JACK
Enquanto seguíamos rumo ao centro de Seattle, notei que Ana estava muito quieta e só observava a paisagem que passava pela janela dela, porém eu não a culpava por estar triste, pois me encontrava do mesmo jeito.
Dizer aquelas coisas para o Christian sobre o ciúme dele foi doloroso, principalmente quando vi o seu olhar antes de eu sair do closet, mas aquilo tinha sido necessário.
— Você vai ficar no Kimpton Hotel Monaco, que foi o hotel onde eu e o Chris passamos a nossa noite de núpcias – anunciei quebrando o silêncio fúnebre de dentro do carro.
— Só espero que Christian não me odeie por isso também – Ana resmungou sem olhar para mim, porém vi quando ela limpou o rosto e respirou fundo.
— Ele não te odeia. O ciúme dele é que faz o Chris ficar chato às vezes.
— Pois ele que fique chato bem longe de mim. Sinceramente, não sei como você aguenta.
— Casamento é assim mesmo, Ana. Tem seus altos e baixos. E se você realmente ama aquela pessoa ao seu lado então terá que fazer certos sacrifícios, engolir muitos sapos e relevar várias coisas que a outra pessoa faz. Tenho como exemplo, a relação dos meus pais. Mamãe amava tanto o meu pai que preferiu ignorar o fato de que ele teve várias amantes ao longo do casamento. Ela só se separou dele quando o mesmo morreu, após o tempo ter vindo cobrar os anos de abuso de bebida e cigarro.
— O tempo matou seu pai? Tem certeza de que não foi sua mãe mesmo que matou ele?
— Mamãe não teria coragem de fazer isso não. Ela é um doce.
— Oxi. Até o doce mais doce de todos fica ruim às vezes.
— Não me faça ficar desconfiado da minha mãe, criatura de Deus. Senão eu não durmo de noite, só pensando nela fazendo uma cara de psicopata para cima do meu pai e com aquela musiquinha sinistra de filmes de terror tocando num fundo – comentei rindo, fazendo Ana rir também – AEEEEEE!!! ELA SORRIU FINALMENTE!!! – gritei batendo as mãos no volante como se tivesse batendo palmas e ela rolou os olhos ainda rindo.
— Besta.
Depois disso o clima ficou mais agradável dentro do carro então resolvi parar em uma loja de eletrônicos e acabei comprando um notebook e um celular para Ana, ambos rosa, para que a mesma não ficasse muito entediada durante sua estadia lá no hotel. Ela ficou tão animada com os presentes que desatou a conversar sem parar durante o resto do caminho.
— Chegamos – comuniquei minutos depois, estacionando em frente ao hotel.
Saímos do carro e, assim que peguei sua mala e as sacolas, adentramos o prédio, cumprimentando o rapaz que abriu a porta de vidro para nós. Tive que fazer a reserva do quarto em meu nome, devido o problema da Ana com a sua ausência de documentos.
“Tenho que providenciar isso depois” pensei enquanto pegava a chave do quarto que a recepcionista estendia em minha direção, depois dispensei o rapaz que veio pegar a mala e as sacolas e conduz a Ana até o elevador.
— Tudo é tão lindo aqui – ela disse olhando ao redor, admirando os quadros do corredor à medida que eu abri a porta do quarto.
A chamei e Ana adentrou. Assim que coloquei as coisas sobre o sofá do quarto, me virei encarando-a.
— Acho melhor eu ir, senão vou chegar mais atrasado no trabalho do que já estou – comentei, mas lá no fundo eu não queria ir e deixar ela sozinha ali – Quer passar o dia comigo? Bom... Não necessariamente comigo porque eu vou está trabalhando, mas você poderá ficar na praça de alimentação ou no pátio arborizado que tem lá e conversar com o pessoal enquanto eu tiver ocupado. É que eu não quero te deixar sozinha aqui.
— Eu vou ficar bem, Jack – Ana disse dando um sorriso – Vou ficar fuçando nos meus presentes. Tô fascinada por eles.
Sorri.
