domingo, 12 de julho de 2020

Um Presente para Christian - Capítulo 24


ANASTASIA

DOIS DIAS DEPOIS

Finalmente, o dia do casamento havia chegado. Christian acordou mega ansioso e bastante eufórico, ao contrário de mim, que me encontrava receosa e com um pouco de medo.

Eu sempre tinha esses pré-ataques de pânico quando o assunto era ir à lugares com muita gente. Todavia, saber que poderia contar com Christian, caso eu entrasse em pânico, me deixava um pouco mais tranquila.

— Já está pronta, pandinha? – escutei ele gritar lá da sala enquanto eu terminava de passar perfume.

Peguei então minha bolsa de mão, sobre a cama, e sai do quarto, encontrando Christian olhando o celular.
— Prontinho – falei e ele me encarou, já dando-me um sorriso.

— Está muito gata a minha gata.

Apenas sorri, rolando os olhos, depois me aproximei dele que me deu um selinho, chamando-me para irmos logo, pois Grace e Carrick já se encontravam lá no cartório, à nossa espera. Assenti, então fechamos o apartamento e descemos.


★ ★ ★ ★ ★


Assim que chegamos ao local, cumprimentamos os pais dele e nós quatro adentramos o cartório. Nos dirigimos até o balcão da recepção, onde Christian logo informou, à uma das moças, que tinha uma audiência de casamento marcada para às dez da manhã.

A mulher olhou no computador por alguns segundos, provavelmente para verificar a informação, depois sorriu para a gente, já pedindo que nós a acompanhássemos e assim nós o fizemos.

Ela nos levou até uma sala, onde possuía uma mesa de madeira bem trabalhada e duas cadeiras, no estilo provençal, à frente dela, mais atrás, se encontravam alguns sofás encostados nas paredes, formando assim quase uma sala de estar.

— O juiz Gregory logo virá realizá a cerimônia – avisou a moça, antes de sair da sala.

Christian então puxou uma das cadeiras em frente à mesa, para eu poder sentar, e se acomodou na outra ao lado, já os pais dele, se sentaram em um dos sofás mais próximos de nós.

Ficamos ali, conversando entre a gente sobre onde iríamos almoçar depois que saíssemos do cartório, até que um senhor moreno e de cabelo grisalho, usando uma toga preta e uma gravata borboleta verde, entrou na sala.

— Bom dia, senhores. Não precisa se levantar, minha jovem – ele disse, sorrindo para mim, que havia começado a levantar da cadeira igual ao Christian – Você deve ser a Srta. Steele e você, o Sr. Grey – o juiz murmurou, já apertando nossas mãos.

— Isso mesmo. Aqueles são meus pais. Nossas testemunhas – informou Christian.

O juiz cumprimentou Grace e Carrick, depois se dirigiu para o outro lado da mesa enquanto dizia um “Vamos começar?”. Christian então puxou a cadeira dele para mais perto da minha e se sentou novamente ao meu lado, já segurando minha mão, entrelaçando nossos dedos.

O juiz logo iniciou a cerimônia falando dos nossos deveres e das nossas obrigações como cônjuges um do outro, depois nos perguntou se estávamos ali de forma consensual e nós o respondemos que sim.

— Então, de acordo com a vontade que ambos acabam de afirmar perante mim, de vos receber por marido e mulher. Eu, em nome da lei, vos declaro casados. Podem trocar as alianças e falarem seus votos.

Olhei para Christian e depois para o juiz, já baixando o olhar.

— Não vamos usar alianças, Vossa Excelência – falei, muito tímida.

— E nem temos votos a falar, Vossa Excelência – complementou Christian e o juiz pareceu surpreso ao indagar um “Não?”.

— Pois bem, vamos adiante. O noivo pode beijar a noiva.

Encarei novamente Christian, que sorriu, então nos inclinamos um pouco, encostando nossos lábios num selinho rápido e ele sussurrou um “Te amo” contra minha boca, antes de nos afastarmos.

O juiz então continuou a cerimônia, nos entregando o livro de registros e certidão de casamento para assinarmos, depois que o fizemos, ele chamou os pais de Christian para assinar também.

— A partir de agora, perante o estado, vocês serão conhecidos como o Sr. e a Sra. Christian Grey. Meus sinceros votos ao recém casal – o juiz nos felicitou.

