ANASTASIA
Depois do episódio com o gel lubrificante, o sono praticamente foi embora e eu acabei não voltando mais a dormir, ficando apenas assistindo alguns filmes aleatórios na TV enquanto beliscava alguns petiscos furtados da nossa geladeira. Em consequência de ter acordado de madrugada e de não ter voltado a dormir, acabei por chegar mais cedo na S.E.X, antes mesmo até da Samantha, surpreendendo-a quando a mesma adentrou a clínica e me viu ao balcão.
— Caiu da cama foi? – ela indagou, sorrindo, à medida que se aproximava de mim.
— Quase isso. Bom dia, Sammy – a cumprimentei.
— Bom dia, Ana. Tá mais bronzeada, hein?
Sorri.
— Sim. Ontem passamos o dia na casa dos pais do Christian. E por falar nele, mais tarde liga para a minha dermatologista e tenta uma vaga hoje a tarde para mim, se possível. A consulta não é para mim de fato, é para o camarão tostado lá de casa – falei, já contando tudo para Samantha, que quase morreu de tanto rir.
— Ai ai... Homens são tão teimosos. Por isso que só pego, transo e “Tchau tchau, gato”, porque com certeza eu não teria paciência para aguentar um teimoso como esse.
— Parece até eu falando quando estava solteira – comentei, rindo.
De repente, meu celular começou a tocar então abri minha bolsa e o peguei, achando que fosse Christian, mas era a doidinha da Ivy.
— Oi, gatona. Bom dia.
— Bom dia, Ivy – falei me recostando ao balcão, de frente para Sammy, que já separava as fichas dos meus pacientes para colocar depois na minha mesa.
— Já está na clínica?
— Já sim. Porque? Tá saindo do plantão?
— Não. Tô em casa. Perguntei porque mandei um peguete meu ir aí falar com você, já que está à procura de alguém para atender na S.E.X, então falei para ele sobre a vaga e Nolan disse que ia aí. Na verdade, ele já saiu daqui. Deve está chegando por aí, eu acho.
— Tudo bem, amiga. E obrigada – agradeci.
— De nada, gata. Nolan é sexólogo que nem você e transa muito bem também, mas essa última parte você não quer saber, né? – Ivy comentou rindo, já me fazendo rir também.
— Dispenso. Infelizmente, sou uma mulher de um pau só agora – falei, o que fez Samantha ri baixinho.
— Que pena. Sobra mais pau pra nós solteiras.
— Nossa Senhora... Abriram as portas do paraíso e não me avisaram, foi? – ouvi Sammy sussurrar então me virei, já vendo dois deuses gregos entrarem na clínica.
“Aff! Porque que eu fui inventar de casar justo agora?”
“Perdi a oportunidade que foder com dois gostosos. Seria um ménage do caralho. Poxa, Deus!”
— Acho que seu boy acabou de chegar, Ivy. Qual é o nome dele? – indaguei, observando os dois se aproximarem de nós, um mais a frente do que o outro.
— Nolan Rills.
Me despedi então de Ivy e desliguei o telefone, já cumprimentando os dois homens com um “Bom dia”, descobrindo rapidamente que um era o peguete da Ivy e o outro era o psicólogo que havia me mandado o currículo por email.
Depois de ver o currículo de Nolan, ali mesmo na recepção, e de conversar depois com cada um dos dois, individualmente, em minha sala, acabei por já contratá-los. Will era formado em Psicologia e especializado em Terapia de Casal. Já Nolan era como eu, médico ginecologista especializado em Sexologia e Terapia Sexual.
Com a contratação dos dois, meus atendimentos ficariam apenas para pacientes em tratamento de Hipnose Sexual e para dar palestras pelas escolas, faculdades e convenções sobre Medicina, o que me daria mais tempo para ficar com os bebês e o Christian. Mostrei a clínica para eles, apresentando oficialmente a Samantha aos dois e os dispensei para estarem cedo no dia seguinte.
