CHRISTIAN
Despertei estranhando a ausência do barulho do meu despertador, então abri os olhos, encarando uma parede quase perto da minha cara, franzi o cenho e me virei, sentando-me na cama, já tomando o maior susto da minha vida.
“Onde é que eu estou?” pensei, olhando para os lados, já sentindo o pânico tomar conta do meu corpo.
Eu me encontrava em um quarto bem simples, com paredes pintadas em um tom de rosa claro. No lugar, além da cama, havia também uma cômoda com espelho e uma escrivaninha, ambas bem desorganizadas.
— Que milagre é esse que você já está acordada?
Olhei para o lado e vi uma garotinha de seus dez anos, creio eu, com traços latinos bem distintos, parada na porta do quarto, segurando a mesma meio entreaberta.
— Vovó está terminando de fazer o café. Não demore, Testânica.
— Testânica? – indaguei confuso quando a menina saiu, fechando a porta do quarto, então percebi que a minha voz estava diferente, com o tom mais fino e meio agudo.
Olhei para baixo e vi o que parecia seios sob uma blusa meio folgada e arregalei os olhos ao tocá-los, constatando que eram peitos mesmos. Me levantei da cama apressado e fui até em frente a cômoda, encarando-me.
— Quem é você? – indaguei, analisando assustado os traços da garota refletida no espelho.
Não sabia quanto tempo eu fiquei ali em frente ao espelho, mas deve ter sido o bastante, pois a outra garota bateu na porta, chamando-me novamente, dizendo que íamos chegar atrasadas na escola. Aquele sonho parecia louco demais, e eu tentei bater na minha cara para tentar acordar, mas foi em vão.
Me conformando de que eu só iria acordar se seguisse até o final do sonho, olhei ao redor e vi uma camisa de uniforme escolar pendurado atrás da porta. A peguei e fui caçar alguma calça nas gavetas da cômoda, para me vestir, me sentindo estranho naquele corpo feminino.
Saí do quarto e segui por um corredor até onde eu ouvia vozes, chegando numa pequena e simples cozinha.
— Bom dia, Ana – disse a senhora, já de idade, que se encontrava à mesa juntamente com a garotinha.
— Bom dia – falei, dando graças a Deus por ter aprendido Espanhol na minha escola.
— Está diferente hoje, filha – a senhora comentou, tombando levemente a cabeça para o lado, me avaliando à medida que eu me sentava à mesa.
— Também achei, vovó. Anastasia até acordou sem eu precisar berrar com ela – a garota murmurou, rindo, voltando a comer o seu pão.
Apenas dei um sorriso amarelo para as duas e comecei a comer também.
Depois do café, eu e a garotinha chamada Mia, que descobri que era minha irmã, quer dizer, era irmã mais nova da Anastasia, que a vó dela a chamava de Ana, que a irmã apelidava ela de “Testânica” e que na verdade era eu. Esse sonho estava muito confuso e eu só queria acordar dele.
Seguimos rumo à escola e eu pude ver que elas moravam em um bairro bem pobre de uma cidade que eu ainda não tinha descoberto qual era. Acabei conhecendo José e Elena, amigos da tal Anastasia, mas não conversei muito não.
Chegando no colégio, fiquei mais em silêncio, tentando descobrir o que estava se passando comigo. Na aula de Espanhol, fui chamado a atenção duas vezes por estar alheio a aula. Na Educação Física, fiquei revoltado com umas meninas que só miravam em mim na hora da queimada.
Já na aula de Artes, onde eu pensei que iria ser bom e tranquilo, porque eu amo Artes, não foi, pois perdi a paciência com os cochichos das mesmas meninas que tacaram as bolas em mim, então eu empurrei minha mesa, fazendo a mesma cair, tombada, assustando a todos.
Todavia, eu não liguei, apenas cruzei os braços e as pernas como uma menina faria e fiquei encarando elas de cara fechada.
— Ana, o que está acontecendo com você hoje? – Elena perguntou, me olhando preocupada enquanto saíamos da sala de aula após o término da mesma.
— É verdade. Você não é assim. Quero dizer, você sempre fica na sua, aturando tudo o que aquelas enjoadas dizem e fazem, mas hoje, você foi foda – José falou, sorrindo, já recebendo um olhar reprovador de Elena.
— Eu não iria ficar aturando aquelas idiotas – falei meio mal humorado – Mesmo que isso seja apenas um sonho maluco – complementei num sussurro.
— O quê? – José e Elena inquiriram ao mesmo tempo.
— Nada. Preciso voltar para casa – murmurei, já me afastando deles.
Errei o caminho duas vezes, mas depois de um tempo, encontrei com Mia e consegui chegar em casa. Fiz as tarefas que me mandaram fazer com um pouco de dificuldade, depois fui para o quarto, me deitando na cama com o caderno, folheando-o.
Peguei então uma caneta e escrevi “Quem é você?” em uma das folhas, depois guardei tudo e fui me deitar, desejando que tudo voltasse ao normal quando eu acordasse daquele estranho sonho.
CIDADE DO MÉXICO
Despertei estranhando a ausência do barulho do meu despertador, então abri os olhos, encarando uma parede quase perto da minha cara, franzi o cenho e me virei, sentando-me na cama, já tomando o maior susto da minha vida.