Então eu e Christian nos levantamos das cadeiras e recebemos um abraço do juiz, que novamente nos felicitou, agora pela gravidez, depois ele nos entregou os papéis ao qual assinamos e saiu da sala.

Grace e Carrick insistiram em tirar fotos de nós dois, então não pude recusar. Depois de alguns minutos, nós saímos da sala e nos dirigimos para fora do cartório.

— Então... vamos comer no Restaurante Tulio? Lá tem uma comida italiana maravilhosa – Carrick comentou e nós assentimos.


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— Porque vocês não quiseram usar alianças e nem falar votos? – Grace perguntou, de repente, à medida que comíamos, sentados em uma das mesas laterais do restaurante.
— Foi ideia da Ana e não minha, mãe – Christian falou, já enchendo a boca com uma boa garfada de macarronada, fazendo assim os pais dele olharem para mim à espera de uma resposta.

— Ah... Eu acho desnecessário usar alianças.

— Desnecessário, filha? Porque? As alianças são uma parte importante do casamento – Grace disse e o marido dela confirmou com a cabeça.

— Eu não sou muito apegada a coisas materiais, Dona Grace. Então, acho bem desnecessário usar aros de metais nos dedos, só para dizer ao mundo que somos casados. Eu não quero que o mundo saiba sobre o meu relacionamento.

Eles me encaravam atentamente e isso me fez ficar um pouco envergonhada, porém continue a minha linha de raciocínio.

— Não quero que as outras pessoas especulem sobre minha vida, pois é isso que as alianças servem ao meu ver. Se te encontram sem aliança no dedo, já criam mil e uma teorias ou já te perguntam o motivo da separação, sendo que o motivo da ausência da aliança pode ser por algo besta. Um esquecimento ou não serve mais, no caso de ter engordado. Além de serem muito caras, eu acho.

— Concordo. Na época que nós dois nos casamos eu quase me endividei para dar tanto o anel de noivado quanto a aliança perfeita para minha Grace.

— Eu também faria isso pela Ana, pai. Mas essa buchudinha aqui é complicada – Christian comentou, rindo, já vindo me dar um beijo na bochecha, com os lábios parcialmente sujos de molho – Mesmo assim, amo muito ela.

— Também te amo, seu doidinho – murmurei, limpando o rosto, depois olhando depois para os pais dele – Motivo esse que não precisávamos falar votos naquela hora. A gente já sabe o que cada um sente e representa na vida do outro, então não havia necessidade de dizer isso na frente de um estranho.

— Ah, mas eu queria ver o meu único filho se casando na igreja, ver você em um vestido lindo de noiva, reunir nossas famílias e tudo mais.

— A senhora ainda tem chance, mãe. Só casamos no civil hoje. Vai lá que futuramente eu consiga mudar a cabecinha da Ana e ela aceita se casar no religioso também, só para vocês fazerem aquela festança.

Grace ficou muito animada depois que Christian disse aquilo e passou o resto do almoço já planejando algo que eu nem tinha aceitado fazer. Logo após comermos nossas sobremesas, Carrick pediu a conta e a pagou, como presente de casamento para nós, depois saímos do restaurante.

— Novamente... Bem vinda a nossa família, minha filha – ele falou, já me abraçando.

— Obrigada... sogro – murmurei, tímida.

— Você vão mesmo almoçar esse domingo lá em casa, né meninos? – Grace inquiriu à medida que Christian passava o braço por sobre meus ombros.

— Claro, mãe.

— Ok. Só queria confirmar mesmo. Vamos, querido? – ela disse, já saindo com o marido, rumo ao carro deles, então olhei para Christian.

— O que a sua mãe está aprontando, hein?

Ele me encarou e começou a rir.

— Nada, amor. Vamos para casa comemorar, minha pandinha?

Semicerrei os olhos, não acreditando nele.

— Sim, vamos para casa, mas não vamos comemorar, porque estou um pouco cansada e com sono.

— E esse sapeca aí, já acordou? – Christian perguntou enquanto abria a porta do carro para mim.

— Acordou, se mexeu um pouquinho e se aquietou de novo – informei, acariciando minha barriga, sorrindo, à medida que Christian entrava e colocava o cinto, já saindo em seguida, adentrando o trânsito.

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