terça-feira, 18 de agosto de 2020

Um Jeito Estranho de Amar - Capítulo 37


ANASTASIA

Fiquei sentada entre Christian e Jack, com os paus de ambos em minhas mãos, os massageando bem devagar enquanto eles distribuíam vários beijos em meu pescoço, bochecha, boca, colo, ombros e seios.

Christian foi o primeiro a se recompor do orgasmo, então me ajeitei sobre ele, posicionando seu pau na minha entrada. Antes de descer o meu quadril, o engolindo, contraí fortemente o interior da minha boceta, pois assim a penetração se assemelharia ao buraco que Christian estava acostumado a meter.

Minha ideia deu certo e quando projetei meu corpo para baixo, o vi fechar os olhos, jogando a cabeça para trás, soltando um gemido alto à medida que eu lentamente começava a cavalgar nele.

Enquanto eu rebolava sobre Christian, Jack o puxou para um beijo bem intenso, descendo depois sua boca ao longo do pescoço, mas ao chegar no tórax dele, Jack pulou suas carícias para o meu corpo, chupando-me o seio delicadamente, me fazendo arfar em desejo.

Então, retribui sua chupada, levando minha mão ao seu pau, já o massageando com meus dedos.
Os gemidos do Christian pela minhas contrações internas, mais os meus pela penetração e sensação de preenchimento, mais os do Jack pela minha masturbação, se misturavam e ecoavam pelo quintal.

Já encontrava-me perto de atingir o orgasmo, quando Christian abraçou minha cintura, desvencilhando nossos lábios, e meio que rosnou em meu ombro, enquanto eu sentia o mesmo gozar dentro mim.

— Vai com o Ursinho – ele sussurrou, segundos depois, com a voz rouca, empurrando-me gentilmente pela cintura, para longe de seu corpo, deixando-me um pouco frustrada – Vou dar um mergulho – Christian avisou enquanto me ajeitava sobre Jack, sentando em seu pau, fazendo igual como havia feito com Christian.

— Faz mal mergulhar depois de comer, Mozão – Jack zombou, sorrindo.

Christian rolou os olhos e passou a mão sobre a superfície, jogando água em nós dois, fazendo a gente rir, antes do mesmo se afastar. Virei o rosto e encarei Jack, dando-lhe um sorriso, antes de descer meus lábios sobre os dele.

Logo senti que ele se ajeitava para longe um pouco da beirada da piscina, então me posicionei melhor em seu colo, rodeando-o com minhas pernas. Ficamos naquela posição, nos beijando e nos fodendo, por alguns minutos, até gozarmos juntos.
Ambos estávamos ofegantes quando saí de cima dele, sentando-me ao seu lado.

— Você está bem, Bonequinha? – ouvi Jack perguntar, então assenti, ainda de olhos fechados – Eu vou sair da piscina para descansar e comer um pouco. Quer vir?

O encarei e balancei a cabeça, em negação.

— Não, Ursinho. Vou ficar aqui com o Mozão – falei, olhando para onde Christian se encontrava deitado sobre um colchão inflável – Ele está me devendo um orgasmo – confidenciei, num sussurro.

Jack sorriu e me deu um selinho, antes de se levantar e sair da piscina. Já um pouco recuperada, me dirigi bem devagar até perto onde Christian estava, notando que o mesmo se encontrava de olhos fechados, então de repente, joguei água nele, acertando sem querer o seu rosto.

Christian levou um baita susto, o que o fez sair do colchão e cair dentro d’água. Assim que o mesmo veio à tona, me encarou, semicerrando os olhos enquanto eu sorria cinicamente.

— Você não pode acordar alguém afogando a pessoa – ele resmungou, então arrisquei me aproximar dele, mesmo com a água batendo quase no meu pescoço.

— Você nem me esperou – comentei, parando na frente dele.

— Do que está falando?

— Naquela hora, antes do senhor gozar, eu também estava chegando lá, mas daí você gozou primeiro e cortou o meu tesão quando me fez sair do seu colo.

— Ah, desculpe.

— Não quero desculpas – falei, dando um passo à frente, enlaçando-o pelo pescoço, já colando nossos corpos – O Ursinho me fez gozar, mesmo ele pegando o bonde no meio do caminho – murmurei, pensativa e completei em seguida, de um jeito sexy – Agora eu quero você me fazendo sentir a mesma sensação de ver estrelas. Por favor, Mozão. E nem adianta olhar para o Ursinho, porque ele já fez a parte dele.

— Eu não estou excitado.

— Isso eu resolvo rapidinho – ressaltei, sorrindo meio sapeca.

