segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Um Jeito Estranho de Amar - Capítulo 08


JACK

Tinha terminado de sair do banheiro quando escutei Christian me chamando, no andar de baixo, pedindo para que eu fosse ajudá-lo com as sacolas. Me encontrava apenas enrolado numa toalha branca então resolvi descer assim mesmo. Só joguei o meu celular sobre a cama e sai do quarto.
— Querido, o quê que você está fazendo aqui na rua só de toalha? – questionou-me Chris quando me aproximei dele, que estava abrindo o porta-malas do seu Mercedes Benz SUV, onde logo vi milhares de sacolas.
— Meu Deus, amor! Você comprou todas as lojas?

— Não foge da minha pergunta, moço. Vai já para dentro colocar uma roupa e depois vem me ajudar com essas coisas.

Só sorri, pois eu achava que Christian ficava extremamente sexy e mais lindo quando dava seus ataques de ciúme.

— Amor, não estamos na rua e sim na nossa calçada, dentro da nossa propriedade, então eu posso andar até pelado se eu quiser.

— Mas eu não quero que a mulherada da vizinhança fique cobiçando o que é meu – ele resmungou, brabo.

— Deixa de coisa, querido. Acha que eu vou trocar seu pau gostoso por qualquer boceta? É óbvio que não, né? – comentei já pegando metade das sacolas e duas grandes caixas brancas enquanto que Chris pegava o resto das coisas e fechava o porta-malas.

— Eu prefiro não arriscar.

Seguíamos rumo à entrada da casa quando parei de repente ao sentir a toalha se afrouxando até que a mesma escorregou e caiu aos meus pés.

“Ops!”

— Eita! Que saúde, hein doutor!?

Olhei para o lado e vi uma das nossas vizinhas, que ia saindo de sua casa para ir a algum lugar.

— Pra dentro agora, Jack! – exclamou Christian, muito puto de raiva, já pegando a toalha do chão.

— Eita, amor. Deixava eu pelo menos acenar para a nossa vizinha primeiro – falei, vendo-o fechar a porta atrás de si e passar por mim, rumo a sala de estar.

 — Você iria acenar com que mão, se suas duas estavam ocupadas, hein Jack? E porque tem um urso enorme na nossa sala? Você sabe muito bem que eu não gosto de urso de pelúcia.

— Não é para você, amor, e sim para a Ana – informei deixando as sacolas sobre o outro sofá e olhei para o lindo urso que eu havia comprado para ela, em agradecimento pelo que a mesma estava fazendo por nós.
“Tomara que a Ana goste”

— E começa assim... Primeiro um urso de pelúcia, depois flores, jantares, convites para ir para baladas, mais presentes e quando eu menos esperar, você vai fugir com ela e com a bebê – ele murmurou ainda emburrado e com os braços cruzados em frente ao peito.

— Ownn... Não fica com ciúmes não, querido – pedi me aproximando e segurando seu rosto entre minhas mãos – Você é o marido mais lindo e mais gostoso do mundo. E eu já te falei que nunca vou trocar o seu pau por nenhuma boceta desse planeta.

— Mentira. Você está dizendo isso só para eu baixar a guarda e vocês conseguir fugir de boa.

— O que eu posso fazer para o amor da minha vida voltar a acreditar em mim? – indaguei descendo minha boca sobre seu pescoço, distribuindo pequenos beijinhos enquanto eu continuava a sussurrar – Hein, amor? O que você quer? Quer um urso, mesmo não gostando? Pois então lhe darei um maior que esse. Quer flores? Então encherei nossa casa com milhares e milhares de rosas só para você.

Ergui o rosto, encarando-o, e finalmente Chris descruzou os braços, abraçando-me pela cintura, já puxando meu corpo de encontro ao dele.

— A única coisa que eu quero é você, Jack. Sempre.

— Isso você já tem. Eu sempre vou ser seu, Christian.

— Mas eu te magoei tanto no passado, que vivo sempre achando que você, a qualquer momento, vai me deixar ou vai me trocar por alguém.

