ANASTASIA
— Querida! Cheguei! – escutei Christian gritar, fazendo-me olhar para ele, por sobre o ombro, já o acompanhando na risada.
— Não somos a Família Dinossauros, Christian – comentei, vendo-o se aproximar do sofá, onde eu me encontrava assistindo TV.
Ele se sentou ao meu lado e acariciou minha barriga dizendo um “Oi, filhão”, antes de me dar um beijo na bochecha.
— Trouxe comida italiana. Tá com fome?
— Muita fome – falei, então levantamos e fomos para a cozinha.
Eu tinha passado o dia todo ansiosa para que a noite chegasse logo, mas agora, durante o jantar, eu queria que o tempo voltasse, pois estava com medo do que ia acontecer. Christian, por outro lado, tava mais brincalhão do que o de costume.
Quando terminamos de comer, nós lavamos a louça e arrumamos a cozinha, então ele pegou uma sacola preta de tamanho médio, que o mesmo havia deixado sobre o sofá e depois me mandou ficar na sala, pois ele iria preparar a tal surpresa lá no quarto.
Após quinze minutos de espera, Christian apareceu novamente na sala e me chamou, então levantei e ele segurou minha mão, pedindo que eu fechasse os olhos. Mesmo temerosa, o fiz e respirei fundo, já sendo conduzida por ele.
Segundos depois, Christian me fez parar e mandou eu abrir os olhos. Olhei ao redor, constatando que o quarto se encontrava normal.
— Você tava batendo punheta, não tava? – indaguei, vendo-o rir.
— Não estava não, mulher.
— E o que diabos tu passou quinze minutos fazendo aqui trancado?
— Ué, arrumando a decoração do quarto.
— Que porra de decoração, Christian? O quarto tá do mesmo jeito.
— Não está não, senhorita. Você tem que enxergar com os olhos da imaginação – ele disse, fazendo-me rolar os olhos, depois Christian veio para trás de mim e me abraçou – Sobre a cama tem algumas pétalas de rosas vermelhas espalhadas. Também há algumas no chão, ao redor dela. Já no teto sobre a cama, tem balões vermelhos e brancos, preenchidos com gás hélio, amarrados com longas fitinhas brancas, que ao final delas há fotos dos nossos momentos mais legais e divertidos. Tá conseguindo imaginar a minha decoração, amor?
Assenti com a cabeça, apertando os lábios para conter o riso.
— Só isso? – inquiri depois de alguns segundos.
— Sim. Foram só quinze minutos para arrumar tudo, né? Agora o gran finale – ele murmurou se desvencilhando de mim, já ficando meio ajoelhado à minha frente.
Christian começou a procurar algo nos bolsos de sua roupa, fazendo uma cara de preocupado.
— O que foi? – perguntei.
— Estou tentando lembrar em qual bolso eu coloquei a caixinha do anel. Ah, lembrei. Deve está no bolso direito da calça – dizendo isso ele enfiou a mão e sorriu – Achei! – Christian exclamou, me fazendo rir baixo, pois não havia nada em sua mão, mas mesmo assim ele fazia os gestos de como estivesse abrindo a caixa e pegando o anel, segurando entre os dedos, depois pegou minha mão direita – Ana, você aceita namorar comigo?
— Sim – respondi ainda sorrindo da presepada dele.
Christian também sorria, discretamente, à medida que empurrava o anel imaginário em meu dedo. Então, ele se levantou e segurou meu rosto entre suas mãos, beijando-me.
— O que foi, Ana? – Christian me inquiriu, quando retribui o seu beijo meio sem jeito.
— Desculpe. É que é estranho a gente se beijar sem ter alguma conotação sexual por trás.
— Se você quiser, a gente só se beija quando formos fazer sexo então. Mas não hoje, porque esse plantão me acabou totalmente. Tô muito cansado – ele falou, dando um sorriso – Agora, falando sério, Ana. Eu não me importo com isso, de nos beijarmos ou não. O que me importa é que você esteja confortável nesse namoro.
