CHRISTIAN
— E aí... Ficou bom? – escutei Ana perguntar então me virei e a vi terminando de ajeitar a blusa que eu tinha comprado de presente para ela também.
— Ownn... Está muito fofinha, meu Deus! – exclamei me levantando da cama.
— Ownn... Você sabe que está chamando sua filha de cavalo com essa estampa, né? – Ana debochou usando o mesmo tom de voz meloso que eu tinha usado, me fazendo rolar os olhos.
— Unicórnio e cavalo são totalmente diferentes, fofa.
— São nada. A única diferença é que um é corno e o outro não.
— Ai ai, Ana. Só tu mesmo – comentei rindo – Vamos antes que fique tarde.
— Para onde a gente vai mesmo? – ela inquiriu minutos depois, enquanto estávamos dentro do elevador.
— Eu preciso pegar o presente do Jack, passar na confeitaria para comprar um bolo para cantarmos parabéns para ele e ainda tenho que terminar de bolar a surpresa para o Jack, só que estou em dúvida se realmente faço ou não.
— O que tem em mente?
Dei de ombros e enfiei as mãos, dentro dos bolsos da calça, escorando-me na parede do elevador.
— Queria passar em um Sex Shop e comprar algumas coisas para apimentar o sexo hoje. Tipo fantasias eróticas, ou algemas de plumas, ou vendas... Estes tipos de coisas, só que não sei o que ele gosta porque nunca usamos nada disso antes – falei e respirei fundo – Enfim... Preciso da sua ajuda, já que você vai estar também no meio.
— Eu vou? – ela indagou me encarando surpresa – Olha, Christian... Não quero mais confusão para o meu lado não. Aparentemente, estamos bem e tals, então eu prefiro me manter o mais longe da cama de vocês, porque ser a gente transar, tu vai surtar na batatinha de novo, achando que eu estou tentando roubar o Jack de você e quem vai acabar saindo magoada dessa bagaça toda, vai ser eu de novo.
Me desencostei da parede e aproximei-me dela, segurando seus ombros.
— Eu estou tentando mudar, Ana. Prometo que não vou ter uma crise de ciúme. E prometo me controlar para não te magoar mais – murmurei bem sincero, pois eu realmente estava a fim de mudar a partir de hoje.
— Não sei não, Christian.
— Por favorzinho – implorei já fazendo bico e unindo as mãos como se eu fosse rezar e ela riu.
— Ok, eu te ajudo.
— E vai voltar para casa com a gente também, né?
— Só se me der dinheiro para eu poder comprar um presente para o Jack também.
— Eita que tu tá hoje só na base da chantagem, hein? – zombei e Ana deu de ombros.
— Você vai me dar o dinheiro ou não?
— Na minha testa está escrito “Banco” por acaso? – inquiri.
— Não. Está escrito “Caixa Eletrônico” – ela rebateu com um sorriso cínico no rosto, já estendendo a mão na minha frente.
— Só dou quando tivermos lá no shopping.
— Está bem, seu chato – Ana resmungou bem baixo, cruzando os braços sobre o busto e olhando para o mostrador em cima das portas, onde indicavam em qual andar o elevador se encontrava descendo.
Após sairmos do shopping, onde fui pegar e pagar as gravatas personalizadas que eu tinha encomendado há um mês para o Jack e onde também a Ana comprou um presente para ele, passamos em um Sex Shop onde ela me ajudou a escolher algumas coisas para a minha surpresa, quer dizer, a nossa surpresa.
Acabamos saindo de lá com duas fantasias eróticas, algemas de colchão para prendermos o Jack na cama, um kit de bondage que eu sei nem como vamos usar, mas por insistência da Ana acabei comprando.
E por fim, para ela, que me encheu a paciência com isso desde que pisamos na loja, comprei um kit com três plugs anais de diferentes espessuras e dois consolos de vidro, um em formato de coração na ponta porque a Ana achou fofo e o outro tinha o formato de uma cabeça de urso, e ela disse que queria aquele custe o que custar.
Na volta para o hotel passamos em uma confeitaria. A Ana, assim que paramos em frente ao balcão de vidro, logo se apaixonou por um bolo, que mesmo minhas tentativas de mostrar outros menos chamativos, foram inúteis então acabei comprando aquele bolo rosa de princesa, que vinha com uma coroa de brinquedo em cima.
— Me diz que não é a cara do Jack, hein Christian? É fofinho igual ele.
— Ok. Admito que a fofura de ambos é igual – comentei olhando para ela, aproveitando o sinal fechado, e Ana sorriu.
— Eu vou ficar com essa coroa.
— Jack que é o aniversariante, Ana. Então a coroa de princesa é dele.
— Eita que alegria de pobre dura pouco e você adora fazer isso comigo.
— Esse é o meu trabalho – zombei sorrindo, já colocando o carro em movimento.
Estava tudo pronto. Tínhamos colocado as algemas de colchão na cama, porém escondidas, pois iríamos prender Jack de surpresa. Colocamos o bolo e os presentes sobre a mesinha da pequena sala e preferimos deixar para pôr as nossas fantasias depois.
