terça-feira, 18 de agosto de 2020

Um Jeito Estranho de Amar - Capítulo 36


ANASTASIA

Quando acordei naquela manhã, notei que me encontrava sozinha na cama e assim que sentei, vi sobre uma das mesinhas de cabeceira, ao lado de um livro, um pequeno papel branco com algumas letras rabiscadas, então estiquei o braço e o peguei, lendo-o em seguida.
Levantei e fui para o meu antigo quarto, já entrando no closet. Na gaveta havia vários modelos de biquínis, então escolhi um branco com listras vermelhas. Depois fiz minha higiene pessoal, me vesti e desci, muito empolgada para reencontrar com o Ethan.
— Se eu soubesse que vocês estariam assim, teria vindo pelada – comentei, divertida, quando me aproximei do deck da piscina e encontrei Christian e Jack deitados nas espreguiçadeiras, tomando sol, completamente nus.
— Ainda tá em tempo, Bonequinha – disse Christian, com a voz meio abafada, devido o mesmo está de bruços.

— Não, obrigada. Eu vou fazer companhia para o prato de bolinhos ali na mesa. Eles estão se sentindo tão sozinhos – murmurei, fazendo os dois rirem – O Ethan não vem?

— Vem, mas aquela louca ultimamente só está chegando na hora do almoço, então como ainda é cedo, nos gostamos de tomar sol assim, como vinhemos ao mundo – Jack informou, ainda de olhos fechados.

— Ah, ok. Então... Bom banho de sol para vocês, eu estou indo para a sombra, conversar com os bolinhos solitários. Ah, Mozão. Eu peguei um livro para ler, que estava na mesinha de cabeceira do seu lado – avisei enquanto me sentava em uma das duas espreguiçadeiras existente embaixo de um enorme guarda sol e ao redor de uma mesinha baixa, contendo um prato grande de bolinhos empanados e uma jarra de suco com quatro copos ao lado.

— Não tem problema, contanto que não desmarque aonde eu estou na minha leitura.

— Senão ele te arranca o pau que você não tem, Bonequinha – complementou Jack rindo, já levando um beliscão do Christian.

Sorri e me recostei, deitando-me parcialmente na espreguiçadeira. Fiquei ali um tempo, mergulhada na leitura, apreciando os petiscos e bebendo suco, que quando olhei para onde Jack e Christian estavam, acabei não os vendo, então meu olhar mirou num local da piscina, onde vi os dois se beijavam e sorriam um para o outro.
Jack se encontrava de costas para mim, mas quando Christian se abaixou sumindo do campo de visão, eu sabia que ele estava chupando o Jack, e confirmei isso quando o mesmo, segundos depois, se abaixou e chupou o Christian.
Eles ficaram nisso, se revezando nas chupadas dentro d’água, por alguns minutos, até que não aguentei mais só assistir.

— Eu quero brincar também! – exclamei meio manhosa, fazendo um bico.

— Então vem, Bonequinha.

— Ah não, Ursinho. Venham vocês para o seco, porque eu não sei nadar não – comentei e logo vi Jack cochichar algo no ouvido do Christian, que sorriu me olhando, então o mesmo saiu da piscina – O que vai fazer? – inquiri, quando ele se aproximou, tirando o livro das minhas mãos e já me pegando no colo, porém quando percebi que Christian dava a volta na piscina, nos conduzindo para o que parecia ser a parte mais funda dela, eu entrei em pânico – Não, não, não... Não faz isso, Mozão. Por favor – implorei apertando mais os meus braços ao redor do pescoço dele.

— PULA LOGO MINHA GENTE! – escutei Jack gritar, o incentivando.

— Infelizmente, só se aprende a nadar, estando dentro da água – ele disse sorrindo, já pulando em seguida.

Tive que me soltar dele para poder voltar à tona e o desespero bateu quando não senti nada sob meus pés, mas logo Christian me segurou pela cintura, de frente para ele, pedindo que eu me acalmasse.

— Eu vou te matar! – exclamei emburrada, o encarando e vendo o mesmo rir, escutando Jack também rindo ao fundo.

— Se me matar, você vai afundar – Christian zombou e eu o abracei, enlaçando seu pescoço.

— Não me solta, por favor – pedi, esquecendo rapidamente a raiva à medida que morria de medo, pois a sensação de não conseguir tocar o fundo, para quem não sabe nadar, é extremamente horrível.

— Eu vou ter que te soltar, porque você vai nadar até o Ursinho.

