ANASTASIA
Assim que chegamos na sorveteria, nos conduzimos até uma das mesas, estilo piquenique, no deck e nos sentamos, com exceção do Christian que disse que iria lá dentro fazer nossos pedidos.
— Quer sorvete de quê, filha?
— Chocolate com calda de morango, papai – Leah respondeu e voltou a observar ao redor, pois o local estava meio cheio de pessoas.
— E você, amor?
— Sorvete de menta. Mas não é no cascão não. Eu quero naqueles copinhos, querido.
Christian assentiu e saiu, adentrando a sorveteria. Segundos depois, senti meu blazer ser puxado, então olhei para o meu lado direito, já vendo Leah ainda com a mãozinha agarrada na minha roupa.
— O que foi, lindinha?
— Papai disse que eu você ganhar três irmãozinhos. É verdade, titia?
“Titia? Meu Deus! Senti uma dúzia e meia de cabelos brancos surgirem na minha cabeça agora!”
— Sim – murmurei, tirando meu blazer já acariciando a minha barriga – Eles estão guardados aqui dentro, Leah.
— Tem uma irmãzinha pra mim aí?
— Ainda não sabemos, mas tudo é possível – falei e vi Leah fazer uma carinha triste – Quer uma irmãzinha para brincar?
— Eu quero, titia. É chato ser só eu em casa.
— Ah... Não se preocupe que logo logo eles estarão saindo daqui de dentro e você poderá brincar com seus irmãozinhos.
— Sério? – ela perguntou, fazendo uma carinha feliz e esperançosa, então afirmei com um aceno de cabeça, dando-lhe um sorriso.
Christian logo retornou, trazendo consigo dois cascões e um copinho de sorvete. Começamos a saborear nossos sorvetes e devido Christian ter se sentado do outro lado da mesa, à nossa frente, eu tive que ficar de olho e cuidar para que Leah não sujasse seu vestido.
— Papai, quero ir no banheiro fazer xixi – ela pediu com a voz baixa e tímida, assim que nos levantamos da mesa, após terminarmos de tomar sorvete.
Christian me olhou, um pouco apreensivo, como se pedisse minha ajuda, pois ele com certeza não iria entrar em um banheiro feminino, nem que o mesmo quisesse.
— Posso ir com você, lindinha? – indaguei, olhando para Leah, que assentiu com a cabeça.
Christian rapidamente anunciou que iria nos esperar ali e pediu que não demorássemos muito. Fui então pega de surpresa, ao sentir Leah pegar na minha mão, pois até aquele momento, a mesma só havia segurado a mão do Christian.
— Gosta do filmes da Barbie, titia? – ela perguntou, de repente, à medida que adentrávamos o banheiro da sorveteria.
“Filmes da Barbie? Nunca nem vi na vida”
— Gosto.
— Então, você pode assistir comigo?
— É claro, lindinha – falei, abrindo a porta da última cabine – A gente aproveita e chama seu pai para assistir também – comentei enquanto ajudava Leah a tirar a calcinha para que a mesma não tocasse no chão do banheiro.
— Eu já chamei, titia. Mas o papai disse que não gosta de assistir.
— Ele só não entendi, meu amor. Mas a titia aqui vai fazer seu papai assistir também.
Leah ficou feliz por aquilo então a coloquei sentadinha no vaso e esperei que a mesma terminasse de fazer xixi. Depois perguntei se ela sabia se secar e Leah assentiu, dizendo que a mãe dela a havia ensinado. Depois que a ajudei a lavar as mãozinhas na pia, a coloquei no chão e saímos do banheiro. Encontramos Christian ao telefone e o mesmo logo passou o aparelho para Leah, informando que era a mãe dela.
— Como foi lá no banheiro? – Christian perguntou num sussurro, abraçando minha cintura por trás e eu o encarei.
— Foi bem, querido.
— Acha que ela gostou de você?
— Eu acho que sim. Estamos nos dando bem e até fui convidada para assistir Barbie com ela.
Christian sorriu e me deu um selinho.
— Amanhã a tarde eu vou me encontrar com a Leila para podermos ir resolver sobre o registro da Leah, para que eu possa ter direito a guarda compartilhada. Quer ir comigo, amor?
“Droga! Mesmo eu querendo muito ficar de olhos nesses dois, eu não posso”
— Não, querido. Tenho coisas importantes para resolver amanhã.
— Vai resolver o quê? – ele inquiriu, mas antes que eu pudesse respondê-lo, Leah estendeu o celular para Christian, já o envolvendo em uma conversa que o distraiu da nossa.
Após sairmos da sorveteria, fomos dar uma volta pelo porto e acabamos andando na roda-gigante, localizada no píer 57, fazendo-me lembrar automaticamente do dia que transamos em uma daquelas cabines. Novamente, Christian pareceu recordar da nossa conversa inacabada e voltou a perguntar que coisas importantes eu iria resolver amanhã.
Eu não poderia dizer que iria experimentar sabores para o nosso bolo e nem que iria comprar meu vestido de noiva, já que o casamento estava sendo uma surpresa. Então, lembrei de algo que provavelmente ele pediria para que eu o ajudasse.
— Eu vou comprar coisas para montar o quarto da Leah lá em casa.
— Meu quarto? – ela indagou, parando de olhar a vista e nos encarando.
— Sim, lindinha. Que passar o dia com a tia e me ajudar a escolher as coisas para o seu quarto?
— Quero, titia! – Leah exclamou e veio para perto de mim, já me pedindo colo.
