ANASTASIA
— Tem certeza de que vai dar conta de comer tudo isso aí?
Ergui o olhar e encarei Christian sentado à minha frente.
— Tenho sim. Tô morrendo de fome e eu estou comendo por duas pessoas. Ou você quer que o futuro filho de vocês nasça com cara de comida, só porque está me renegando isso?
— Não estou te renegando nada. Só achei que tem comida demais aí, mas tudo bem.
Dei de ombros também e comecei a atacar a comida a minha frente, deliciando-me.
— Você não me respondeu aquela pergunta – comentei, de boca cheia, minutos depois.
— Que pergunta?
— Quantos mulheres já toparam fazer ménage com vocês dois? – indaguei em um tom de voz mais baixo.
— Ah essa pergunta – ele disse e deu um gole no seu café antes de me encarar – Bom... Contando com a minha irmã seria seis, mas vamos pegar só pelo tempo de casados, então é cinco. Uma para cada aniversário de casamento. Seria seis se a desse ano não tivesse tido um imprevisto com o afilhado que ela cuida, então anteontem preferimos não comemorar à três e sim à dois. Jack fez um jantar bem romântico e depois, muito sexo selvagem.
— Ok, me poupe dos detalhes sórdidos – pedi fazendo careta e Christian riu – Vamos deixar esse assunto para lá.
— Tudo bem. Mas a proposta ainda está de pé.
— Não vou transar com vocês, só estava curiosa – falei e ele tentou ocultar um riso.
— Uhum, sei.
— Idiota – murmurei bem baixo, meio emburrada, e continuei a comer.
Jack apareceu quando estávamos saindo da praça de alimentação então seguimos juntos para o ambulatório.
Assim que chegamos, Jack me avisou que como eu não possuía documentos comigo, o mesmo havia dito que eu era a irmã do Christian, porque como ambos eram casados, o Jack tinha direito a quatro vagas para encaixes de consultas. Uma para o marido, uma para a cunhada, uma para a sogra e outra para a mãe dele.
Os dois me deixaram na fila e foram beber água no final do corredor. De onde eu me encontrava, dava para ver os dois conversando, sorrindo e olhando na minha direção. Com certeza, Christian tinha aberto aquela maldita boca e contado do que a gente estava falando enquanto comíamos.
Eu não queria, necessariamente, transar com eles. No sonho é uma coisa, você não sentia dor, nem nada, mas na vida real sim e eu já tava traumatizada demais com anal, que dupla penetração não estava nos meus planos sexuais para esta vida.
Tudo graças ao desgraçado do José que, quando não me espancava, me forçava a fazer sexo com ele. Ou me batia e em seguida me fodia à força. Ele sempre terminava o ato com um anal e era essa a parte que eu mais odiava naquilo tudo.
Minha curiosidade estava mais em saber como Jack e Christian se comiam, pois eu não conseguia imaginar dois homens, lindos de morrer, fodendo o cu um do outro ou chupando um pau. Se eles me chamassem apenas para assistir, eu aceitaria na hora, mas para participar, isso nunca.
Demorou alguns minutos até que a doutora apareceu na porta e chamou por Leila Grey, então Christian disse que éramos nós e logo adentramos o consultório. Jack explicou a verdade sobre mim e o bebê para a médica que em seguida me fez algumas perguntas.
Não entendi quase nada quando ela começou a falar, então deixei que os futuros pais do bebê conversassem com a doutora e fiquei alheia a tudo. Entretanto, me assustei quando eles tocaram nas minhas coxas e eu os encarei. Jack avisou que a doutora ia bater um ultrassom para ver se o bebê estava bem então me levantei e seguimos até uma outra parte do consultório onde havia uma maca e alguns aparelhos.
Me deitei com o vestido levantado, conforme a médica mandou, e olhei para o teto à medida ela colocava o que parecia ser um pano no meu quadril, depois puxou o cós da cueca para baixo.
— Será que já dá para ver o sexo do bebê, doutora? – escutei Christian perguntar ansioso quando ela começou a pressionar um aparelho sobre minha barriga depois de ter colocado um gel gelado.
— Podemos tentar, mas primeiro vamos medir esse bebezinho... Parabéns, mãezinha. Você está de cinco meses – anunciou a doutora me olhando com um sorriso simpático – Logo estará sentindo seu bebê se mexer bastante.
— Cinco meses? Tem certeza, Elizabeth? Porque a barriga dela é tão pequena. Será que o bebê tem algum problema ou má-formação?
— Credo, amor. Você só pensa no pior das hipóteses – resmungou Christian.
— Desculpe, querido. É coisa de médico sempre verificar todas as possibilidades.