— Tudo bem. Eu salvei os nossos números na agenda do seu celular então qualquer coisa, me liga. Se eu não atender pode ligar para o Christian.
— Duvido que ele me atenda, mas tudo bem.
— É claro que o Chris atende. Vai estar como número desconhecido então ele vai ter que atender para saber quem é.
— Ok.
— Se cuida – falei e me aproximei dela, segurando seu rosto entre minhas mãos e beijando sua testa, então me afastei e virei para ir embora, mas parei quando ela segurou no meu pulso fazendo-me encará-la novamente – O que foi, Ana?
Ela não respondeu, apenas levou minha mão até sua barriga, levantando a blusa e repousando-a no lado direito, próxima ao seu umbigo.
— Isso é o bebê mexendo? – Ana perguntou meio confusa então logo senti um sutil momento sob a palma da minha mão e a encarei sorrindo muito emocionado.
— Sim. É ela.
“Como eu queria que o Christian estivesse aqui para sentir a nossa filhinha mexendo” pensei um pouco triste.
— É meio estranho. Pensei que fosse peido preso.
Não me aguentei e dei uma gargalhada, rindo dela.
— Ai, Ana – falei conseguindo parar de rir segundos depois – Tadinha da minha princesinha.
— Oxi, eu nunca engravidei antes então não consigo diferenciar os movimentos de um neném com movimentos de gases de um peido – ela disse dando de ombros e completou olhando para baixo, acariciando sua barriga – Desculpe aí, bebê, por te chamar de peido, mas não tenho culpa não.
Ri novamente, balançando a cabeça e me ajoelhei na frente dela, aproximando minha boca do volume.
— Oi, princesinha. Aqui é o seu papai...
— Tem que dizer qual pai é, já que ela vai ter dois, né? – ressaltou Ana me interrompendo e rolando os olhos, fazendo-me sorrir.
— Aqui é o seu papai Jack. Em breve você vai escutar a voz do seu outro papai que se chama Christian...
— Duvido.
Rolei os olhos.
— Você já é muito amada aqui fora, meu amor. Seus papais te amam muito, princesa – murmurei emocionado ao ponto de chorar, mas consegui me controlar e depositei um beijinho onde antes eu a tinha sentido mexer então me levantei, notando que a Ana estava limpando o rosto.
— Não estou chorando não. Foi um cisco que caiu aqui – ela disse rapidamente.
— Está dizendo. Até a noite, sua chorona – falei apertando a ponta do seu nariz, fazendo Ana rir.
— Tchau, seu chato. E bom trabalho para você – Ana desejou-me, dando um beijo na minha bochecha antes de eu ir embora.
Enquanto seguíamos rumo ao centro de Seattle, notei que Ana estava muito quieta e só observava a paisagem que passava pela janela dela, porém eu não a culpava por estar triste, pois me encontrava do mesmo jeito.
Dizer aquelas coisas para o Christian sobre o ciúme dele foi doloroso, principalmente quando vi o seu olhar antes de eu sair do closet, mas aquilo tinha sido necessário.
— Você vai ficar no Kimpton Hotel Monaco, que foi o hotel onde eu e o Chris passamos a nossa noite de núpcias – anunciei quebrando o silêncio fúnebre de dentro do carro.
— Só espero que Christian não me odeie por isso também – Ana resmungou sem olhar para mim, porém vi quando ela limpou o rosto e respirou fundo.
— Ele não te odeia. O ciúme dele é que faz o Chris ficar chato às vezes.
— Pois ele que fique chato bem longe de mim. Sinceramente, não sei como você aguenta.
— Casamento é assim mesmo, Ana. Tem seus altos e baixos. E se você realmente ama aquela pessoa ao seu lado então terá que fazer certos sacrifícios, engolir muitos sapos e relevar várias coisas que a outra pessoa faz. Tenho como exemplo, a relação dos meus pais. Mamãe amava tanto o meu pai que preferiu ignorar o fato de que ele teve várias amantes ao longo do casamento. Ela só se separou dele quando o mesmo morreu, após o tempo ter vindo cobrar os anos de abuso de bebida e cigarro.
