CHRISTIAN
Acordei e fiquei admirando por um tempo aquele homem que eu tanto amava. Sempre no aniversário do Jack, eu o acordava com um gostoso e romântico café da manhã na cama, mas hoje iria ser diferente. Apoiando-me sobre o cotovelo, ergui a mão e acariciei o rosto dele.
— Ei, aniversariante... Acorda... Feliz aniversário – sussurrei.
Jack demorou alguns segundos para despertar totalmente e me encarar, dando um sorriso.
— Bom dia, querido. E obrigado.
Me inclinei um pouco, beijando-o, depois voltei a recostar minha cabeça sobre o travesseiro enquanto ele se ajeitava de lado na cama. De frente um para o outro, nos olhamos por alguns minutos até que resolvi quebrar o silêncio daquele momento.
— A gente precisa conversar – declarei e o vi respirar fundo antes de vim se aconchegar a mim, repousando sua cabeça em meu peito, abraçando-me forte.
— Por favor, amor. Não quero uma discussão entre nós, logo hoje e ainda por cima, de manhã cedo – Jack suplicou e ergueu o rosto, me olhando – Promete que não vamos brigar hoje?
— Prometo, querido. Não vamos brigar hoje e nem nunca mais, se depender de mim e do resultado do meu tratamento.
— Tratamento? – ele indagou franzindo o cenho.
— Sim, amor. Tudo aquilo que você, a Ana e a minha mãe disseram ontem, me ajudou a enxergar sobre o que eu estou fazendo com o nosso casamento. Eu tenho tanto medo de te perder que o meu próprio ciúme vai acabar fazendo isso, se eu não me tratar logo, então hoje mesmo eu vou atrás de ajuda médica. Vou tentar encontrar um psicólogo e vou fazer sessões de terapia.
— Psicólogo? Não pode ser uma psicóloga não?
— Quem está sendo o ciumento agora, hein? – provoquei sorrindo e Jack riu também.
— Não é por ciúmes não. É porque eu conheço uma psicóloga muito boa. Ela é mulher do Dr. Flynn, o neurocirurgião lá do hospital. Se quiser, eu posso pegar o cartão de visita dela para você marcar uma hora.
Um sorriso radiante se instalou em meus lábios ao ver que ele iria me dar total apoio naquilo, não que eu duvidasse do contrário.
— Quero sim, amor. Obrigado por me ajudar com isso. Te amo muito.
— Também te amo, meu ciumentozinho.
Sorri então Jack se esticou um pouquinho e me beijou.
— Em breve, não vou ser mais ciumento – sussurrei entre nossos lábios e ele me deu um beijinho de urso, roçando seu nariz no meu.
— Estou muito orgulhoso de você, querido. E coloca na sua cabeça que eu não vou te largar por ninguém, ok? – Jack murmurou e eu assenti – Porque você acha que eu voltei para Vancôver depois de ter concluído os meus estudos?
— Para ficar perto da sua mãe?
— Não, seu bobo. Foi por você.
Aquilo me pegou de surpresa. Ele nunca tinha me dito aquilo antes.
— É sério isso? – perguntei, ainda sem acreditar.
— Sim, amor. É sério. Eu voltei por você, porque eu não me via com outro homem que não fosse você. Eu vim atrás da minha felicidade e do amor da minha vida. Aliás, eu nunca parei de falar com a Leila enquanto estava em Londres. Ela que me dizia tudo sobre você. Aonde ia, com quem andava, o que fazia e etc.
— Ah safada! Era por isso que eu não podia sair no portão de casa que ela já me perguntava onde eu ia, isso quando não grudava no meu braço e se auto convidava para ir junto – resmunguei vendo Jack rir com a cabeça repousada ao meu peito, porém ele teve que levantar da cama para atender seu celular que tinha começado a tocar – Aconteceu alguma coisa, amor? – indaguei quando ele desligou o telefone.
— Me chamaram com urgência lá no hospital por causa de um paciente, só que eu acho que é mentira, porque não me disseram nada sobre a criança, mas vou mesmo assim.
— Amor? – o chamei fazendo Jack se virar, já na porta do banheiro – Você pode me dizer em qual hotel a Ana está hospedada?
— Porque?
— Creio que o primeiro passo para eu mudar é pedir desculpas a ela.
— Vai ser meio difícil, porque a Ana não quer te ver nem pintado de ouro, querido.
— E pintado de prata, será que ela quer me ver? – brinquei fazendo ele sorrir e dar de ombros.
— Se prometer que não vai brigar com ela, eu dou o nome do hotel.
— Prometo não discutir com a Ana. Só quero pedir desculpas mesmo e se der, trazer ela de volta para casa.
— Ok. Eu a deixei hospedada no Kimpton Hotel Monaco, no quarto 105, no mesmo andar que a gente passou nossa noite de núpcias.
Assenti e ele adentrou o banheiro, fechando a porta então levantei e fui preparar o nosso café da manhã enquanto tentava montar mentalmente a surpresa do Jack, porém para isso dar certo eu precisava da Ana.