— Amor, isso nunca vai acontecer – sussurrei selando nossos lábios, num beijo calmo, onde pude saborear cada pedaço daquela boca gostosa, então segundos depois encostei minha testa na dele e me arrisquei a cantar, baixinho, um pedacinho de uma das músicas que significavam muito para gente.


Baby, este amor
Eu nunca vou deixá-lo morrer
Ele não pode ser tocado por ninguém
Eu gostaria de vê-lo tentar

Eu sou um homem louco pelo seu toque
Menino, eu perdi o controle
Eu vou fazer isso durar para sempre
Não me diga que é impossível

Porque eu te amo até o infinito
Eu te amo até o infinito
Porque eu te amo até o infinito
Porque eu te amo até o infinito


— Eu também te amo até o infinito, meu amor. E muito além dele, se for possível – Chris declarou, fazendo-me sorrir meio bobo.

— Eu sei.

Voltei a beijá-lo, agora com mais intensidade, à medida que meus dedos procuravam a bainha de sua blusa para erguê-la. Respiramos fundo, à procura de ar, quando nos desvencilhamos para eu poder puxar a camisa dele, arrancando logo ela de seu corpo.

— Tenho o marido mais lindo do mundo – admiti enquanto admirava o seu peitoral bem definido.

— Não. Sou eu que tenho – Christian sussurrou, sorrindo e me beijando em seguida.

Sem interromper nosso beijo e nossas carícias, fui empurrando Chris para perto da parede mais próxima, mas ele mudou nossa posição e quem acabou sendo pressionado contra a parede fui eu. Então o senti me envolver com sua mão, masturbando-me e deixando meu pau ainda mais duro.
Christian sabia exatamente como me tocar para me deixar em total combustão. Num movimento rápido e inesperado, o encostei na parede e me abaixei, beijando seu cóccix e dei uma leve mordidinha, ouvindo Chris gemer.
Segurando seu quadril, o fiz ficar de frente para mim. Ele então tentou abrir sua calça, mas o impedi me levantando e segurando suas mãos acima de sua cabeça.

— Calminha aí, amor. Eu que vou te despir todinho – informei enquanto uma das minhas mãos descia pelo seu tórax e passou a massageá-lo por sobre a calça, sentindo a cada segundo ele se endurecer mais e mais.

— Não me tortura desse jeito, Jack – ele implorou me encarando nos olhos.

Sorri e fui descendo minha boca ao longo de seu abdômen, chegando no meu paraíso particular, onde desabotoei a calça à medida que beijava o final de sua barriga.
Minhas mãos trataram rapidamente de tirar o resto das roupas dele para em seguida minha boca fazer o serviço dela e proporcionar muito prazer para o meu Christian.

Quando, minutos depois, senti que ele estava se aproximando do seu orgasmo, parei de chupá-lo já ouvindo um resmungo frustrado dele então levantei pedindo que me esperasse ali, pois iria até o nosso quarto para buscar um preservativo, mas Chris me lembrou que ele sempre andava com um na carteira, então fui pegá-lo.

Joguei a calça dele novamente em algum lugar da sala e Christian tomou o pacotinho de mim, abrindo-o, e se abaixou a minha frente para colocar a camisinha em mim. Assim que ele se levantou, eu o peguei no colo e o recostei contra a parede, usando a mesma como apoio quando o penetrei lentamente e passei a fodê-lo.
Minutos depois, nos conduzi até um espaço livre do sofá e me sentei, segurando seu quadril, porém deixei que Chris cavalgasse no seu próprio ritmo.
Nós dois estávamos com tanto tesão que logo gozamos. Eu, dentro dele, mas protegido pelo preservativo. Ele, sobre minha barriga, melando-me. Christian saiu do meu colo e me jogou a toalha para que eu me limpasse.

— Que tal outra rodada, lá no nosso quarto? – Chris perguntou e eu assenti, já dizendo que seria a minha vez de sentir ele todinho dentro de mim.

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