CHRISTIAN
Mal terminei de me despedir da Anastasia, através de mensagem, já comecei a sentir saudade dela. O apartamento parecia tão vazio sem ela aqui, sem a doidice e as risadas da minha Ana. Então, me levantei do sofá e me dirigi para o quarto.
Assim que me joguei na cama, fiquei relembrando alguns momentos nossos, desde quando a conheci até quando sugeri que virássemos amigos, só para eu poder ficar perto daquela mulher que havia me conquistado com uma simples esnobada, que segundo ela, não havia sido intencional.
— Amanhã você pode fazer a troca da cânula de traqueostomia do paciente do leito 45? – ouvi a enfermeira me perguntar enquanto eu terminava de evoluir a pasta de um dos meus pacientes que se encontrava ali na Clínica Médica.
— Se o doutor me autorizar, eu troco sem problema – informei à medida que eu assinava minha evolução.
Procurei o meu carimbo nos bolsos do meu jaleco, mas não o encontrei, então escrevi o número do meu CRF ao lado da minha assinatura e guardei a pasta na colmeia onde ficava as pastas dos pacientes, depois dei “Tchau” para a enfermeira e sai da clínica.
Assim que adentrei o corredor do andar onde ficava o Centro Cirúrgico, as UTIs Adulto, Neonatal e Pediátrica e o Estar dos Médicos, avistei uma moça vindo do outro lado, de cabeça baixa, abraçada à envelopes amarelos.
Notei, à medida que nos aproximávamos um do outro, que ela estava vestida igual à escriturária da Clínica Médica. De calça jeans, blusa branca, blazer verde e sapatilha, com os seus cabelos castanhos escuros soltos quase sobre seu rosto.
— Bom dia – a cumprimentei quando a mesma, ainda de cabeça baixa, ia passando por mim, mas ela não respondeu, ignorando-me totalmente.
“Nossa! Educação passou na China agora” pensei me afastando, olhando de relance para trás, por sobre o meu ombro, sabendo que ela havia me visto, pois tinha erguido rapidamente o olhar para mim alguns passos antes de nos cruzarmos.
— Olha ela de pernas à mostra, minha gente! – escutei o enfermeiro da Clínica Cirúrgica exclamar de algum lugar atrás de mim, que me encontrava de pé, escorado ao balcão da enfermaria, evoluindo as fisioterapias motoras dos meus pacientes.
Então olhei para o lado e vi a mesma moça de três dias atrás. Ela não estava usando o blazer do uniforme e sim um outro blazer, porém da mesma cor, em cima do que parecia ser um macacão colorido. Novamente, calçava sapatilhas e em cima da cabeça continha uma tiara de laço da mesma cor que o blazer.
— Não era nem para eu tá aqui, já que hoje é sábado. Mas a chefe convocou todo mundo para adiantarmos logo a vistoria dos prontuários e deixar tudo pronto para faturarmos na segunda-feira – a garota comentou parando do outro lado do balcão – Só que ela me mandou subir para dar suporte para a Andrea aqui na clínica. Ela tá aí?
— Tô aqui, Ana! – a escriturária da clínica gritou lá de dentro da salinha, onde a mesma ficava arrumando os prontuários dos pacientes que tinham alta.
— Ela é escriturária? – perguntei ao enfermeiro, assim que a garota adentrou a sala da Andrea.
— A Ana? Não. Ela é faturista. Ana trabalha no Setor de Faturamento daqui do hospital.
— Ah, entendi.
— Qualquer dúvida com relação à prontuários, pode perguntar para ela.
— Ok. Obrigado – agradeci, fechando a pasta que eu evoluía, já pegando outra.
— De nada. Agora deixa eu ir fazer aqueles curativos, porque as meninas estão muito atarefadas – disse o enfermeiro, antes de entrar na sala de preparo de medicamentos.
Continuei fazendo minhas evoluções, mas de vez em quando eu parava para observar a Ana, que agora estava escorada no canto da bancada que existia abaixo da colmeia, organizando as pastas dos pacientes, uma por uma.
