terça-feira, 18 de agosto de 2020

Um Jeito Estranho de Amar - Capítulo 32


ANASTASIA

Após o almoço, Christian retornou ao seu estúdio para uma reunião com uma noiva que queria contratá-lo para fazer o book de seu casamento, enquanto que Jack me chamou para irmos até o cartório da cidade, a fim de providenciar novos documentos para mim.

Foi difícil, mas consegui tirar uma nova identidade e carteira de trabalho, o que me deixou muito feliz e acabei agradecendo o Jack com um selinho. Assim como Christian, hoje mais cedo, ele também ficou estranho, mas o mesmo disse que só tinha ficado um pouco envergonhado, pois eu o havia beijado em público.

— Ah, ok. Desculpe, Ursinho. É que me empolguei – murmurei, assim que adentramos o carro.

— Tudo bem, Bonequinha. Melhor irmos para casa e descansarmos um pouco.

— Concordo. Tô precisando de um cochilo urgente – informei, já bocejando, fazendo Jack rir.


★ ★ ★ ★ ★


Quando chegamos em casa, subi para o meu quarto e fui tomar um banho, antes de cair na cama. Porém, enquanto estava sob o chuveiro, me ensaboando, comecei a ficar excitada. Então, rapidamente terminei de banhar e peguei um dos vibradores que eu tinha feito o Christian comprar para mim.

Comecei a me masturbar, mas não estava gostando do resultado. Eu queria algo mais do que introduzir um consolo na minha boceta, então me levantei da cama, vesti um robe e sai do quarto, indo procurar por Jack para ver se ele poderia me ajudar.

O encontrei na sala de estar, sentado no tapete, com o notebook sobre suas pernas. O mesmo parecia concentrado, então dei meia volta e fui saindo de fininho, mas o escutei me chamar, então virei novamente e o olhei meio sem graça, por interrompê-lo.

— Oi, o que está fazendo? – inquiri.

— Uma pesquisa para um caso lá do hospital. Chato demais para você entender, Bonequinha. Está precisando de algo?

— Sim, mas você está ocupado, então deixa pra lá.

— Pode falar, meu anjo.

Mordi o lábio inferior, indecisa se pedia aquele favor ou não, porque eu não queria atrapalhá-lo.

— Eu tinha vindo perguntar se você poderia transar comigo agora, porque quando fui banhar, eu comecei a ficar com muito tesão.

— O Mozão não havia comprado algumas coisas no Sex Shop? Não veio nenhum vibrador ou algo do tipo para você? – Jack indagou, levantando-se do chão e se aproximando de mim.

— Sim, mas já tentei e não gostei muito de me masturbar com aquilo – falei e logo completei – Mas como eu disse, deixa pra lá, Ursinho. Pode voltar para sua pesquisa, que é mais importante.

Eu ia saindo quando o senti me puxar pelo braço, fazendo me virar, então Jack desceu seus lábios contra os meus, num beijo inesperado, que fez meu corpo se incendiar ainda mais. Rapidamente, o retribui, enlaçando-o logo pelo pescoço, à medida que os braços dele faziam nossos corpos se colarem.
— O Mozão não pode saber disso, ok? – escutei ele sussurrar, tão ofegante quanto eu, enquanto nossas testas se encontravam juntas e as pontas dos nossos narizes se tocavam, a cada puxada profunda de ar que dávamos.
— Ok, Ursinho – murmurei, encarando-o, já procurando sua boca novamente.

Segundos depois, sem interromper nosso beijo, Jack me ergueu do chão, fazendo-me enlaçar sua cintura automaticamente.
Ele nos conduziu para o sofá, sentando-se comigo em seu colo. Suas mãos percorriam meu corpo enquanto nossos lábios pareciam que não desejam se desgrudarem nunca mais, porém interrompi o beijo quando senti que Jack estava ficando duro sob minha boceta, já encharcada de tesão.
— Você conseguiu ficar excitado! – exclamei surpresa e estranhamente feliz pela inesperada descoberta.

— Eu não sei o que está havendo comigo, Bonequinha – ele murmurou, olhando-me de um jeito que eu ainda não havia visto antes.

— Vamos apenas aproveitar o momento, depois você pensa sobre isso, Ursinho. Agora me chupa um pouco, só para eu poder matar a saudade de sua boca na minha bocetinha – implorei, já me levantando de seu colo.

Tirei o robe, jogando-o sobre a mesinha de centro da sala, depois me deitei, quase parcialmente sentada, no sofá. Fiquei observando Jack se despir e acabei lambendo os lábios, olhando com desejo para aquele pedaço de carne duro à minha frente.

Jack então se ajoelhou entre minhas pernas e me envolveu com sua boca, fazendo-me arfar com sua chupada, que a cada segundo se tornava mais e mais intensa.

— Já chega, Ursinho – informei quando o mesmo me chupou mais forte, ao ponto de me sugar – Não quero gozar na sua boca e sim no seu pau.
Ele então apoiou-se no sofá com uma das pernas e levantou a minha, e já me penetrou de uma só vez, arrancando-me um gemido. Meu tesão foi às alturas naquele momento e o beijei novamente, antes de pedir à Jack que metesse mais forte e rápido, vendo logo meu pedido sendo atendido por ele, que ergueu minha outra perna para poder ir mais fundo em mim.
Logo mudamos de posição, pois a anterior estava fazendo-me sentir a bebê mexendo e aquilo me incomodou um pouco. Também não disse nada ao Jack, porque ele tava indo tão bem, que eu não queria que o mesmo mudasse de foco, de mim para a bebê.

Sentada sobre ele, comecei a cavalgar em seu pau, mexendo meu quadril para frente e trás, vendo Jack fechar os olhos gemendo. Quando peguei uma de suas mãos e a levei para o meu seio esquerdo, nossos olhares se encontraram, então me inclinei selando nossas bocas.
Apoiada sobre minhas pernas, quiquei sobre seu colo, sentindo o pau dele, ir fundo em meu interior, me fazendo gritar de tesão, explodindo segundos depois num gozo, me estremecendo toda.
Fui me recuperando aos poucos, então Jack se sentou, me abraçando forte e gemendo em meu ouvido, indicando-me que o mesmo estava gozando também, preenchendo-me. Depois, ficamos alguns minutos apenas nos beijando, saboreando o momento.
— Obrigada, Ursinho – sussurrei, agradecida, dando-lhe um selinho rápido, fazendo o mesmo sorrir.

— De nada, Bonequinha.

— Agora posso dormir mais relaxada – comentei rindo, já saindo de seu colo e indo rumo a escada.





JACK

“O que aconteceu comigo? Porque eu quebrei a nossa regra de nunca ficar com uma mulher sozinho? E o pior, é que senti o mesmo desejo que eu sinto quando estou com o Chris” pensei, enquanto a via se afastar de mim e logo a minha ficha caiu, fazendo-me arregalar os olhos em choque.

“Ai meu Deus! Estou me apaixonando pela Ana! Eu não posso prosseguir com esse sentimento. Eu sou gay! Muito gay! Extremamente gay! Quer dizer, nem tão extremamente gay assim”

Me levantei e coloquei minha roupa, que se encontrava espalhada pelo chão. Depois, sentei novamente no sofá, pensativo.

— Eu amo muito o Chris e não posso magoá-lo desse jeito. Ele não pode saber o que houve aqui – murmurei baixo, para mim mesmo, tentando acreditar que guardar um segredo daquele, era melhor do que sentar e conversar.

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