Assim que chegamos na sorveteria, nos conduzimos até uma das mesas, estilo piquenique, no deck e nos sentamos, com exceção do Christian que disse que iria lá dentro fazer nossos pedidos.
— Quer sorvete de quê, filha?
— Chocolate com calda de morango, papai – Leah respondeu e voltou a observar ao redor, pois o local estava meio cheio de pessoas.
— E você, amor?
— Sorvete de menta. Mas não é no cascão não. Eu quero naqueles copinhos, querido.
Christian assentiu e saiu, adentrando a sorveteria. Segundos depois, senti meu blazer ser puxado, então olhei para o meu lado direito, já vendo Leah ainda com a mãozinha agarrada na minha roupa.
— O que foi, lindinha?
— Papai disse que eu você ganhar três irmãozinhos. É verdade, titia?
“Titia? Meu Deus! Senti uma dúzia e meia de cabelos brancos surgirem na minha cabeça agora!”
— Sim – murmurei, tirando meu blazer já acariciando a minha barriga – Eles estão guardados aqui dentro, Leah.
— Tem uma irmãzinha pra mim aí?
— Ainda não sabemos, mas tudo é possível – falei e vi Leah fazer uma carinha triste – Quer uma irmãzinha para brincar?
— Eu quero, titia. É chato ser só eu em casa.
— Ah... Não se preocupe que logo logo eles estarão saindo daqui de dentro e você poderá brincar com seus irmãozinhos.
— Sério? – ela perguntou, fazendo uma carinha feliz e esperançosa, então afirmei com um aceno de cabeça, dando-lhe um sorriso.
Christian logo retornou, trazendo consigo dois cascões e um copinho de sorvete. Começamos a saborear nossos sorvetes e devido Christian ter se sentado do outro lado da mesa, à nossa frente, eu tive que ficar de olho e cuidar para que Leah não sujasse seu vestido.
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— Papai, quero ir no banheiro fazer xixi – ela pediu com a voz baixa e tímida, assim que nos levantamos da mesa, após terminarmos de tomar sorvete.
Christian me olhou, um pouco apreensivo, como se pedisse minha ajuda, pois ele com certeza não iria entrar em um banheiro feminino, nem que o mesmo quisesse.
— Posso ir com você, lindinha? – indaguei, olhando para Leah, que assentiu com a cabeça.
Christian rapidamente anunciou que iria nos esperar ali e pediu que não demorássemos muito. Fui então pega de surpresa, ao sentir Leah pegar na minha mão, pois até aquele momento, a mesma só havia segurado a mão do Christian.
— Gosta do filmes da Barbie, titia? – ela perguntou, de repente, à medida que adentrávamos o banheiro da sorveteria.
“Filmes da Barbie? Nunca nem vi na vida”
— Gosto.
— Então, você pode assistir comigo?
— É claro, lindinha – falei, abrindo a porta da última cabine – A gente aproveita e chama seu pai para assistir também – comentei enquanto ajudava Leah a tirar a calcinha para que a mesma não tocasse no chão do banheiro.
— Eu já chamei, titia. Mas o papai disse que não gosta de assistir.
— Ele só não entendi, meu amor. Mas a titia aqui vai fazer seu papai assistir também.
Leah ficou feliz por aquilo então a coloquei sentadinha no vaso e esperei que a mesma terminasse de fazer xixi. Depois perguntei se ela sabia se secar e Leah assentiu, dizendo que a mãe dela a havia ensinado. Depois que a ajudei a lavar as mãozinhas na pia, a coloquei no chão e saímos do banheiro. Encontramos Christian ao telefone e o mesmo logo passou o aparelho para Leah, informando que era a mãe dela.
— Como foi lá no banheiro? – Christian perguntou num sussurro, abraçando minha cintura por trás e eu o encarei.
— Foi bem, querido.
— Acha que ela gostou de você?
— Eu acho que sim. Estamos nos dando bem e até fui convidada para assistir Barbie com ela.
Christian sorriu e me deu um selinho.
— Amanhã a tarde eu vou me encontrar com a Leila para podermos ir resolver sobre o registro da Leah, para que eu possa ter direito a guarda compartilhada. Quer ir comigo, amor?
“Droga! Mesmo eu querendo muito ficar de olhos nesses dois, eu não posso”
— Não, querido. Tenho coisas importantes para resolver amanhã.
— Vai resolver o quê? – ele inquiriu, mas antes que eu pudesse respondê-lo, Leah estendeu o celular para Christian, já o envolvendo em uma conversa que o distraiu da nossa.
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Após sairmos da sorveteria, fomos dar uma volta pelo porto e acabamos andando na roda-gigante, localizada no píer 57, fazendo-me lembrar automaticamente do dia que transamos em uma daquelas cabines. Novamente, Christian pareceu recordar da nossa conversa inacabada e voltou a perguntar que coisas importantes eu iria resolver amanhã.
Eu não poderia dizer que iria experimentar sabores para o nosso bolo e nem que iria comprar meu vestido de noiva, já que o casamento estava sendo uma surpresa. Então, lembrei de algo que provavelmente ele pediria para que eu o ajudasse.
— Eu vou comprar coisas para montar o quarto da Leah lá em casa.
— Meu quarto? – ela indagou, parando de olhar a vista e nos encarando.
— Sim, lindinha. Que passar o dia com a tia e me ajudar a escolher as coisas para o seu quarto?
— Quero, titia! – Leah exclamou e veio para perto de mim, já me pedindo colo.

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