Aproximei minha boca da dele, o beijando lentamente, à medida que eu descia uma das minhas mãos pelo seu tronco até chegar naquele pedaço de carne mole, ao qual eu logo comecei a apertar, fazendo um vai e vem bem gostoso.

O senti crescer em meus dedos, a cada segundo, enquanto Christian retribuía minha punheta, me acariciando o corpo.

— Você já está pronto – anunciei minutos depois, já pulando e rodeando a cintura dele com minhas pernas – Me fode, Mozão – implorei em seu ouvido.

Christian nos conduziu até a beirada da piscina e me colocou sentada ali. À medida que nos beijávamos ele guiou seu pau para dentro de mim e começou a investir contra meu quadril. Fiz minha parte e apertei ao máximo minha bocetinha ao redor dele, arrancando-lhe gemidos e o incentivando a ir mais rápido.
Não demorou muito e eu explodi em um orgasmo alucinante, sendo logo seguida por Christian que, ao contrário de mim, conteve seu grito de prazer, beijando o meu pescoço no momento do seu gozo.
— Obrigada, Mozão – sussurrei o encarando, ele ergueu sua mão, tocando minha bochecha e me deu um selinho, antes de sair de dentro de mim.

Logo escutando Jack gritar, nos avisando que Ethan havia mandado uma mensagem avisando que estava saindo da casa dele. Então, Christian me pegou no colo quando notou que eu ainda me encontrava mole pelo orgasmo e nos conduziu para fora da piscina.

Ele seguiu rumo as espreguiçadeiras, onde o mesmo me deitou em uma delas enquanto eu via Jack, já vestido numa sunga, se aproximar com meu biquíni, ao qual ele teve que me ajudar a vestir.

Acabei cochilando pelo cansaço, mas logo fui acordada pelo grito do Ethan que apareceu no quintal, com Christian vindo atrás, trazendo uma tigela nas mãos, provavelmente com mais bolinhos empanados.

— Estou sentindo cheiro de sexouco no ar.

— Sexo louco – sussurrou Jack para mim, sentado na beirada da minha espreguiçadeira, antes de Ethan vir nos cumprimentar.

“Ele precisa urgentemente fazer um dicionário para essas palavras malucas dele. Ethanário? É, gostei do nome” pensei, sorrindo.

— Virou mutante agora, sua louca? Com o nariz extra sensível? – provocou Christian, depositando a tigela de bolinhos na mesinha.

— Tenho um nariz muito delicado, amiga.

— Você gosta de bocetas, Ethan? – perguntei, já o vendo fazer uma careta, o que fez todo mundo rir.

— Deus me livre chegar perto de um negócio horroroso como aquele.

— E tu nasceu como, criatura? Tua mãe te cagou, foi?

— Quase isso, Buchoca – ele disse rindo enquanto Jack e Christian tentavam parar de rir, em vão – Eu era tão gay quando bebê, que nem sair pela boceta da minha mãe, eu quis. Ela teve que fazer cesárea. Que Deus a tenha, linda e bela, nos jardins dos consolos e vibradores lá no céu.

— Também quero ir para essa parte do céu, quando eu morrer – comentei, rindo também.

— Agora voltando ao sexouco...

— Eu não engoliria a água da piscina, se fosse você – murmurei quando ele se sentou na outra espreguiçadeira, do outro lado da mesinha.

— Eca! Você dois são nojentinhos, hein?

— Relaxa! A Ana só tá zoando contigo. Eu e o Jack não fizemos nada dentro da piscina – disse Christian se deitando em outra espreguiçadeira perto da gente.

— Ok. Vou acreditar na sua palavra, porque você nunca mentiu pra mim, Cherzito.

— Há sempre uma primeira vez – sussurrei bem baixo, fazendo Jack e Christian fecharem a boca para não rirem de novo.

— O que você disse, Buchoca? Não escutei.

— Falei pra tu ir aproveitar o sol e a água, porque ela tá gostosa. Vá lá! – exclamei tentando não sorrir, mas não aguentei quando vi Ethan tirar sua roupa, revelando um biquíni rosa neon, e mergulhar na piscina.

— Mozão, a gente vai contar para o Ethan sobre nós e a Bonequinha? – Jack indagou meio baixo.

— Ela vai descobrir de um jeito ou de outro, então é melhor nós contarmos agora, para ela depois não dar uma de bicha traída e ficar sem falar com a gente, Ursinho – Christian disse e olhou para mim, apontando para o livro sobre a mesinha – Vai continuar lendo, Bonequinha?

— Não. Eu vou é ir comer agora! – exclamei, fazendo os dois sorrirem.

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