CHRISTIAN
Eu estava tão feliz, nem acreditava que finalmente iríamos ter o nosso filho que tanto tínhamos sonhado e desejado, ou melhor, nossa filha.
— Vamos ter que entrar numa academia de tiro, amor – comentei e Jack me olhou confuso enquanto andávamos rumo ao estacionamento do hospital – Precisaremos afastar os caras de perto da nossa princesinha.
— Eu prefiro o karatê, querido. Vou ter que voltar para a academia e subir de nível para conseguir ser faixa preta.
— Você não vai voltar para o karatê de jeito nenhum – ressaltei, já ficando emburrado.
Ver meu Jack ou saber que ele está se agarrando com outro homem, mesmo que seja treinando, me faz sentir muito ciúmes. Lutei demais para ter ele e não vai ser um treinador de karatê que vai tirar o Jack de mim.
— Mas, amor, os caras tem que sentir medo da gente. E não tem nada que dê mais medo do que um pai faixa preta.
— Eu, hein. Ela nem nasceu ainda e vocês já estão pensando em como expulsar os pretendentes da coitada – comentou Ana incrédula, conseguindo amenizar meu mau humor repentino e fazendo Jack rir.
— Tudo bem. Nada de faixa preta, mas vou aceitar sua ideia sobre a academia de tiro, querido – Jack falou e Ana rolou os olhos.
— Já estou é com pena dessa menina.
Sorrimos então Jack se desvencilhou de mim perguntando para onde iríamos.
— Eu vou no Esclava para o Ethan dá uma ajeitada no cabelo da Ana para o casamento e depois vamos passar no shopping para achar um vestido de festa. Vem com a gente, amor – o convidei – Vamos juntos contar a notícia do bebê para sua mãe.
Ele assentiu então fomos para os nossos carros. Dez minutos depois estávamos estacionando perto do mega salão de beleza da minha sogra. Ana ficou maravilhada com a fachada do elegante e moderno prédio localizado no centro de Seattle.
— Bom dia, Srs. Greedy.
— Greedy? Mas no jaleco do Jack não estava escrito Dr. Jack Hyde? Eu pensei que vocês eram o Sr. e... Sr. Hyde – sussurrou Ana perto de mim quando meu companheiro se aproximou do balcão para conversar com a recepcionista.
— Não. Quando nos casamos decidimos criar um sobrenome só nosso, mas em nossos trabalhos usamos os antigos sobrenomes de solteiros. Dr. Jack Hyde e fotógrafo Christian Grey – murmurei baixo.
— Ah, entendi.
— Mamãe já está descendo – comentou Jack se aproximando de mim – Tô um pouco nervoso, amor.
— Relaxa, querido. Sua mãe nem vai acreditar na gente, para início de conversa – falei rindo, pois já conhecia muito bem o jeito da minha sogra.
— MEU DEUS!!! ALGUÉM ME COLORE QUE EU TÔ BEGE!!!
Olhamos para o lado e vimos Ethan se aproximando com uma cara de chocado e com a mão sobre o peito. De duas, uma. Ou ele estava chocado porque nós viemos finalmente aqui depois de duas semanas ausentes ou o choque dele era pelo estado deplorável do cabelo da Ana.
— Lá vem a louca – Jack murmurou rindo.
— Jackito, amiga, cê tá muito diva hoje – ele disse abraçando meu companheiro, depois se aproximou de mim e me abraçou também – Cherzito, saudades de você, sua louca.
Desde o ano retrasado, quando fomos a um baile à fantasia e eu fui fantasiado de Cher, Ethan me chama de Cherzito. No início, era meio irritante, mas depois me desencanei disso e morria de rir dos apelidos doidos que ele dava para os outros.
— E quem é esse aborto de encruzilhada?
— Coitada dela, Ethan – falei tentando não sorrir, coisa que Jack não conseguiu.
— Coitada dos meus lindos olhos, isso sim.
— Não sou aborto de encruzilhada, seu viado purpurina.
Vimos Ethan franzi o cenho assustado com a reação da Ana e depois ele caiu na risada, indo abraçar ela também.
