JACK
Tinha acabado de contar para os meus sogros, sobre a Ana e o que ela estava fazendo por mim e pelo Chris, quando eles apareceram na cozinha. Tudo indicava que ambos tinham se acertado, pois até sorriam, então fiquei mais aliviado e feliz. Grace e Carrick logo nos felicitaram e agradeceram a Ana pelo gesto nobre dela.
— Cadê a Leila, mãe? – Christian perguntou enquanto nos sentávamos no sofá da sala de TV que ficava perto da ampla cozinha, separada apenas pela copa.
— Sua irmã saiu ontem para a despedida de solteira que a Mia organizou e a ela acabou dormindo por lá mesmo, filho – informou meu sogro.
— Parece que sua irmã vai se arrumar lá na casa dela – minha sogra complementou.
— Então eu tô indo pra lá, fotografar a noiva – anunciou Christian que virou o rosto para o meu lado e me deu um selinho – A gente se ver no casamento, amor.
Assenti dando um selinho de volta então ele se levantou.
— Porque está andando meio estranho, meu filho?
— Não foi nada, mãe. Não se preocupe, eu estou bem, Dona Grace – ele falou beijando sua mãe no alto da cabeça – Tchau, gente! Tchau, amor! Até daqui a pouco.
— Espera, Cherzito.
— Você vai comigo?
— Quem você acha que vai fazer o penteado mais fabuloso de todas as noivas desse planeta? Meus irmãos é que não vão ser, né?
— Ok. Querido, eu vou ter que ir no seu carro, porque meu equipamento de fotografia está lá.
Tirei a chave do bolso e joguei para Christian já pedindo que ele tirasse a minha roupa e a da Ana do porta-malas. Minutos depois, ele entrou novamente e deixou os dois sacos plásticos e as caixas de sapatos sobre o balcão da ilha da cozinha, despedindo-se de novo e saindo.
O casamento da Leila era às seis e meia então tínhamos ainda uma hora até meu sogro ir buscar a filha e levá-la até o salão onde aconteceria a cerimônia e a recepção. Seria no mesmo salão onde Chris e eu nos casamos e comemoramos com nossas famílias e amigos.
Deixei a Ana com minha sogra, pois ambas começaram a conversar sobre coisas de gestantes que só elas deveriam entender e fui ver o que meu sogro estava fazendo no ateliê dele.
Carrick era um cirurgião plástico bem conceituado em Vancôver, que nas horas vagas adorava pintar e contar piadas para fazer as outras pessoas rirem. Já Grace era artista plástica. Christian uma vez me contou que o amor deles em comum pela arte fora o que tinha os aproximados.
Quando faltava meia hora para sairmos, eu subi com as coisas para o antigo quarto do Chris e fui tomar um banho.
— Meu Deus, você tá pelado!
Encarei uma Ana de olhos arregalados, parada perto da cama, minutos depois quando sair do banho me enxugando.
— Sim. Eu estou pelado. Porquê o espanto? – indaguei sorrindo vendo ela a cada segundo ficar mais vermelha.
— P-por n-nada – Ana gaguejou e não tirava o olhar do meu pau então comecei a me enrolar na toalha – Fica assim mais um tempo.
— Oi?
— Que foi? – ela disse me encarando confusa.
— Eu que te pergunto o que foi? – perguntei rindo terminando de me enrolar – Você acabou de mandar eu ficar pelado por mais um tempo.
— Eu não mandei, mandei? – Ana inquiriu meio pensativa – Ai, meu deus! Eu não queria ter falado aquilo, desculpe. É que me senti excitada quando te vi nu, quer dizer, eu ainda estou excitada e não sei o porque disso.
Ana se sentou na beirada da cama e olhou para o chão, envergonhada, eu acho. Então me aproximei e sentei ao seu lado.
— Se acalme, são apenas os hormônios, Ana. Assim como eles te fazem chorar do nada, também fazer sua libido aumentar. Qualquer coisa pode te deixar com tesão. Para mim é normal sair do banheiro pelado, mas prometo não fazer isso quando você estiver por perto – declarei fazendo com que ela me olhasse então lhe dei um sorriso amigável – Mas tenho uma proposta para você.
— Proposta?
Sorri e peguei sua mão.
— Aceita dormir com a gente hoje à noite?
Ela puxou sua mão e se levantou, aparentemente incomodada.
— Obrigada pelo convite, mas não quero.
— Isso ajudaria você com sua libido – ressaltei.
— Eu tô bem. Vou tomar um banho para depois ir me arrumar.
— Ok. Não molhe o cabelo e tem toalha no armário da pia.
Ela assentiu e adentrou o banheiro.