— Eu vou vir trabalhar feliz agora – ouvi Sammy comentar enquanto eu retornava, após ter acompanhado Will e Nolan até a porta de entrada da clínica.
— Ah então quer dizer que antes você não vinha trabalhar feliz, é isso? – inquiri, fazendo ela rir.
— É claro que vinha. Mas, agora, vou vir mais.
— Pare de pensar em macho e volte a trabalhar, sua assanhada – murmurei, já retornando para a minha sala a fim de me preparar para o meu primeiro paciente do dia.
Cheguei em casa um pouco depois do almoço e só deu tempo de comer algo rápido à medida que Christian se vestia e arrumava a filha para irmos para a consulta com a dermatologista. Debby havia tirado uns minutos do seu próprio horário de almoço para nos atender então eu praticamente corri para a clínica dela. Assim que chegamos lá, apresentei Christian e Leah à ela.
— Obrigada por nos atender, Debby – agradeci, já contando o motivo de estarmos ali, mesmo que evidente na pele do meu marido, além de contar o episódio com o gel lubrificante.
— O que é gel lubificante, titia? – Leah perguntou, me olhando.
— É um gel para...
— Querida, você não vai contar pra ela, vai? – Christian indagou, interrompendo-me à medida que a mando da doutora, tirava com cuidado o seu sobretudo, a única peça, além do short, que o mesmo vestia.
— Qual o problema? – inquiri, o encarando.
— Ela é criança ainda.
Bufei, rolando os olhos.
— Tudo bem. Leah, princesa, gel lubrificante é uma coisa que eu vou te dar quando você completar 15 aninhos, ok?
— Ana! – ouvi Christian exclamar, então virei o meu rosto para ele.
— O que foi?
— Minha filha não vai fazer sexo com 15 anos.
— O que é isso? Sec... Secsu...
— Seu pai vai te explicar o que é isso, princesa, já que foi ele que disse a palavra – murmurei, sorrindo cinicamente, já mudando de assunto, perguntando a ela o que a mesma havia feito pela manhã enquanto a dermatologista avaliava as costas e os ombros de Christian, que se encontravam bem mais vermelhos que o resto do corpo dele.
Depois do episódio com o gel lubrificante, o sono praticamente foi embora e eu acabei não voltando mais a dormir, ficando apenas assistindo alguns filmes aleatórios na TV enquanto beliscava alguns petiscos furtados da nossa geladeira. Em consequência de ter acordado de madrugada e de não ter voltado a dormir, acabei por chegar mais cedo na S.E.X, antes mesmo até da Samantha, surpreendendo-a quando a mesma adentrou a clínica e me viu ao balcão.
— Quase isso. Bom dia, Sammy – a cumprimentei.
— Bom dia, Ana. Tá mais bronzeada, hein?
Sorri.
— Sim. Ontem passamos o dia na casa dos pais do Christian. E por falar nele, mais tarde liga para a minha dermatologista e tenta uma vaga hoje a tarde para mim, se possível. A consulta não é para mim de fato, é para o camarão tostado lá de casa – falei, já contando tudo para Samantha, que quase morreu de tanto rir.
— Ai ai... Homens são tão teimosos. Por isso que só pego, transo e “Tchau tchau, gato”, porque com certeza eu não teria paciência para aguentar um teimoso como esse.
— Parece até eu falando quando estava solteira – comentei, rindo.
De repente, meu celular começou a tocar então abri minha bolsa e o peguei, achando que fosse Christian, mas era a doidinha da Ivy.
— Oi, gatona. Bom dia.
— Bom dia, Ivy – falei me recostando ao balcão, de frente para Sammy, que já separava as fichas dos meus pacientes para colocar depois na minha mesa.
— Já está na clínica?
— Já sim. Porque? Tá saindo do plantão?
— Não. Tô em casa. Perguntei porque mandei um peguete meu ir aí falar com você, já que está à procura de alguém para atender na S.E.X, então falei para ele sobre a vaga e Nolan disse que ia aí. Na verdade, ele já saiu daqui. Deve está chegando por aí, eu acho.
