu não estava gostando de ver os dois daquele jeito, então iria obrigá-los a fazer as pazes hoje, depois do jantar.

Assim que terminamos de comer, lavamos a louça e arrumamos a cozinha, em meio a um silêncio total. Depois chamei os dois para o quarto para fazermos sexo, porém só Jack veio. Christian tinha preferido ficar na sala de estar assistindo TV.

— Ele não quer vir, porque está chateado comigo, Bonequinha – murmurou Jack, um pouco triste, sentando-se na beirada da cama.

— O Mozão é muito cabeça-dura, Ursinho. Mas não se preocupe – falei parando à sua frente, já me colocando entre suas pernas e repousando meus braços em seus ombros, enlaçando-o pelo pescoço, sentindo Jack me abraçar pelo quadril – Eu vou lá convencer o Mozão a vir para o quarto. Enquanto isso, você tira sua roupa, toma um banho gostoso e nos espera na cama, ok?
Ele assentiu, então segurei seu rosto entre minhas mãos e me inclinei, beijando-o.

— Já eu volto – falei, indo rumo à porta.

— Boa sorte, Bonequinha.

— Não preciso de sorte, Ursinho. Eu sou bem mais persuasiva do que ele é cabeça-dura. O Mozão não tem chance nenhuma contra mim – comentei, fazendo Jack rir.

Saí do quarto e desci a escada, seguindo para a sala de estar, encontrando Christian deitado no sofá, com um dos braços no rosto. A televisão estava ligada, mas o mesmo nem olhava para o aparelho, então o chamei, desligando a TV e me sentando na beirada da mesinha de centro.

— Mozão? – chamei novamente tocando em seu tórax e ele tirou o braço do rosto, sentando-se à minha frente – Está chateado, não é? – indaguei, mas Christian continuou cabisbaixo, olhando para suas mãos, então segurei elas – Não fica assim. O Ursinho não teve escolha.

Ele ergueu o rosto, me encarando sério.

— Jack teve sim escolha, Ana. Ele podia muito bem ter recusado a cobrir o plantão se quisesse ir com a gente, mas ele não o fez.

— Mas o Ursinho não disse que iria nos encontrar lá depois que saísse do trabalho? – o questionei e Christian assentiu, desvencilhando nossas mãos e se recostando no sofá, então me ergui rapidamente e sentei em seu colo, repousando minhas mãos em seus ombros, assustando-o um pouco – Então, Mozão... Não há necessidade dos dois continuarem brigados como estão, não acha? – inquiri acariciando sua bochecha com a ponta do meu dedo enquanto mordia o canto da minha boca.

— O que está fazendo?

— Tentando colocar um fio de razão nessa sua cabecinha oca, Mozão. Vocês se amam e precisam fazer as pazes, porque eu preciso dos dois lá em cima, naquele quarto, para me ajudar a aliviar o tesão que a futura filha de vocês sempre causa nos meus hormônios.

O vi pensar um pouco, com o olhar baixo, até que ele assentiu com a cabeça, me encarando.

— Tudo bem. Eu vou pedir desculpas ao nosso Ursinho.

Aquilo me deixou muito feliz, então lhe dei um beijo rápido antes de sair de seu colo e puxar a mão dele, erguendo-o e o conduzindo logo para o andar de cima. Mal adentramos o quarto e vimos Jack sair do banheiro, com uma toalha enrolada em sua cintura.
O mesmo nos olhou e enquanto Christian se aproximava de Jack, eu fui trancar a porta para em seguida ir me sentar na cama.

— Me desculpe, Ursinho.

— Eu que peço desculpas, Mozão. Não pensei que irmos os três juntos para Bowen Island, fosse muito importante para você – Jack falou e vi Christian encurtar a distância entre eles, pegando no rosto do companheiro.

— E não é. Eu só fiquei chateado, porque pensei que você tivesse feito isso de propósito, para me jogar para cima da Bonequinha.

— De mim? Porque? – indaguei, franzindo o cenho, bem confusa, então Christian me encarou se desvencilhando de Jack.

— Quando ele me contou que vocês haviam transado, em um determinado momento da nossa conversa, o Ursinho sugeriu que eu e você fizéssemos o mesmo. Daí quando ele disse que não iria com a gente, me veio logo isso na cabeça. Que o Ursinho tinha pegado o plantão de propósito para que eu e você ficássemos sozinhos por algumas horas para transarmos.

— Eu nunca faria isso, Mozão. Você mesmo disse que não queria, ou que não conseguia. Não lembro direito as palavras que usou, mas pouco importa agora. Eu nunca te forçaria a fazer algo que você não se sentisse à vontade.

Eles se beijaram e o clima foi esquentando tanto, que logo a camisa do Christian se encontrava jogada no chão do quarto, sendo seguida pelo short dele e pela toalha do Jack.
— Agora que fizeram as pazes, venham brincar aqui comigo – pedi, já me ajoelhando sobre a cama, perto da beirada.

Os dois se aproximaram de mim e nos beijamos ao mesmo tempo, realizando assim um beijo triplo. Eu havia visto ele em um vídeo pornô na internet e terça à noite, depois que terminamos de mudar minhas coisas para o quarto, tínhamos testado aquele tipo de beijo e foi incrível, igualmente como estava sendo agora.
Parecia uma guerra de línguas e lábios. Chupávamos as línguas um do outro enquanto eu erguia a mão e segurava os paus deles, masturbando-os. Logo Jack e Christian afastaram meu cabelo para trás e desceram seus beijos para o meu pescoço, fazendo-me morder o lábio e sentir minha bocetinha se contrair em desejo.

Rapidamente, eles tiraram meu pijama, deixando-me apenas de calcinha, que já se encontrava muito encharcada. Então, me deitei e ao meu pedido, Jack se posicionou entre minhas pernas, lambendo-me a barriga à medida que Christian e eu nos beijávamos.
Jack logo retirou do meu corpo aquele último pedaço de pano que faltava e em seguida caiu de boca na minha boceta, levando-me à loucura. Para intensificar ainda mais meu tesão, Christian começou a beijar, lamber e chupar meus seios, revezando entre um mamilo e outro.

— Mozão? – gemi o chamando e ele ergueu o rosto, encarando-me – Lembra da primeira vez que fiquei com vocês dois? – inquiri, já vendo-o assentir – Fica sussurrando coisas safadas para mim de novo. Por favor, Mozão – implorei, mexendo um pouco meu quadril contra a boca de Jack.

Christian concordou com um aceno de cabeça e aproximou seu rosto do meu, beijando meu pescoço, mordendo o lóbulo da minha orelha.

— Então, você gosta de ouvir coisas safadas, não é Bonequinha?

“Que voz do caralho!” pensei fechando os olhos, totalmente em êxtase, sentindo a cada palavra dele, seu hálito quente em meu ouvido.

— Está gostando da língua dele explorando sua bocetinha? – ele sussurrou e eu senti meu mamilo esquerdo ser apertado com força.

— Sim – falei em meio a um gemido.

— Nós vamos foder seus buraquinhos até você implorar pra gente parar.

— Sim! Sim! Sim! Me fodam até eu ficar toda ardida! Oh meu Deus, Ursinho! – exclamei jogando minha cabeça para trás, quando ele abriu bem os lábios da minha boceta e começou a sugar meu clitóris, me proporcionando um orgasmo maravilhoso em poucos segundos.

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