quarta-feira, 15 de julho de 2020

S.E.X - 3ª Temporada - Capítulo 11


CHRISTIAN

DIAS DEPOIS

Nos encontrávamos em San Diego e a experiência de estar ali para um evento que eu sempre desejei ir, mas nunca tive condições no passado, estava sendo simplesmente fora do comum para mim. Pela manhã e início da tarde, visitamos os principais pontos turísticos da cidade e agora, após descansarmos um pouco, estávamos terminando de nos arrumar para irmos para a noite de abertura da Comic Con.

— Estou pronto, amor – anunciei, depois de calçar as botas, já me levantando da cama.

Ana se encontrava no banheiro, vestindo-se e maquiando-se lá. De repente, a porta se abriu e eu a encarei, meio paralisando, admirando-a.

— Estou pronta também, querido... O que foi?

— Você está linda – anunciei, sorrindo, já me aproximando dela, dando-lhe um selinho.

— Obrigada, amor. Vamos?

— Vamos – falei, animado.

Peguei o sabre de luz, então nos olhamos no espelho do quarto do hotel, conferindo nossas fantasias, antes de sairmos rumo ao elevador.
— Vou tirar essa roupa de você bem lentamente, beijando cada parte de seu corpo – sussurrei, quando entramos no elevador e enlacei a parte de trás de sua cintura com um dos meus braços.

Anastasia deu um risinho e me encarou.

— Vai nada.

— Vou sim, minha Jedi buchuda mais linda de toda a galáxia.

— Eu só tiro minha roupa para aquele gótico lá com o capacete na cabeça.

— O Darth Vader?

— Esse daí mesmo.

— Ele era um Jedi, assim como eu, então não se preocupe que eu largo a vida de bonzinho.

Ana riu.

— Você não entendeu a piada, querido.

— Eu estou meio avoado vendo você vestida assim – confessei, sorrindo.

— Eu estava falando de você. Achei que soubesse que a sua roupa é do cara que vira o gótico do capacete.

— Eu sei, meu amor. Só estou voando mesmo. Esse vai ser o melhor aniversário de todos que já tive. Obrigado, amor. Prometo realizar todos seus desejos e sonhos – murmurei, lhe roubando um beijo.

— A única coisa que eu quero é você vestindo terno no nosso casamento.

— Eu vou. Prometo. Mas eu ia ficar um charme me casando assim, né? – provoquei e ela fez uma careta.

— Deus me livre. Eu não pretendia me casar nessa vida, mas já que eu vou, quero ter o casamento dos sonhos. No estilo princesa e nada dessas macaquices.

Não me aguentei e caí na risada.

— Tudo bem, amor. Você vai ter seu casamento dos sonhos e eu vou estar lá, vestido de pinguim, te esperando no altar – falei, já vendo Anastasia fechar a cara – Estou brincando. Vou estar de Príncipe, esperando a minha Princesa lá no altar. Mas, e aí? Já começou a preparar as coisas da cerimônia e da festa? Precisa de ajuda? Posso pedir para minhas irmãs te ajudar, se quiser.

— Não precisa, querido. Tenho bastante tempo até o ano que vem para organizar tudo ao meu gosto.

— Tudo bem. Vai querer dançar? Estou perguntando, porque sou péssimo dançarino, então se quiser vou ter que procurar um professor de dança.

— Não me diga que você não sabe valsar?

— Não muito. Mas não se preocupe, que quando voltarmos eu vou pedir para Ella me ensinar. Só espero que ela não seja aquelas professoras ditadoras com uma régua ou palmatória nas mãos – comentei, rindo.

— Ei, não ri da minha irmã não. Ela pode ser meio doidinha, mas é uma excelente dançarina, tanto no balé quanto em outro tipo de dança. Ela já ficou seis anos dançando no melhor grupo de balé do mundo, o Bolshoi na Rússia.

— Eu sei, amor. Ella já me mostrou algumas das apresentações dela no YouTube. Minha cunhada é muito foda, a melhor bailarina do mundo – elogiei, deixando Ana feliz.


★ ★ ★ ★ ★


Como nosso hotel ficava, praticamente, do lado do Centro de Convenções onde aconteceria o evento, nós dois fomos andando mesmo, encontrando várias pessoas, algumas também fantasiadas, seguindo rumo ao enorme prédio que se estendia ao longo de dois quarteirões.
Quando nos aproximamos perto da entrada, Anastasia tirou nossos ingressos de sua bolsa carteira, fazendo-me ficar mega contente ao ver que eram dois crachás, por se tratar de ingressos Vips. Com isso, poderíamos ter bem mais acesso às coisas do evento do que os demais com ingressos normais.

— Você é demais! – exclamei, puxando-a para um beijo, antes de adentrarmos o local.

Começamos a andar pelo lugar, vendo várias crianças fantasiadas também, principalmente com cosplay da saga Star Wars.
— Nossos filhos no futuro, amor – ressaltei, já ouvindo um “Nem fudendo” da Ana, que me fez rir – Ah, que isso, minha buchuda linda. A gente vai ter que trazer nossos filhos aqui ao menos uma vez na vida.

— Só se você vir com eles sozinho, querido. Porque eu mesma não venho. Não tô nem doida para vir com três crianças e eu sendo só uma para olhar eles.

— Que guerreira Jedi mais linda do mundo!

Parei de andar ao ouvir a voz da Ivy, já olhando para os lados e percebendo que passávamos naquele exato momento pelo Stand da saga Harry Potter, onde havia várias pessoas caracterizadas, incluindo a Ivy, que estava vestida de jogadora de Quadribol.
— Oi, Ivy – Anastasia a cumprimentou e ambas se abraçaram.

Ao ver a roupa dela mais de perto, resolvi então encher o saco da mesma. Pedi para a Ana o meu celular, que estava junto com o dela dentro da sua bolsa, e coloquei na câmera.

— Ivy, monta na vassoura e fala aí “E lá vamos nós...” para eu filmar aqui!

— E porque diabos eu faria isso, Christian?

— Você está idêntica a bruxa do Pica Pau – falei, rindo.

Ela logo ergueu a vassoura para me dar uma vassourada, mas eu consegui me desviar a tempo enquanto morria de tanto rir.

— Idiota!

— Você me ama que eu sei – provoquei, sorrindo.

— Oh, demais! Meu coração que bate aqui é seu – Ivy murmurou irônica, me mostrando o dedo do meio, fazendo eu rir novamente.

— Amor, vamos no Stand do Ps? Quero comprar uns presentes para os meus sobrinhos – informei, puxando Anastasia de leve pela cintura.

— Ok, querido.

— Vai com a gente, bruxinha? – indaguei, olhando para a Ivy.

— Não quero ser vista com a ralé da Star Wars, querido. Vão acabar achando que sou velha ou coisa assim – ela respondeu, sorrindo cinicamente.

— Você não sabe o que está perdendo, bebê!

Ivy rolou os olhos.

— Foi bom te ver – Ana disse, despedindo-se, mas ela sorriu, já tirando uma foto de nós dois com uma polaroid, nos entregando em seguida.

— Vocês estão um casal muito lindo!

— Valeu, Ivy. Você e a sua vassoura também fazem um belo casal.

Eu não me cansava de provocá-la.

— Essa não é a minha companhia da noite, Christian – ela comentou, entregando a foto para Anastasia que a agradeceu, antes de sairmos andando, voltando a explorar o evento.

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