— Gostei da abortinho, gente.
Nos assustamos quando a Ana deu um chute na canela do Ethan que logo saiu caxingando para detrás do Jack.
— Alguém coloca uma mordaça nesse pitbull antes que ele arranque um pedaço da diva aqui?
— Se me chamar de abortinho de novo, nem uma mordaça vai me parar.
— Que algazarra é essa na recepção do meu salão?
— Sogrinha lindona – falei indo até ela, dando um abraço e depois um beijo em cada lado de seu belo rosto.
— Christian, querido. Como você está? Não apareceu mais aqui.
— Oi, mãezinha – cumprimentou Jack a abraçando também.
— Outro que nem lembra que tem mãe, né?
— Sem drama, Sra. Hyde. Temos nossos trabalhos que nos ocupam tanto quanto o seu. E viemos aqui lhe dar uma notícia mega maravilhosa.
— Olha lá o que os dois vão me aprontar, hein? Contém logo.
— Parabéns! A senhora vai ser vovó! – Jack exclamou e minha sogra franziu o cenho.
— Deixa de zoar com a minha cara, filho. Eu não sou velha para ser avó ainda não. Nem cabelo branco eu tenho.
— É porque pinta de dois em dois meses, ou arranca eles semanalmente.
— Ethan, você não deveria estar arrumando os cabelos das clientes? – questionou ela bem séria, fazendo Ethan sair e ir rumo às cadeiras de lavagens do salão – Pois bem, voltando ao assunto, eu não sou velha, meninos.
— É claro que não, minha deusa. Se eu fosse hétero, eu pegava a senhora – falei dando uma piscadinha para ela, que riu.
— E eu como filho, não deixaria você chegar nem perto da minha mãe e ainda te daria um socão na fuça.
— Viu só, sogrinha? Você tem um filho mega protetor.
— E quem é aquela moça? – ela inquiriu olhando por sobre nossos ombros então Jack foi buscar a Ana e logo nós a apresentamos, contando o motivo dela está conosco.
— Então mãe, agora a senhora já sabe que o lance de ser avó é verdade – Jack comentou quando ela se desvencilhou de nós, após ter nos abraçado.
— Estou feliz e triste ao mesmo tempo.
— Triste porque, sogrinha? Não gostou da notícia?
— É claro que eu gostei, querido. Essa é a parte feliz, porque os dois vão finalmente realizar o sonho de vocês. A triste é que em breve vai ter uma pimpolha muito fofa correndo pelo meu salão, de vestidinho rosa e lacinho na cabeça, me chamando de vovó. E eu não tô preparada para ser avó. Mas vamos deixar de chororô porque senão vou acabar borrando minha maquiagem. ETHAN!!! OH, ETHAN!!!
— Me expulsa e depois me chama de volta. Vai entender as mulheres – ele se aproximou resmungando – O que a minha chefinha deseja?
— Pare de reclamar e leve a Aninha para realizar o nosso pacote Starllywood.
— Star o quê? – Ana indagou confusa.
— Ethan vai colocar um aplique no seu cabelo para deixar ele comprido e lindo, enquanto trabalhamos em suas mãos e pés, e depois depilação com direito a limpeza facial e banho de sais na hidro.
— Isso não vai demorar muito não, né? Porque temos um casamento em Vancôver para ir e precisaremos chegar bem cedo lá – informei e minha sogra olhou em seu delicado relógio de pulso.
— São nove e dez, então lá pela uma da tarde vocês podem vir buscá-la.
Assentimos e nos despedimos da Ana, depois da minha sogra, então saímos e apenas Jack foi para casa descansar de seu plantão noturno, enquanto que eu, fui para as boutiques do shopping, comprar coisas essenciais que a Ana precisaria na breve estadia conosco.
Por ser fotógrafo, eu tinha um bom olho e sabia exatamente o tamanho do manequim que cada pessoa usava, só de bater o olhar no corpo dela. E também iria aproveitar para pesquisar sobre enxovais de bebês, porque nem eu e nem o Jack sabíamos nada sobre isso.