— Não se preocupem, pois pelo o que eu estou vendo aqui, o bebê é saudável, só está três centímetros abaixo da média padrão.
— Então ele vai ser anão? – indaguei confusa.
— Não, minha querida. Provavelmente isso ocorreu pela falta de vitaminas e nutrientes que você não tomou no início da gravidez, afetando assim o desenvolvimento do bebê com relação ao tamanho, mas podemos reverter esta situação com um bom acompanhamento, vitaminas e uma alimentação rica de nutrientes. Agora vamos ver se conseguimos achar o sexo desse bebezinho sapeca que está com as perninhas fechadas.
Se passaram alguns segundos enquanto a médica ia de um lado para o outro com o aparelho e a ansiedade estava quase que palpável entre Christian e Jack.
— É o que estou pensando, Elizabeth? – Jack perguntou sorrindo.
— Depende do que você está pensando. Se for grandes lábios então a resposta é sim.
“Grandes lábios? Será que o bebê é beiçudo?”
— É menina, amor?
— Sim, querido. Vamos ter uma filha.
Ambos se abraçaram felizes e chorosos, Christian era o que estava chorando mais enquanto Jack tentava acalmá-lo.
— Posso ver? – pedi para a doutora num sussurro, pois não queria atrapalhar a comemoração dos dois então ela assentiu e virou o monitor para mim – Só estou vendo borrões – comentei e ela começou a me explicar e a me mostrar.
— Preparados para escutar o coraçãozinho dela?
— Ai meu coração. Acho que ele não vai aguentar de tanta emoção – Christian disse abraçado ao Jack.
— Não exagera, Christian. É só o som de um coração batendo – resmunguei rolando os olhos, porém assim que escutei aquele som, algo dentro de mim mudou.
Não sabia explicar como tinha acontecido, só sabia que eu estava hipnotizada com aquelas batidas que ecoavam no lugar. Senti uma vontade forte de chorar e quando vi os dois chorando ao pé da maca onde eu me encontrava, não me aguentei e desabei no choro também.
— Eu só tô chorando porque vocês estão chorando, então parem de chorar agora os dois – pedi fungando enquanto a médica limpava o gel da minha barriga.
— Eu não consigo – Christian choramingou.
— Também não – ressaltou Jack, limpando o rosto.
— Muito menos eu – falei me levantando então eles vieram me abraçar.
— Tem certeza de que vai dar conta de comer tudo isso aí?
Ergui o olhar e encarei Christian sentado à minha frente.
— Tenho sim. Tô morrendo de fome e eu estou comendo por duas pessoas. Ou você quer que o futuro filho de vocês nasça com cara de comida, só porque está me renegando isso?
— Não estou te renegando nada. Só achei que tem comida demais aí, mas tudo bem.
Dei de ombros também e comecei a atacar a comida a minha frente, deliciando-me.
— Você não me respondeu aquela pergunta – comentei, de boca cheia, minutos depois.
— Que pergunta?
— Quantos mulheres já toparam fazer ménage com vocês dois? – indaguei em um tom de voz mais baixo.
— Ah essa pergunta – ele disse e deu um gole no seu café antes de me encarar – Bom... Contando com a minha irmã seria seis, mas vamos pegar só pelo tempo de casados, então é cinco. Uma para cada aniversário de casamento. Seria seis se a desse ano não tivesse tido um imprevisto com o afilhado que ela cuida, então anteontem preferimos não comemorar à três e sim à dois. Jack fez um jantar bem romântico e depois, muito sexo selvagem.
— Ok, me poupe dos detalhes sórdidos – pedi fazendo careta e Christian riu – Vamos deixar esse assunto para lá.
— Tudo bem. Mas a proposta ainda está de pé.
— Não vou transar com vocês, só estava curiosa – falei e ele tentou ocultar um riso.
— Uhum, sei.
— Idiota – murmurei bem baixo, meio emburrada, e continuei a comer.
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Jack apareceu quando estávamos saindo da praça de alimentação então seguimos juntos para o ambulatório.
Assim que chegamos, Jack me avisou que como eu não possuía documentos comigo, o mesmo havia dito que eu era a irmã do Christian, porque como ambos eram casados, o Jack tinha direito a quatro vagas para encaixes de consultas. Uma para o marido, uma para a cunhada, uma para a sogra e outra para a mãe dele.
Os dois me deixaram na fila e foram beber água no final do corredor. De onde eu me encontrava, dava para ver os dois conversando, sorrindo e olhando na minha direção. Com certeza, Christian tinha aberto aquela maldita boca e contado do que a gente estava falando enquanto comíamos.
