ANASTASIA
Estávamos sentados à mesa, tomando o nosso café da manhã e eu me encontrava bastante ansiosa para que minhas encomendas chegassem logo. Eu havia preparado uma força-tarefa para que esses próximos dias saíssem perfeitos como tinha planejado.
Muita coisa iria acontecer e Christian até agora não sabia de nada, para o meu alívio, já que tudo isso seria uma mega surpresa para ele. Inicialmente, eu o levaria para uma convenção de nerds em San Diego, em comemoração ao aniversário dele.
Enquanto estivermos por lá, uma equipe de reformadores e decoradores estarão aqui em nossa casa preparando um outro presente para Christian. Nós voltaríamos no Domingo, bem a tempo de nos prepararmos para o nosso casamento que aconteceria a noite e que também era uma surpresa para ele.
— Então... O que você preparou para o meu aniversário? – escutei Christian perguntar, então ergui o olhar para ele e dei de ombros.
— Nada demais, querido. Vamos apenas jantar em um restaurante chique que abriu recentemente e que segundo os críticos, a comida de lá é maravilhosa – murmurei, voltando a tomar o meu café, mas complementei em seguida, o encarando – E você vai comer caviar dessa vez.
— Eu vou ter que usar terno também, não é?
— Isso mesmo, querido – falei, já o vendo fazer uma careta de que não tinha gostado nada daquela ideia – Não sei porque faz essa cara de cu, se você fica lindão de terno, amor.
— Você vai acabar trocando todo o meu guarda-roupa aos poucos – ouvi ele resmungar.
— Pode apostar que eu vou, querido.
— Não quero perder a minha essência, Ana.
— Ok, ok. Eu troco só metade do seu guarda-roupa, combinado?
— Pode trocar todo se quiser, contanto que não jogue minhas camisetas geek fora.
— Aquelas feias do Star Trek? – indaguei, sorrindo, pois eu havia errado o nome de propósito.
— Star Wars – Christian resmungou, me corrigindo e já fechando a cara, emburrado, porque ele odiava quando eu implicava, trocando os nomes.
— É a mesma coisa – soltei, o vendo se engasgar com o café dele, me olhando horrorizado em seguida.
A muito custo consegui segurar o riso.
— Não é a mesma coisa não. Tá doida?
— Pra mim é. Nós dois tem naves e guerra no espaço.
— Star Trek é um plágio mal feito de Star Wars.
Sorri.
— Aí que você se engana, querido. Star Trek foi lançada 11 anos antes de Star Wars, como uma série de TV. Daí veio os invejosos do Star Wars e pegaram carona no sucesso do outro. Você deveria saber disso, já que é tão fã dessas coisas.
— E eu achei que você odiasse isso? – Christian comentou, rindo e eu dei de ombros.
— Não odeio, mas também não curto. Todavia, pesquisei e me inteirei desses assuntos aí, já que vou me casar com um nerd, tenho que aprender a nerdear também, senão perco o marido.
Ele gargalhou, mas parou de rir segundos depois, ao ouvirmos a campainha tocando.
— Eu atendo – falei, me levantando num pulo, já saindo apressada rumo a porta da frente.
— Anastasia Steele? – o rapaz perguntou, assim que eu abri a porta.
— Sou eu – informei, assinando a nota do entregador, o agradecendo, antes do mesmo ir embora – Amor, vem pegar essas duas caixas aqui para mim, por favor! – gritei da porta, já me inclinando e pegando a caixa mais comprida e mais leve das três.
Christian logo apareceu e pegou as duas outras caixas, adentrando a casa e colocando as mesmas sobre o sofá, ao meu comando.
— O que tem nelas, amor?
— Acho que essa maior aí e esta aqui devem ser as suas, querido.
— Minhas?
— Sim. A sua fantasia.
— Fantasia? – ele indagou, me encarando, bastante confuso.
— É ou você vai querer ir pelado para a Comic Con? – inquiri, sorrindo.
