quinta-feira, 16 de julho de 2020

S.E.X - 3ª Temporada - Capítulo 19


ANASTASIA

Depois do almoço, Christian subiu para o antigo quarto dele e foi se deitar, pois o mesmo se encontrava cansado. Já eu, fiquei ali no quintal, conversando com o pessoal e cuidando da filha dele, que aos poucos foi se enturmando mais com as outras crianças.

Pouco tempo depois, Grace pegou Leah no colo, que se encontrava cochilando com a cabeça apoiada sobre minhas pernas, e saiu com a Maya que estava com a pequena Karessa nos braços, que também tinha caído no sono, provavelmente cansadinha.

— Fui lá dar uma olhada em Christian. Ainda bem que ele está capotado, dormindo agora, porque do jeito que o corpo dele está, meu filho não vai nem conseguir deitar na cama hoje à noite – minha sogra comentou, retornando minutos depois com a filha.

— Muito bem feito. Por falta de aviso não foi – murmurei.

— Ana, não deixa o Christian comer camarão mais não, senão ele pode ser preso por praticar Canibalismo – Elliot soltou do nada, fazendo a gente cair na risada.

— Essa foi boa, irmão – disse Etienne, bebendo sua cerveja.

— Até parece que vocês não estão vermelhos também – Mia comentou.

— Estamos. Mas não a nível camarão, porque a gente passou protetor solar duas vezes. O bisonho do Christian que não se cuidou – Elliot respondeu a irmã.

— Eu só sei que ele não vai dormir comigo hoje – informei, bebendo um pouco de água.

— Casou com ele, vai ter que aguentar a cruz, mana – Ella zombou, rindo, e eu apenas dei um meio sorriso.


★ ★ ★ ★ ★


Era por volta das cinco horas, quando Christian desceu, aparecendo na varanda dos fundos. Eu tinha acabado de sair da piscina, onde estava em companhia das mulheres e das crianças, já que os homens se encontravam jogando Poker e bebendo. Assim que o viram, os irmãos e os cunhados dele começaram a rir e a zoar dele, o chamando de “Sr. Camarão”, “Seu Sirigueijo”, “Sr. Pimentão” e “Patrick” enquanto eu me aproximei do mesmo.

— Vamos embora, amor? Eu não tô legal – Christian disse, fazendo uma cara de cachorro abandonado que, para falar a verdade, me deu até um pouco de pena dele.

— Tudo bem, querido.

Peguei no braço de Christian, por reflexo, e ele gemeu de dor, fazendo careta.

— Desculpe. Vai vestir sua roupa ou pelo menos o short...

— Não consigo. Eu tentei, mas ardeu tudo.

— Viu só quando você não me ouve?

— Ai, filho. Porque você não passou protetor solar como a Ana pediu? – inquiriu minha sogra, parando ao meu lado.

— Porque ele é uma anta quadrada – resmunguei, indo arrumar a bolsa que tínhamos trazido.

— Eu acho que Christian queria era uma vaga como Patrick Estrela no Live Action do Bob Esponja – um dos cunhados dele comentou, já fazendo os demais da mesa rirem.

Assim que terminei de arrumar as coisas, chamei Leah que estava com a minha irmã na piscina, e nos despedimos dos demais. Ella e Jack preferiram sair junto com a gente então fomos para os nossos carros, comigo e minha irmã no volante de ambos, pois Jack estava meio alto das cervejas que havia tomado durante o dia, já Christian era porque o mesmo mal estava aguentando se mexer ao andar.


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Quando chegamos em casa, eu dei um remédio de dor para ele e o mandei subir para o nosso quarto, a fim do mesmo poder descansar e ficar imóvel na cama, já que qualquer movimento lhe causava dor.

Após pedir o nosso jantar e o mesmo chegar minutos depois, eu e a Leah comemos. Depois subi com ela e a preparei para dormir. Fiquei assistindo televisão com a mesma, no quarto dela, até que Leah adormeceu. Então, me dirigi até o meu quarto, para tomar um banho e ver como meu marido estava.

— Christian? – indaguei, entrando, já sentindo o local muito frio.

— Oi, amor...

Ele se encontrava pelado, sentado sobre uma toalha na beirada da cama, e de frente para o ar condicionado, que logo notei que o mesmo estava em 16ºC.

— Porque você está com o ar condicionado no mínimo?

— Eu estou com o corpo pegando o fogo. Me joguei uma água faz uns minutos e estou aqui, tentando ver se melhoro da queimação e ardência.

— Isso que dar não me ouvir, Christian.

“Aff! Agora vou ter que dormir num iglu por causa da teimosia dele!” pensei, bufando emburrada, e ele percebeu o meu aborrecimento, pois o mesmo se virou um pouco, meio devagar e me encarou.

— Tome – Christian disse, me passando o controle – Pode aumentar a temperatura se quiser.

Mesmo ele merecendo uns bons tapas naquela pele avermelhada dele, percebi que Christian realmente tava sofrendo com aquela situação toda. Então suspirei, negando o aumento da temperatura e saí rumo ao banheiro, informando que iria ver se encontrava algum gel refrescante para passar nele.

— Achei esse aqui, que eu uso. Tá na metade. Amanhã eu compro mais. Fica de pé – informei, me aproximando de Christian que apenas assentiu com cabeça e se levantou da cama – Vou passar mais reforçado nos seus ombros e nas costas, daí você vai ter que dormir de bruços, mesmo com o peito e o resto do corpo vermelho também.

— Tudo bem, amor. O peito não incomoda tanto assim não. É mais as costas e aqui no rosto – ele murmurou, me indicando o local.

Assenti e comecei a passar o gel em Christian, bem devagar e com muito cuidado para que meus dedos não ficasse encostando muito na pele dele.

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