ANASTASIA
Após desligar, desci para jantar antes de ir banhar, pois depois eu queria vestir algo sexy para mandar uma foto bem provocante, só para o Christian ficar doidinho de tesão.
— Foi o Fernando que veio te deixar? – minha mãe perguntou quando eu adentrei a cozinha.
— Sim, mãe.
— Aconteceu alguma coisa com seu carro, filha? – meu pai inquiriu e eu assenti à medida que me sentava à mesa.
— Ele não quis ligar. Fiquei um tempo tentando fazer o bendito pegar e nada. Daí o Fernando apareceu e tentou também, já que ele deve saber mais de carro do que eu, mas também foi em vão. Ele então se ofereceu para me dar carona.
— E você nem para convidá-lo para jantar conosco em agradecimento, não é? Não te criei ingrata desse jeito não, Ana.
— Fernando estava com pressa para um encontro, mãe – menti e olhei para o meu pai – O senhor pode me deixar amanhã no serviço e aproveitar para dar uma olhada no meu carro, pai?
— Claro, filha. Eu vou com o guincho, qualquer coisa eu já reboco ele para a oficina.
— Ok, pai. Obrigada.
Não me demorei jantando, então minutos depois, voltei para o meu quarto, tomei um banho e coloquei uma roupa de dormir bem ousada da cor vermelha, que era a preferida do Christian. Tirei uma foto sexy e mandei para ele.
Esperei o mesmo responder algo, mas não o fez, então resolvi ligar para Christian.
— Oi, mozão.
— Oi.
— Tô cheirosa que nem uma flor – falei, rindo – Ficou com saudade?
— Na verdade, estou curioso.
— Curioso?
— Porque mentiu para mim, sobre seu pai ter ido te buscar no trabalho, se foi o Fernando que te deu carona até sua casa?
Engoli em seco.
— Quem disse que eu peguei carona com o Fernando?
— Sua mãe postou no Facebook, um pequeno texto falando o quanto estava aliviada por Fernando ter te dado uma carona, já que as cidades estão violentas e você precisa de proteção e etc. Porque mentiu sobre isso, Ana?
Suspirei profundamente.
— Porque você ficaria com raiva e a gente tá tão bem de novo, amor. Christian? Alô? Amor, você está aí ainda? – indaguei, quando passei a não ouvir mais nada do outro lado da linha, mas logo soube que o mesmo estava me ouvindo, só não queria me responder e nem falar comigo, pois em seguida encerrou a ligação na minha cara.
Acordei bem cedo no outro dia, e após me arrumar e tomar o meu café da manhã, saí com meu pai para o meu trabalho. O deixei no estacionamento, olhando o motor do Volvo e adentrei o prédio.
Enquanto esperava o elevador chegar, peguei o meu celular de dentro da bolsa e dei uma nova olhada em minha conversa com Christian no WhatsApp. O mesmo ainda não tinha visualizado, mas logo ele ficou online.
Esperei Christian responder o “Bom dia, amor” que eu havia lhe mandado de manhã cedo, mas ele não o fez, apenas visualizou minhas mensagens e ficou offline novamente. Suspirei, entrando no elevador, e resolvi lhe mandar mais uma mensagem, já vendo-o ficar online de novo.
Ainda pergunta?
Achei que soubesse a
resposta, mas...
Vou trabalhar.
Tchau.
Respirei fundo à medida que eu digitava e enviava um “Tchau” para ele. Entretanto, segundos depois, quando eu adentrava a minha sala, meu celular vibrou com uma nova mensagem de Christian.
Uma pergunta...
Hoje a noite você vai
para algum lugar?
Pensei que fosse sair
com o Fernando.
Sei lá...
O silenciei no WhatsApp, a fim de não receber nenhuma notificação de mensagem do mesmo e comecei a trabalhar.
O dia passou tranquilo e eu consegui me concentrar totalmente no meu serviço e não em Christian.
— Então é isso, pessoal – falei, encerrando minha reunião com todos os diretores dos setores da empresa.
— Você foi show – sussurrou Fernando, sentado ao meu lado na ponta da mesa, pois o mesmo, quando recebi o cargo de Diretora Executiva Interina, ele recebeu o de Assessor Executivo, pois segundo Gerald, meu ex-chefe, eu precisaria de uma ajudinha extra.
— Obrigada – agradeci, já me levantando.
— Ana, você vai para a despedida do Gerald? – Lauren, Diretora do RH, perguntou à medida que nós saíamos da sala de reuniões.
