ANASTASIA
— Daqui a pouquinho, eles vão mandar nossa comida, amor – escutei Christian dizer, entrando no banheiro – Você está bem?
— Estou com uma leve dorzinha no cóccix e na bunda, é claro, mas não se preocupe, porque tenho remédio para dor na minha bolsa. Sempre ando com uma cartela para casos de emergência – informei, me levantando do vaso, após fazer xixi, já seguindo para o box – Vem banhar comigo, amor.
Nem precisei chamar duas vezes, pois ele logo se enfiou no box comigo, me abraçando e ligando um dos chuveiros sobre nós dois.
— Quando a gente casar, o nosso banheiro vai ser assim com dois chuveiros – Christian disse, se desvencilhando de mim, já começando a se ensaboar.
— Ah não, amor – retruquei, fazendo bico à medida que desligava a água – Quero dividir o mesmo chuveiro com você.
— Vida, isso não empata de ficarmos no mesmo chuveiro. Mas, um dia, a gente com pressa ou brigados, sei lá, poderemos banhar juntos, sem um empatar o outro como a senhorita está fazendo agora roubando o sabonete de mim – ele murmurou com uma cara falsamente séria, que me fez rir.
— Tudo bem, amor.
— Mas nossa casa vai ser em Chicago ou aqui em Phoenix?
— Não sei. Qual a cidade que fica no meio das duas? – perguntei, rindo, me enxaguando no outro chuveiro.
— Acho que é Oklahoma City.
— Que tal morarmos em Dallas? – indaguei, desligando o meu chuveiro e indo me enfiar debaixo do dele, já o enlaçando pelo pescoço.
— Gostei, vida. Também temos Los Angeles, San Diego. Hum... Las vegas – Christian disse, me olhando com cara de safado.
— Pode ser também, meu amor. Eu vou a qualquer lugar com você.
— Moraria em Chicago?
— Claro.
— Não queria deixar a minha mãe sozinha lá, porque eu sei que ela não largaria a lanchonete para vir morar perto de mim, caso ficássemos aqui ou em outra cidade.
— Não tem problema. Eu me mudo para Chicago e ajudo sua mãe na lanchonete enquanto você sai para combater o crime, meu futuro policial gostoso – murmurei, mordendo o queixo dele, fazendo o mesmo rir.
— Vida, você é formada? Ou só tem o curso de secretária? – Christian inquiriu, quando saímos do box.
— Sou formada em Gestão Empresarial, amor. Estou tentando subir na empresa, mas até agora sou apenas a secretária do mandachuva.
— Se você subir em seu emprego, a gente fica em Phoenix. Se eu passar na prova da polícia, dou um jeito de ficar indo e vindo de Chicago.
— Eu duvido que isso aconteça. Já estou lá há quatro anos e nada. Agora se eu fosse homem, já teria subido de cargo faz tempo, porque o meu chefe é gay – comentei, rindo, pegando a toalha que Christian me oferecia.
— Já tentou procurar outro emprego, amor?
— Não. Às vezes, eu penso em sair, daí penso nas amizades que eu fiz lá e meio que me acomodo, sabe?
— Você tem muitos amigos por lá?
— Eu converso mais e sou mais próxima só de uns seis. A Lauren que é a diretora do RH. A Bryanna, a Yzabella, a Cassie e a Mona que são do Setor de Marketing, e o Fernando que é o consultor e o diretor do Setor Financeiro – falei, terminando de me enxugar, já me enrolando na toalha.
— E esse Fernando aí, hein?
— O quê que tem ele, amor?
O vi fazer uma cara de emburrado, então eu ri, indo abraçá-lo por trás, beijando sua costa à medida que o mesmo mexia na pia.
— Sou bem ciumento, moça. Já aviso logo.
— Não precisa ficar com ciúmes, meu gostoso. Se em quatro anos nunca rolou nada entre eu e ele, porque que agora, que eu te encontrei, ou melhor, te reencontrei e sou sua de novo, iria acontecer algo?
— Sei lá. Mulheres comprometidas tendem a ser um desafio maior, pois atiça a mente masculina, como um perfume bom que você não sabe o nome, mas quer em sua prateleira a qualquer custo.
— Não sou comprometida, querido – ressaltei, me desvencilhando de Christian, que se virou, me encarando com uma das sobrancelhas erguida.
— Ah, não? Você é solteira por acaso?
Levantei minha mão direita, sorrindo.
— Sem anel de namoro, sem compromisso, meu amor.