— Comic Con? Puta merda! A Comic Con!?
— É, amor. E não grite – murmurei, já sendo puxada para um beijo – Abra suas caixas, amor – sussurrei contra os lábios dele.
Christian se desvencilhou e praticamente destruiu a caixa durante o processo de abri-la, fazendo-me rir enquanto acariciava, de modo automático, minha barriga com uma das mãos.
— Caralho... – ele falou, já me olhando – Eu te amo tanto, Ana!
Sorri.
— Eu acho que a roupa vai ficar bem em você, querido. Nem muito folgada, nem muito apertada. Só não consegui comprar o casaco que esse personagem usa, porque não estava disponível para a venda.
— Está perfeito assim. Mas, onde foi que você comprou essa fantasia?
— Em um leilão virtual que o figurinista dos filmes estava fazendo.
Christian me olhou espantado e se levantou do chão, ao qual o mesmo se encontrava sentado anteriormente.
— Ana, isso deve ter sido muito caro – ele ressaltou, já ligando o sabre de luz – Porra! Olha isso! Faz até o barulho quando eu movo!
Christian parecia uma criança quando acabava de ganhar um brinquedo novo no Natal.
— Esse pau luminoso aí não quebra, segundo as especificações da empresa que fabrica ele. E não são as roupas que os atores usaram no filme, mas são cópias idênticas delas, então não foram tão caras assim, só alguns zeros a menos na nossa conta bancária.
Ele finalmente deixou a criança interna dele se acalmar e me encarou.
— Mesmo assim é caro, amor.
— Sendo caro ou não, nós temos que ir para essa convenção bem vestidos.
— Nós?
— Sim – murmurei, já abrindo a minha caixa e tirando a minha fantasia.
— Vai ficar linda como Padmé, meu amor – Christian comentou, sorrindo, já vindo me abraçar por trás – Mas não achei que você iria fantasiada.
— Tudo para fazer você feliz.
— Você já me faz muito feliz – ele sussurrou, beijando a curva do meu pescoço enquanto acariciava minha barriga.
— Mas, não vou arrumar meu cabelo com aqueles coques horrorosos dos lados não, já aviso logo.
Christian riu.
— Não precisa. Ela tem vários penteados, amor. Você pode fazer uma trança e deixar de lado.
— Eu vou é de rabo de cavalo mesmo.
— Tudo bem, minha buchudinha que eu tanto amo.
Deixei a roupa no sofá e me virei nos braços dele, já o enlaçando pelo pescoço, vendo que o mesmo não tirava o sorriso de felicidade do rosto.
— Eu já conversei com a diretora da escola para arranjar um professor substituto para te cobrir na próxima semana. Amanhã mesmo ela vai te liberar, querido. Também conversei com a Leila sobre sua semana com a Leah, que seria semana que vem, então eu vou buscar ela hoje a tarde, daí Leah ficará com a gente de hoje a tarde até terça de tarde, porque a noite nós viajaremos. Quero aproveitar a quarta toda para conhecermos um pouco a cidade, antes da noite de estréia do evento.
— Você é simplesmente perfeita, amor – ele murmurou, já me dando um beijo – Vou ficar pensando em você o dia todo vestida de guerreira Jedi. Como vou trabalhar hoje desse jeito, senhor?
— Trabalhando, querido – falei, sorrindo, dando um selinho em Christian – Vá logo, senão você chegará atrasado.
Ele assentiu e se ajoelhou, despedindo-se dos filhos.
— Tchau, meus pequenos aprendizes Jedi.
— Espero que nenhum vá para o lado negro da força – zombei, fazendo Christian cair na risada, antes de se erguer e me beijar, carinhoso.
— Te amo, querida.
— Também te amo. Bom trabalho para você, amor. E não fique pensando em paus luminosos – falei, rindo.
— Prefiro pensar em você nua em cima de uma cama.
Ele me deu outro beijo, depois pegou sua bolsa e saiu para o trabalho.