Então, de repente, lembrei de algo que o meu primo, chefe dos fisioterapeutas, havia me dito sobre a minha assinatura nas evoluções. Eu já sabia como deveria proceder, devido a ausência do meu carimbo, mas como eu queria saber o motivo daquela garota ter me esnobado naquele dia, eu teria que puxar papo com ela.
— Oi, com licença. Posso tirar uma dúvida? – inquiri, parando ao lado dela, que logo ergueu a cabeça e olhou para lado, me encarando.
— Pode sim – Ana disse dando um sorriso simpático para mim enquanto me olhava com curiosidade.
“Nossa! Nem parece aquela mal educada de dias atrás. Devia tá de TPM naquele dia, com certeza” pensei.
— Eu estou sem carimbo, mas já mandei fazer um outro, só que estou evoluindo e no final eu assino e do lado coloco o número do meu CRF. Assim olha – falei, já mostrando a minha última evolução – Eu sou novo aqui. Entrei só faz um mês, então não sei bem como fazer.
— Você está fazendo certo sim. Geralmente pedimos que escrevam o nome completo e depois o número, mas se o nome for muito grande, a outra opção é essa que você está fazendo, de assinar e colocar o número do lado.
— Que bom – murmurei e ela ergueu o olhar para mim.
— Você é fisioterapeuta... Christian? – Ana indagou olhando para o meu crachá, depois me encarando e eu assenti com a cabeça – Posso te pedir um favor?
“Que tipo de favor será que ela quer?” pensei.
— Pode.
— Você poderia arredondar um pouco mais a sua letra?
— Não entendi – comentei, confuso.
— Eu e as meninas do Faturamento vistoriamos todos os prontuários do hospital e esse mês nós sofremos bastante para lermos as evoluções dos fisioterapeutas, então seja bonzinho conosco e melhore a sua letra.
Sorri, achando engraçado a cara que ela tinha feito.
— Ok.
— É sério. A gente passa quase dez minutos lendo as evoluções de vocês, tentando entender se fizeram fisioterapia motora ou respiratória. Só Jesus na causa mesmo.
— Minha letra nem é tão ruim assim – murmurei olhando para minha própria evolução, avaliando-a – Não acredito que minha mãe me enganou todo esse tempo dizendo que eu tinha a letra mais bonita do mundo! – exclamei, fingindo uma cara de choque, fazendo a Ana rir, mas logo notei que o riso dela não chegava aos olhos e aquilo me intrigou muito.
— Não se preocupe. Eu já vi piores.
De repente, Andrea a chamou, então Ana pediu licença e se afastou de mim.
— Quem é Christian Grey? – escutei a voz da Anastasia atrás de mim, um pouco abafada, enquanto eu aspirava um paciente.
Logo um sorriso se forçou nos meus lábios, cobertos pela máscara cirúrgica, pois parecia que o meu plano havia funcionado. Primeiramente, eu tinha tentado saber mais sobre a Ana através do meu primo, já que o mesmo saía com uma das colegas dela e a mesma de vez em quando saía junto com eles para um happy hour.
Porém, Elliot não sabia quase nada da Ana. Apenas que o seu nome era Anastasia Rose Steele e que a mesma era muito fechada, tanto que nem ia lanchar no refeitório juntamente com seus colegas de setor.
Então, para descobrir mais sobre ela, eu conversei com meu primo e com a enfermeira que dava a primeira vistoria nos prontuários antes dos mesmos irem para o Faturamento, para que os dois fizessem vista grossa para alguns prontuários que eu iria deixar sem assinatura e carimbo.
Meu plano era fazer a Ana vir me procurar pessoalmente para resolver essas pendências e olhando de relance para trás, onde ficava a enfermaria da UTI Adulto, constatei que o plano realmente tinha dado certo, pois ela se encontrava com um envelope amarelo nos braços.
