ANASTASIA
— E aí? Como foi lá? Ele é bonitão? – Kate perguntou, aparecendo no hall assim que eu abri a porta do nosso apartamento.
— Deixa eu pelo menos entrar direito primeiro, né sua curiosa? – retruquei, sorrindo, à medida que eu fechava a porta atrás de mim.
Segui rumo à sala com Kate em meu encalço, perguntando novamente como tinha sido o meu encontro, como era o Sugar Daddy, se era novo, velho ou muito velho, se eu tinha transado com ele, entre outras coisas.
Depois de nos acomodarmos no sofá, eu contei tudo à ela, que ficou com uma cara de chocada, eu só não sabia por qual parte era ou Kate se chocara com todo o relato mesmo.
— Bom... O que importa é que uma de nós conseguiu – minha amiga comentou – Eu ainda não recebi nenhuma mensagem.
— Também, né amiga? Você mentiu muito quando estava preenchendo o seu perfil. Desde quando você fala alemão, francês e português, se você mal fala inglês corretamente? – zombei, rindo, fazendo ela me dar uma almofadada enquanto me chamava de “Chata”.
★ ★ ★ ★ ★
Me encontrava na aula, no dia seguinte, quando senti o meu celular vibrar. Era uma mensagem do Christian.
Você deve estar em aula agora.
Me desculpe, mas estou precisando
com urgência dos seus dados bancários,
se tiver.
Esperei que o professor virasse de costa para nós então respondi o Christian, passando o número da minha conta bancária para ele. Minutos depois, senti o celular vibrar novamente.
Assim que vi que era uma notificação do aplicativo do meu banco, abri e me espantei na hora. Meu saldo que antes era de míseros 12 dólares agora estava em 15 mil dólares. Então, Christian me mandou mensagem.
Já depositei sua mesada desse mês, minha linda.
Tentei explicar à ele que eu não precisava daquela quantia toda mensalmente, porém Christian me informou que aquele era o valor que o mesmo normalmente dava para suas Sugar Babies. Então o agradeci e voltei a prestar atenção em minha aula.
★ ★ ★ ★ ★
No início da tarde, tive uma surpresa quando ao começar a passar as compras de um cliente, vi Christian adentrar a loja e sorrir discretamente para mim, fazendo-me dar um sorriso discreto também ao mesmo, em resposta.
Ele ficou distante, olhando alguns produtos enquanto eu terminava de atender o senhor a minha frente.
— Obrigada, minha jovem.
— De nada, senhor. Tenha uma boa tarde – desejei e o homem assentiu levemente com a cabeça, antes de sair.
Christian olhou para trás, então se aproximou do longo balcão.
— Oi – ele falou, sorrindo.
— Oi, Christian. O que está fazendo aqui? – inquiri, num tom de voz baixo, pois o meu chefe se encontrava a alguns metros de distância, atendendo a uma cliente.
— Vim te pedir para assinar isso aqui – ele murmurou, depositando alguns papéis sobre o balcão – Estou vindo da concessionária. Quero pôr o carro em seu nome, mas eles precisam da sua assinatura e de uma cópia da sua identidade.
— Tudo bem. Me dê um minuto. Eu já venho – pedi e assim que Christian assentiu, sai de perto dele e me aproximei do meu chefe pedindo autorização para usar a copiadora da sala dele e o mesmo permitiu.
Fui lá rapidamente e minutos depois retornei para perto do Christian.
— Aqui está a cópia da minha identidade.
— Obrigado.
— Como descobriu onde eu trabalho? Tenho certeza que não disse a você no nosso jantar – comentei à medida que eu assinava os papéis onde ele me indicava.
— Você tinha dito que trabalhava em uma loja agropecuária então saí pela cidade à sua procura. Essa foi a terceira loja que eu entrei para procurar se uma linda moça de cabelos castanhos escuros como chocolate e de olhos azuis como o céu era funcionária deles.
Senti meu rosto queimar com o elogio dele. Christian parecia ser muito galanteador e a cada momento que passava interagindo com ele, me fazia ficar mais encantada pelo mesmo.
— Obrigada. Aqui está. Tudo assinado – agradeci, já dando os papéis para Christian.
— Ótimo. Ah... Gostaria de saber se você aceitaria sair hoje a noite?
— Para jantar de novo?
— Tecnicamente, sim – ele falou, rindo – Mas não seria em um restaurante refinado. Quero te levar para outro lugar. Fazer uma noite de cinema. Se você aceitar, é claro.
— Eu adoraria, Christian.
— Posso te pegar às sete e meia?
Assenti com um aceno de cabeça enquanto sorria, então ele sorriu também e disse um “Até a noite, minha linda” antes de sair da loja, me deixando para trás com um sorriso bobo nos lábios.
“Será que eu estava ficando apaixonada por um homem que tem idade para ser meu pai? Será que eu seria boa o suficiente para atender as expectativas dele nesse namoro? Será que a gente ia fazer sexo algum dia, mesmo que ele precisasse tomar algo para levantar quem estava morto?”
Fiquei pensando naquelas coisas à medida que eu voltava a trabalhar.
★ ★ ★ ★ ★
Às sete e dez, já me encontrava arrumada e um tanto quanto que ansiosa, sempre olhando para o celular e indo também até a janela para ver se Christian havia chegado.
Fui até a cozinha, beber um pouco de água e tentei me acalmar, pois não iria acontecer nada de mais. Apenas iríamos ao cinema, assistir um filme, comer alguma besteira e voltar para casa. Mas, no fundo, eu talvez quisesse que algo acontecesse hoje à noite, nem fosse um beijo entre a gente.

A Ana já tá caidinha pelo Christian e acho q ele por ela. Só falta agora a Ana conhecer a sogra e os filhos dele para saber como são as "peças" e se elas apoiam o namoro do pai com alguém mais nova que ele.
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