CHRISTIAN
Acordei e sorri feliz, lembrando que amanhã seria o aniversário do amor da minha vida e que eu tinha que preparar a melhor surpresa do mundo para ele. Todavia, minha felicidade acabou quando me virei na cama e vi aquela cena. Ana estava aconchegada no meu Jack e ele se encontrava com os braços ao redor dela.
Levantei sentindo um misto de sensações. Raiva, tristeza, insegurança e medo se mesclavam dentro de mim. Fui para o banheiro e me tranquei ali, indo já para o box e entrando no chuveiro, permitindo-me chorar. Chorei de raiva de mim mesmo, porque tudo que estava acontecendo era por minha causa.
— Porque você tinha que fazer aquilo, seu idiota? – inquiri socando a parede ferozmente e só parei quando não senti mais os nós da minha mão esquerda.
Quando terminei de banhar, fiz um curativo na mão que ainda sangrava um pouco e sai do banheiro entrando no closet, me recusando a olhar para a cama. Só vesti uma cueca boxer azul escuro e desci para a cozinha a fim de tomar um remédio para dor.
Me encontrava sentado à mesa, pensando na vida e bebendo um pouco de café que eu havia feito para mim, quando Jack entrou pelado na cozinha, me dando bom dia e indo até a geladeira.
— Bom dia – respondi sério, seguindo-o com o olhar depois retornei a atenção para a caneca em minha mão.
— Não te vi na cama então pensei que estivesse aqui preparando um café delicioso, quer dizer, um almoço delicioso para nós.
— Não vou preparar almoço delicioso pra ninguém. Se quiser, peça para sua nova companhia – comentei e sorvi mais um pouco do meu café.
— Eita que tem gente que acordou de mau humor hoje – ele disse rindo vindo me abraçar por trás, por sobre meus ombros, já me dando um beijo na bochecha.
— Principalmente, quando a pessoa ver o próprio marido dormindo agarradinho com outra.
— Então está de mau humor porque me viu abraçado à Ana? Amor, ela teve um pesadelo com o ex dela e acordou assustada e chorando, então me pediu um abraço. Você não viu porque dorme igual a uma pedra. O que houve com a sua mão? – Jack perguntou tentando ver, mas me saí e levantei da cadeira.
— Nada que seja do seu interesse.
— Christian, se estou perguntando é porque é do meu interesse sim. Te ver machucado, me doe também.
— Então porque você me machuca, hein? – acusei enquanto deixava a caneca sobre a bancada da ilha da cozinha.
— Eu te machuco? Como?
— Com aquela garota, que se não fosse pelo bebê, ela nem estaria aqui.
— Ana! – ele exclamou olhando para além de mim então me virei e a vi parada na entrada da cozinha, de camisola e com os olhos já querendo se encher de água.
— Eu pensei que estava tudo bem com a gente, mas vejo que me enganei.
Observei ela respirar fundo e começar a se aproximar, mas Jack passou por mim e a deteve segurando seu ombro. Eu percebi que ele já estava muito à vontade na presença dela, que nem se importava se estava pelado ou não.
— Ana, fica calma, por favor – Jack pediu e ela segurou no braço dele.
— Não, Jack. Eu preciso falar o que está entalado aqui na minha garganta – Ana me encarou e se terminou de se aproximar, parando a minha frente – Você tem medo que eu roube o Jack de ti, mas é você mesmo que vai acabar afastando ele e aí você vai sentir um pouco o que é está na minha pele, porque agora você não sabe o que é isso, pois sempre teve tudo. Tem pais que te adoram, uma irmã super mega legal e amigos maravilhosos e eu não tenho nada e ninguém. Eu só queria ter amigos, Christian. Amigos que me amassem e se importassem comigo.
Ela começou a chorar e Jack a puxou para os braços dele.
— Christian, por favor, sai daqui – ele disse me olhando com o semblante sério.
— Está me mandando embora de casa?
— Não. Estou mandando você sair da cozinha porque a Ana está nervosa por sua culpa.