Assim que terminei de aspirar o paciente, me dirigi para a enfermaria, que se localizava ao centro da UTI, tirei a máscara e as luvas, jogando-as no lixo, e me aproximei da Anastasia.
— Estava me procurando?
— Ah então é você – ela comentou fazendo cara de brava, notoriamente falsa, e eu sorri.
— Deixei alguma evolução sem carimbo? – perguntei cinicamente.
— Sim. Tem muita pendência sua de carimbo e assinatura.
— É esse prontuário? – inquiri apontando para o envelope em seus braços.
— Não. Esse é do doutor ali – Ana me informou e logo perguntou ao enfermeiro, sentado perto de nós, se ela poderia deixar o prontuário com ele para o mesmo passar para o médico que se encontrava ocupado no momento.
— Claro. Deixa aqui no canto, que eu digo para ele assinar.
— Obrigada, enfermeiro. Agora você vem comigo – ela disse olhando para mim.
Saímos da UTI Adulto e nos dirigimos até o Estar dos Médicos onde nós, os fisioterapeutas, também podíamos descansar às vezes. O lugar era composto por uma sala de estar com um sofá grande e três mesas de quatro lugares, um quarto com dois beliches e um banheiro para os homens e outro quarto igual para as mulheres.
— Só assim para você vir falar comigo, né? – comentei à medida que nós sentávamos em uma das mesas.
— Oi?
— É isso mesmo que você ouviu. Faz o quê? Um mês? Acho que é isso. Faz um mês que eu não te vejo. Tava com saudade – arrisquei falar enquanto assinava e carimbava as folhas que Anastasia me entregava.
— Se quisesse mesmo falar comigo, era só ter ido no Faturamento. Assim pouparia o meu tempo de ter que vir atrás de você – ouvi ela resmungar, me fazendo sorrir.
Tentei puxar uma conversa com a Ana, a fim de saber mais sobre ela, mas a mesma sempre se esquivava ou mudava de assunto.
— Obrigada – ela disse se levantando e pegando os envelopes, assim que terminei de resolvê-los.
— Eu que agradeço.
— Ver se não deixa mais pendências, ok?
— Só se você não sumir de novo.
A vi franzir o cenho, antes de sair do Estar do Médicos.
Mal terminei de me despedir da Anastasia, através de mensagem, já comecei a sentir saudade dela. O apartamento parecia tão vazio sem ela aqui, sem a doidice e as risadas da minha Ana. Então, me levantei do sofá e me dirigi para o quarto.
Assim que me joguei na cama, fiquei relembrando alguns momentos nossos, desde quando a conheci até quando sugeri que virássemos amigos, só para eu poder ficar perto daquela mulher que havia me conquistado com uma simples esnobada, que segundo ela, não havia sido intencional.
— Amanhã você pode fazer a troca da cânula de traqueostomia do paciente do leito 45? – ouvi a enfermeira me perguntar enquanto eu terminava de evoluir a pasta de um dos meus pacientes que se encontrava ali na Clínica Médica.
— Se o doutor me autorizar, eu troco sem problema – informei à medida que eu assinava minha evolução.
Procurei o meu carimbo nos bolsos do meu jaleco, mas não o encontrei, então escrevi o número do meu CRF ao lado da minha assinatura e guardei a pasta na colmeia onde ficava as pastas dos pacientes, depois dei “Tchau” para a enfermeira e sai da clínica.
Assim que adentrei o corredor do andar onde ficava o Centro Cirúrgico, as UTIs Adulto, Neonatal e Pediátrica e o Estar dos Médicos, avistei uma moça vindo do outro lado, de cabeça baixa, abraçada à envelopes amarelos.
Notei, à medida que nos aproximávamos um do outro, que ela estava vestida igual à escriturária da Clínica Médica. De calça jeans, blusa branca, blazer verde e sapatilha, com os seus cabelos castanhos escuros soltos quase sobre seu rosto.
