quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Daddy Grey - Capítulo 49


CHRISTIAN

Despertamos quase perto da hora do jantar e preferimos pedir o serviço de quarto e permanecer ali mesmo. Depois de comermos, tomamos um banho gostoso, voltando a fazer sexo, ao qual seguimos noite adentro, a fim de matarmos a saudade um do outro.
No dia seguinte, acordamos bem cedo e depois de um sexo matinal delicioso, fomos tomar um banho e nos vestir.
Deixei Anastasia na escola de idiomas, a pé mesmo, já que descobrimos que o meu hotel ficava apenas a algumas quadras da mesma. Então, assim que retornei ao hotel, passei na recepção do mesmo e fechei a minha conta.

Subi para o meu quarto a fim de poder arrumar minhas malas para ir embora para minha nova casa, pois eu iria preparar uma surpresa maravilhosa para a minha princesa. Todavia, antes eu precisava passar no restaurante do Pablo, para eu ver as condições do local e já conversar com ele também.


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Passei a manhã quase toda resolvendo as coisas do restaurante junto com o Pablo, mas graças a Deus conseguimos contratar um pacote de serviço com um casal local, onde o homem era arquiteto e a esposa dele era designer de interiores.

Ambos iriam projetar um novo ambiente para o restaurante com o objetivo de otimizar o lugar todo, o deixando mais moderno e desejável aos olhos dos futuros clientes. Assim que finalizei tudo com o Pablo, peguei o carro e fui até uma loja de presentes e depois em uma joalheria.

No caminho de casa, parei também num supermercado e fiz umas compras para abastecer nossa nova dispensa, então segui meu caminho. Estava correndo contra o tempo, pois só faltava menos de uma hora para Ana chegar do colégio com os amigos dela.


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Terminei de arrumar tudo em cima da hora, então tomei um banho rápido, me vesti às pressas e saí de casa, andando pela calçada rumo até a casa da Yolanda e do Pablo. Como a cidade era bem segura, eles deixavam tanto o portãozinho encostado quanto a porta da casa, então adentrei a residência, dando “Boa tarde” para todos, que já se encontravam à mesa, conversando na linguagem local.

— Ana, minha querida, eu liguei para o meu médico e marquei uma consulta para você começar logo o seu pré-natal – Yolanda disse, ainda em espanhol.

— Tinha que ser médico? Não poderia ser uma médica? – indaguei, resmungando, falando no idioma deles, quer dizer no nosso agora, já que íamos morar ali.

Todos acabaram rindo.

— Sr. Grey, o meu médico é de confiança. Ele é o ginecologista e obstetra da minha família há anos. Ele que acompanhou e trouxe ao mundo os meus filhos, os meus sobrinhos e, recentemente, a minha netinha.

— Ciumento o seu boy, hein amiga? – ouvi uma das meninas cochichar em inglês para Anastasia e Yolanda deu uma advertência para ela falar apenas em espanhol.

— Ana era que devia ter ciúmes do gostoso dela, porque com todo respeito Sr. Grey, o senhor é um deus grego de tirar o fôlego, a calcinha e a roupa toda também.

Os mais jovens caíram na risada, com exceção da Anastasia que assim como eu e os donos da casa, apenas sorrimos meio sem graça.

— Camilla sendo a Camilla – um dos gêmeos comentou, ainda rindo.

— Agora sei porque dizem que as brasileiras são fogosas – o outro irmão complementou.

Logo mudamos de assunto enquanto terminávamos de comer.


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Após o almoço, Ana foi trocar de roupa e buscar as coisas dela no quarto, depois nos despedimos do Pablo e da Yolanda e saímos, comigo carregando uma mochila grande e puxando uma das malas da Anastasia e ela puxando a outra mala, pela calçada.
Eu me encontrava muito ansioso para saber como minha Princesa iria reagir à minha surpresa.

— Oh, é bem pertinho! – Ana exclamou, sorrindo, olhando ao redor à medida que eu abria o portãozinho da frente e dava passagem para ela entrar.
Fiz Anastasia parar perto da porta assim que a abri, então a peguei no colo, fazendo ela rir.

— Não somos casados, Daddy – lembrou-me Ana enquanto eu adentrava nossa casa com ela nos meus braços.
— Não importa, minha princesa. O que vale é a intenção – informei, dando um sorriso, colocando-a no chão novamente, já indo pegar as malas e fechando a porta – Venha, Princesa – murmurei pegando na mão dela, entrelaçando na minha.

Então, a conduzi escada a cima à medida que informava sobre a quantidade de quartos e tudo mais sobre a nossa casa.

— Ah, não precisa se preocupar com isso, Daddy – Anastasia disse quando eu lhe contei que iria demorar um pouquinho para substituirmos os móveis e decorarmos a casa ao nosso gosto.

Fiz ela parar em frente ao nosso quarto então pedi que a mesma fechasse os olhos, antes de eu abrir a porta e conduzi-la para dentro, onde havia vários balões em forma de corações suspensos pelo quarto, além de uma das paredes ter escrito “BEM VINDA A NOSSA CASA” acima de um grande coração feito por nossas fotos tiradas em nossa viagem à San Francisco.
— Pode abrir, Princesa – falei, já vendo Ana abrir os olhos, fazendo uma expressão de surpresa, segundos antes de ver seus olhos marejados de lágrimas enquanto um sorriso bobo se instalava em seus lábios.

Sorri e peguei a sacola da joalheria, entregando para ela, que logo tirou e abriu a caixinha, revelando um lindo anel com um pequeno diamante rosa em formato de coração. Então eu o peguei, sob o olhar radiante de Anastasia e coloquei no dedo anelar dela.
— É tão lindo. Eu amei, Daddy – ela murmurou com a voz embargada, já deixando as lágrimas rolarem pelo seu rosto, ao qual o limpei com meus dedos.

— Esse anel simboliza o nosso começo aqui, a nossa nova vida juntos, o meu amor por você e o meu compromisso para ficar para sempre com você, minha princesa – declarei à medida que enlaçava a cintura dela, trazendo-a para mais perto do meu corpo.

— Promete?

— Prometo, meu amor.

— Promete também que se a gente tiver uma menina, você não vai me trocar por ela?

A encarei, confuso.

— Eu irei amar as duas, Princesa. Não precisa ficar com ciúmes...

— Não é ciúmes. É receio, Daddy. Hoje na escola, minhas amigas estavam comentando sobre isso e a Camilla disse que era para eu ficar de olho, porque do jeito que você teve algo comigo quando a gente ainda achava que era pai e filha, pode muito bem acontecer se eu tiver uma filha. Você vai me trocar por ela no futuro.

— Princesa, olha para mim... Eu nunca faria isso com você. Eu sei que a gente começou a se relacionar naquela circunstância, mas eu acredito que foi o destino que nos uniu, que nós dois intimamente sabíamos que não éramos pai e filha e que poderíamos nos amar sem medo. Mas eu prometo, para te deixar mais tranquila que se tivermos uma filha agora ou algum dia e eu chegar a sentir algo por ela, sem ser amor de pai, eu te contarei imediatamente e irei buscar algum tratamento psicológico ou talvez psiquiátrico. Mas quero que você saiba que eu não me vejo mais ao lado de outra pessoa que não seja você, amor.

Ela assentiu, dando um sorriso, e me beijou apaixonada.

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