“Onde é que eu estou?” pensei, olhando para os lados, já sentindo o pânico tomar conta do meu corpo.
Eu me encontrava em um quarto bem simples, com paredes pintadas em um tom de rosa claro. No lugar, além da cama, havia também uma cômoda com espelho e uma escrivaninha, ambas bem desorganizadas.
— Que milagre é esse que você já está acordada?
Olhei para o lado e vi uma garotinha de seus dez anos, creio eu, com traços latinos bem distintos, parada na porta do quarto, segurando a mesma meio entreaberta.
— Vovó está terminando de fazer o café. Não demore, Testânica.
— Testânica? – indaguei confuso quando a menina saiu, fechando a porta do quarto, então percebi que a minha voz estava diferente, com o tom mais fino e meio agudo.
Olhei para baixo e vi o que parecia seios sob uma blusa meio folgada e arregalei os olhos ao tocá-los, constatando que eram peitos mesmos. Me levantei da cama apressado e fui até em frente a cômoda, encarando-me.
— Quem é você? – indaguei, analisando assustado os traços da garota refletida no espelho.
Não sabia quanto tempo eu fiquei ali em frente ao espelho, mas deve ter sido o bastante, pois a outra garota bateu na porta, chamando-me novamente, dizendo que íamos chegar atrasadas na escola. Aquele sonho parecia louco demais, e eu tentei bater na minha cara para tentar acordar, mas foi em vão.
Me conformando de que eu só iria acordar se seguisse até o final do sonho, olhei ao redor e vi uma camisa de uniforme escolar pendurado atrás da porta. A peguei e fui caçar alguma calça nas gavetas da cômoda, para me vestir, me sentindo estranho naquele corpo feminino.
Saí do quarto e segui por um corredor até onde eu ouvia vozes, chegando numa pequena e simples cozinha.
— Bom dia, Ana – disse a senhora, já de idade, que se encontrava à mesa juntamente com a garotinha.
— Bom dia – falei, dando graças a Deus por ter aprendido Espanhol na minha escola.
— Está diferente hoje, filha – a senhora comentou, tombando levemente a cabeça para o lado, me avaliando à medida que eu me sentava à mesa.
— Também achei, vovó. Anastasia até acordou sem eu precisar berrar com ela – a garota murmurou, rindo, voltando a comer o seu pão.
Apenas dei um sorriso amarelo para as duas e comecei a comer também.
★ ★ ★ ★ ★
Depois do café, eu e a garotinha chamada Mia, que descobri que era minha irmã, quer dizer, era irmã mais nova da Anastasia, que a vó dela a chamava de Ana, que a irmã apelidava ela de “Testânica” e que na verdade era eu. Esse sonho estava muito confuso e eu só queria acordar dele.
Seguimos rumo à escola e eu pude ver que elas moravam em um bairro bem pobre de uma cidade que eu ainda não tinha descoberto qual era. Acabei conhecendo José e Elena, amigos da tal Anastasia, mas não conversei muito não.
Chegando no colégio, fiquei mais em silêncio, tentando descobrir o que estava se passando comigo. Na aula de Espanhol, fui chamado a atenção duas vezes por estar alheio a aula. Na Educação Física, fiquei revoltado com umas meninas que só miravam em mim na hora da queimada.
Já na aula de Artes, onde eu pensei que iria ser bom e tranquilo, porque eu amo Artes, não foi, pois perdi a paciência com os cochichos das mesmas meninas que tacaram as bolas em mim, então eu empurrei minha mesa, fazendo a mesma cair, tombada, assustando a todos.
Todavia, eu não liguei, apenas cruzei os braços e as pernas como uma menina faria e fiquei encarando elas de cara fechada.
★ ★ ★ ★ ★
— Ana, o que está acontecendo com você hoje? – Elena perguntou, me olhando preocupada enquanto saíamos da sala de aula após o término da mesma.
— É verdade. Você não é assim. Quero dizer, você sempre fica na sua, aturando tudo o que aquelas enjoadas dizem e fazem, mas hoje, você foi foda – José falou, sorrindo, já recebendo um olhar reprovador de Elena.
— Eu não iria ficar aturando aquelas idiotas – falei meio mal humorado – Mesmo que isso seja apenas um sonho maluco – complementei num sussurro.
— O quê? – José e Elena inquiriram ao mesmo tempo.
— Nada. Preciso voltar para casa – murmurei, já me afastando deles.
★ ★ ★ ★ ★
Errei o caminho duas vezes, mas depois de um tempo, encontrei com Mia e consegui chegar em casa. Fiz as tarefas que me mandaram fazer com um pouco de dificuldade, depois fui para o quarto, me deitando na cama com o caderno, folheando-o.
Peguei então uma caneta e escrevi “Quem é você?” em uma das folhas, depois guardei tudo e fui me deitar, desejando que tudo voltasse ao normal quando eu acordasse daquele estranho sonho.

Eu estou amando essa história. Está parecendo um anime que eu vi chamado " Qual é o seu nome?" Q eu gostei muito e achei a história linda.
ResponderExcluirTu assistiu também? Ahhhhh💞💞💞💞💞
ExcluirEssa fic é inspirado nesse anime mesmo, flor.
🥰🥰🥰
amando muito surreal da vontade de entrar na historia
ResponderExcluir