Agora só faltava a Ana atrair o Jack até o quarto do hotel e logo ela teve uma ideia excelente. Pegou o celular dela, que a mesma me informou que tinha sido o Jack que havia dado, mas preferi relevar aquele fato porque o aparelho estava sendo útil para a surpresa, se preparou e ligou para ele, já colocando no viva-voz ao sentar ao meu lado no sofá.
— Oi, Ana. Bom dia.
— Jack...
— O que houve? Porque está chorando?
— O Christian... Ele veio aqui... e a gente discutiu... – ela dizia enquanto fingia soluçar em meio ao choro falso.
— Se acalma, Ana. Mais que droga! Ele prometeu que isso não ia acontecer! – ele vociferou, porém o som saiu meio abafado, como se tivesse afastado o telefone.
— Por favor, Jack... Vem pra cá rápido... Eu tô com medo... Tô muito nervosa... Preciso de você... Vem, por favor...
— Eu tô saindo do hospital agora, ok? Tenta se acalmar um pouco. Liga pra recepção e pedi um copo com água misturada com açúcar. Isso vai te ajudar.
— Tá bom... Não demora, por favor... Tenho medo de que Christian volte aqui...
— Ele não vai te importunar nunca mais. Eu juro, Ana. Já já eu chego aí. Não se preocupa.
— Ok...
Ela desligou o celular e então segundos depois o meu telefone começou a tocar. Era o Jack me ligando.
— Será que eu atendo?
— Deixa ele ligar a segunda vez – ela disse rindo e assim o fiz.
Novamente o celular tocou e eu atendi, colocando logo no viva-voz também.
— Oi, amor.
— Christian, porque você discutiu com a Ana? Caramba! Tu me prometeu que não ia fazer isso!
Eu não sabia o que responder até que meu olhar recaiu sobre o notebook sobre uma das poltronas então improvisei.
— E quando era que você ia me dizer que comprou um notebook mega caro pra ela, hein?
— CARALHO, CHRISTIAN!!! PARA DE SER CIUMENTO!!! – ele esbravejou e eu fiquei inseguro sobre continuar com aquela encenação toda, mas Ana envolveu uma das minhas mãos entre as suas, me dando força enquanto escutávamos Jack respirar profundamente ao telefone – A Ana está grávida e agora ela tá lá chorando, muito nervosa. Eu juro por Deus que se você fizer a Ana perder a nossa filha, eu passo dois anos em breve de sexo.
— Você não ousaria?
— Testa para ver! Onde você está agora?
— Estou no bar ao lado do hotel.
— Pois fique aí e me espera. Você está proibido de chegar perto da Ana, me entendeu?
— Uhumm...
— Quando eu chegar aí, a gente vai conversar sério.
Jack desligou na minha cara e eu senti um pouco de pena do meu maridinho porque deixamos ele muito puto da vida.
— E aí... Ficou bom? – escutei Ana perguntar então me virei e a vi terminando de ajeitar a blusa que eu tinha comprado de presente para ela também.
— Ownn... Você sabe que está chamando sua filha de cavalo com essa estampa, né? – Ana debochou usando o mesmo tom de voz meloso que eu tinha usado, me fazendo rolar os olhos.
— Unicórnio e cavalo são totalmente diferentes, fofa.
— São nada. A única diferença é que um é corno e o outro não.
— Ai ai, Ana. Só tu mesmo – comentei rindo – Vamos antes que fique tarde.
— Para onde a gente vai mesmo? – ela inquiriu minutos depois, enquanto estávamos dentro do elevador.
— Eu preciso pegar o presente do Jack, passar na confeitaria para comprar um bolo para cantarmos parabéns para ele e ainda tenho que terminar de bolar a surpresa para o Jack, só que estou em dúvida se realmente faço ou não.
— O que tem em mente?
Dei de ombros e enfiei as mãos, dentro dos bolsos da calça, escorando-me na parede do elevador.
— Eu vou? – ela indagou me encarando surpresa – Olha, Christian... Não quero mais confusão para o meu lado não. Aparentemente, estamos bem e tals, então eu prefiro me manter o mais longe da cama de vocês, porque ser a gente transar, tu vai surtar na batatinha de novo, achando que eu estou tentando roubar o Jack de você e quem vai acabar saindo magoada dessa bagaça toda, vai ser eu de novo.
Me desencostei da parede e aproximei-me dela, segurando seus ombros.
— Eu estou tentando mudar, Ana. Prometo que não vou ter uma crise de ciúme. E prometo me controlar para não te magoar mais – murmurei bem sincero, pois eu realmente estava a fim de mudar a partir de hoje.
— Não sei não, Christian.
— Por favorzinho – implorei já fazendo bico e unindo as mãos como se eu fosse rezar e ela riu.
— Ok, eu te ajudo.
— E vai voltar para casa com a gente também, né?
— Só se me der dinheiro para eu poder comprar um presente para o Jack também.
