segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Um Jeito Estranho de Amar - Capítulo 04


ANASTASIA

“O leve toque daquelas mãos em mim me incendiava mais e mais.

— Eu quero os dois dentro de mim, por favor – suplico a beira de ter um colapso de tanto tesão.

Então Jack se posiciona embaixo de mim, que desço vagarosamente sobre o pau dele. Depois me inclino e o beijo, à medida que sinto Christian se posicionar atrás de mim e lentamente me penetrar, me fazendo soltar um gemido, que é uma mistura de dor com prazer.

— Que bundinha mais gostosa, boneca.

— Já está todinho dentro? – pergunto e em resposta Christian investi contra meu quadril e eu grito.

— Agora está.

— Pensa na deliciosa que está a bocetinha dela. Ela é tão apertadinha que eu estou sentindo o seu pau – Jack fala, mais eu nem presto muita atenção porque ter dois paus enfiados em você, te leva a um estado psico-anestésico.

Christian e Jack se movimentam em uma sincronia perfeita e eu sinto que estou prestes a gozar.

— Mais rápido, meus gostosos! Me fodam mais rápido! Eu tô quase gozando! – grito que nem uma louca enquanto rebolo meu quadril indo de encontro aos deles.

Nossos gemidos ecoam pelo lugar, unindo-se, à medida que explodimos juntos em um delicioso orgasmo.

— Ana... – escuto ao longe Christian me chamar, mas eu estou mole demais e acabo fechando os olhos”


— Ana?

Acordei sobressaltada e olhei para o lado, onde vi Christian em pé ao pé da cama, meio inclinado.

— Até que enfim você acordou.

— Que foi que houve? – indaguei bocejando e me apoiei nos cotovelos, de repente senti que encontrava-me melada então logo o sonho de segundos atrás me veio à mente, fazendo-me corar um pouco.

— Jack acabou de me ligar pedindo para a gente ir bem cedo, porque a doutora vai te atender assim que ela chegar no ambulatório. Temos meia hora para se arrumar e chegar lá no hospital.

— Ok – falei e me deitei novamente, fechando os olhos, mas os abri quando senti o cobertor ser puxado.

— Levanta agora, Ana, ou eu vou pegar você no colo e te colocar debaixo do chuveiro com a água estando no frio – ele ameaçou sério então, resmungando, bolei para o lado saindo da cama, ainda muita sonolenta e fui para o banheiro.

Quando terminei o banho e minha higiene pessoal, retornei ao quarto e vi sobre a cama um par de tênis preto, um vestido azul e uma cueca boxer preta. Os vesti e desci, encontrando Christian na sala.
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— Eu já ia te buscar.

— Bom dia para você também – comentei terminando de descer a escada.

— Desculpe. É porque tô ansioso e aí quando eu fico assim sou meio chato às vezes. Bom dia, Ana – ele me cumprimentou quando parei perto – Vamos?

— Não vamos tomar café?

— Não. Você precisa está de jejum para fazer os primeiros exames.

— Odeio agulhas – resmunguei enquanto o seguia rumo ao que parecia ser a garagem da casa.


★ ★ ★ ★ ★


— Com o que você estava sonhando mais cedo?

Virei o rosto de repente, desviando o olhar da paisagem da janela para ele e o vi me encarar com um meio sorriso divertido nos lábios, à medida que guiava o carro pelo trânsito.

— Com nada – falei evasiva e voltei a olhar para a janela.

— Jura? Pois eu pensei que estivesse tendo um sonho pra lá de picante, por causa dos gemidos que você estava dando.

Fiquei meio com vergonha, não porque sonhei transando com eles e sim por saber que alguém escutou meus gemidos.

— Não se preocupe, da próxima vez eu vou gemer mais baixo para não incomodar o seu sono da beleza, Christian – comentei e escutei ele gargalhar.

— Era com a gente? O seu sonho?

— Acho que isso não é da sua conta – retruquei meio emburrada.

— Tudo bem. Não falemos mais nisso, mas se quiser que seu sonho se torne realidade é só falar que nós realizamos.

O encarei com uma das sobrancelhas erguida.

— Então vocês são bi?

— Não. Somos gays e nunca vamos deixar de ser, porém de vez em quando saímos da nossa rotina e convidamos uma mulher para fazer ménage com a gente. Mas isso não nos torna bissexuais. Seria igual a um carnívoro que às vezes para quebrar a rotina prefere comer comida vegana. Isso não o torna vegetariano, torna?

— Acho que não – murmurei meio pensativa.

— E outra, bissexuais são aquelas pessoas que sentem atração ou prazer tanto com homens quanto com mulheres ou com outros tipos de gêneros. E acredite quando eu digo que nem eu e nem o Jack ficamos excitados vendo mulheres peladas.

— Hum. Quantos mulheres já toparam fazer isso com vocês?

— Desde que começamos a namorar... aliás nós nos conhecemos num ménage – Christian sorriu como que lembrasse de algo – Jack namorava a minha irmã e a mesma um dia me convidou para fazer um ménage para apimentar a relação deles e foi então que aconteceu. A gente se apaixonou. Na verdade eu já tinha uma quedinha pelo Jack. Chegamos – Christian anunciou estacionando o carro em uma vaga do estacionamento do hospital.

— Eu odeio hospitais – resmunguei saindo do carro.

— Jack e eu vamos está lá com você, Ana. Não precisa ficar com medo. Vamos?

Mesmo a contra a gosto, eu o acompanhei rumo a entrada do enorme prédio.

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