ANASTASIA
Estava dormindo tranquilamente quando de repente um som irritante começou a soar, me acordando e me deixando de mal humor.
— Mas que merda! – exclamei emburrada, já abrindo os olhos, me deparando com um quarto totalmente desconhecido – Mas o que... Eu tô sonhando? – indaguei olhando o quarto bem luxuoso e que parecia ser de homem.
Então me levantei da cama e com passos silenciosos fui até a porta, abrindo-a bem devagar. Assim que coloquei a cabeça para fora do quarto, vi uma garotinha, quase que na idade da minha irmã, eu diria, passar a minha frente, o que fez com que eu me assustasse um pouco.
— Hoje eu vou primeiro, Christian – a garota disse, em inglês, já entrando em outra porta no longo corredor.
Dei um passo para trás e fechei a porta, então fui em direção a um espelho que tinha ali e me deparei com o reflexo de um menino da minha idade, de cabelos castanhos e olhos azuis meio acinzentados.
— Mas o que está acontecendo? – indaguei, bastante confusa.
Me toquei para ver se eu não estava sonhando. Mas tudo parecia real demais. De repente, ouvi uma batida na porta.
— Christian, querido. Seu pai pediu para você não demorar hoje – escutei a voz feminina e em inglês de alguém do lado de fora do quarto.
— Será que Christian sou eu? – inquiri, então formei a frase em inglês em minha mente e tentei falar com o meu inglês básico do ensino médio de escola pública – Já estou indo.
— Tudo bem, filho.
Depois que eu percebi que a mulher tinha ido embora, resolvi investigar onde eu me encontrava. Olhei pela janela e só consegui perceber que estava em uma mansão ou algo do tipo.
Peguei então um celular que se encontrava sobre a mesinha de cabeceira da cama e mexi nele, indo parar na galeria de imagens, vendo um monte de fotos do garoto com outros meninos, com os que eu acho que são pais dele, com a menina que eu tinha visto no corredor e com outro menino da mesma idade que ela.
Vi também que ele era muito organizado, pois possuía um bloco de notas com suas atividades diárias. Fui então no Google Maps e olhei a localização e viu que estava em Nova York e minha vontade foi de soltar um palavrão de alegria, mas algo me contive.
Depois de me recompor, avistei um uniforme então deduzi que era para vesti-lo e assim o fiz, mesmo achando estranho aquilo tudo e, é claro, fechando os olhos para não ver as partes íntimas de ninguém, mesmo que em sonho.
Sai do quarto e desci devagar, vagando pela enorme mansão admirada. Logo a menina e o outro menino que tinha visto nas fotos, passaram por mim correndo então os segui até uma sala de jantar enorme.
Fiquei quase o tempo todo calada, respondendo o mínimo que eu conseguia, e seguindo o que os outros desconhecidos faziam.
— Está muito calado hoje, Christian – o senhor, pai do garoto, perguntou quando já estávamos no carro, segundo ele, indo para o colégio.
— Christian deve está pensando na moça que trouxe ele para casa ontem, pai – o menino disse no banco de trás, rindo e sendo acompanhado pela menina.
Acabei nem prestando mais atenção nele e sim voltei ela para a paisagem ao qual passávamos. Os dois mais novos foram o que saíram primeiro, então minutos depois o senhor parou o carro em frente de um colégio chique, daqueles que você só ver em séries e filmes.
Fiquei meio receosa em sair, mas por fim eu desci do carro e adentrei o local devagar, observando os demais alunos. De repente, fui surpreendida por dois garotos, que logo os reconheci das fotos do celular.
— Christian, corre – um deles disse, já pegando no meu braço, saindo me puxando.
— Boatos dizem que teremos prova de Química hoje e precisamos que você nos explique algumas coisas – o outro falou.
Eu sempre fui péssima em Química, ainda tive que fazer uma em inglês, então acabei “chutando” as respostas das questões que não sabia ou entendia, ferrando assim tanto a mim quanto aos outros dois, que me pediram cola durante a prova toda.
Jack e Travis, esses eram os nomes deles, depois da escola me arrastaram para uma cafeteria, onde descobri que eu possuía dinheiro então aproveitei para comer horrores, recebendo os olhares de surpresa dos dois garotos à minha frente.
— O que deu em você hoje, Christian? – Jack perguntou.