Eu estava tão feliz, nem acreditava que finalmente iríamos ter o nosso filho que tanto tínhamos sonhado e desejado, ou melhor, nossa filha.
— Vamos ter que entrar numa academia de tiro, amor – comentei e Jack me olhou confuso enquanto andávamos rumo ao estacionamento do hospital – Precisaremos afastar os caras de perto da nossa princesinha.
— Eu prefiro o karatê, querido. Vou ter que voltar para a academia e subir de nível para conseguir ser faixa preta.
— Você não vai voltar para o karatê de jeito nenhum – ressaltei, já ficando emburrado.
Ver meu Jack ou saber que ele está se agarrando com outro homem, mesmo que seja treinando, me faz sentir muito ciúmes. Lutei demais para ter ele e não vai ser um treinador de karatê que vai tirar o Jack de mim.
— Mas, amor, os caras tem que sentir medo da gente. E não tem nada que dê mais medo do que um pai faixa preta.
— Eu, hein. Ela nem nasceu ainda e vocês já estão pensando em como expulsar os pretendentes da coitada – comentou Ana incrédula, conseguindo amenizar meu mau humor repentino e fazendo Jack rir.
— Tudo bem. Nada de faixa preta, mas vou aceitar sua ideia sobre a academia de tiro, querido – Jack falou e Ana rolou os olhos.
— Já estou é com pena dessa menina.
Sorrimos então Jack se desvencilhou de mim perguntando para onde iríamos.
— Eu vou no Esclava para o Ethan dá uma ajeitada no cabelo da Ana para o casamento e depois vamos passar no shopping para achar um vestido de festa. Vem com a gente, amor – o convidei – Vamos juntos contar a notícia do bebê para sua mãe.
Ele assentiu então fomos para os nossos carros. Dez minutos depois estávamos estacionando perto do mega salão de beleza da minha sogra. Ana ficou maravilhada com a fachada do elegante e moderno prédio localizado no centro de Seattle.
— Bom dia, Srs. Greedy.
— Greedy? Mas no jaleco do Jack não estava escrito Dr. Jack Hyde? Eu pensei que vocês eram o Sr. e... Sr. Hyde – sussurrou Ana perto de mim quando meu companheiro se aproximou do balcão para conversar com a recepcionista.
— Não. Quando nos casamos decidimos criar um sobrenome só nosso, mas em nossos trabalhos usamos os antigos sobrenomes de solteiros. Dr. Jack Hyde e fotógrafo Christian Grey – murmurei baixo.
— Ah, entendi.
— Mamãe já está descendo – comentou Jack se aproximando de mim – Tô um pouco nervoso, amor.
— Relaxa, querido. Sua mãe nem vai acreditar na gente, para início de conversa – falei rindo, pois já conhecia muito bem o jeito da minha sogra.
— MEU DEUS!!! ALGUÉM ME COLORE QUE EU TÔ BEGE!!!
Olhamos para o lado e vimos Ethan se aproximando com uma cara de chocado e com a mão sobre o peito. De duas, uma. Ou ele estava chocado porque nós viemos finalmente aqui depois de duas semanas ausentes ou o choque dele era pelo estado deplorável do cabelo da Ana.
— Lá vem a louca – Jack murmurou rindo.
— Jackito, amiga, cê tá muito diva hoje – ele disse abraçando meu companheiro, depois se aproximou de mim e me abraçou também – Cherzito, saudades de você, sua louca.
Desde o ano retrasado, quando fomos a um baile à fantasia e eu fui fantasiado de Cher, Ethan me chama de Cherzito. No início, era meio irritante, mas depois me desencanei disso e morria de rir dos apelidos doidos que ele dava para os outros.
— E quem é esse aborto de encruzilhada?
— Coitada dela, Ethan – falei tentando não sorrir, coisa que Jack não conseguiu.
— Coitada dos meus lindos olhos, isso sim.
— Não sou aborto de encruzilhada, seu viado purpurina.
Vimos Ethan franzi o cenho assustado com a reação da Ana e depois ele caiu na risada, indo abraçar ela também.