— Não posso. Tenho compromisso com o meu namorado – menti, pois Christian já estava puto da vida pela carona ontem, imagina se eu saísse hoje para beber com meus amigos.
— Seu namorado não mora em Chicago? – Fernando indagou, olhando para mim.
— Ah, então ele está longe? – Lauren inquiriu.
— Sim, mas ele muito ciumento. É melhor eu não ir.
— Diz que tá em casa e que vai dormir. Seu namorado nem vai saber que você saiu com a gente, Ana.
— Isso mesmo, Fê. Aninha, ficar com o rabo preso por causa de macho é um saco, eu já passei por isso. Fui casada por 10 anos. Se ele é assim ciumento e controlador agora, amiga tenho um conselho para te dar – Bryanna, Diretora de Marketing, falou passando seu braço por sobre meus ombros – Não case. Largue o osso e corre para bem longe enquanto tem tempo, porque se ele não melhorar, isso só tende a piorar.
— Gente, o Christian é um amor de pessoa. Não é esse monstro aí não, ok? Eu vou com vocês, tudo bem?
Eles comemoraram, então fomos para nossas salas, pegamos nossas coisas e nos reunimos no estacionamento. Devido meu pai ter levado meu carro para a oficina, eu fui com uma das meninas, para não ter possibilidade de briga depois.
Era por volta de uma da manhã, quando cheguei em casa. Tínhamos ido para um bar perto do trabalho e ficado lá até agora, bebendo e conversando sobre os bons momentos na empresa que tivesse com o nosso antigo chefe.
Assim que entrei no meu quarto, conectei meu celular na tomada, pois o mesmo tinha descarregado. Enquanto ele pegava um pouco de carga, eu fui tomar um banho e colocar uma roupa de dormir. Depois me joguei na cama e fui ver se tinha alguma notícia do Christian, já vendo a enxurrada de mensagens dele.
Oi, amor.
Já chegou?
Oi??
👀
Aconteceu algo?
Amor?
Vida?
Liguei para a sua casa e seu pai
disse que você não chegou ainda.
Onde você está, Ana?
Quando chegar, me avise.
(Imagem: Anastasia na mesa com os amigos.
Fernando está do lado dela com o braço
por trás da Ana)
Você disse que não ia sair hoje à noite.
Casal bonito vocês dois.
Muito tempo juntos?
(Imagem: Print dos comentários do post)
“A melhor noite da minha vida...”
Bem sugestivo esse comentário dele.
(Imagem: Foto em grupo com Fernando
atrás da Anastasia “enlaçando” a cintura dela)
Hmmmm... Coladinho em você, né?
Achei lindo mesmo a foto.
Merece até um quadro.
Pela hora você deve está curtindo
muito em outro lugar.
Vou dormir.
Logo o respondi, um pouco chateada com as insinuações de Christian.
BOM PRA VC!
Oi.
Suspirei profundamente e resolvi ligar para ele.
— Oi.
— Oi, amor.
— Que você quer? – Christian indagou, frio.
— Só queria ouvir sua voz.
— Ata. Bom, você já ouviu. Pode desligar agora, pois estou meio ocupado.
— Não fica assim comigo não, por favor – pedi, triste.
— E é para eu ficar como, Ana? Feliz? Pelas fotos e comentários que li no Facebook?
— Não tem nada demais nas fotos e nos comentários.
— Ah beleza, então eu que tô louco e vi aquele filho da puta te abraçando coladinho?
— Não. E eu nem vi ele se aproximando de mim.
— Uhum... Sei...
— Juro, amor. Eu estava conversando mais com as garotas que foram. Já sobre o comentário, e se o Fernando comentou aquilo só para fazer intriga entre a gente, hein? Você não deveria levar a sério isso.
— E porque você não coloca esse verme no lugar dele. Ele é um idiota e quer porque quer separar a gente. Você também nem para sair de perto dele sai.
— Eu fico longe dele sim, Christian. Falo com o Fernando o mínimo possível lá no trabalho, porque eu sei que você não gosta dele, e mesmo você não estando aqui vendo, eu tenho consciência de que preciso ficar longe dele, ok?
— Certo. Mas para ser sincero, é difícil confiar em você depois que mentiu para mim sobre a carona.
Aquilo foi a gota d’água para a minha paciência e psicológico aguentar.
— Então não confie mais, cacete! – gritei, antes de desligar o telefone na cara do Christian e abraçar o travesseiro, desabando no choro.
Após desligar, desci para jantar antes de ir banhar, pois depois eu queria vestir algo sexy para mandar uma foto bem provocante, só para o Christian ficar doidinho de tesão.