— Tudo bem, amiga. E obrigada – agradeci.
— De nada, gata. Nolan é sexólogo que nem você e transa muito bem também, mas essa última parte você não quer saber, né? – Ivy comentou rindo, já me fazendo rir também.
— Dispenso. Infelizmente, sou uma mulher de um pau só agora – falei, o que fez Samantha ri baixinho.
— Que pena. Sobra mais pau pra nós solteiras.
— Nossa Senhora... Abriram as portas do paraíso e não me avisaram, foi? – ouvi Sammy sussurrar então me virei, já vendo dois deuses gregos entrarem na clínica.
“Perdi a oportunidade que foder com dois gostosos. Seria um ménage do caralho. Poxa, Deus!”
— Acho que seu boy acabou de chegar, Ivy. Qual é o nome dele? – indaguei, observando os dois se aproximarem de nós, um mais a frente do que o outro.
— Nolan Rills.
Me despedi então de Ivy e desliguei o telefone, já cumprimentando os dois homens com um “Bom dia”, descobrindo rapidamente que um era o peguete da Ivy e o outro era o psicólogo que havia me mandado o currículo por email.
Depois de ver o currículo de Nolan, ali mesmo na recepção, e de conversar depois com cada um dos dois, individualmente, em minha sala, acabei por já contratá-los. Will era formado em Psicologia e especializado em Terapia de Casal. Já Nolan era como eu, médico ginecologista especializado em Sexologia e Terapia Sexual.
Com a contratação dos dois, meus atendimentos ficariam apenas para pacientes em tratamento de Hipnose Sexual e para dar palestras pelas escolas, faculdades e convenções sobre Medicina, o que me daria mais tempo para ficar com os bebês e o Christian. Mostrei a clínica para eles, apresentando oficialmente a Samantha aos dois e os dispensei para estarem cedo no dia seguinte.
— Eu vou vir trabalhar feliz agora – ouvi Sammy comentar enquanto eu retornava, após ter acompanhado Will e Nolan até a porta de entrada da clínica.
— Ah então quer dizer que antes você não vinha trabalhar feliz, é isso? – inquiri, fazendo ela rir.
— É claro que vinha. Mas, agora, vou vir mais.
— Pare de pensar em macho e volte a trabalhar, sua assanhada – murmurei, já retornando para a minha sala a fim de me preparar para o meu primeiro paciente do dia.
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Cheguei em casa um pouco depois do almoço e só deu tempo de comer algo rápido à medida que Christian se vestia e arrumava a filha para irmos para a consulta com a dermatologista. Debby havia tirado uns minutos do seu próprio horário de almoço para nos atender então eu praticamente corri para a clínica dela. Assim que chegamos lá, apresentei Christian e Leah à ela.
— Obrigada por nos atender, Debby – agradeci, já contando o motivo de estarmos ali, mesmo que evidente na pele do meu marido, além de contar o episódio com o gel lubrificante.
— O que é gel lubificante, titia? – Leah perguntou, me olhando.
— É um gel para...
— Querida, você não vai contar pra ela, vai? – Christian indagou, interrompendo-me à medida que a mando da doutora, tirava com cuidado o seu sobretudo, a única peça, além do short, que o mesmo vestia.
— Qual o problema? – inquiri, o encarando.
— Ela é criança ainda.
Bufei, rolando os olhos.
— Tudo bem. Leah, princesa, gel lubrificante é uma coisa que eu vou te dar quando você completar 15 aninhos, ok?
— Ana! – ouvi Christian exclamar, então virei o meu rosto para ele.
— O que foi?
— Minha filha não vai fazer sexo com 15 anos.
— O que é isso? Sec... Secsu...
— Seu pai vai te explicar o que é isso, princesa, já que foi ele que disse a palavra – murmurei, sorrindo cinicamente, já mudando de assunto, perguntando a ela o que a mesma havia feito pela manhã enquanto a dermatologista avaliava as costas e os ombros de Christian, que se encontravam bem mais vermelhos que o resto do corpo dele.

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