Meu sogro deixou primeiro nós no salão, antes de ir buscar a Leila e o Christian na casa da Mia. Minha sogra logo saiu, após nos informar que iria ver como estavam as daminhas e o pajem, então ficamos eu e Ana em frente da porta do salão onde seria a cerimônia.
Ela se encontrava muito linda usando a roupa que Chris havia comprado e o penteado que eu tinha feito. Estávamos de braços dados quando adentramos o lugar e logo fomos alvo de olhares. Alguns espantados, já outros bastante curiosos.
— Porque estão nos olhando desse jeito? – Ana perguntou num sussurro então me inclinei um pouco para ela.
— Creio que é porque eu estou de braços dados com a convidada mais linda do salão, mas não se preocupe. É só imaginar eles todos pelados.
Aquilo fez Ana dar uma gargalhada o que atraiu mais olhares para nós, fazendo-me rir também. A conduzi até onde estavam três dos nossos amigos e os apresentei a ela.
— Ana, estes são Raymond Trevelyan, Elliot Kavanagh e Luke Sawyer. Gente, essa é a Ana, uma amiga.
Eles apertaram as mãos.
— Vocês são gays também? – Ana perguntou sendo bem direta e eu vi Elliot ficar desconfortável com a situação.
— Não sou não – respondeu Ray.
— Eu sou. Igual ao meu irmão Ethan – disse Luke sorrindo.
— Você é irmão do Ethan? Que legal. Deve ser bom ter um irmão gay assim como você.
— Nem tanto, flor. Às vezes, saímos na porrada por causa dos boys.
— Ahh... E você?
— Eu sou casado – anunciou Elliot evasivo.
Apenas Christian e eu sabíamos que Elliot mesmo sendo casado, com a nossa também amiga Kate, e tendo uma filha de sete anos, ele mantinha um caso escondido com Luke, há mais ou menos dois anos.
Já tentamos convencer Elliot de que ele poderia ser feliz com o Luke se ele se assumisse gay perante sua família, amigos e sociedade, mas Elliot ainda não se aceitava como era e isso é o passo mais importante a dar primeiro.
— Eu também sou casado – comentou Raymond e informou que as esposas deles estavam arrumando as daminhas e o pajem numa salinha ao lado.
Carla e Kate logo apareceram então nos sentamos quando os músicos, posicionados em um canto do salão, começaram a tocar e as pessoas adentraram, se acomodando em seus lugares.
Tinha acabado de contar para os meus sogros, sobre a Ana e o que ela estava fazendo por mim e pelo Chris, quando eles apareceram na cozinha. Tudo indicava que ambos tinham se acertado, pois até sorriam, então fiquei mais aliviado e feliz. Grace e Carrick logo nos felicitaram e agradeceram a Ana pelo gesto nobre dela.
— Cadê a Leila, mãe? – Christian perguntou enquanto nos sentávamos no sofá da sala de TV que ficava perto da ampla cozinha, separada apenas pela copa.
— Sua irmã saiu ontem para a despedida de solteira que a Mia organizou e a ela acabou dormindo por lá mesmo, filho – informou meu sogro.
— Parece que sua irmã vai se arrumar lá na casa dela – minha sogra complementou.
— Então eu tô indo pra lá, fotografar a noiva – anunciou Christian que virou o rosto para o meu lado e me deu um selinho – A gente se ver no casamento, amor.
Assenti dando um selinho de volta então ele se levantou.
— Porque está andando meio estranho, meu filho?
— Não foi nada, mãe. Não se preocupe, eu estou bem, Dona Grace – ele falou beijando sua mãe no alto da cabeça – Tchau, gente! Tchau, amor! Até daqui a pouco.
— Espera, Cherzito.
— Você vai comigo?
— Quem você acha que vai fazer o penteado mais fabuloso de todas as noivas desse planeta? Meus irmãos é que não vão ser, né?
— Ok. Querido, eu vou ter que ir no seu carro, porque meu equipamento de fotografia está lá.
Tirei a chave do bolso e joguei para Christian já pedindo que ele tirasse a minha roupa e a da Ana do porta-malas. Minutos depois, ele entrou novamente e deixou os dois sacos plásticos e as caixas de sapatos sobre o balcão da ilha da cozinha, despedindo-se de novo e saindo.
O casamento da Leila era às seis e meia então tínhamos ainda uma hora até meu sogro ir buscar a filha e levá-la até o salão onde aconteceria a cerimônia e a recepção. Seria no mesmo salão onde Chris e eu nos casamos e comemoramos com nossas famílias e amigos.
Deixei a Ana com minha sogra, pois ambas começaram a conversar sobre coisas de gestantes que só elas deveriam entender e fui ver o que meu sogro estava fazendo no ateliê dele.