“Nossa! Educação passou na China agora” pensei me afastando, olhando de relance para trás, por sobre o meu ombro, sabendo que ela havia me visto, pois tinha erguido rapidamente o olhar para mim alguns passos antes de nos cruzarmos.
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— Olha ela de pernas à mostra, minha gente! – escutei o enfermeiro da Clínica Cirúrgica exclamar de algum lugar atrás de mim, que me encontrava de pé, escorado ao balcão da enfermaria, evoluindo as fisioterapias motoras dos meus pacientes.
Então olhei para o lado e vi a mesma moça de três dias atrás. Ela não estava usando o blazer do uniforme e sim um outro blazer, porém da mesma cor, em cima do que parecia ser um macacão colorido. Novamente, calçava sapatilhas e em cima da cabeça continha uma tiara de laço da mesma cor que o blazer.
— Tô aqui, Ana! – a escriturária da clínica gritou lá de dentro da salinha, onde a mesma ficava arrumando os prontuários dos pacientes que tinham alta.
— Ela é escriturária? – perguntei ao enfermeiro, assim que a garota adentrou a sala da Andrea.
— A Ana? Não. Ela é faturista. Ana trabalha no Setor de Faturamento daqui do hospital.
— Ah, entendi.
— Qualquer dúvida com relação à prontuários, pode perguntar para ela.
— Ok. Obrigado – agradeci, fechando a pasta que eu evoluía, já pegando outra.
— De nada. Agora deixa eu ir fazer aqueles curativos, porque as meninas estão muito atarefadas – disse o enfermeiro, antes de entrar na sala de preparo de medicamentos.
Continuei fazendo minhas evoluções, mas de vez em quando eu parava para observar a Ana, que agora estava escorada no canto da bancada que existia abaixo da colmeia, organizando as pastas dos pacientes, uma por uma.
Então, de repente, lembrei de algo que o meu primo, chefe dos fisioterapeutas, havia me dito sobre a minha assinatura nas evoluções. Eu já sabia como deveria proceder, devido a ausência do meu carimbo, mas como eu queria saber o motivo daquela garota ter me esnobado naquele dia, eu teria que puxar papo com ela.
— Oi, com licença. Posso tirar uma dúvida? – inquiri, parando ao lado dela, que logo ergueu a cabeça e olhou para lado, me encarando.
— Pode sim – Ana disse dando um sorriso simpático para mim enquanto me olhava com curiosidade.
“Nossa! Nem parece aquela mal educada de dias atrás. Devia tá de TPM naquele dia, com certeza” pensei.
— Eu estou sem carimbo, mas já mandei fazer um outro, só que estou evoluindo e no final eu assino e do lado coloco o número do meu CRF. Assim olha – falei, já mostrando a minha última evolução – Eu sou novo aqui. Entrei só faz um mês, então não sei bem como fazer.
— Você está fazendo certo sim. Geralmente pedimos que escrevam o nome completo e depois o número, mas se o nome for muito grande, a outra opção é essa que você está fazendo, de assinar e colocar o número do lado.
— Que bom – murmurei e ela ergueu o olhar para mim.
— Você é fisioterapeuta... Christian? – Ana indagou olhando para o meu crachá, depois me encarando e eu assenti com a cabeça – Posso te pedir um favor?
“Que tipo de favor será que ela quer?” pensei.
— Pode.
— Você poderia arredondar um pouco mais a sua letra?
— Não entendi – comentei, confuso.
— Eu e as meninas do Faturamento vistoriamos todos os prontuários do hospital e esse mês nós sofremos bastante para lermos as evoluções dos fisioterapeutas, então seja bonzinho conosco e melhore a sua letra.
Sorri, achando engraçado a cara que ela tinha feito.
— Ok.
— É sério. A gente passa quase dez minutos lendo as evoluções de vocês, tentando entender se fizeram fisioterapia motora ou respiratória. Só Jesus na causa mesmo.