DUAS SEMANAS DEPOIS
Estávamos sentados à mesa, tomando o nosso café da manhã e eu me encontrava bastante ansiosa para que minhas encomendas chegassem logo. Eu havia preparado uma força-tarefa para que esses próximos dias saíssem perfeitos como tinha planejado.
Muita coisa iria acontecer e Christian até agora não sabia de nada, para o meu alívio, já que tudo isso seria uma mega surpresa para ele. Inicialmente, eu o levaria para uma convenção de nerds em San Diego, em comemoração ao aniversário dele.
Enquanto estivermos por lá, uma equipe de reformadores e decoradores estarão aqui em nossa casa preparando um outro presente para Christian. Nós voltaríamos no Domingo, bem a tempo de nos prepararmos para o nosso casamento que aconteceria a noite e que também era uma surpresa para ele.
— Então... O que você preparou para o meu aniversário? – escutei Christian perguntar, então ergui o olhar para ele e dei de ombros.
— Nada demais, querido. Vamos apenas jantar em um restaurante chique que abriu recentemente e que segundo os críticos, a comida de lá é maravilhosa – murmurei, voltando a tomar o meu café, mas complementei em seguida, o encarando – E você vai comer caviar dessa vez.
— Eu vou ter que usar terno também, não é?
— Isso mesmo, querido – falei, já o vendo fazer uma careta de que não tinha gostado nada daquela ideia – Não sei porque faz essa cara de cu, se você fica lindão de terno, amor.
— Você vai acabar trocando todo o meu guarda-roupa aos poucos – ouvi ele resmungar.
— Pode apostar que eu vou, querido.
— Não quero perder a minha essência, Ana.
— Ok, ok. Eu troco só metade do seu guarda-roupa, combinado?
— Pode trocar todo se quiser, contanto que não jogue minhas camisetas geek fora.
— Aquelas feias do Star Trek? – indaguei, sorrindo, pois eu havia errado o nome de propósito.
— Star Wars – Christian resmungou, me corrigindo e já fechando a cara, emburrado, porque ele odiava quando eu implicava, trocando os nomes.
— É a mesma coisa – soltei, o vendo se engasgar com o café dele, me olhando horrorizado em seguida.
A muito custo consegui segurar o riso.
— Não é a mesma coisa não. Tá doida?
— Pra mim é. Nós dois tem naves e guerra no espaço.
— Star Trek é um plágio mal feito de Star Wars.
Sorri.
— Aí que você se engana, querido. Star Trek foi lançada 11 anos antes de Star Wars, como uma série de TV. Daí veio os invejosos do Star Wars e pegaram carona no sucesso do outro. Você deveria saber disso, já que é tão fã dessas coisas.
— E eu achei que você odiasse isso? – Christian comentou, rindo e eu dei de ombros.
— Não odeio, mas também não curto. Todavia, pesquisei e me inteirei desses assuntos aí, já que vou me casar com um nerd, tenho que aprender a nerdear também, senão perco o marido.
Ele gargalhou, mas parou de rir segundos depois, ao ouvirmos a campainha tocando.
— Eu atendo – falei, me levantando num pulo, já saindo apressada rumo a porta da frente.
— Anastasia Steele? – o rapaz perguntou, assim que eu abri a porta.
— Sou eu – informei, assinando a nota do entregador, o agradecendo, antes do mesmo ir embora – Amor, vem pegar essas duas caixas aqui para mim, por favor! – gritei da porta, já me inclinando e pegando a caixa mais comprida e mais leve das três.
Christian logo apareceu e pegou as duas outras caixas, adentrando a casa e colocando as mesmas sobre o sofá, ao meu comando.
— O que tem nelas, amor?
— Acho que essa maior aí e esta aqui devem ser as suas, querido.
— Minhas?
— Sim. A sua fantasia.
— Fantasia? – ele indagou, me encarando, bastante confuso.
— É ou você vai querer ir pelado para a Comic Con? – inquiri, sorrindo.
— Comic Con? Puta merda! A Comic Con!?
