ANASTASIA
Acordei cedo, juntamente com Christian, mas ao contrário dele que iria trabalhar, eu havia me dado uma folga meio forçada para poder descansar, pois me encontrava muito cansada. Por mais incrível que parecesse, eu estava ansiosa para passar o dia com a Leah. Depois de ontem, me sentia diferente com relação a maternidade. Antes não passava de uma coisa simples e que estava distante de se concretizar.
Mas agora, tendo um contato mais direto com a Leah, eu já começava a me ver como mãe, imaginando meus filhos na idade dela, e os três me chamando de “Mamãe” a todo momento. Depois que Christian saiu, eu fui lavar a louça e arrumar a cozinha. Nós dois tínhamos montado um sistema para dividir algumas tarefas em casa, como por exemplo o nosso café da manhã.
Nós nos reversávamos entre os dias para prepará-lo, mas nos meus dias comíamos apenas sanduíches ou panquecas, pois era o que eu conseguia fazer. Já na vez do Christian, parecia um banquete de tanta coisa gostosa que ele preparava. De repente, escutei a campainha tocar, então fechei o meu robe, amarrando-o na cintura e fui atender. Provavelmente, deveria ser a Leila, trazendo a Leah para passar o dia comigo.
— Oi, titia! – Leah exclamou assim que eu abri a porta da frente.
— Oi, lindinha – a cumprimentei com um sorriso, depois ergui o olhar e encarei a mãe dela – Oi, Leila.
— Oi, Ana.
— Entrem – convidei, apenas para não ser mal educada, pois por mim conversaríamos ali na porta mesmo.
— Bela casa – Leila comentou enquanto adentrávamos a sala de estar.
— Obrigada. Foi Christian que escolheu e mobiliou.
— Jura? – ela indagou, me olhando assustada à medida que se sentava em um dos sofás, com Leah ao seu lado.
Apenas assenti com a cabeça enquanto me acomodava em uma poltrona perto do sofá.
— Isso é uma surpresa, porque Chris nunca gostou dessas coisas. Sempre que havia alguma coisa para mudar na casa que a gente morava, só sobrava para mim fazer – Leila murmurou, rindo.
— Eu consegui mudar ele – falei, meio séria.
— Ah... Que bom para você e para ele também, porque realmente Christian parece ser uma outra pessoa. Uma bem melhor, mais positiva com a vida.
— Uhum...
De repente, um clima desconfortável se instalou no cômodo, então resolvi quebrá-lo com uma pergunta.
— Então... Eu gostaria de saber se você permitiria que a Leah fosse uma das minhas daminhas.
— Claro, Ana. Não vejo problema nenhum nisso, para não poder permitir.
— Obrigada – agradeci.
— Bom... Eu só vim deixar a Leah – Leila falou, se levantando e eu fiz o mesmo – Dentro da mochila dela tem uma muda de roupa limpa e produtos de higiene pessoal, caso precise. Qualquer coisa, você pode me ligar, Ana. Acho que Chris deve ter lhe dado meu número, se não, você pega com ele.
— Ok.
Leila então se agachou na frente da filha, que ainda permanecia sentadinha no sofá e começou a se despedir dela.
— E você, mocinha, se comporte e obedeça a tia Ana hoje.
— Obedeço, mamãe.
— Ok, meu amor. Te amo muito, muito, muito.
— Te amo, mamãe!
Elas se abraçaram então acompanhei Leila até a porta da frente.
— Seu noivo não liga por você ficar andando com seu ex-noivo? – inquiri e ela me encarou, franzindo o cenho.
— Não. Confiamos um no outro e no amor que temos. Se não confiássemos, não iríamos dar certo, porque tenho amigos homens e ele tem amigas em seu ciclo de amizade, e não queremos viver em um ciúme constante.
— Hum... – murmurei, séria.