— Gostei da abortinho, gente.
Nos assustamos quando a Ana deu um chute na canela do Ethan que logo saiu caxingando para detrás do Jack.
— Alguém coloca uma mordaça nesse pitbull antes que ele arranque um pedaço da diva aqui?
— Se me chamar de abortinho de novo, nem uma mordaça vai me parar.
— Que algazarra é essa na recepção do meu salão?
— Sogrinha lindona – falei indo até ela, dando um abraço e depois um beijo em cada lado de seu belo rosto.
— Christian, querido. Como você está? Não apareceu mais aqui.
— Oi, mãezinha – cumprimentou Jack a abraçando também.
— Outro que nem lembra que tem mãe, né?
— Sem drama, Sra. Hyde. Temos nossos trabalhos que nos ocupam tanto quanto o seu. E viemos aqui lhe dar uma notícia mega maravilhosa.
— Olha lá o que os dois vão me aprontar, hein? Contém logo.
— Parabéns! A senhora vai ser vovó! – Jack exclamou e minha sogra franziu o cenho.
— Deixa de zoar com a minha cara, filho. Eu não sou velha para ser avó ainda não. Nem cabelo branco eu tenho.
— É porque pinta de dois em dois meses, ou arranca eles semanalmente.
— Ethan, você não deveria estar arrumando os cabelos das clientes? – questionou ela bem séria, fazendo Ethan sair e ir rumo às cadeiras de lavagens do salão – Pois bem, voltando ao assunto, eu não sou velha, meninos.
— É claro que não, minha deusa. Se eu fosse hétero, eu pegava a senhora – falei dando uma piscadinha para ela, que riu.
— E eu como filho, não deixaria você chegar nem perto da minha mãe e ainda te daria um socão na fuça.
— Viu só, sogrinha? Você tem um filho mega protetor.
— E quem é aquela moça? – ela inquiriu olhando por sobre nossos ombros então Jack foi buscar a Ana e logo nós a apresentamos, contando o motivo dela está conosco.
— Então mãe, agora a senhora já sabe que o lance de ser avó é verdade – Jack comentou quando ela se desvencilhou de nós, após ter nos abraçado.
— Estou feliz e triste ao mesmo tempo.
— Triste porque, sogrinha? Não gostou da notícia?
— É claro que eu gostei, querido. Essa é a parte feliz, porque os dois vão finalmente realizar o sonho de vocês. A triste é que em breve vai ter uma pimpolha muito fofa correndo pelo meu salão, de vestidinho rosa e lacinho na cabeça, me chamando de vovó. E eu não tô preparada para ser avó. Mas vamos deixar de chororô porque senão vou acabar borrando minha maquiagem. ETHAN!!! OH, ETHAN!!!
— Me expulsa e depois me chama de volta. Vai entender as mulheres – ele se aproximou resmungando – O que a minha chefinha deseja?
— Pare de reclamar e leve a Aninha para realizar o nosso pacote Starllywood.
— Star o quê? – Ana indagou confusa.
— Ethan vai colocar um aplique no seu cabelo para deixar ele comprido e lindo, enquanto trabalhamos em suas mãos e pés, e depois depilação com direito a limpeza facial e banho de sais na hidro.
— Isso não vai demorar muito não, né? Porque temos um casamento em Vancôver para ir e precisaremos chegar bem cedo lá – informei e minha sogra olhou em seu delicado relógio de pulso.
— São nove e dez, então lá pela uma da tarde vocês podem vir buscá-la.
Assentimos e nos despedimos da Ana, depois da minha sogra, então saímos e apenas Jack foi para casa descansar de seu plantão noturno, enquanto que eu, fui para as boutiques do shopping, comprar coisas essenciais que a Ana precisaria na breve estadia conosco.
Por ser fotógrafo, eu tinha um bom olho e sabia exatamente o tamanho do manequim que cada pessoa usava, só de bater o olhar no corpo dela. E também iria aproveitar para pesquisar sobre enxovais de bebês, porque nem eu e nem o Jack sabíamos nada sobre isso.

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