CHRISTIAN
Faltando apenas cinco minutos para o horário combinado, estacionei meu Ford Fusion prata no estacionamento perto do prédio da Ana e saí do carro, já pegando o celular e ligando para ela.
— Oi, Christian – a mesma atendeu.
— Oi, minha linda. Acabei de chegar.
— Tudo bem. Já irei descer.
— Estou aqui na frente te esperando.
Desliguei o celular, o guardando no bolso da calça em seguida, então me encaminhei até à frente do prédio. Umas moças saíram pela porta, bem arrumadas, e passaram por mim, sorrindo quando lhe desejei “Boa noite”.
Elas retornaram segundos depois, perguntando se eu estava perdido, se eu era pai de algum aluno ou aluna, ou se me encontrava esperando por alguém. Ia respondê-las quando ouvi a voz de Anastasia, que se aproximou de nós, falando com as duas jovens, já se identificando como minha namorada para elas.
Aquilo me deixou meio surpreso, pois desde que a conheci, Ana demonstrou ter um pouco de receio sobre expor esse namoro devido nossas idades. Mas, se ela mesma tomou a iniciativa daquilo então é porque Anastasia queria.
— Estou surpreso. Achei que não quisesse assumir nosso namoro Sugar para as outras pessoas – murmurei à medida que eu manobrava o carro para fora do campus.
— Eu tinha medo sobre o que elas iam pensar de mim, me vendo com um cara que tem idade para ser meu pai...
A encarei de relance por alguns segundos antes de voltar a prestar atenção no trânsito.
— ...mas pensando bem, percebi que os julgamentos de terceiros sobre mim não deveria me importar. Não é eles que pagam minhas contas – Ana comentou, divertida, fazendo-me rir junto com ela – E também porque isso iria atrapalhar minha primeira experiência com um namoro assim.
— Isso eu tenho que concordar, minha querida.
Seguimos o resto do caminho conversando sobre os estudos dela e sobre o meu dia a dia. Então, minutos depois, chegamos ao W Dallas Victory Hotel & Residences.
— Achei que iríamos ao cinema – Ana questionou quando peguei em sua mão, fazendo com que ela enlaçasse seu braço ao meu à medida que adentrávamos o luxuoso hotel residencial.
— Desculpe ter feito você se iludir, achando que iríamos ao cinema convencional, mas eu preparei algo mais especial para você, minha linda – confidenciei num tom de voz baixo e senti a respiração dela vacilar alguns segundos.
Assim que paramos ao balcão da recepção, nem precisei falar nada. O gerente que se encontrava ali perto, me viu e se aproximou, sorrindo, já nos cumprimentando e informando que o terraço estava pronto para nós.
Ele então nos conduziu para o elevador que os funcionários do hotel normalmente usavam para circular pelo prédio e nos acompanhou até o terraço. No local, se encontrava montada perto do heliporto, uma grande tenda em forma de cúpula geodésica.
Tiramos nossos sapatos na entrada, pois o chão da mesma era todo forrado por carpetes e mantas bem felpudas. Além de diversos travesseiros espalhados pelo lugar havia também uma mesinha de vidro contendo alguns petiscos, um telão branco e uma corrente decorativa de luzes rodeando quase o topo da cúpula.
Agradeci ao gerente e assim que ele saiu, fechei a porta da tenda, que estava bem refrigerada devido ao sistema de ventilação que eu tinha mandado incluir durante a montagem da mesma.
— Gostou da surpresa, minha querida? – inquiri, me aproximando da Anastasia, que se encontrava já acomodada entre os travesseiros no chão.
— Eu adorei, mas o dono do prédio não vai se importar de ficarmos aqui no terraço?
Sorri, ligando o projetor e me sentando ao lado dela.
— Eu não me importo não – murmurei, fazendo ela me olhando surpresa – Sou o dono deste hotel, Ana. Aliás, minha família é dona de 40% da cidade. Muitos imóveis são nossos. Incluindo a sua faculdade.
— Minha faculdade?
— Sim. O campus foi construído em terras pertencentes à família Grey e somos um dos benfeitores da universidade. Mas não se preocupe. Não irei me meter na sua vida acadêmica e nem te vigiar. Eu nunca fui lá oficialmente, apenas mando dinheiro para melhorias na infraestrutura e para os programas de Artes.
Ela assentiu então dei play no filme e começamos a assistir à medida que comíamos os petiscos.
★ ★ ★ ★ ★
Eu tentei prestar atenção no filme, mas toda vez que Anastasia levava algo em sua boca, meu olhar mirava naqueles belos lábios e minha vontade de saber o gosto que eles tinham se tornava maior a cada segundo.
Em um determinado momento, fui pego no flagra e ela me encarou fixamente por alguns segundos. Ao fundo comecei a ouvir o som de gemidos, indicando que rolava uma cena de sexo no filme, o que deixava a atmosfera naquela tenda mais excitante ainda.
Então, ergui minha mão e acariciei a bochecha dela, passando meu polegar sobre seus lábios meio entreabertos, vendo a respiração da Ana oscilar, antes de eu aproximar meu rosto do dela. Não a beijei, apenas deixei minha boca pairando próxima aos seus lábios enquanto nos encarávamos.
Anastasia tomou a iniciativa e selou nossas bocas em um beijo que logo o aprofundei, invadindo-a com minha língua, deixando aquele beijo nos incendiar. Gememos juntos de encontro aos nossos lábios. Ela, por excitação. Eu, por sentir meu pau, já duro, apertado sob a cueca e a minha calça.
Não foi por acaso que escolhi um lugar inusitadamente reservado demais para assistirmos a um filme, que eu mesmo havia escolhido a dedo também por conter cenas de sexo, pois não queria esperar até amanhã a noite ou pelo final de semana para transar com a Ana.
Ela era linda e eu a desejava. Todavia, ao contrário das minhas antigas Sugar Babies que eram mais atiradinhas e, literalmente, me atacavam para que eu as fodesse, Anastasia era diferente então precisei ser cauteloso, criando um ambiente que a deixasse confortável e excitada ao mesmo tempo.
— Você é tão linda, Ana – murmurei, a olhando intensamente, passando novamente meu polegar sobre seus lábios – Quero muito poder admirar seu corpo sem nenhuma roupa cobrindo ele. Quero sentir a maciez de sua pele. Quero sentir você em mim, mas...
— Eu também quero – Anastasia me interrompeu de repente – E não me importo em esperar você tomar sua pílula e ela fazer efeito.
Franzi o cenho, confuso. Entretanto, logo deduzi o que a mesma tinha insinuado e acabei rindo.
— Você acha que eu tomo viagra? – indaguei.
— Não toma?
Meneei a cabeça, em negativa.
— Não. Sou velho, isso é fato. Mas lhe garanto que meu amiguinho aqui ainda trabalha sem precisar de viagra – comentei, divertido, vendo ela corar.
— Ah, me desculpe...
— Está tudo bem, minha linda – sussurrei, descendo minha mão para sua nuca e a segurando segundos antes de a puxar para beijá-la novamente.

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