— Eu sou conservador. Já que você não é nada minha, não podemos mais transar – ele disse e eu fiz um bico – Mamãe disse que é pecado e eu quero ir para o céu.
— E no inferno tem céu? – perguntei, rindo, já saindo do banheiro.
— Eu não vou para o inferno para saber.
— Poxa, vai me deixar rodada lá, é? Magoei.
— Não vou transar sem compromisso – Christian falou bem desafiador, aparecendo na porta do banheiro.
— E o que eu posso fazer para você me foder de novo, amor? – indaguei, me sentando na beirada da cama, ele apenas balançou a cabeça em negativa – Só falta você dizer que quer pedir minha mão para o meus pais – comentei, rindo, enquanto o mesmo vestia uma cueca.
— Posso?
Parei de rir na hora.
— Eu tava brincando, Christian.
— Eu vou pedir hoje a noite, até lá vamos ficar quietinhos para não cometermos mais pecados.
O encarei sem acreditar à medida que ele se deitava na cama e ligava a TV do quarto.
— Ei? É sério isso mesmo?
— Sim.
— Não vale me viciar em você e depois tirar isso de mim – acusei, emburrada, fazendo bico.
— É só até eu conseguir a aprovação de seus pais, hoje a noite, e comprar um anel de namoro para você.
— Não... – resmunguei – Vai demorar muito ainda, amor. Eu quero você agora.
Christian só deu um sorriso de canto de boca e passou a me ignorar, olhando para a televisão. Então, tirei a toalha, ficando nua, e me deitei na cama, dando-lhe uma ótima visão do meu corpo.
— Vem, meu amor. Por favorzinho... – murmurei, passando a mão pela lateral do meu corpo, o provocando.
— Não somos comprometidos, Ana. Não podemos.
— Seu pau não pensa assim. Tô vendo daqui ele ficar duro.
Ele encarou a cueca, depois olhou para mim.
— Isso é só uma reação do meu corpo. Meu pau sempre ficará duro se eu ver uma mulher pelada. Mas já já ele se acalma e fica mole no canto dele.
Bufei de raiva e me ajeitei na cama, com movimentos bruscos, ficando de costas para Christian, já anunciando que eu ia dormir um pouco enquanto a comida não chegava. Ele só disse um “Ok”, me fazendo ficar mais puta da vida.
— Daqui a pouquinho, eles vão mandar nossa comida, amor – escutei Christian dizer, entrando no banheiro – Você está bem?
— Estou com uma leve dorzinha no cóccix e na bunda, é claro, mas não se preocupe, porque tenho remédio para dor na minha bolsa. Sempre ando com uma cartela para casos de emergência – informei, me levantando do vaso, após fazer xixi, já seguindo para o box – Vem banhar comigo, amor.
Nem precisei chamar duas vezes, pois ele logo se enfiou no box comigo, me abraçando e ligando um dos chuveiros sobre nós dois.
— Quando a gente casar, o nosso banheiro vai ser assim com dois chuveiros – Christian disse, se desvencilhando de mim, já começando a se ensaboar.
— Ah não, amor – retruquei, fazendo bico à medida que desligava a água – Quero dividir o mesmo chuveiro com você.
— Vida, isso não empata de ficarmos no mesmo chuveiro. Mas, um dia, a gente com pressa ou brigados, sei lá, poderemos banhar juntos, sem um empatar o outro como a senhorita está fazendo agora roubando o sabonete de mim – ele murmurou com uma cara falsamente séria, que me fez rir.
— Tudo bem, amor.
— Mas nossa casa vai ser em Chicago ou aqui em Phoenix?
— Não sei. Qual a cidade que fica no meio das duas? – perguntei, rindo, me enxaguando no outro chuveiro.
— Acho que é Oklahoma City.
— Que tal morarmos em Dallas? – indaguei, desligando o meu chuveiro e indo me enfiar debaixo do dele, já o enlaçando pelo pescoço.
— Gostei, vida. Também temos Los Angeles, San Diego. Hum... Las vegas – Christian disse, me olhando com cara de safado.
— Pode ser também, meu amor. Eu vou a qualquer lugar com você.
— Moraria em Chicago?
— Claro.
— Não queria deixar a minha mãe sozinha lá, porque eu sei que ela não largaria a lanchonete para vir morar perto de mim, caso ficássemos aqui ou em outra cidade.
— Não tem problema. Eu me mudo para Chicago e ajudo sua mãe na lanchonete enquanto você sai para combater o crime, meu futuro policial gostoso – murmurei, mordendo o queixo dele, fazendo o mesmo rir.