— O tempo matou seu pai? Tem certeza de que não foi sua mãe mesmo que matou ele?
— Mamãe não teria coragem de fazer isso não. Ela é um doce.
— Oxi. Até o doce mais doce de todos fica ruim às vezes.
— Não me faça ficar desconfiado da minha mãe, criatura de Deus. Senão eu não durmo de noite, só pensando nela fazendo uma cara de psicopata para cima do meu pai e com aquela musiquinha sinistra de filmes de terror tocando num fundo – comentei rindo, fazendo Ana rir também – AEEEEEE!!! ELA SORRIU FINALMENTE!!! – gritei batendo as mãos no volante como se tivesse batendo palmas e ela rolou os olhos ainda rindo.
— Besta.
Depois disso o clima ficou mais agradável dentro do carro então resolvi parar em uma loja de eletrônicos e acabei comprando um notebook e um celular para Ana, ambos rosa, para que a mesma não ficasse muito entediada durante sua estadia lá no hotel. Ela ficou tão animada com os presentes que desatou a conversar sem parar durante o resto do caminho.
— Chegamos – comuniquei minutos depois, estacionando em frente ao hotel.
— Tudo é tão lindo aqui – ela disse olhando ao redor, admirando os quadros do corredor à medida que eu abri a porta do quarto.
A chamei e Ana adentrou. Assim que coloquei as coisas sobre o sofá do quarto, me virei encarando-a.
— Eu vou ficar bem, Jack – Ana disse dando um sorriso – Vou ficar fuçando nos meus presentes. Tô fascinada por eles.
Sorri.
— Tudo bem. Eu salvei os nossos números na agenda do seu celular então qualquer coisa, me liga. Se eu não atender pode ligar para o Christian.
— Duvido que ele me atenda, mas tudo bem.
— É claro que o Chris atende. Vai estar como número desconhecido então ele vai ter que atender para saber quem é.
— Ok.
— Se cuida – falei e me aproximei dela, segurando seu rosto entre minhas mãos e beijando sua testa, então me afastei e virei para ir embora, mas parei quando ela segurou no meu pulso fazendo-me encará-la novamente – O que foi, Ana?
Ela não respondeu, apenas levou minha mão até sua barriga, levantando a blusa e repousando-a no lado direito, próxima ao seu umbigo.
— Isso é o bebê mexendo? – Ana perguntou meio confusa então logo senti um sutil momento sob a palma da minha mão e a encarei sorrindo muito emocionado.
— Sim. É ela.
“Como eu queria que o Christian estivesse aqui para sentir a nossa filhinha mexendo” pensei um pouco triste.
— É meio estranho. Pensei que fosse peido preso.
Não me aguentei e dei uma gargalhada, rindo dela.
— Ai, Ana – falei conseguindo parar de rir segundos depois – Tadinha da minha princesinha.
— Oxi, eu nunca engravidei antes então não consigo diferenciar os movimentos de um neném com movimentos de gases de um peido – ela disse dando de ombros e completou olhando para baixo, acariciando sua barriga – Desculpe aí, bebê, por te chamar de peido, mas não tenho culpa não.
Ri novamente, balançando a cabeça e me ajoelhei na frente dela, aproximando minha boca do volume.
— Oi, princesinha. Aqui é o seu papai...
— Tem que dizer qual pai é, já que ela vai ter dois, né? – ressaltou Ana me interrompendo e rolando os olhos, fazendo-me sorrir.
— Aqui é o seu papai Jack. Em breve você vai escutar a voz do seu outro papai que se chama Christian...
— Duvido.
Rolei os olhos.
— Você já é muito amada aqui fora, meu amor. Seus papais te amam muito, princesa – murmurei emocionado ao ponto de chorar, mas consegui me controlar e depositei um beijinho onde antes eu a tinha sentido mexer então me levantei, notando que a Ana estava limpando o rosto.
— Não estou chorando não. Foi um cisco que caiu aqui – ela disse rapidamente.
— Está dizendo. Até a noite, sua chorona – falei apertando a ponta do seu nariz, fazendo Ana rir.

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