— Não se preocupe, Jack. Eu que vou embora da casa de vocês – ela disse se desvencilhando do peito dele.
— Ana...
— Pode, por favor, me colocar em algum hotel para eu poder passar o resto da gestação, porque eu não quero mais ficar nessa casa.
Jack me olhou com a cara fechada então sai da cozinha e fui para o nosso quarto, emburrado.
— Jack... – comecei a falar assim que o mesmo adentrou o nosso quarto.
— Não fala nada, Christian. Eu não quero ouvir suas desculpas – ele me interrompeu entrando no closet e eu o segui até lá.
— Você está apaixonado por ela, não é? – indaguei enquanto o via se vestir.
— Não! Eu não estou apaixonado pela Ana, mas sim, eu gosto muito dela. Assim como eu gosto da Leila, do Ethan, da Kate, do Ray, da Carla, do Luke, da Olivia e do Elliot, porque são meus amigos e a Ana, assim que entrou em nossa casa e nos permitiu conhecer sua história de vida, ela se tornou uma grande amiga para mim e eu vou fazer qualquer coisa pelo bem estar dela e, principalmente, pelo bem estar da nossa filha que ela carrega.
Observei Jack tirar uma mala de viagem do armário e minha respiração parou por alguns segundos.
— Vai me deixar então?
— Mesmo se quisesse, eu não poderia – ele disse e aquilo foi como se Jack tivesse pegado uma faca e enfiado em meu peito – Todo dia, o meu cérebro me alerta que esse seu ciúme pode acabar com o nosso casamento a qualquer momento, mas meu coração é que manda no meu corpo. Eu te amo demais para te deixar, Christian, então sigo os dias tentando ignorar suas atitudes idiotas causada por esse ciúme idiota que você tem e vou mantendo esse casamento o mais intacto que consigo. Agora, se me der licença, eu tenho uma amiga que precisa de mim.
Ele saiu me deixando sozinho no closet e eu me segurei para não chorar de novo.
Acordei e sorri feliz, lembrando que amanhã seria o aniversário do amor da minha vida e que eu tinha que preparar a melhor surpresa do mundo para ele. Todavia, minha felicidade acabou quando me virei na cama e vi aquela cena. Ana estava aconchegada no meu Jack e ele se encontrava com os braços ao redor dela.
Levantei sentindo um misto de sensações. Raiva, tristeza, insegurança e medo se mesclavam dentro de mim. Fui para o banheiro e me tranquei ali, indo já para o box e entrando no chuveiro, permitindo-me chorar. Chorei de raiva de mim mesmo, porque tudo que estava acontecendo era por minha causa.
— Porque você tinha que fazer aquilo, seu idiota? – inquiri socando a parede ferozmente e só parei quando não senti mais os nós da minha mão esquerda.
Quando terminei de banhar, fiz um curativo na mão que ainda sangrava um pouco e sai do banheiro entrando no closet, me recusando a olhar para a cama. Só vesti uma cueca boxer azul escuro e desci para a cozinha a fim de tomar um remédio para dor.
★ ★ ★ ★ ★
Me encontrava sentado à mesa, pensando na vida e bebendo um pouco de café que eu havia feito para mim, quando Jack entrou pelado na cozinha, me dando bom dia e indo até a geladeira.
— Bom dia – respondi sério, seguindo-o com o olhar depois retornei a atenção para a caneca em minha mão.
— Não te vi na cama então pensei que estivesse aqui preparando um café delicioso, quer dizer, um almoço delicioso para nós.
— Não vou preparar almoço delicioso pra ninguém. Se quiser, peça para sua nova companhia – comentei e sorvi mais um pouco do meu café.
— Eita que tem gente que acordou de mau humor hoje – ele disse rindo vindo me abraçar por trás, por sobre meus ombros, já me dando um beijo na bochecha.
— Principalmente, quando a pessoa ver o próprio marido dormindo agarradinho com outra.
