segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Um Jeito Estranho de Amar - Capítulo 14


CHRISTIAN

A cerimônia foi simplesmente linda e de vez em quando eu saía do meu lugar, ao lado do Jack, e ia tirar uma ou duas fotos para o book de casamento da Leila e do Travis. A espertinha da minha irmã não queria pagar nada pelo book então por isso que ela tinha me pedido para tirar as fotos, na desculpa de que eu era o melhor fotógrafo da região.

Leilinha estava muito linda naquele vestido de noiva e o mesmo, não sendo o branco tradicional, contrastava perfeitamente com todo o ambiente do salão da recepção que se encontrava decorado em tons em preto, branco e cinza.
Tirei mais algumas fotos dos noivos e da festa, e depois fui curtir um pouco. Jack e Ana estavam sentados na mesa dos nossos amigos, mas apenas Raymond se encontrava ali.

Elliot e Luke tinham sumido já fazia alguns minutos e, provavelmente estariam se pegando em algum lugar do prédio. Kate e Carla estavam olhando suas filhas Ava e Suzanna, que brincavam no playground existente no pátio ao ar livre, ao lado do salão.

Já Ethan e sua irmã caçula Olivia estavam se acabando de dançar na pista de dança.

— Já terminou de tirar as fotos? – Jack perguntou quando me aproximei e me inclinei, o abraçando por sobre os ombros e lhe dando um beijo na bochecha.

— Já sim, amor. Vamos dançar? – indaguei, já o puxando pelo braço fazendo com que ele se levantasse.

— Quem são os dois gays mais lindos do mundo e que eu amo muito? – Leila perguntou nos abraçando por trás, aparecendo do nada.

— Matt Bomer e Adam Lambert – Jack falou sorrindo enquanto nos virávamos para ela e minha irmã fez uma cara pensativa.

— Verdade. São dois tesudos da porra... Oh delícia...

Ela começou a ficar com uma cara de besta, provavelmente pensando em sexo então a chamei, mas nada dela voltar a terra.

— Peste, acorda! – exclamei batendo de leve na cabeça dela fazendo Raymond rir.

— Oi?

— Você foi longe, hein Leila? – ele comentou.

— Fui, mas já voltei, Ray. E não é o Adam e nem o Matt não. Depois deles?

— Zachary Quinto e Matt Dallas? – arrisquei e ela balançou a cabeça em negativa.

— Não, depois desses aí?

— Nós? – Jack e eu dissemos juntos, nos entreolhando, depois rolamos os olhos.

— Isso mesmo. Vocês são os primeiros da minha lista top 3 gay love.

— Estamos em terceiro lugar, Leila. E Ethan vai te deixar careca de novo se ele ouvir que não está nessa sua lista aí.

— Com aquele outro doido eu me acerto depois. E os últimos serão os primeiros, lembra maninho? – ela disse rindo e nós abraçou ao mesmo tempo, porém logo nos empurrou e deu um passo, puxando a cauda do seu vestido, parando ao lado da cadeira da Ana, que permanecia ainda comendo os petiscos da festa – E você quem é? Peraí, você deve ser a... OMG!!!

Leila deu um grito tão alto que até pararam a música da festa, tornando o lugar um silêncio total e fazendo nós sermos o alvo de todos os olhares do recinto. Coloquei a mão na minha cara envergonhado enquanto minha irmã puxava e abraçava a Ana, que se encontrava assustada demais para reagir.

— NÃO ACREDITO QUE VOU SER MESMO TIA!!! Eu vou ser tia, né? – Leilinha perguntou um pouco baixo nos olhando enquanto a música voltava a preencher o lugar então eu assenti e ela começou a gritar de novo, um pouco menos eufórica – PEGA PORRA!!! EU VOU SER TIA!!! Senhor, eu não tô bem!

— Quem manda ficar gritando igual a uma louca – Jack murmurou rindo.

— Deixa eu comemorar em paz, seu chato – ela disse finalmente desgrudando da Ana e pulando nos meus braços, abraçando-me – Obrigada, maninho. Esse foi o melhor presente de casamento – Leila desgrudou de mim e abraçou Jack depois se virou para Ana que tinha voltado a comer – Vem, Ana.

— Para onde você vai levar ela, hein sua louquinha?

— Ah, Christian, deixa eu passear com a minha sobrinha em paz – minha irmã falou já saindo arrastando a Ana, atracada ao braço dela.

— Deixa ela, amor – Jack disse passando seu braço por sobre meus ombros e sussurrou perto do meu ouvido – Vem comigo. Preciso te falar sobre uma coisa, em particular.

Estranhei um pouco, mas fui com Jack e entramos no salão onde tinha ocorrido a cerimônia. O mesmo se encontrava vazio.

— O que houve, amor? – indaguei.

— Hoje de tardezinha, eu tava saindo do banheiro, do seu antigo quarto, lá na casa dos meus sogros e me deparei com a Ana no quarto.

— Ela te viu pelado? – inquiri, não sabendo se sentia raiva ou ciúme, ou as duas coisas.

— Sim e ficou excitada...

— Vocês fizeram algo?

— É claro que não, Christian, mas eu convidei a Ana para dormir com a gente hoje a noite, só que ela recusou. Então eu fiquei com essa pulga atrás da orelha.

— Que pulga? Jack, se ela não quer então não vamos insistir.

— E se a Ana não quer porque o ex dela a traumatizou de alguma forma? Então, eu estava pensando de você ficar com ela primeiro...

— Porque eu? Se ela está realmente traumatizada com algo, você que é o mais romântico de nós dois e outra, eu nunca fiquei com uma mulher sozinho. Lembra da regra que criamos? Se é para ficar com uma mulher que seja os dois ao mesmo tempo.

— Eu não me esqueci da nossa regra, amor, mas eu sei que você é meio ciumento e não quero acabar com esse clima de paz entre você e a Ana.

Fiquei um pouco pensativo, pois por um lado, eu não queria que Jack e Ana ficassem, mas pelo outro, eu não sabia como iria transar com ela, se nem tesão eu sentia pela garota.

— Eu posso tentar, mas não prometo nada, querido – falei o abraçando pelo cintura – Você sabe que não sinto atração por mulher, então como eu vou comer ela de pau mole?

— Oxi, amor, faça igual eu na época do colégio. Eu fazia a Leila me chupar até ficar bem duro e depois era só meter até gozar. Qualquer pau fica duro com um bom boquete, querido. E se você não conseguir, apenas feche os olhos e pensa em mim.

Jack me beijou e segundos depois sorriu, desvencilhando seus lábios dos meus.

— E em quem mais eu pensaria, seu bobo? – sussurrei dando-lhe um selinho, então lembrei que precisávamos voltar e salvar a Ana das maluquices da Leilinha e ele riu, concordando.

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