ANASTASIA
À noite, tanto eu quanto Christian, estávamos com muita preguiça de fazer comida, então ele disse que ao invés de pedirmos algo para comer, nós iríamos jantar fora. Rapidamente, saímos da cama e fomos tomar banho, juntos mesmo para poupar tempo.
Depois nos vestimos e Christian dirigiu até a Marina da Baía de Elliott, parando o carro no estacionamento do Restaurante Palisade.
À medida que esperávamos os nossos pedidos chegarem, ficamos nos entretendo nos celulares. Christian ligou para o Elliot, a fim de acertar como ele pagaria aquele dia de folga que o mesmo havia requerido para poder me acompanhar à consulta. Enquanto que a mim, fiquei relendo minhas conversas com a Lana, à medida que eu esperava ela responder minha mensagem atual.
Durante todo o jantar, eu permaneci alheia ao meu redor, pensando em tudo que minha amiga tinha dito sobre mim e o Christian. Ela estava certa quando havia falado que se eu morasse com ele, permanentemente, seria muito bom para mim, pois além do Christian me ajudar com o Benjamin depois do parto, eu também iria ficar longe dos abusos psicológicos da minha mãe, que sempre me deixavam mal.
Lana também tinha razão sobre nós dois termos um laço diferente do que todo mundo. Era como se nós vivêssemos em um mundo separado do das pessoas normais, onde um apoiava o outro, um confidenciava as coisas para o outro, sem medo de julgamentos ou comentários que nos magoaria.
Olhei para Christian, que mexia no celular, antes de voltar a comer. Entretanto, ele percebeu que eu o observava, então me encarou com uma das sobrancelhas erguida.
— O que foi? Tá tramando o quê, hein doidinha? – Christian inquiriu, com os olhos semicerrados, meio desconfiado, mas com um sorriso nos lábios.
— Sua morte – brinquei e ele riu.
— Creio eu, que na escola dos psicopatas, eles ensinam a não revelar antecipadamente para suas vítimas que irá matá-las.
Agora foi a minha vez de rir.
— Se esqueceu que sou uma aluna rebelde? Não gosto de seguir regras – murmurei, antes de continuar a comer, vendo Christian rir discretamente do meu comentário.
— Agora falando sério, Ana. Porque estava me olhando?
— Ué, não posso mais te olhar não? Eu, hein. Virou a Medusa agora, foi? – o questionei, depois tapei meus olhos com uma das mãos, já sorrindo – Pronto. Nunca mais vou olhar para essa sua cara feia de Medusa, Christian.
— Ha ha! Que engraçadinha.
Rimos um pouco daquilo, depois voltamos a comer.
Após sairmos do restaurante, fomos dar uma volta no cais, onde tomamos sorvete e conversamos sobre coisas aleatórias, como sempre fazíamos no passado, quando eu ficava até mais tarde no meu setor e acabava saindo no horário dele, então Christian me chamava para tomar sorvete ali ou comer uma pizza em algum lugar.
Assim que chegamos em casa, eu fui banhar primeiro, depois foi a vez do Christian. Estava sentada na cama, assistindo um canal de investigação criminal que eu amava na TV a cabo, quando Christian adentrou no quarto, pelado, usando a toalha que o mesmo tinha levado, para enxugar o cabelo.
— Ei? Tem gente inocente aqui, oh seu tarado – comentei rindo enquanto o via terminar de secar o corpo e ir até o guarda-roupa.
— Não tô vendo ninguém inocente neste quarto – ele disse vestindo uma cueca boxer vermelha e pendurando a toalha detrás da porta – Só tem dois tarados e meio aqui.
Sorri, à medida que Christian subia na cama, engatinhando, vindo dar um beijo na minha barriga, para depois se sentar ao meu lado. Ficamos assistindo os novos episódios das séries Matadores Frios e As Verdadeiras Mulheres Assassinas, enquanto eu criava coragem para fazer uma pergunta que havia se formado em minha mente durante o nosso passeio no cais.
— Christian? – o chamei, ainda meio receosa.
— Oi?
— O que você acharia de nós como um casal? – perguntei, olhando-o de lado e ele me encarou franzindo o cenho, mas logo em seguida riu.
— Pode apostar que seríamos o casal mais doido do mundo.
— Tem razão – concordei, rindo também, já voltando a olhar para a TV.
— Mas porque tá me perguntando isso, Ana? Você está querendo que a gente tente um namoro entre nós?
O encarei novamente e assenti.
— Sim.