— Então está de mau humor porque me viu abraçado à Ana? Amor, ela teve um pesadelo com o ex dela e acordou assustada e chorando, então me pediu um abraço. Você não viu porque dorme igual a uma pedra. O que houve com a sua mão? – Jack perguntou tentando ver, mas me saí e levantei da cadeira.
— Nada que seja do seu interesse.
— Christian, se estou perguntando é porque é do meu interesse sim. Te ver machucado, me doe também.
— Então porque você me machuca, hein? – acusei enquanto deixava a caneca sobre a bancada da ilha da cozinha.
— Eu te machuco? Como?
— Com aquela garota, que se não fosse pelo bebê, ela nem estaria aqui.
— Ana! – ele exclamou olhando para além de mim então me virei e a vi parada na entrada da cozinha, de camisola e com os olhos já querendo se encher de água.
— Eu pensei que estava tudo bem com a gente, mas vejo que me enganei.
Observei ela respirar fundo e começar a se aproximar, mas Jack passou por mim e a deteve segurando seu ombro. Eu percebi que ele já estava muito à vontade na presença dela, que nem se importava se estava pelado ou não.
— Ana, fica calma, por favor – Jack pediu e ela segurou no braço dele.
— Não, Jack. Eu preciso falar o que está entalado aqui na minha garganta – Ana me encarou e se terminou de se aproximar, parando a minha frente – Você tem medo que eu roube o Jack de ti, mas é você mesmo que vai acabar afastando ele e aí você vai sentir um pouco o que é está na minha pele, porque agora você não sabe o que é isso, pois sempre teve tudo. Tem pais que te adoram, uma irmã super mega legal e amigos maravilhosos e eu não tenho nada e ninguém. Eu só queria ter amigos, Christian. Amigos que me amassem e se importassem comigo.
Ela começou a chorar e Jack a puxou para os braços dele.
— Christian, por favor, sai daqui – ele disse me olhando com o semblante sério.
— Está me mandando embora de casa?
— Não. Estou mandando você sair da cozinha porque a Ana está nervosa por sua culpa.
— Não se preocupe, Jack. Eu que vou embora da casa de vocês – ela disse se desvencilhando do peito dele.
— Ana...
— Pode, por favor, me colocar em algum hotel para eu poder passar o resto da gestação, porque eu não quero mais ficar nessa casa.
Jack me olhou com a cara fechada então sai da cozinha e fui para o nosso quarto, emburrado.
★ ★ ★ ★ ★
— Jack... – comecei a falar assim que o mesmo adentrou o nosso quarto.
— Não fala nada, Christian. Eu não quero ouvir suas desculpas – ele me interrompeu entrando no closet e eu o segui até lá.
— Você está apaixonado por ela, não é? – indaguei enquanto o via se vestir.
— Não! Eu não estou apaixonado pela Ana, mas sim, eu gosto muito dela. Assim como eu gosto da Leila, do Ethan, da Kate, do Ray, da Carla, do Luke, da Olivia e do Elliot, porque são meus amigos e a Ana, assim que entrou em nossa casa e nos permitiu conhecer sua história de vida, ela se tornou uma grande amiga para mim e eu vou fazer qualquer coisa pelo bem estar dela e, principalmente, pelo bem estar da nossa filha que ela carrega.
Observei Jack tirar uma mala de viagem do armário e minha respiração parou por alguns segundos.
— Vai me deixar então?
— Mesmo se quisesse, eu não poderia – ele disse e aquilo foi como se Jack tivesse pegado uma faca e enfiado em meu peito – Todo dia, o meu cérebro me alerta que esse seu ciúme pode acabar com o nosso casamento a qualquer momento, mas meu coração é que manda no meu corpo. Eu te amo demais para te deixar, Christian, então sigo os dias tentando ignorar suas atitudes idiotas causada por esse ciúme idiota que você tem e vou mantendo esse casamento o mais intacto que consigo. Agora, se me der licença, eu tenho uma amiga que precisa de mim.
Ele saiu me deixando sozinho no closet e eu me segurei para não chorar de novo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário