CHRISTIAN
Meu dia foi corrido e eu agradeci muito por isso ter acontecido, porque não me deu tempo para pensar sobre o ocorrido daquela manhã, porém quando, após fechar meu estúdio de fotografia e pegar o carro para voltar para casa, eu vi a mancha de sorvete que ainda permanecia ali no banco do passageiro e as lembranças voltaram com tudo.
Então, decidi fazer um jantar bem romântico de reconciliação para o Jack e durante o jantar, eu iria pedir desculpas a ele. No caminho, passei no mercado e numa loja de decoração, e comprei tudo que eu precisava para preparar e montar o jantar.
Às sete e quinze da noite, já estava tudo pronto lá no quintal. Eu tinha puxado a mesinha redonda da varanda dos fundos e montado a mesa do jantar perto da piscina, ao qual coloquei velas flutuando sobre a água.
Se encontrava tudo tão lindo e perfeito, então fui dar uma última olhada na comida para ver se já estava pronta, depois subi para tomar um banho e me arrumar. Deu oito e meia e nada do Jack aparecer.
Fiquei preocupado, pois ele sempre me avisava se ia chegar tarde. Tentei ligar para Jack, mas chamava até cair na caixa postal então pensei que o mesmo talvez estivesse ainda no hospital, em cirurgia, quem sabe.
Às nove guardei a comida, tranquei a casa e dirigi até o salão da minha sogra para ver se ele estaria lá, já que eu tinha ligado para a recepção do hospital e a moça havia me informado que Jack tinha saído no horário normal dele, que era por volta das sete e meia. Encontrei Elena abrindo a porta, para ir embora.
— Christian, o que faz aqui? – ela perguntou meio surpresa.
— Vim ver se Jack estava aqui, porque ele não apareceu lá em casa.
— Eu pensei que você estivesse com eles.
— Eles? – indaguei confuso, franzindo o cenho.
— Sim. Jack estava com a Ana e com o Ethan, porque faz uma hora que ele me mandou esse áudio aqui. Peraí... – ela tirou o celular de dentro da bolsa e mexeu nele – Aqui está.
Jack: Oi, mãezinha... Tudo bom com a senhora? Deixa eu lhe perguntar uma coisa. Eu fiquei encucado com um negócio que a Ana me disse hoje mais cedo então eu preciso saber. A senhora não matou o papai não, né?
(Risos ao fundo do Ethan e da Ana)
Ethan: Não acredito que o Jackito perguntou mesmo. Bicha! Tô chocada!
Ana: Ih... Perdeu a aposta, Ethan. Me passa a grana.
Jack: Eita que vocês falam, hein...
— Depois desse áudio, ele só mandou uma mensagem se desculpando pela pergunta indiscreta, dizendo que era brincadeira. Provavelmente, Jack deve está com eles ainda.
— Ah...
— Aconteceu algo entre vocês que não estou sabendo, Christian?
— Não aconteceu nada, não. Ah... Quer ir jantar comigo então, sogrinha?
— Desculpe, querido, mas tenho um encontro – Elena sorriu dando uma piscadinha e logo acenou para algo ou alguém atrás de mim então eu me virei e vi dois homens lindos pra porra, saindo de um Audi branco – Minha carona chegou.
“Eita caralho! Pra esses dois eu dava e comia, e descomia eles... Não. Não. Não devo desejar outros. Eu tenho um marido lindo e gostoso, mesmo ele não querendo falar comigo, mas tenho”
Elena terminou de fechar a porta do salão e se despediu de mim antes de se aproximar dos dois gostosos que a esperavam.
“É hoje que minha sogrinha se dar bem, ao contrário de mim, é claro” pensei meio triste e entrei no meu carro, voltando para casa.
Ia dar dez horas e eu me encontrava na mesa da cozinha, jantando sozinho, quando finalmente Jack apareceu. Não falei nenhuma palavra sequer enquanto ele pegava um prato e colocava um pouco da comida que eu tinha feito, depois veio se sentar à minha frente.
— Não precisa comer se já estiver comido pela rua – ressaltando sério após alguns minutos, porém sem desviar o olhar do meu prato.
— Eu gosto da sua comida, querido.
Depois disso nenhuma palavra foi mais dita. Aquele estava sendo o jantar mais morto de toda a minha vida, e assim que terminamos de comer, cada um foi para um canto. Jack subiu para o quarto, provavelmente, para descansar. Enquanto a mim, decidi ficar na sala de estar, assistindo TV e deitado no sofá.
Entretanto, nem prestava muita atenção no que passava no televisor e sim, me encontrava absorto em meus pensamentos, refletindo sobre meus atos e sobre tudo o que venho causando. Os minutos passaram e ao invés de subir para ir me deitar, preferi ficar mais um pouco e peguei o celular já começando a conversar com a minha mãe pelo WhatsApp.
Após aquela conversa com a minha mãe, eu me sentia mais confiante em fazer algo para salvar me casamento, nem que para isso eu começasse a fazer sessões com uma psicóloga, para poder me tratar desse ciúme excessivo e desse medo de perder o Jack.
Quando adentrei o nosso quarto, ele já se encontrava dormindo então fui para o closet a fim de colocar o meu pijama e depois voltei para a cama, deitando-me ao seu lado, sem fazer muito barulho para ele não acordar.
“Amanhã vou montar a melhor surpresa de aniversário para ele” pensei animado, fechando os olhos e esperando o sono chegar.
Meu dia foi corrido e eu agradeci muito por isso ter acontecido, porque não me deu tempo para pensar sobre o ocorrido daquela manhã, porém quando, após fechar meu estúdio de fotografia e pegar o carro para voltar para casa, eu vi a mancha de sorvete que ainda permanecia ali no banco do passageiro e as lembranças voltaram com tudo.
Então, decidi fazer um jantar bem romântico de reconciliação para o Jack e durante o jantar, eu iria pedir desculpas a ele. No caminho, passei no mercado e numa loja de decoração, e comprei tudo que eu precisava para preparar e montar o jantar.
Às sete e quinze da noite, já estava tudo pronto lá no quintal. Eu tinha puxado a mesinha redonda da varanda dos fundos e montado a mesa do jantar perto da piscina, ao qual coloquei velas flutuando sobre a água.
Se encontrava tudo tão lindo e perfeito, então fui dar uma última olhada na comida para ver se já estava pronta, depois subi para tomar um banho e me arrumar. Deu oito e meia e nada do Jack aparecer.
Fiquei preocupado, pois ele sempre me avisava se ia chegar tarde. Tentei ligar para Jack, mas chamava até cair na caixa postal então pensei que o mesmo talvez estivesse ainda no hospital, em cirurgia, quem sabe.
Às nove guardei a comida, tranquei a casa e dirigi até o salão da minha sogra para ver se ele estaria lá, já que eu tinha ligado para a recepção do hospital e a moça havia me informado que Jack tinha saído no horário normal dele, que era por volta das sete e meia. Encontrei Elena abrindo a porta, para ir embora.
— Vim ver se Jack estava aqui, porque ele não apareceu lá em casa.
— Eu pensei que você estivesse com eles.
— Eles? – indaguei confuso, franzindo o cenho.
— Sim. Jack estava com a Ana e com o Ethan, porque faz uma hora que ele me mandou esse áudio aqui. Peraí... – ela tirou o celular de dentro da bolsa e mexeu nele – Aqui está.
Jack: Oi, mãezinha... Tudo bom com a senhora? Deixa eu lhe perguntar uma coisa. Eu fiquei encucado com um negócio que a Ana me disse hoje mais cedo então eu preciso saber. A senhora não matou o papai não, né?
(Risos ao fundo do Ethan e da Ana)
Ethan: Não acredito que o Jackito perguntou mesmo. Bicha! Tô chocada!
Ana: Ih... Perdeu a aposta, Ethan. Me passa a grana.
Jack: Eita que vocês falam, hein...
— Depois desse áudio, ele só mandou uma mensagem se desculpando pela pergunta indiscreta, dizendo que era brincadeira. Provavelmente, Jack deve está com eles ainda.
— Ah...
— Aconteceu algo entre vocês que não estou sabendo, Christian?
— Não aconteceu nada, não. Ah... Quer ir jantar comigo então, sogrinha?
— Desculpe, querido, mas tenho um encontro – Elena sorriu dando uma piscadinha e logo acenou para algo ou alguém atrás de mim então eu me virei e vi dois homens lindos pra porra, saindo de um Audi branco – Minha carona chegou.
Elena terminou de fechar a porta do salão e se despediu de mim antes de se aproximar dos dois gostosos que a esperavam.
“É hoje que minha sogrinha se dar bem, ao contrário de mim, é claro” pensei meio triste e entrei no meu carro, voltando para casa.
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Ia dar dez horas e eu me encontrava na mesa da cozinha, jantando sozinho, quando finalmente Jack apareceu. Não falei nenhuma palavra sequer enquanto ele pegava um prato e colocava um pouco da comida que eu tinha feito, depois veio se sentar à minha frente.
— Não precisa comer se já estiver comido pela rua – ressaltando sério após alguns minutos, porém sem desviar o olhar do meu prato.
— Eu gosto da sua comida, querido.
Depois disso nenhuma palavra foi mais dita. Aquele estava sendo o jantar mais morto de toda a minha vida, e assim que terminamos de comer, cada um foi para um canto. Jack subiu para o quarto, provavelmente, para descansar. Enquanto a mim, decidi ficar na sala de estar, assistindo TV e deitado no sofá.
Entretanto, nem prestava muita atenção no que passava no televisor e sim, me encontrava absorto em meus pensamentos, refletindo sobre meus atos e sobre tudo o que venho causando. Os minutos passaram e ao invés de subir para ir me deitar, preferi ficar mais um pouco e peguei o celular já começando a conversar com a minha mãe pelo WhatsApp.
Quando adentrei o nosso quarto, ele já se encontrava dormindo então fui para o closet a fim de colocar o meu pijama e depois voltei para a cama, deitando-me ao seu lado, sem fazer muito barulho para ele não acordar.
“Amanhã vou montar a melhor surpresa de aniversário para ele” pensei animado, fechando os olhos e esperando o sono chegar.

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