Leila novamente se despediu e falou que eu poderia ligar se algo acontecesse. Depois que ela saiu, voltei para a sala e chamei Leah para me ajudar a escolher uma roupa bem bonita para irmos às compras.
Nosso dia juntas foi bem divertido. Primeiro nos encontramos com a mulher do Etienne para irmos escolher o convite do casamento, as lembrancinhas e alguns detalhes da decoração, que estava ficando linda. Depois nos dirigimos até a uma confeitaria famosa na cidade, onde Marina havia conseguido marcar uma hora, para podermos degustar alguns sabores de docinhos e de bolo de casamento.
Leah adorou provar as pequenas porções de bolos e acabou me ajudando a escolher um Red Velvet com recheio de Cream Cheese para ser o meu bolo. Por volta do meio dia, nós três almoçamos num restaurante e de lá seguimos para ver o meu vestido de noiva, as roupas das daminhas, dos pajens, das damas de honra e das madrinhas.
Ficamos na loja de vestidos até às quatro da tarde, depois nos despedimos de Marina, então eu e Leah pudemos ir ver as coisinhas para o quarto dela. Com a designer de interiores da loja, conseguimos montar um quarto bem bonito para Leah e que a mesma aprovou cem por cento.
Depois que finalizei a compra dos móveis e de tudo mais que precisaria para a montagem do quarto amanhã, finalmente poderíamos voltar para casa, mas primeiro paramos no McDonald’s para lancharmos.
— Meu anjo, promete que você não vai falar nada para o seu pai e nem para a sua mãe sobre o bolo e as roupas que provamos hoje? – indaguei, a olhando pelo espelho do retrovisor, à medida que eu parava o carro na vaga do estacionamento, em frente a lanchonete.
— Porque, tia?
— Porque vai ser uma surpresa para o seu pai, daí ele não pode saber, meu anjo. E se sua mãe souber, ela pode não guardar esse segredo e acabar estragando a surpresa.
— Tudo bem, tia. Prometo guardar segredo.
— Obrigada, princesa – falei, sorrindo, já pegando minha bolsa, saindo do carro e indo ajudá-la a descer.
Acordei cedo, juntamente com Christian, mas ao contrário dele que iria trabalhar, eu havia me dado uma folga meio forçada para poder descansar, pois me encontrava muito cansada. Por mais incrível que parecesse, eu estava ansiosa para passar o dia com a Leah. Depois de ontem, me sentia diferente com relação a maternidade. Antes não passava de uma coisa simples e que estava distante de se concretizar.
Mas agora, tendo um contato mais direto com a Leah, eu já começava a me ver como mãe, imaginando meus filhos na idade dela, e os três me chamando de “Mamãe” a todo momento. Depois que Christian saiu, eu fui lavar a louça e arrumar a cozinha. Nós dois tínhamos montado um sistema para dividir algumas tarefas em casa, como por exemplo o nosso café da manhã.
Nós nos reversávamos entre os dias para prepará-lo, mas nos meus dias comíamos apenas sanduíches ou panquecas, pois era o que eu conseguia fazer. Já na vez do Christian, parecia um banquete de tanta coisa gostosa que ele preparava. De repente, escutei a campainha tocar, então fechei o meu robe, amarrando-o na cintura e fui atender. Provavelmente, deveria ser a Leila, trazendo a Leah para passar o dia comigo.
— Oi, titia! – Leah exclamou assim que eu abri a porta da frente.
— Entrem – convidei, apenas para não ser mal educada, pois por mim conversaríamos ali na porta mesmo.
— Bela casa – Leila comentou enquanto adentrávamos a sala de estar.
— Obrigada. Foi Christian que escolheu e mobiliou.
— Jura? – ela indagou, me olhando assustada à medida que se sentava em um dos sofás, com Leah ao seu lado.
Apenas assenti com a cabeça enquanto me acomodava em uma poltrona perto do sofá.