Eu não queria, necessariamente, transar com eles. No sonho é uma coisa, você não sentia dor, nem nada, mas na vida real sim e eu já tava traumatizada demais com anal, que dupla penetração não estava nos meus planos sexuais para esta vida.
Tudo graças ao desgraçado do José que, quando não me espancava, me forçava a fazer sexo com ele. Ou me batia e em seguida me fodia à força. Ele sempre terminava o ato com um anal e era essa a parte que eu mais odiava naquilo tudo.
Minha curiosidade estava mais em saber como Jack e Christian se comiam, pois eu não conseguia imaginar dois homens, lindos de morrer, fodendo o cu um do outro ou chupando um pau. Se eles me chamassem apenas para assistir, eu aceitaria na hora, mas para participar, isso nunca.
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Demorou alguns minutos até que a doutora apareceu na porta e chamou por Leila Grey, então Christian disse que éramos nós e logo adentramos o consultório. Jack explicou a verdade sobre mim e o bebê para a médica que em seguida me fez algumas perguntas.
Não entendi quase nada quando ela começou a falar, então deixei que os futuros pais do bebê conversassem com a doutora e fiquei alheia a tudo. Entretanto, me assustei quando eles tocaram nas minhas coxas e eu os encarei. Jack avisou que a doutora ia bater um ultrassom para ver se o bebê estava bem então me levantei e seguimos até uma outra parte do consultório onde havia uma maca e alguns aparelhos.
Me deitei com o vestido levantado, conforme a médica mandou, e olhei para o teto à medida ela colocava o que parecia ser um pano no meu quadril, depois puxou o cós da cueca para baixo.
— Será que já dá para ver o sexo do bebê, doutora? – escutei Christian perguntar ansioso quando ela começou a pressionar um aparelho sobre minha barriga depois de ter colocado um gel gelado.
— Podemos tentar, mas primeiro vamos medir esse bebezinho... Parabéns, mãezinha. Você está de cinco meses – anunciou a doutora me olhando com um sorriso simpático – Logo estará sentindo seu bebê se mexer bastante.
— Cinco meses? Tem certeza, Elizabeth? Porque a barriga dela é tão pequena. Será que o bebê tem algum problema ou má-formação?
— Credo, amor. Você só pensa no pior das hipóteses – resmungou Christian.
— Desculpe, querido. É coisa de médico sempre verificar todas as possibilidades.
— Não se preocupem, pois pelo o que eu estou vendo aqui, o bebê é saudável, só está três centímetros abaixo da média padrão.
— Então ele vai ser anão? – indaguei confusa.
— Não, minha querida. Provavelmente isso ocorreu pela falta de vitaminas e nutrientes que você não tomou no início da gravidez, afetando assim o desenvolvimento do bebê com relação ao tamanho, mas podemos reverter esta situação com um bom acompanhamento, vitaminas e uma alimentação rica de nutrientes. Agora vamos ver se conseguimos achar o sexo desse bebezinho sapeca que está com as perninhas fechadas.
Se passaram alguns segundos enquanto a médica ia de um lado para o outro com o aparelho e a ansiedade estava quase que palpável entre Christian e Jack.
— É o que estou pensando, Elizabeth? – Jack perguntou sorrindo.
— Depende do que você está pensando. Se for grandes lábios então a resposta é sim.
“Grandes lábios? Será que o bebê é beiçudo?”
— É menina, amor?
— Sim, querido. Vamos ter uma filha.
Ambos se abraçaram felizes e chorosos, Christian era o que estava chorando mais enquanto Jack tentava acalmá-lo.
— Posso ver? – pedi para a doutora num sussurro, pois não queria atrapalhar a comemoração dos dois então ela assentiu e virou o monitor para mim – Só estou vendo borrões – comentei e ela começou a me explicar e a me mostrar.
— Preparados para escutar o coraçãozinho dela?
— Ai meu coração. Acho que ele não vai aguentar de tanta emoção – Christian disse abraçado ao Jack.
— Não exagera, Christian. É só o som de um coração batendo – resmunguei rolando os olhos, porém assim que escutei aquele som, algo dentro de mim mudou.
Não sabia explicar como tinha acontecido, só sabia que eu estava hipnotizada com aquelas batidas que ecoavam no lugar. Senti uma vontade forte de chorar e quando vi os dois chorando ao pé da maca onde eu me encontrava, não me aguentei e desabei no choro também.
— Eu só tô chorando porque vocês estão chorando, então parem de chorar agora os dois – pedi fungando enquanto a médica limpava o gel da minha barriga.
— Eu não consigo – Christian choramingou.
— Também não – ressaltou Jack, limpando o rosto.
— Muito menos eu – falei me levantando então eles vieram me abraçar.

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