— Eu estou normal – murmurei tentando não parecer nervosa.
— Será que você não está escondendo nada? – Travis indagou, meio sugestivo, mas antes que eu pudesse responder, o celular tocou – Acho que você tem que ir trabalhar.
— É... Eu vou então – murmurei, me levantando, depois encarei os dois garotos ao me dar contar que eu não sabia onde era o lugar – Onde eu trabalho mesmo?
— Você está brincando, não é Christian? – Jack inquiriu incrédulo, mas depois de alguns segundos me encarando ele voltou a falar – Tudo bem te acompanho até lá.
— E aí, Christian, preparado para mais um dia de trabalho? – uma moça muito linda perguntou, animada, se aproximando de nós assim que entramos no restaurante, que era bem iluminado e organizado.
Apenas assenti com a cabeça e ouvi Jack sussurrar um “Meu amigo não tá muito bem da cabeça hoje, Leila. Fica de olho nele, tá?”. A moça concordou com um aceno de cabeça e mirou seu olhar em mim depois.
— Tudo bem. Me ajude a arrumar as mesas, ok?
Não disse nada, apenas fiz o que haviam me mandado. Para a minha sorte, o restaurante não ficou muito cheio, mas mesmo assim, tive dificuldades para atender todas as mesas. Eu acabei muitas vezes trocando os pratos dos clientes, além de ter tido muita dificuldade para anotar os pedidos.
Leila sempre vinha ao meu socorro e eu a agradeci muito quando a mesma, após aquele inferno chamado trabalho terminou, ter se oferecido para me levar para casa.
Quando cheguei na mansão, entrei e fui direto para o quarto, me trancando por lá. A mãe do garoto veio saber se estava tudo bem e eu dei uma desculpa que ela acreditou, então fiquei ali vasculhando o cômodo, descobrindo mais coisa do tal do Christian. Depois de um tempo, mudei de roupa, colocando o pijama e me deitei na cama.
— Que isso seja apenas um sonho – murmurei, suspirando e fechando os olhos.
NOVA YORK
Estava dormindo tranquilamente quando de repente um som irritante começou a soar, me acordando e me deixando de mal humor.
— Mas que merda! – exclamei emburrada, já abrindo os olhos, me deparando com um quarto totalmente desconhecido – Mas o que... Eu tô sonhando? – indaguei olhando o quarto bem luxuoso e que parecia ser de homem.
Então me levantei da cama e com passos silenciosos fui até a porta, abrindo-a bem devagar. Assim que coloquei a cabeça para fora do quarto, vi uma garotinha, quase que na idade da minha irmã, eu diria, passar a minha frente, o que fez com que eu me assustasse um pouco.
— Hoje eu vou primeiro, Christian – a garota disse, em inglês, já entrando em outra porta no longo corredor.
Dei um passo para trás e fechei a porta, então fui em direção a um espelho que tinha ali e me deparei com o reflexo de um menino da minha idade, de cabelos castanhos e olhos azuis meio acinzentados.
— Mas o que está acontecendo? – indaguei, bastante confusa.
Me toquei para ver se eu não estava sonhando. Mas tudo parecia real demais. De repente, ouvi uma batida na porta.
— Christian, querido. Seu pai pediu para você não demorar hoje – escutei a voz feminina e em inglês de alguém do lado de fora do quarto.
— Será que Christian sou eu? – inquiri, então formei a frase em inglês em minha mente e tentei falar com o meu inglês básico do ensino médio de escola pública – Já estou indo.
— Tudo bem, filho.
Depois que eu percebi que a mulher tinha ido embora, resolvi investigar onde eu me encontrava. Olhei pela janela e só consegui perceber que estava em uma mansão ou algo do tipo.
Peguei então um celular que se encontrava sobre a mesinha de cabeceira da cama e mexi nele, indo parar na galeria de imagens, vendo um monte de fotos do garoto com outros meninos, com os que eu acho que são pais dele, com a menina que eu tinha visto no corredor e com outro menino da mesma idade que ela.
Vi também que ele era muito organizado, pois possuía um bloco de notas com suas atividades diárias. Fui então no Google Maps e olhei a localização e viu que estava em Nova York e minha vontade foi de soltar um palavrão de alegria, mas algo me contive.