Carrick era um cirurgião plástico bem conceituado em Vancôver, que nas horas vagas adorava pintar e contar piadas para fazer as outras pessoas rirem. Já Grace era artista plástica. Christian uma vez me contou que o amor deles em comum pela arte fora o que tinha os aproximados.
Quando faltava meia hora para sairmos, eu subi com as coisas para o antigo quarto do Chris e fui tomar um banho.
★ ★ ★ ★ ★
— Meu Deus, você tá pelado!
Encarei uma Ana de olhos arregalados, parada perto da cama, minutos depois quando sair do banho me enxugando.
— Sim. Eu estou pelado. Porquê o espanto? – indaguei sorrindo vendo ela a cada segundo ficar mais vermelha.
— P-por n-nada – Ana gaguejou e não tirava o olhar do meu pau então comecei a me enrolar na toalha – Fica assim mais um tempo.
— Oi?
— Que foi? – ela disse me encarando confusa.
— Eu que te pergunto o que foi? – perguntei rindo terminando de me enrolar – Você acabou de mandar eu ficar pelado por mais um tempo.
— Eu não mandei, mandei? – Ana inquiriu meio pensativa – Ai, meu deus! Eu não queria ter falado aquilo, desculpe. É que me senti excitada quando te vi nu, quer dizer, eu ainda estou excitada e não sei o porque disso.
Ana se sentou na beirada da cama e olhou para o chão, envergonhada, eu acho. Então me aproximei e sentei ao seu lado.
— Se acalme, são apenas os hormônios, Ana. Assim como eles te fazem chorar do nada, também fazer sua libido aumentar. Qualquer coisa pode te deixar com tesão. Para mim é normal sair do banheiro pelado, mas prometo não fazer isso quando você estiver por perto – declarei fazendo com que ela me olhasse então lhe dei um sorriso amigável – Mas tenho uma proposta para você.
— Proposta?
Sorri e peguei sua mão.
— Aceita dormir com a gente hoje à noite?
Ela puxou sua mão e se levantou, aparentemente incomodada.
— Obrigada pelo convite, mas não quero.
— Isso ajudaria você com sua libido – ressaltei.
— Eu tô bem. Vou tomar um banho para depois ir me arrumar.
— Ok. Não molhe o cabelo e tem toalha no armário da pia.
Ela assentiu e adentrou o banheiro.
★ ★ ★ ★ ★
Meu sogro deixou primeiro nós no salão, antes de ir buscar a Leila e o Christian na casa da Mia. Minha sogra logo saiu, após nos informar que iria ver como estavam as daminhas e o pajem, então ficamos eu e Ana em frente da porta do salão onde seria a cerimônia.
Ela se encontrava muito linda usando a roupa que Chris havia comprado e o penteado que eu tinha feito. Estávamos de braços dados quando adentramos o lugar e logo fomos alvo de olhares. Alguns espantados, já outros bastante curiosos.
— Creio que é porque eu estou de braços dados com a convidada mais linda do salão, mas não se preocupe. É só imaginar eles todos pelados.
Aquilo fez Ana dar uma gargalhada o que atraiu mais olhares para nós, fazendo-me rir também. A conduzi até onde estavam três dos nossos amigos e os apresentei a ela.
— Ana, estes são Raymond Trevelyan, Elliot Kavanagh e Luke Sawyer. Gente, essa é a Ana, uma amiga.
Eles apertaram as mãos.
— Vocês são gays também? – Ana perguntou sendo bem direta e eu vi Elliot ficar desconfortável com a situação.
— Não sou não – respondeu Ray.
— Eu sou. Igual ao meu irmão Ethan – disse Luke sorrindo.
— Você é irmão do Ethan? Que legal. Deve ser bom ter um irmão gay assim como você.
— Nem tanto, flor. Às vezes, saímos na porrada por causa dos boys.
— Ahh... E você?
— Eu sou casado – anunciou Elliot evasivo.
Apenas Christian e eu sabíamos que Elliot mesmo sendo casado, com a nossa também amiga Kate, e tendo uma filha de sete anos, ele mantinha um caso escondido com Luke, há mais ou menos dois anos.
Já tentamos convencer Elliot de que ele poderia ser feliz com o Luke se ele se assumisse gay perante sua família, amigos e sociedade, mas Elliot ainda não se aceitava como era e isso é o passo mais importante a dar primeiro.
— Eu também sou casado – comentou Raymond e informou que as esposas deles estavam arrumando as daminhas e o pajem numa salinha ao lado.
Carla e Kate logo apareceram então nos sentamos quando os músicos, posicionados em um canto do salão, começaram a tocar e as pessoas adentraram, se acomodando em seus lugares.

Nenhum comentário:
Postar um comentário