— Foi o Fernando que veio te deixar? – minha mãe perguntou quando eu adentrei a cozinha.
— Sim, mãe.
— Aconteceu alguma coisa com seu carro, filha? – meu pai inquiriu e eu assenti à medida que me sentava à mesa.
— Ele não quis ligar. Fiquei um tempo tentando fazer o bendito pegar e nada. Daí o Fernando apareceu e tentou também, já que ele deve saber mais de carro do que eu, mas também foi em vão. Ele então se ofereceu para me dar carona.
— E você nem para convidá-lo para jantar conosco em agradecimento, não é? Não te criei ingrata desse jeito não, Ana.
— Fernando estava com pressa para um encontro, mãe – menti e olhei para o meu pai – O senhor pode me deixar amanhã no serviço e aproveitar para dar uma olhada no meu carro, pai?
— Claro, filha. Eu vou com o guincho, qualquer coisa eu já reboco ele para a oficina.
— Ok, pai. Obrigada.
Não me demorei jantando, então minutos depois, voltei para o meu quarto, tomei um banho e coloquei uma roupa de dormir bem ousada da cor vermelha, que era a preferida do Christian. Tirei uma foto sexy e mandei para ele.
— Oi, mozão.
— Oi.
— Tô cheirosa que nem uma flor – falei, rindo – Ficou com saudade?
— Na verdade, estou curioso.
— Curioso?
— Porque mentiu para mim, sobre seu pai ter ido te buscar no trabalho, se foi o Fernando que te deu carona até sua casa?
Engoli em seco.
— Quem disse que eu peguei carona com o Fernando?
— Sua mãe postou no Facebook, um pequeno texto falando o quanto estava aliviada por Fernando ter te dado uma carona, já que as cidades estão violentas e você precisa de proteção e etc. Porque mentiu sobre isso, Ana?
Suspirei profundamente.
— Porque você ficaria com raiva e a gente tá tão bem de novo, amor. Christian? Alô? Amor, você está aí ainda? – indaguei, quando passei a não ouvir mais nada do outro lado da linha, mas logo soube que o mesmo estava me ouvindo, só não queria me responder e nem falar comigo, pois em seguida encerrou a ligação na minha cara.
★ ★ ★ ★ ★
Acordei bem cedo no outro dia, e após me arrumar e tomar o meu café da manhã, saí com meu pai para o meu trabalho. O deixei no estacionamento, olhando o motor do Volvo e adentrei o prédio.
Esperei Christian responder o “Bom dia, amor” que eu havia lhe mandado de manhã cedo, mas ele não o fez, apenas visualizou minhas mensagens e ficou offline novamente. Suspirei, entrando no elevador, e resolvi lhe mandar mais uma mensagem, já vendo-o ficar online de novo.
Christian, porque você
está me ignorando?
Ainda pergunta?
Achei que soubesse a
resposta, mas...
Não. Não sei a resposta.
Vou trabalhar.
Tchau.
Respirei fundo à medida que eu digitava e enviava um “Tchau” para ele. Entretanto, segundos depois, quando eu adentrava a minha sala, meu celular vibrou com uma nova mensagem de Christian.
Uma pergunta...
Hoje a noite você vai
para algum lugar?
Não que eu saiba.
Porque?
Pensei que fosse sair
com o Fernando.
Eu não vou.
Porque eu sairia com ele,
se meu namorado é você?
Sei lá...
Ontem eu só peguei uma
carona. Mas não se preocupe
que da próxima vez, eu vou
para casa a pé mesmo.
Quer saber, vou trabalhar,
que ganho mais, Christian.
Tchau para você.
O silenciei no WhatsApp, a fim de não receber nenhuma notificação de mensagem do mesmo e comecei a trabalhar.
★ ★ ★ ★ ★
O dia passou tranquilo e eu consegui me concentrar totalmente no meu serviço e não em Christian.
— Então é isso, pessoal – falei, encerrando minha reunião com todos os diretores dos setores da empresa.
— Você foi show – sussurrou Fernando, sentado ao meu lado na ponta da mesa, pois o mesmo, quando recebi o cargo de Diretora Executiva Interina, ele recebeu o de Assessor Executivo, pois segundo Gerald, meu ex-chefe, eu precisaria de uma ajudinha extra.
— Obrigada – agradeci, já me levantando.
— Ana, você vai para a despedida do Gerald? – Lauren, Diretora do RH, perguntou à medida que nós saíamos da sala de reuniões.
— Não posso. Tenho compromisso com o meu namorado – menti, pois Christian já estava puto da vida pela carona ontem, imagina se eu saísse hoje para beber com meus amigos.