Depois de me recompor, avistei um uniforme então deduzi que era para vesti-lo e assim o fiz, mesmo achando estranho aquilo tudo e, é claro, fechando os olhos para não ver as partes íntimas de ninguém, mesmo que em sonho.
Sai do quarto e desci devagar, vagando pela enorme mansão admirada. Logo a menina e o outro menino que tinha visto nas fotos, passaram por mim correndo então os segui até uma sala de jantar enorme.
Fiquei quase o tempo todo calada, respondendo o mínimo que eu conseguia, e seguindo o que os outros desconhecidos faziam.
★ ★ ★ ★ ★
— Está muito calado hoje, Christian – o senhor, pai do garoto, perguntou quando já estávamos no carro, segundo ele, indo para o colégio.
— Christian deve está pensando na moça que trouxe ele para casa ontem, pai – o menino disse no banco de trás, rindo e sendo acompanhado pela menina.
Acabei nem prestando mais atenção nele e sim voltei ela para a paisagem ao qual passávamos. Os dois mais novos foram o que saíram primeiro, então minutos depois o senhor parou o carro em frente de um colégio chique, daqueles que você só ver em séries e filmes.
Fiquei meio receosa em sair, mas por fim eu desci do carro e adentrei o local devagar, observando os demais alunos. De repente, fui surpreendida por dois garotos, que logo os reconheci das fotos do celular.
— Christian, corre – um deles disse, já pegando no meu braço, saindo me puxando.
— Boatos dizem que teremos prova de Química hoje e precisamos que você nos explique algumas coisas – o outro falou.
Eu sempre fui péssima em Química, ainda tive que fazer uma em inglês, então acabei “chutando” as respostas das questões que não sabia ou entendia, ferrando assim tanto a mim quanto aos outros dois, que me pediram cola durante a prova toda.
★ ★ ★ ★ ★
Jack e Travis, esses eram os nomes deles, depois da escola me arrastaram para uma cafeteria, onde descobri que eu possuía dinheiro então aproveitei para comer horrores, recebendo os olhares de surpresa dos dois garotos à minha frente.
— O que deu em você hoje, Christian? – Jack perguntou.
— Eu estou normal – murmurei tentando não parecer nervosa.
— Será que você não está escondendo nada? – Travis indagou, meio sugestivo, mas antes que eu pudesse responder, o celular tocou – Acho que você tem que ir trabalhar.
— É... Eu vou então – murmurei, me levantando, depois encarei os dois garotos ao me dar contar que eu não sabia onde era o lugar – Onde eu trabalho mesmo?
— Você está brincando, não é Christian? – Jack inquiriu incrédulo, mas depois de alguns segundos me encarando ele voltou a falar – Tudo bem te acompanho até lá.
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— E aí, Christian, preparado para mais um dia de trabalho? – uma moça muito linda perguntou, animada, se aproximando de nós assim que entramos no restaurante, que era bem iluminado e organizado.
Apenas assenti com a cabeça e ouvi Jack sussurrar um “Meu amigo não tá muito bem da cabeça hoje, Leila. Fica de olho nele, tá?”. A moça concordou com um aceno de cabeça e mirou seu olhar em mim depois.
— Tudo bem. Me ajude a arrumar as mesas, ok?
Não disse nada, apenas fiz o que haviam me mandado. Para a minha sorte, o restaurante não ficou muito cheio, mas mesmo assim, tive dificuldades para atender todas as mesas. Eu acabei muitas vezes trocando os pratos dos clientes, além de ter tido muita dificuldade para anotar os pedidos.
Leila sempre vinha ao meu socorro e eu a agradeci muito quando a mesma, após aquele inferno chamado trabalho terminou, ter se oferecido para me levar para casa.
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Quando cheguei na mansão, entrei e fui direto para o quarto, me trancando por lá. A mãe do garoto veio saber se estava tudo bem e eu dei uma desculpa que ela acreditou, então fiquei ali vasculhando o cômodo, descobrindo mais coisa do tal do Christian. Depois de um tempo, mudei de roupa, colocando o pijama e me deitei na cama.
— Que isso seja apenas um sonho – murmurei, suspirando e fechando os olhos.

tadinha da ana espero que na prova tenha ido bem agora vai estudar mais inglês e tambem se ela quer ir pros estados unidos
ResponderExcluirVc não vai continuar?
ResponderExcluirSinto falta das suas histórias uma ótima Autora
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