Me virei um pouco e olhei por sobre o meu ombro, para onde Jack se encontrava com a água um pouco abaixo do peito, então logo voltei a encarar Christian, com os olhos arregalados.

— Nem a pau – falei balançando a cabeça – Sem chance disso acontecer.

— Vem, Bonequinha. Você só precisa tomar fôlego, prender a respiração e mergulhar, batendo os pés e movimentando os braços desse jeito.

O encarei e balancei novamente a cabeça, em negação.

— Se você não for, eu vou te soltar – Christian sussurrou, então demorei alguns segundos para decidir que iria tentar.

Jack começou a bater palmas quando Christian me segurou de costas. Eu tinha total ciência do pau dele roçando em mim, desde que entramos na água e eu o havia abraçado para me manter a salvo, mas o medo tirava totalmente o erotismo daquela situação.

Respirei fundo e mergulhei, fechando os olhos, recebendo uma ajudinha do Christian, que tinha me dado um pequeno impulso na partida. Fiz como Jack havia me mostrado e quando não consegui mais segurar o ar, eu emergi, finalmente tocando meus pés no fundo da piscina.

Enquanto eu tirava o cabelo grudado em meu rosto, comecei a escutar palmas atrás de mim, então me virei, já notando que eu havia passado do Jack, mais ou menos, uns dois metros. Fiquei muito feliz por aquilo ter acontecido e por ter conseguido nadar, assim de primeira. Jack veio até mim e eu o agradeci com um abraço.

— De nada, Bonequinha. Mas vamos ter que melhorar e muito o seu nado, ok?

Assenti ainda sorrindo e fui abraçar Christian que tinha se aproximado também.

— Parabéns, Bonequinha – ele disse, retribuindo o meu abraço.

— Obrigada pelo empurrãozinho, Mozão.

— De nada.

Agora com os pés devidamente seguros, tocando o fundo da piscina, eu pude voltar a prestar atenção ao meu redor. Principalmente, quando senti Jack parar atrás de mim, colando seu corpo ao meu.

— Onde foi mesmo que nós paramos, Ursinho?

— Acho que foi com a Bonequinha pedindo para participar da nossa brincadeira pervertida.

“Aí, Senhor! Essas vozes sexys ainda me matam!” exclamei em pensamento, fechando os olhos e me recostando à Jack.

Logo senti uma boca quente sobre meu ombro, subindo lentamente para a curva do meu pescoço, causando-me arrepios e contrações em minha boceta. Enquanto isso, um par de mãos me seguravam a cintura à medida que o outro par, descia ao longo do meu corpo. Abri os olhos quando Christian se afastou de nós, à mando do Jack, deixando-me confusa.

— O Mozão não vai participar? – indaguei, me virando.

— Ele vai sim, Bonequinha. O Mozão está indo para o raso – ele beijou minha orelha e completou num sussurro – Para você chupar primeiro aquele pau delicioso.

Um gemido escapou dos meus lábios, então mordi o lábio, consumida de tesão. Lentamente, me encaminhei até onde Christian se encontrava sentado. Ele levantou um pouco o quadril para fora da água, abrindo suas pernas e eu me sentei ali, no meio delas, já o envolvendo em minhas mãos antes de descer a boca naquele pau.
Enquanto eu chupava o Christian, Jack se aproximou por trás e passou a me tocar por sobre a calcinha biquíni, fazendo-me gemer, meio abafado, dado que eu estava com um pedaço de carne pulsante na boca.

Devido as chupadas deles antes, Christian logo gozou, soltando um gemido e voltando a baixar o quadril, sentando-se. Ainda com um restinho de sêmen em minha boca, aproximei meu rosto do dele e o beijei intensamente, sendo retribuída da mesma forma.

Acabamos sorrindo, segundos depois, ao final no nosso beijo e Christian ergueu a mão, limpando meu queixo, onde provavelmente devia ter um pouco do gozo. O agradeci com um selinho, então minha atenção foi para Jack, que se sentava na beirada da piscina.

Tirei o biquíni, jogando-o ao lado dele e me posicionei entre suas pernas, já o chupando avidamente, arrancando sonoros gemidos do Jack, que como o Christian, não demorou muito para preencher minha boca com o seu sêmen.
Sorri para ele e me ergui, o beijando à medida que suas mãos me acariciavam o corpo, me deixando com mais tesão ainda, porém eu precisava deixar eles se recomporem um pouco.

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