— Obrigada, Christian – murmurei e o enlacei pelo pescoço, sentindo suas mãos repousarem em minha cintura – Mas está tudo bem. Eu só falei que era estranho, e não que eu não queria – ressaltei, lhe dando em seguida um beijo – Agora, mudando de assunto. Eu fiquei com medo de que você tivesse redecorado todo o quarto com coisas românticas.
Ele riu, negando com a cabeça.
— Só em pensamento mesmo.
— E o que tinha naquela sacola preta?
Christian foi até o guarda-roupa e pegou uma caixa média, se aproximando de mim novamente.
— Chocolate para você. Presente de namoro. Eu sei que você ama bombons – ele disse sorrindo, já me entregando uma linda caixa, que logo tratei de abrir – Mas essa aí não é qualquer caixa de chocolate. Ela é reutilizável, porque depois que você come todos os bombons, ela vira um porta-joias, mas para você que não gosta de joias, vai servir como porta-treco.
— Eu amei – falei animada, já pegando e saboreando um de coco, dando a metade para Christian – Agora vai lá tomar o seu banho que quando você voltar, eu vou fazer uma massagem na sua costa.
— Ui, massagem grátis? Acho que vou trazer chocolate para você todo dia – ele comentou rindo, fazendo rir e rolar os olhos – Deixa eu ir então, para ganhar logo a minha massagem, mas primeiro... – Christian se dirigiu até o lado da cama e fingiu que sacudia o edredom, para depois fingir que varria o chão – Pronto. Quarto arrumado e limpo.
— Faltou os balões no teto – zombei sorrindo cinicamente.
— Deixa os balões aí. Não vão fazer mal a ninguém.
Assim que fiquei sozinha, comi mais um bombom, depois tirei as formas de dentro da caixa e fui guardá-las na geladeira. Quando Christian retornou para o quarto, eu já me encontrava com um hidratante corporal em mãos, pois o óleo corporal tinha acabado.
— Deita de bruços – pedi e sentei sobre minhas pernas, ao lado dele, iniciando logo a massagem.
Assim que terminei a mesma, notei que Christian havia pegado no sono, então com cuidado, sai da cama, puxei as cobertas e me deitei.
— Querida! Cheguei! – escutei Christian gritar, fazendo-me olhar para ele, por sobre o ombro, já o acompanhando na risada.
Ele se sentou ao meu lado e acariciou minha barriga dizendo um “Oi, filhão”, antes de me dar um beijo na bochecha.
— Trouxe comida italiana. Tá com fome?
— Muita fome – falei, então levantamos e fomos para a cozinha.
Eu tinha passado o dia todo ansiosa para que a noite chegasse logo, mas agora, durante o jantar, eu queria que o tempo voltasse, pois estava com medo do que ia acontecer. Christian, por outro lado, tava mais brincalhão do que o de costume.
Quando terminamos de comer, nós lavamos a louça e arrumamos a cozinha, então ele pegou uma sacola preta de tamanho médio, que o mesmo havia deixado sobre o sofá e depois me mandou ficar na sala, pois ele iria preparar a tal surpresa lá no quarto.
Após quinze minutos de espera, Christian apareceu novamente na sala e me chamou, então levantei e ele segurou minha mão, pedindo que eu fechasse os olhos. Mesmo temerosa, o fiz e respirei fundo, já sendo conduzida por ele.
Segundos depois, Christian me fez parar e mandou eu abrir os olhos. Olhei ao redor, constatando que o quarto se encontrava normal.
— Você tava batendo punheta, não tava? – indaguei, vendo-o rir.
— Não estava não, mulher.
— E o que diabos tu passou quinze minutos fazendo aqui trancado?
— Ué, arrumando a decoração do quarto.
— Que porra de decoração, Christian? O quarto tá do mesmo jeito.