— Vida, você é formada? Ou só tem o curso de secretária? – Christian inquiriu, quando saímos do box.
— Sou formada em Gestão Empresarial, amor. Estou tentando subir na empresa, mas até agora sou apenas a secretária do mandachuva.
— Se você subir em seu emprego, a gente fica em Phoenix. Se eu passar na prova da polícia, dou um jeito de ficar indo e vindo de Chicago.
— Eu duvido que isso aconteça. Já estou lá há quatro anos e nada. Agora se eu fosse homem, já teria subido de cargo faz tempo, porque o meu chefe é gay – comentei, rindo, pegando a toalha que Christian me oferecia.
— Já tentou procurar outro emprego, amor?
— Não. Às vezes, eu penso em sair, daí penso nas amizades que eu fiz lá e meio que me acomodo, sabe?
— Você tem muitos amigos por lá?
— Eu converso mais e sou mais próxima só de uns seis. A Lauren que é a diretora do RH. A Bryanna, a Yzabella, a Cassie e a Mona que são do Setor de Marketing, e o Fernando que é o consultor e o diretor do Setor Financeiro – falei, terminando de me enxugar, já me enrolando na toalha.
— E esse Fernando aí, hein?
— O quê que tem ele, amor?
O vi fazer uma cara de emburrado, então eu ri, indo abraçá-lo por trás, beijando sua costa à medida que o mesmo mexia na pia.
— Sou bem ciumento, moça. Já aviso logo.
— Não precisa ficar com ciúmes, meu gostoso. Se em quatro anos nunca rolou nada entre eu e ele, porque que agora, que eu te encontrei, ou melhor, te reencontrei e sou sua de novo, iria acontecer algo?
— Sei lá. Mulheres comprometidas tendem a ser um desafio maior, pois atiça a mente masculina, como um perfume bom que você não sabe o nome, mas quer em sua prateleira a qualquer custo.
— Não sou comprometida, querido – ressaltei, me desvencilhando de Christian, que se virou, me encarando com uma das sobrancelhas erguida.
— Ah, não? Você é solteira por acaso?
Levantei minha mão direita, sorrindo.
— Sem anel de namoro, sem compromisso, meu amor.
— Eu sou conservador. Já que você não é nada minha, não podemos mais transar – ele disse e eu fiz um bico – Mamãe disse que é pecado e eu quero ir para o céu.
— E no inferno tem céu? – perguntei, rindo, já saindo do banheiro.
— Eu não vou para o inferno para saber.
— Poxa, vai me deixar rodada lá, é? Magoei.
— Não vou transar sem compromisso – Christian falou bem desafiador, aparecendo na porta do banheiro.
— E o que eu posso fazer para você me foder de novo, amor? – indaguei, me sentando na beirada da cama, ele apenas balançou a cabeça em negativa – Só falta você dizer que quer pedir minha mão para o meus pais – comentei, rindo, enquanto o mesmo vestia uma cueca.
— Posso?
Parei de rir na hora.
— Eu tava brincando, Christian.
— Eu vou pedir hoje a noite, até lá vamos ficar quietinhos para não cometermos mais pecados.
O encarei sem acreditar à medida que ele se deitava na cama e ligava a TV do quarto.
— Ei? É sério isso mesmo?
— Sim.
— Não vale me viciar em você e depois tirar isso de mim – acusei, emburrada, fazendo bico.
— É só até eu conseguir a aprovação de seus pais, hoje a noite, e comprar um anel de namoro para você.
— Não... – resmunguei – Vai demorar muito ainda, amor. Eu quero você agora.
Christian só deu um sorriso de canto de boca e passou a me ignorar, olhando para a televisão. Então, tirei a toalha, ficando nua, e me deitei na cama, dando-lhe uma ótima visão do meu corpo.
— Vem, meu amor. Por favorzinho... – murmurei, passando a mão pela lateral do meu corpo, o provocando.
— Não somos comprometidos, Ana. Não podemos.
— Seu pau não pensa assim. Tô vendo daqui ele ficar duro.
Ele encarou a cueca, depois olhou para mim.
— Isso é só uma reação do meu corpo. Meu pau sempre ficará duro se eu ver uma mulher pelada. Mas já já ele se acalma e fica mole no canto dele.
Bufei de raiva e me ajeitei na cama, com movimentos bruscos, ficando de costas para Christian, já anunciando que eu ia dormir um pouco enquanto a comida não chegava. Ele só disse um “Ok”, me fazendo ficar mais puta da vida.

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