— Namoro? – Christian indagou, depois riu baixo colocando a mão no rosto, antes de erguer a cabeça e virá-la, me olhando com o semblante divertido – Oh, doidinha! A gente já está quase casados, praticamente. Se fomos ver, nós pulamos o namoro, o noivado, o casamento, a lua de mel, os primeiros anos de casados e já fomos direto para a procriação.
Sorrimos daquilo e voltamos a assistir TV.
— Então... a gente tá namorando, né? – inquiri segundos depois, só para ter a confirmação.
— Ei, calma aí! Tá pensando que o negócio é bagunçado assim? Não é não, mocinha. Eu quero fazer tudo certo.
— Ai meu Senhor! Tô lascada! – exclamei, já fazendo o sinal da cruz, o que fez Christian cair na risada – Olha lá o que tu vai me aprontar, hein seu doido? Você sabe que eu não gosto de muito romantismo, então manera na sua dose de açúcar para esse pedido.
— Relaxa. Você vai gosta da surpresa.
— Quando será?
— Amanhã a noite, quando eu chegar do trabalho. Mas por hora, e nada oficial ainda, somos namorados. Vem cá – Christian me chamou, erguendo o braço e passando pelos meus ombros, fazendo-me inclinar um pouco e me aconchegar à ele, então continuamos a ver televisão.
— Ei, sua dorminhoca. Acorda! – ouvi Christian me chamar, mas estava tão gostoso aquela posição que eu me encontrava, que continuei imóvel – Ana, levanta rápido! O prédio tá pegando fogo!
— Que se exploda o prédio, você e o resto do mundo. Me deixa dormir, porra – resmunguei, ainda de olhos fechados, e logo escutei ele rir, antes de sentir o mesmo mexer em mim, fazendo eu sair da minha posição confortável.
— Levanta para você me levar no trabalho e ficar com o carro hoje. Lembra que você me disse ontem que ia na sua casa pegar a Lily para passar uns dias aqui?
Assenti, despertando e me levantando da cama, já notando que ele se encontrava arrumado. Então, me dirigi para fora do quarto, arrastando-me até o banheiro. Após fazer minha higiene pessoal, apenas passei uma escova no cabelo, lavei e enxuguei o rosto.
— Vamos! – gritei, já aparecendo na sala.
— Você vai de pijama mesmo? – Christian inquiriu, meio incrédulo.
— Oh, pessoa! Ainda é cedo e eu nem vou sair do carro, então vamos logo – resmunguei, calçando minha sapatilha ao pé da porta, antes de sair do apartamento.
À noite, tanto eu quanto Christian, estávamos com muita preguiça de fazer comida, então ele disse que ao invés de pedirmos algo para comer, nós iríamos jantar fora. Rapidamente, saímos da cama e fomos tomar banho, juntos mesmo para poupar tempo.
Depois nos vestimos e Christian dirigiu até a Marina da Baía de Elliott, parando o carro no estacionamento do Restaurante Palisade.
Durante todo o jantar, eu permaneci alheia ao meu redor, pensando em tudo que minha amiga tinha dito sobre mim e o Christian. Ela estava certa quando havia falado que se eu morasse com ele, permanentemente, seria muito bom para mim, pois além do Christian me ajudar com o Benjamin depois do parto, eu também iria ficar longe dos abusos psicológicos da minha mãe, que sempre me deixavam mal.
Lana também tinha razão sobre nós dois termos um laço diferente do que todo mundo. Era como se nós vivêssemos em um mundo separado do das pessoas normais, onde um apoiava o outro, um confidenciava as coisas para o outro, sem medo de julgamentos ou comentários que nos magoaria.
Olhei para Christian, que mexia no celular, antes de voltar a comer. Entretanto, ele percebeu que eu o observava, então me encarou com uma das sobrancelhas erguida.
— O que foi? Tá tramando o quê, hein doidinha? – Christian inquiriu, com os olhos semicerrados, meio desconfiado, mas com um sorriso nos lábios.
— Sua morte – brinquei e ele riu.
— Creio eu, que na escola dos psicopatas, eles ensinam a não revelar antecipadamente para suas vítimas que irá matá-las.
Agora foi a minha vez de rir.
— Se esqueceu que sou uma aluna rebelde? Não gosto de seguir regras – murmurei, antes de continuar a comer, vendo Christian rir discretamente do meu comentário.
— Agora falando sério, Ana. Porque estava me olhando?