— Isso é uma surpresa, porque Chris nunca gostou dessas coisas. Sempre que havia alguma coisa para mudar na casa que a gente morava, só sobrava para mim fazer – Leila murmurou, rindo.
— Eu consegui mudar ele – falei, meio séria.
— Ah... Que bom para você e para ele também, porque realmente Christian parece ser uma outra pessoa. Uma bem melhor, mais positiva com a vida.
— Uhum...
De repente, um clima desconfortável se instalou no cômodo, então resolvi quebrá-lo com uma pergunta.
— Então... Eu gostaria de saber se você permitiria que a Leah fosse uma das minhas daminhas.
— Claro, Ana. Não vejo problema nenhum nisso, para não poder permitir.
— Obrigada – agradeci.
— Bom... Eu só vim deixar a Leah – Leila falou, se levantando e eu fiz o mesmo – Dentro da mochila dela tem uma muda de roupa limpa e produtos de higiene pessoal, caso precise. Qualquer coisa, você pode me ligar, Ana. Acho que Chris deve ter lhe dado meu número, se não, você pega com ele.
— Ok.
Leila então se agachou na frente da filha, que ainda permanecia sentadinha no sofá e começou a se despedir dela.
— E você, mocinha, se comporte e obedeça a tia Ana hoje.
— Obedeço, mamãe.
— Ok, meu amor. Te amo muito, muito, muito.
— Te amo, mamãe!
Elas se abraçaram então acompanhei Leila até a porta da frente.
— Seu noivo não liga por você ficar andando com seu ex-noivo? – inquiri e ela me encarou, franzindo o cenho.
— Não. Confiamos um no outro e no amor que temos. Se não confiássemos, não iríamos dar certo, porque tenho amigos homens e ele tem amigas em seu ciclo de amizade, e não queremos viver em um ciúme constante.
— Hum... – murmurei, séria.
Leila novamente se despediu e falou que eu poderia ligar se algo acontecesse. Depois que ela saiu, voltei para a sala e chamei Leah para me ajudar a escolher uma roupa bem bonita para irmos às compras.
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Nosso dia juntas foi bem divertido. Primeiro nos encontramos com a mulher do Etienne para irmos escolher o convite do casamento, as lembrancinhas e alguns detalhes da decoração, que estava ficando linda. Depois nos dirigimos até a uma confeitaria famosa na cidade, onde Marina havia conseguido marcar uma hora, para podermos degustar alguns sabores de docinhos e de bolo de casamento.
Leah adorou provar as pequenas porções de bolos e acabou me ajudando a escolher um Red Velvet com recheio de Cream Cheese para ser o meu bolo. Por volta do meio dia, nós três almoçamos num restaurante e de lá seguimos para ver o meu vestido de noiva, as roupas das daminhas, dos pajens, das damas de honra e das madrinhas.
Ficamos na loja de vestidos até às quatro da tarde, depois nos despedimos de Marina, então eu e Leah pudemos ir ver as coisinhas para o quarto dela. Com a designer de interiores da loja, conseguimos montar um quarto bem bonito para Leah e que a mesma aprovou cem por cento.
Depois que finalizei a compra dos móveis e de tudo mais que precisaria para a montagem do quarto amanhã, finalmente poderíamos voltar para casa, mas primeiro paramos no McDonald’s para lancharmos.
— Meu anjo, promete que você não vai falar nada para o seu pai e nem para a sua mãe sobre o bolo e as roupas que provamos hoje? – indaguei, a olhando pelo espelho do retrovisor, à medida que eu parava o carro na vaga do estacionamento, em frente a lanchonete.
— Porque, tia?
— Porque vai ser uma surpresa para o seu pai, daí ele não pode saber, meu anjo. E se sua mãe souber, ela pode não guardar esse segredo e acabar estragando a surpresa.
— Tudo bem, tia. Prometo guardar segredo.
— Obrigada, princesa – falei, sorrindo, já pegando minha bolsa, saindo do carro e indo ajudá-la a descer.

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