— É, amor. E não grite – murmurei, já sendo puxada para um beijo – Abra suas caixas, amor – sussurrei contra os lábios dele.
Christian se desvencilhou e praticamente destruiu a caixa durante o processo de abri-la, fazendo-me rir enquanto acariciava, de modo automático, minha barriga com uma das mãos.
— Caralho... – ele falou, já me olhando – Eu te amo tanto, Ana!
Sorri.
— Eu acho que a roupa vai ficar bem em você, querido. Nem muito folgada, nem muito apertada. Só não consegui comprar o casaco que esse personagem usa, porque não estava disponível para a venda.
— Está perfeito assim. Mas, onde foi que você comprou essa fantasia?
— Em um leilão virtual que o figurinista dos filmes estava fazendo.
Christian me olhou espantado e se levantou do chão, ao qual o mesmo se encontrava sentado anteriormente.
— Ana, isso deve ter sido muito caro – ele ressaltou, já ligando o sabre de luz – Porra! Olha isso! Faz até o barulho quando eu movo!
Christian parecia uma criança quando acabava de ganhar um brinquedo novo no Natal.
— Esse pau luminoso aí não quebra, segundo as especificações da empresa que fabrica ele. E não são as roupas que os atores usaram no filme, mas são cópias idênticas delas, então não foram tão caras assim, só alguns zeros a menos na nossa conta bancária.
Ele finalmente deixou a criança interna dele se acalmar e me encarou.
— Mesmo assim é caro, amor.
— Sendo caro ou não, nós temos que ir para essa convenção bem vestidos.
— Nós?
— Sim – murmurei, já abrindo a minha caixa e tirando a minha fantasia.
— Vai ficar linda como Padmé, meu amor – Christian comentou, sorrindo, já vindo me abraçar por trás – Mas não achei que você iria fantasiada.
— Tudo para fazer você feliz.
— Você já me faz muito feliz – ele sussurrou, beijando a curva do meu pescoço enquanto acariciava minha barriga.
— Mas, não vou arrumar meu cabelo com aqueles coques horrorosos dos lados não, já aviso logo.
Christian riu.
— Não precisa. Ela tem vários penteados, amor. Você pode fazer uma trança e deixar de lado.
— Eu vou é de rabo de cavalo mesmo.
— Tudo bem, minha buchudinha que eu tanto amo.
Deixei a roupa no sofá e me virei nos braços dele, já o enlaçando pelo pescoço, vendo que o mesmo não tirava o sorriso de felicidade do rosto.
— Eu já conversei com a diretora da escola para arranjar um professor substituto para te cobrir na próxima semana. Amanhã mesmo ela vai te liberar, querido. Também conversei com a Leila sobre sua semana com a Leah, que seria semana que vem, então eu vou buscar ela hoje a tarde, daí Leah ficará com a gente de hoje a tarde até terça de tarde, porque a noite nós viajaremos. Quero aproveitar a quarta toda para conhecermos um pouco a cidade, antes da noite de estréia do evento.
— Você é simplesmente perfeita, amor – ele murmurou, já me dando um beijo – Vou ficar pensando em você o dia todo vestida de guerreira Jedi. Como vou trabalhar hoje desse jeito, senhor?
— Trabalhando, querido – falei, sorrindo, dando um selinho em Christian – Vá logo, senão você chegará atrasado.
Ele assentiu e se ajoelhou, despedindo-se dos filhos.
— Tchau, meus pequenos aprendizes Jedi.
— Espero que nenhum vá para o lado negro da força – zombei, fazendo Christian cair na risada, antes de se erguer e me beijar, carinhoso.
— Te amo, querida.
— Também te amo. Bom trabalho para você, amor. E não fique pensando em paus luminosos – falei, rindo.
— Prefiro pensar em você nua em cima de uma cama.
Ele me deu outro beijo, depois pegou sua bolsa e saiu para o trabalho.

Nenhum comentário:
Postar um comentário