— Seu namorado não mora em Chicago? – Fernando indagou, olhando para mim.
— Ah, então ele está longe? – Lauren inquiriu.
— Sim, mas ele muito ciumento. É melhor eu não ir.
— Diz que tá em casa e que vai dormir. Seu namorado nem vai saber que você saiu com a gente, Ana.
— Isso mesmo, Fê. Aninha, ficar com o rabo preso por causa de macho é um saco, eu já passei por isso. Fui casada por 10 anos. Se ele é assim ciumento e controlador agora, amiga tenho um conselho para te dar – Bryanna, Diretora de Marketing, falou passando seu braço por sobre meus ombros – Não case. Largue o osso e corre para bem longe enquanto tem tempo, porque se ele não melhorar, isso só tende a piorar.
— Gente, o Christian é um amor de pessoa. Não é esse monstro aí não, ok? Eu vou com vocês, tudo bem?
Eles comemoraram, então fomos para nossas salas, pegamos nossas coisas e nos reunimos no estacionamento. Devido meu pai ter levado meu carro para a oficina, eu fui com uma das meninas, para não ter possibilidade de briga depois.
★ ★ ★ ★ ★
Era por volta de uma da manhã, quando cheguei em casa. Tínhamos ido para um bar perto do trabalho e ficado lá até agora, bebendo e conversando sobre os bons momentos na empresa que tivesse com o nosso antigo chefe.
Assim que entrei no meu quarto, conectei meu celular na tomada, pois o mesmo tinha descarregado. Enquanto ele pegava um pouco de carga, eu fui tomar um banho e colocar uma roupa de dormir. Depois me joguei na cama e fui ver se tinha alguma notícia do Christian, já vendo a enxurrada de mensagens dele.
Oi, amor.
Já chegou?
Oi??
👀
Aconteceu algo?
Amor?
Vida?
Liguei para a sua casa e seu pai
disse que você não chegou ainda.
Onde você está, Ana?
Quando chegar, me avise.
(Imagem: Anastasia na mesa com os amigos.
Fernando está do lado dela com o braço
por trás da Ana)
Você disse que não ia sair hoje à noite.
Casal bonito vocês dois.
Muito tempo juntos?
(Imagem: Print dos comentários do post)
“A melhor noite da minha vida...”
Bem sugestivo esse comentário dele.
(Imagem: Foto em grupo com Fernando
atrás da Anastasia “enlaçando” a cintura dela)
Hmmmm... Coladinho em você, né?
Achei lindo mesmo a foto.
Merece até um quadro.
Pela hora você deve está curtindo
muito em outro lugar.
Vou dormir.
Logo o respondi, um pouco chateada com as insinuações de Christian.
Oi, amor. Eu saí com o pessoal
do trabalho para a despedida
do meu antigo chefe que vai
viajar e ficamos bebendo um
pouco. E não, eu e o Fernando
não somos um casal.
BOM PRA VC!
Não precisa gritar não.
Christian?
Oi.
Suspirei profundamente e resolvi ligar para ele.
— Oi.
— Oi, amor.
— Que você quer? – Christian indagou, frio.
— Só queria ouvir sua voz.
— Ata. Bom, você já ouviu. Pode desligar agora, pois estou meio ocupado.
— Não fica assim comigo não, por favor – pedi, triste.
— E é para eu ficar como, Ana? Feliz? Pelas fotos e comentários que li no Facebook?
— Não tem nada demais nas fotos e nos comentários.
— Ah beleza, então eu que tô louco e vi aquele filho da puta te abraçando coladinho?
— Não. E eu nem vi ele se aproximando de mim.
— Uhum... Sei...
— Juro, amor. Eu estava conversando mais com as garotas que foram. Já sobre o comentário, e se o Fernando comentou aquilo só para fazer intriga entre a gente, hein? Você não deveria levar a sério isso.
— E porque você não coloca esse verme no lugar dele. Ele é um idiota e quer porque quer separar a gente. Você também nem para sair de perto dele sai.
— Eu fico longe dele sim, Christian. Falo com o Fernando o mínimo possível lá no trabalho, porque eu sei que você não gosta dele, e mesmo você não estando aqui vendo, eu tenho consciência de que preciso ficar longe dele, ok?
— Certo. Mas para ser sincero, é difícil confiar em você depois que mentiu para mim sobre a carona.
Aquilo foi a gota d’água para a minha paciência e psicológico aguentar.
— Então não confie mais, cacete! – gritei, antes de desligar o telefone na cara do Christian e abraçar o travesseiro, desabando no choro.

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