“Espero que ela me perdoe” pensei respirando fundo.
Acordei e fiquei admirando por um tempo aquele homem que eu tanto amava. Sempre no aniversário do Jack, eu o acordava com um gostoso e romântico café da manhã na cama, mas hoje iria ser diferente. Apoiando-me sobre o cotovelo, ergui a mão e acariciei o rosto dele.
Jack demorou alguns segundos para despertar totalmente e me encarar, dando um sorriso.
— Bom dia, querido. E obrigado.
Me inclinei um pouco, beijando-o, depois voltei a recostar minha cabeça sobre o travesseiro enquanto ele se ajeitava de lado na cama. De frente um para o outro, nos olhamos por alguns minutos até que resolvi quebrar o silêncio daquele momento.
— A gente precisa conversar – declarei e o vi respirar fundo antes de vim se aconchegar a mim, repousando sua cabeça em meu peito, abraçando-me forte.
— Por favor, amor. Não quero uma discussão entre nós, logo hoje e ainda por cima, de manhã cedo – Jack suplicou e ergueu o rosto, me olhando – Promete que não vamos brigar hoje?
— Prometo, querido. Não vamos brigar hoje e nem nunca mais, se depender de mim e do resultado do meu tratamento.
— Tratamento? – ele indagou franzindo o cenho.
— Sim, amor. Tudo aquilo que você, a Ana e a minha mãe disseram ontem, me ajudou a enxergar sobre o que eu estou fazendo com o nosso casamento. Eu tenho tanto medo de te perder que o meu próprio ciúme vai acabar fazendo isso, se eu não me tratar logo, então hoje mesmo eu vou atrás de ajuda médica. Vou tentar encontrar um psicólogo e vou fazer sessões de terapia.
— Psicólogo? Não pode ser uma psicóloga não?
— Quem está sendo o ciumento agora, hein? – provoquei sorrindo e Jack riu também.
— Não é por ciúmes não. É porque eu conheço uma psicóloga muito boa. Ela é mulher do Dr. Flynn, o neurocirurgião lá do hospital. Se quiser, eu posso pegar o cartão de visita dela para você marcar uma hora.
Um sorriso radiante se instalou em meus lábios ao ver que ele iria me dar total apoio naquilo, não que eu duvidasse do contrário.
— Quero sim, amor. Obrigado por me ajudar com isso. Te amo muito.
— Também te amo, meu ciumentozinho.
Sorri então Jack se esticou um pouquinho e me beijou.
— Em breve, não vou ser mais ciumento – sussurrei entre nossos lábios e ele me deu um beijinho de urso, roçando seu nariz no meu.
— Estou muito orgulhoso de você, querido. E coloca na sua cabeça que eu não vou te largar por ninguém, ok? – Jack murmurou e eu assenti – Porque você acha que eu voltei para Vancôver depois de ter concluído os meus estudos?
— Para ficar perto da sua mãe?
— Não, seu bobo. Foi por você.
Aquilo me pegou de surpresa. Ele nunca tinha me dito aquilo antes.
— É sério isso? – perguntei, ainda sem acreditar.
— Sim, amor. É sério. Eu voltei por você, porque eu não me via com outro homem que não fosse você. Eu vim atrás da minha felicidade e do amor da minha vida. Aliás, eu nunca parei de falar com a Leila enquanto estava em Londres. Ela que me dizia tudo sobre você. Aonde ia, com quem andava, o que fazia e etc.
— Ah safada! Era por isso que eu não podia sair no portão de casa que ela já me perguntava onde eu ia, isso quando não grudava no meu braço e se auto convidava para ir junto – resmunguei vendo Jack rir com a cabeça repousada ao meu peito, porém ele teve que levantar da cama para atender seu celular que tinha começado a tocar – Aconteceu alguma coisa, amor? – indaguei quando ele desligou o telefone.
— Me chamaram com urgência lá no hospital por causa de um paciente, só que eu acho que é mentira, porque não me disseram nada sobre a criança, mas vou mesmo assim.
— Amor? – o chamei fazendo Jack se virar, já na porta do banheiro – Você pode me dizer em qual hotel a Ana está hospedada?
— Porque?
— Creio que o primeiro passo para eu mudar é pedir desculpas a ela.
— Vai ser meio difícil, porque a Ana não quer te ver nem pintado de ouro, querido.
— E pintado de prata, será que ela quer me ver? – brinquei fazendo ele sorrir e dar de ombros.
— Se prometer que não vai brigar com ela, eu dou o nome do hotel.
— Prometo não discutir com a Ana. Só quero pedir desculpas mesmo e se der, trazer ela de volta para casa.
— Ok. Eu a deixei hospedada no Kimpton Hotel Monaco, no quarto 105, no mesmo andar que a gente passou nossa noite de núpcias.
Assenti e ele adentrou o banheiro, fechando a porta então levantei e fui preparar o nosso café da manhã enquanto tentava montar mentalmente a surpresa do Jack, porém para isso dar certo eu precisava da Ana.
“Espero que ela me perdoe” pensei respirando fundo.

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