quinta-feira, 16 de julho de 2020

S.E.X - 3ª Temporada - Capítulo 20


CHRISTIAN

— Obrigado, meu amor – murmurei, sentindo um alívio momentâneo à medida que o gel esfriava minha pele.

— De nada, querido – Ana disse às minhas costas.

De repente, me sobressaltei com um tapa desferido em minha bunda, uma das únicas partes do meu corpo que não se encontrava queimada do sol.

— Ei! – reclamei, fazendo ela rir e se posicionar a minha frente, passando agora o gel em meu rosto.

— Você bem que merece uns tapas, Christian. Foi um menino muito levado hoje.

Sorri. Mesmo com dor, Anastasia conseguia tirar meu foco de uma coisa para outra totalmente sem relação, pois logo visualizei em minha cabeça a imagem dela usando uma lingerie preta, bem sexy, me castigando com uma colher de pau, igual como as mães faziam com os filhos antigamente.

— Já tá pensando em putaria, né seu safado? – ouvi ela dizer, segundos antes de eu sentir um tapa meio forte no meu pau, fazendo-me retrair o quadril, gemendo de dor.

— Ai, amor. Deixa de me bater. Eu já estou sofrendo demais – resmunguei.

— Está? Pois eu nem estou, sabia? E nem adianta ficar armado assim não, porque pelo visto, hoje eu vou me divertir sozinha. O que é uma pena. Não vou poder sentir esse pau gostoso em mim – Ana murmurou, pegando nele e fazendo um vai e vem lento com a mão toda levada de gel, à medida que sustentava um sorriso safado nos seus lábios.

— Não me maltrata não, amor. Poxa... – gemi e ela me soltou, deixando-me ali, duro feito pedra.

— Deite-se.

— Como eu vou deitar de bruços, duro desse jeito? – inquiri, a encarando.

— Problema seu, querido. Se vire, pois te garanto que você não é quadrado – Anastasia respondeu, já saindo rumo ao banheiro, provavelmente para guardar o gel e ir tomar o banho dela, então me sentei novamente na cama, sobre a toalha.

Meu pau estava quase adormecido de novo quando a vi sair pelada do banheiro rumo ao closet, com certeza com a intenção de me provocar. Todavia, eu olhei para o outro lado, tentando pensar em algo broxante para não ficar duro novamente.

Minutos depois, Ana retornou para o quarto com um gorro de frio na cabeça, usando meias, que com certeza era alguma minha, e com um blusão de moletom. Ela empunhava um edredom nos braços e logo o estendeu, dobrado ao meio por sobre o que já estava cobrindo a cama, porém apenas do lado dela.

Me levantei, andando devagar, indo estender a toalha que eu me encontrava sentado antes, depois desliguei a luz e voltei para a cama, deitando com cuidado, ainda nu, deixando o edredom apenas me cobrindo da cintura para baixo.

Aproveitei que Anastasia estava deitada de barriga para cima e levei minha mão até a barriga dela, por debaixo do moletom e fiquei acariciando de leve. Eu havia começado a fazer isso a algumas semanas, primeiramente por carinho, mas agora virou costume.

— Gases de novo, amor? – indaguei, sorrindo, ao sentir um leve movimento sob a palma da minha mão.

— Não – ouvi ela dizer.

— Tem certeza, Ana?

— Eu sinto quando estou com vontade de peidar, Christian. E eu não estou.

— Ai meu Deus do céu! – exclamei, mega animado e sentindo dor ao mesmo tempo, pois me mexi na cama.

— Se acalma, querido. Foi só um movimento pequeno.

— Mas conta. Te amo muito, minha buchudinha.

— Também te amo, meu camarão tostado. Agora vamos dormir.

Sorri, feliz. E tentei dormir um pouco.





ANASTASIA

Acordei de madrugada com Christian se mexendo inquieto na cama.

— O que foi, amor? – inquiri, sonolenta e ainda de olhos fechados.

— Meu corpo está ardendo muito. Não tenho mais posição para dormir – escutei ele reclamar.

— Quer que eu passe mais gel? Ainda sobrou um pouco.

— Quero sim, amor – Christian disse, todo dengoso.

Me levantei e, meio acordada e meio dormindo, fui até o banheiro, pegando o frasco em cima da bancada da pia e voltei para o quarto, já mandando ele se sentar à medida que eu subia na cama e me sentava sobre as minhas pernas, atrás do mesmo.

— Desculpa te acordar.

— Tudo bem, amor – falei, bocejando e começando a passar o gel nos ombros dele.

— Tá com muito sono, né?

— Um pouco – respondi, descendo e espalhando o gel nas costas do Christian.

— Você pode dormir até mais tarde...

— Não posso, querido. Tenho alguns atendimentos importantes para fazer. Além de entrevistar o candidato para poder me ajudar a atender lá na clínica.

— Amor?

— Hum?

— Tá ficando quente... – ele comentou, ofegante, e eu bufei.

“É sério que esse safado quer transar agora?”

— Muito quente, amor...

— Christian, não começa.

— Ana...

— Eu não vou transar com sono.

— Não é isso...

Ele se levantou de repente, correndo para o banheiro que nem um foguete, ligando a luz do lugar, já me fazendo ouvir o som do box sendo aberto e do chuveiro ligado.

— Amor, me ajuda! – Christian gritou então me levantei e fui até lá.

— O que foi?

— Lava as minhas costas, vai amor. Tá queimando.

Assenti, subindo a manga do moletom para não molhar.

— Rápido, Ana.

— Já vai! – exclamei, começando a ficar com raiva.

Me estiquei um pouco para dentro do box, tentando não me molhar e lavei as costas e os ombros dele, tirando todo o gel que eu tinha passado antes.

— Pronto – informei, me afastando.

— Obrigado, amor.

Falei um “De nada” e olhei para a bancada da pia, vendo o frasco ali, já me fazendo franzir o cenho, confusa, pois eu tinha certeza que havia deixado o gel em cima da cama. Fui até o quarto e peguei o frasco, voltando para o banheiro, já morrendo de rir.

— Que foi, Ana?

— Eu... Eu... Ai, Senhor... Eu não acredito... que fiz isso... – eu mal conseguia falar de tanto gargalhar.

— Amor? – Christian indagou, saindo do box.

— Eu peguei... o gel errado... Eu passei foi gel lubrificante frio e quente em você – falei, me escorando na pia, já voltando a ter outro acesso de riso, junto com Christian agora.

— Ai, amor. Só você mesmo, viu?

Fui até o mesmo e dei um selinho nele, sem encostar em seu corpo, já me desculpando pelo ocorrido.

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