— Não está não, senhorita. Você tem que enxergar com os olhos da imaginação – ele disse, fazendo-me rolar os olhos, depois Christian veio para trás de mim e me abraçou – Sobre a cama tem algumas pétalas de rosas vermelhas espalhadas. Também há algumas no chão, ao redor dela. Já no teto sobre a cama, tem balões vermelhos e brancos, preenchidos com gás hélio, amarrados com longas fitinhas brancas, que ao final delas há fotos dos nossos momentos mais legais e divertidos. Tá conseguindo imaginar a minha decoração, amor?
— Só isso? – inquiri depois de alguns segundos.
— Sim. Foram só quinze minutos para arrumar tudo, né? Agora o gran finale – ele murmurou se desvencilhando de mim, já ficando meio ajoelhado à minha frente.
Christian começou a procurar algo nos bolsos de sua roupa, fazendo uma cara de preocupado.
— O que foi? – perguntei.
— Estou tentando lembrar em qual bolso eu coloquei a caixinha do anel. Ah, lembrei. Deve está no bolso direito da calça – dizendo isso ele enfiou a mão e sorriu – Achei! – Christian exclamou, me fazendo rir baixo, pois não havia nada em sua mão, mas mesmo assim ele fazia os gestos de como estivesse abrindo a caixa e pegando o anel, segurando entre os dedos, depois pegou minha mão direita – Ana, você aceita namorar comigo?
— Sim – respondi ainda sorrindo da presepada dele.
Christian também sorria, discretamente, à medida que empurrava o anel imaginário em meu dedo. Então, ele se levantou e segurou meu rosto entre suas mãos, beijando-me.
— O que foi, Ana? – Christian me inquiriu, quando retribui o seu beijo meio sem jeito.
— Desculpe. É que é estranho a gente se beijar sem ter alguma conotação sexual por trás.
— Se você quiser, a gente só se beija quando formos fazer sexo então. Mas não hoje, porque esse plantão me acabou totalmente. Tô muito cansado – ele falou, dando um sorriso – Agora, falando sério, Ana. Eu não me importo com isso, de nos beijarmos ou não. O que me importa é que você esteja confortável nesse namoro.
— Obrigada, Christian – murmurei e o enlacei pelo pescoço, sentindo suas mãos repousarem em minha cintura – Mas está tudo bem. Eu só falei que era estranho, e não que eu não queria – ressaltei, lhe dando em seguida um beijo – Agora, mudando de assunto. Eu fiquei com medo de que você tivesse redecorado todo o quarto com coisas românticas.
Ele riu, negando com a cabeça.
— Só em pensamento mesmo.
— E o que tinha naquela sacola preta?
Christian foi até o guarda-roupa e pegou uma caixa média, se aproximando de mim novamente.
— Chocolate para você. Presente de namoro. Eu sei que você ama bombons – ele disse sorrindo, já me entregando uma linda caixa, que logo tratei de abrir – Mas essa aí não é qualquer caixa de chocolate. Ela é reutilizável, porque depois que você come todos os bombons, ela vira um porta-joias, mas para você que não gosta de joias, vai servir como porta-treco.
— Ui, massagem grátis? Acho que vou trazer chocolate para você todo dia – ele comentou rindo, fazendo rir e rolar os olhos – Deixa eu ir então, para ganhar logo a minha massagem, mas primeiro... – Christian se dirigiu até o lado da cama e fingiu que sacudia o edredom, para depois fingir que varria o chão – Pronto. Quarto arrumado e limpo.
— Faltou os balões no teto – zombei sorrindo cinicamente.
— Deixa os balões aí. Não vão fazer mal a ninguém.
Assim que fiquei sozinha, comi mais um bombom, depois tirei as formas de dentro da caixa e fui guardá-las na geladeira. Quando Christian retornou para o quarto, eu já me encontrava com um hidratante corporal em mãos, pois o óleo corporal tinha acabado.
— Deita de bruços – pedi e sentei sobre minhas pernas, ao lado dele, iniciando logo a massagem.
Assim que terminei a mesma, notei que Christian havia pegado no sono, então com cuidado, sai da cama, puxei as cobertas e me deitei.

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