— Minha letra nem é tão ruim assim – murmurei olhando para minha própria evolução, avaliando-a – Não acredito que minha mãe me enganou todo esse tempo dizendo que eu tinha a letra mais bonita do mundo! – exclamei, fingindo uma cara de choque, fazendo a Ana rir, mas logo notei que o riso dela não chegava aos olhos e aquilo me intrigou muito.
— Não se preocupe. Eu já vi piores.
De repente, Andrea a chamou, então Ana pediu licença e se afastou de mim.
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— Quem é Christian Grey? – escutei a voz da Anastasia atrás de mim, um pouco abafada, enquanto eu aspirava um paciente.
Logo um sorriso se forçou nos meus lábios, cobertos pela máscara cirúrgica, pois parecia que o meu plano havia funcionado. Primeiramente, eu tinha tentado saber mais sobre a Ana através do meu primo, já que o mesmo saía com uma das colegas dela e a mesma de vez em quando saía junto com eles para um happy hour.
Porém, Elliot não sabia quase nada da Ana. Apenas que o seu nome era Anastasia Rose Steele e que a mesma era muito fechada, tanto que nem ia lanchar no refeitório juntamente com seus colegas de setor.
Então, para descobrir mais sobre ela, eu conversei com meu primo e com a enfermeira que dava a primeira vistoria nos prontuários antes dos mesmos irem para o Faturamento, para que os dois fizessem vista grossa para alguns prontuários que eu iria deixar sem assinatura e carimbo.
Meu plano era fazer a Ana vir me procurar pessoalmente para resolver essas pendências e olhando de relance para trás, onde ficava a enfermaria da UTI Adulto, constatei que o plano realmente tinha dado certo, pois ela se encontrava com um envelope amarelo nos braços.
Assim que terminei de aspirar o paciente, me dirigi para a enfermaria, que se localizava ao centro da UTI, tirei a máscara e as luvas, jogando-as no lixo, e me aproximei da Anastasia.
— Estava me procurando?
— Ah então é você – ela comentou fazendo cara de brava, notoriamente falsa, e eu sorri.
— Deixei alguma evolução sem carimbo? – perguntei cinicamente.
— Sim. Tem muita pendência sua de carimbo e assinatura.
— É esse prontuário? – inquiri apontando para o envelope em seus braços.
— Não. Esse é do doutor ali – Ana me informou e logo perguntou ao enfermeiro, sentado perto de nós, se ela poderia deixar o prontuário com ele para o mesmo passar para o médico que se encontrava ocupado no momento.
— Claro. Deixa aqui no canto, que eu digo para ele assinar.
— Obrigada, enfermeiro. Agora você vem comigo – ela disse olhando para mim.
Saímos da UTI Adulto e nos dirigimos até o Estar dos Médicos onde nós, os fisioterapeutas, também podíamos descansar às vezes. O lugar era composto por uma sala de estar com um sofá grande e três mesas de quatro lugares, um quarto com dois beliches e um banheiro para os homens e outro quarto igual para as mulheres.
— Só assim para você vir falar comigo, né? – comentei à medida que nós sentávamos em uma das mesas.
— Oi?
— É isso mesmo que você ouviu. Faz o quê? Um mês? Acho que é isso. Faz um mês que eu não te vejo. Tava com saudade – arrisquei falar enquanto assinava e carimbava as folhas que Anastasia me entregava.
— Se quisesse mesmo falar comigo, era só ter ido no Faturamento. Assim pouparia o meu tempo de ter que vir atrás de você – ouvi ela resmungar, me fazendo sorrir.
Tentei puxar uma conversa com a Ana, a fim de saber mais sobre ela, mas a mesma sempre se esquivava ou mudava de assunto.
— Obrigada – ela disse se levantando e pegando os envelopes, assim que terminei de resolvê-los.
— Eu que agradeço.
— Ver se não deixa mais pendências, ok?
— Só se você não sumir de novo.
A vi franzir o cenho, antes de sair do Estar do Médicos.

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