— Ué, não posso mais te olhar não? Eu, hein. Virou a Medusa agora, foi? – o questionei, depois tapei meus olhos com uma das mãos, já sorrindo – Pronto. Nunca mais vou olhar para essa sua cara feia de Medusa, Christian.
— Ha ha! Que engraçadinha.
Rimos um pouco daquilo, depois voltamos a comer.
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Após sairmos do restaurante, fomos dar uma volta no cais, onde tomamos sorvete e conversamos sobre coisas aleatórias, como sempre fazíamos no passado, quando eu ficava até mais tarde no meu setor e acabava saindo no horário dele, então Christian me chamava para tomar sorvete ali ou comer uma pizza em algum lugar.
Assim que chegamos em casa, eu fui banhar primeiro, depois foi a vez do Christian. Estava sentada na cama, assistindo um canal de investigação criminal que eu amava na TV a cabo, quando Christian adentrou no quarto, pelado, usando a toalha que o mesmo tinha levado, para enxugar o cabelo.
— Não tô vendo ninguém inocente neste quarto – ele disse vestindo uma cueca boxer vermelha e pendurando a toalha detrás da porta – Só tem dois tarados e meio aqui.
Sorri, à medida que Christian subia na cama, engatinhando, vindo dar um beijo na minha barriga, para depois se sentar ao meu lado. Ficamos assistindo os novos episódios das séries Matadores Frios e As Verdadeiras Mulheres Assassinas, enquanto eu criava coragem para fazer uma pergunta que havia se formado em minha mente durante o nosso passeio no cais.
— Christian? – o chamei, ainda meio receosa.
— Oi?
— O que você acharia de nós como um casal? – perguntei, olhando-o de lado e ele me encarou franzindo o cenho, mas logo em seguida riu.
— Pode apostar que seríamos o casal mais doido do mundo.
— Tem razão – concordei, rindo também, já voltando a olhar para a TV.
— Mas porque tá me perguntando isso, Ana? Você está querendo que a gente tente um namoro entre nós?
O encarei novamente e assenti.
— Sim.
— Namoro? – Christian indagou, depois riu baixo colocando a mão no rosto, antes de erguer a cabeça e virá-la, me olhando com o semblante divertido – Oh, doidinha! A gente já está quase casados, praticamente. Se fomos ver, nós pulamos o namoro, o noivado, o casamento, a lua de mel, os primeiros anos de casados e já fomos direto para a procriação.
Sorrimos daquilo e voltamos a assistir TV.
— Então... a gente tá namorando, né? – inquiri segundos depois, só para ter a confirmação.
— Ei, calma aí! Tá pensando que o negócio é bagunçado assim? Não é não, mocinha. Eu quero fazer tudo certo.
— Ai meu Senhor! Tô lascada! – exclamei, já fazendo o sinal da cruz, o que fez Christian cair na risada – Olha lá o que tu vai me aprontar, hein seu doido? Você sabe que eu não gosto de muito romantismo, então manera na sua dose de açúcar para esse pedido.
— Relaxa. Você vai gosta da surpresa.
— Quando será?
— Amanhã a noite, quando eu chegar do trabalho. Mas por hora, e nada oficial ainda, somos namorados. Vem cá – Christian me chamou, erguendo o braço e passando pelos meus ombros, fazendo-me inclinar um pouco e me aconchegar à ele, então continuamos a ver televisão.
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NO DIA SEGUINTE
— Ei, sua dorminhoca. Acorda! – ouvi Christian me chamar, mas estava tão gostoso aquela posição que eu me encontrava, que continuei imóvel – Ana, levanta rápido! O prédio tá pegando fogo!
— Que se exploda o prédio, você e o resto do mundo. Me deixa dormir, porra – resmunguei, ainda de olhos fechados, e logo escutei ele rir, antes de sentir o mesmo mexer em mim, fazendo eu sair da minha posição confortável.
— Levanta para você me levar no trabalho e ficar com o carro hoje. Lembra que você me disse ontem que ia na sua casa pegar a Lily para passar uns dias aqui?
Assenti, despertando e me levantando da cama, já notando que ele se encontrava arrumado. Então, me dirigi para fora do quarto, arrastando-me até o banheiro. Após fazer minha higiene pessoal, apenas passei uma escova no cabelo, lavei e enxuguei o rosto.
— Vamos! – gritei, já aparecendo na sala.
— Você vai de pijama mesmo? – Christian inquiriu, meio incrédulo.
— Oh, pessoa! Ainda é cedo e eu nem vou sair do carro, então vamos logo – resmunguei, calçando minha sapatilha ao pé da porta, antes de sair do apartamento.

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