— Eita que tu tá hoje só na base da chantagem, hein? – zombei e Ana deu de ombros.
— Você vai me dar o dinheiro ou não?
— Na minha testa está escrito “Banco” por acaso? – inquiri.
— Não. Está escrito “Caixa Eletrônico” – ela rebateu com um sorriso cínico no rosto, já estendendo a mão na minha frente.
— Só dou quando tivermos lá no shopping.
— Está bem, seu chato – Ana resmungou bem baixo, cruzando os braços sobre o busto e olhando para o mostrador em cima das portas, onde indicavam em qual andar o elevador se encontrava descendo.
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Após sairmos do shopping, onde fui pegar e pagar as gravatas personalizadas que eu tinha encomendado há um mês para o Jack e onde também a Ana comprou um presente para ele, passamos em um Sex Shop onde ela me ajudou a escolher algumas coisas para a minha surpresa, quer dizer, a nossa surpresa.
Acabamos saindo de lá com duas fantasias eróticas, algemas de colchão para prendermos o Jack na cama, um kit de bondage que eu sei nem como vamos usar, mas por insistência da Ana acabei comprando.
E por fim, para ela, que me encheu a paciência com isso desde que pisamos na loja, comprei um kit com três plugs anais de diferentes espessuras e dois consolos de vidro, um em formato de coração na ponta porque a Ana achou fofo e o outro tinha o formato de uma cabeça de urso, e ela disse que queria aquele custe o que custar.
— Ok. Admito que a fofura de ambos é igual – comentei olhando para ela, aproveitando o sinal fechado, e Ana sorriu.
— Eu vou ficar com essa coroa.
— Jack que é o aniversariante, Ana. Então a coroa de princesa é dele.
— Eita que alegria de pobre dura pouco e você adora fazer isso comigo.
— Esse é o meu trabalho – zombei sorrindo, já colocando o carro em movimento.
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Estava tudo pronto. Tínhamos colocado as algemas de colchão na cama, porém escondidas, pois iríamos prender Jack de surpresa. Colocamos o bolo e os presentes sobre a mesinha da pequena sala e preferimos deixar para pôr as nossas fantasias depois.
Agora só faltava a Ana atrair o Jack até o quarto do hotel e logo ela teve uma ideia excelente. Pegou o celular dela, que a mesma me informou que tinha sido o Jack que havia dado, mas preferi relevar aquele fato porque o aparelho estava sendo útil para a surpresa, se preparou e ligou para ele, já colocando no viva-voz ao sentar ao meu lado no sofá.
— Oi, Ana. Bom dia.
— Jack...
— O que houve? Porque está chorando?
— O Christian... Ele veio aqui... e a gente discutiu... – ela dizia enquanto fingia soluçar em meio ao choro falso.
— Se acalma, Ana. Mais que droga! Ele prometeu que isso não ia acontecer! – ele vociferou, porém o som saiu meio abafado, como se tivesse afastado o telefone.
— Por favor, Jack... Vem pra cá rápido... Eu tô com medo... Tô muito nervosa... Preciso de você... Vem, por favor...
— Eu tô saindo do hospital agora, ok? Tenta se acalmar um pouco. Liga pra recepção e pedi um copo com água misturada com açúcar. Isso vai te ajudar.
— Tá bom... Não demora, por favor... Tenho medo de que Christian volte aqui...
— Ele não vai te importunar nunca mais. Eu juro, Ana. Já já eu chego aí. Não se preocupa.
— Ok...
Ela desligou o celular e então segundos depois o meu telefone começou a tocar. Era o Jack me ligando.
— Será que eu atendo?
— Deixa ele ligar a segunda vez – ela disse rindo e assim o fiz.
Novamente o celular tocou e eu atendi, colocando logo no viva-voz também.
— Oi, amor.
— Christian, porque você discutiu com a Ana? Caramba! Tu me prometeu que não ia fazer isso!
Eu não sabia o que responder até que meu olhar recaiu sobre o notebook sobre uma das poltronas então improvisei.
— E quando era que você ia me dizer que comprou um notebook mega caro pra ela, hein?
— CARALHO, CHRISTIAN!!! PARA DE SER CIUMENTO!!! – ele esbravejou e eu fiquei inseguro sobre continuar com aquela encenação toda, mas Ana envolveu uma das minhas mãos entre as suas, me dando força enquanto escutávamos Jack respirar profundamente ao telefone – A Ana está grávida e agora ela tá lá chorando, muito nervosa. Eu juro por Deus que se você fizer a Ana perder a nossa filha, eu passo dois anos em breve de sexo.
— Você não ousaria?
— Testa para ver! Onde você está agora?
— Estou no bar ao lado do hotel.
— Pois fique aí e me espera. Você está proibido de chegar perto da Ana, me entendeu?
— Uhumm...
— Quando eu chegar aí, a gente vai conversar sério.
Jack desligou na minha cara e eu senti um pouco de pena do meu maridinho porque deixamos ele muito puto da vida.

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