ANASTASIA
— Você está falando da Leila?
— De quem mais seria, Christian?
— Ela é muito bonita sim, mas aonde você quer chegar com isso?
— Não quero chegar a lugar nenhum – murmurei, dando de ombros – Porque ela achou que nós já éramos casados?
— Acho que já te contei que eu e a Leila nos encontramos no hospital, naquele dia quando você ficou internada e descobriu que era diabética, lembra?
— Sim.
— Então... Depois que nos cumprimentamos, ela me perguntou se eu tava bem e tals, então falou do seu noivado e acabei falando que iria ser pai. Aí ela deve ter deduzido que eu estava casado já.
— E porque você não falou a verdade?
— Bem... A gente ainda não tinha definido nada, então eu não sabia dizer o que você era para mim naquele momento. Além do mais, nós estávamos brigados, lembra?
Assenti.
— Ela veio fazer o parto da Kate? – inquiri e Christian concordou com um aceno de cabeça, antes de me puxar para ele, abraçando-me e me dando um selinho.
— Não fica com ciúmes, minha buchudinha. Eu te amo e estou com você agora.
— Eu sei – falei, suspirando fundo e o encarando intensamente – Só que não gostei de ver você abraçando ela daquele jeito e dela te tratando com muita intimidade.
— Desculpe, amor. É que eu e a Leila terminamos numa boa. Não teve briga, nem ódio como muitos casais por aí, que mal ver o ex e já quer que uma bigorna caia em cima da pessoa – Christian disse, fazendo-me rir um pouco – O amor que existia entre nós dois acabou, mas o carinho, a amizade e o respeito ficou, Ana.
— Tudo bem – murmurei, meio a contragosto – Mas vocês vão ficar se vendo sempre?
— Acho que não, mas se isso acontecer, não precisa ficar com ciúmes, porque o que eu sinto por você é maior do que eu senti por ela, amor – ele falou, acariciando minha bochecha – Eu não trocaria você por nada nesse mundo. E outra, Leila parece estar feliz com o noivo dela, então sem chance de acontecer algo entre nós.
— Tomara mesmo. Não quero ela solteira passeando perto de você.
Christian riu e logo me deu um beijo gostoso.
— Vamos, minha buchudinha ciumenta?
Assenti então voltamos a andar pelo corredor até chegarmos ao quarto do Elliot e da Kate, encontrando ambos abraçados enquanto uma mulher massageava as costas dela.
Cumprimentamos eles e Kate me apresentou a doula dela que iria auxiliar a Leila durante o parto. Ava, a filha mais nova dos dois não saía de perto da mãe e era engraçado de ver a pequena sempre perguntando quando iria ver a nova irmãzinha.
Logo Leila entrou no quarto, já vestida numa roupa mais básica e até pensei em me oferecer para ajudá-la, com relação ao parto, mas fiquei na minha, sentada em um sofá existente no quarto, apenas observando ela trabalhar com a ajuda da doula, do Elliot.
CHRISTIAN
Passava um pouco das duas e meia da manhã, e eu me encontrava sentado no braço do sofá, ao qual Ana tinha deitado e jazia dormindo, sem mesmo se incomodar com o leve cafuné que eu dava em sua cabeça.
Estava muito ansioso para o nascimento da minha sobrinha, que Kate e Elliot já haviam escolhido o nome. A mesma iria se chamar Alice. Novamente, vi Leila sentar na beirada da cama, colocando mais uma luva, já informando que iria verificar de novo a dilatação da Kate.
— Cinco centímetros. Isso é bom. Já estamos na metade do caminho, Kate – Leila falou, dando um sorriso acolhedor para minha cunhada que estava um pouco ofegante, devido às contrações – Assim que você atingir o limite mínimo de oito centímetros, vamos começar a trazer essa pequena para o mundo, ok?
— Ok...
Leila tirou a luva e se levantou, indo no banheiro. Assim que ela saiu, nossos olhares se encontraram e Leila deu um meio sorriso para mim, se aproximando, recostando-se na cômoda ao meu lado.
— Será que demora muito? – perguntei à ela, num sussurro, pois Anastasia ainda dormia.
— Creio que não, Chris. As contrações dela já estão vindo num espaço de três minutos. Não se preocupe que você logo vai ver sua sobrinha.
— Tomara... Porque estou mega ansioso – comentei, fazendo Leila sorrir, mas segundos depois, o sorriso dela cessou e a mesma ficou com uma expressão pensativa.
— Christian... Será que eu posso falar com você a sós? É importante.
Estranhei um pouco o comportamento da Leila, mas mesmo assim assenti ao pedido dela e a acompanhei para fora do quarto. Seguimos pelo corredor, até o final do mesmo, então me recostei na parede e a encarei.
— É do jantar que você quer falar? – inquiri.
— Não, Não. É outra coisa.
Permaneci em silêncio, esperando que ela falasse, então Leila respirou fundo antes de me encarar novamente.
— Eu estava... estou na verdade, querendo te contar isso a um tempo, mas nunca tive coragem para ir atrás de você. Só que eu acho que o destino fez nossos caminhos se cruzarem, de novo, para que eu tivesse essa chance...
— O que foi houve?
— Semanas depois que a gente se separou... eu descobri que estava grávida, Christian.
— É o que? – indaguei, olhando-a totalmente assustado e surpreso.
— Você está falando da Leila?
— De quem mais seria, Christian?
— Ela é muito bonita sim, mas aonde você quer chegar com isso?
— Não quero chegar a lugar nenhum – murmurei, dando de ombros – Porque ela achou que nós já éramos casados?
— Acho que já te contei que eu e a Leila nos encontramos no hospital, naquele dia quando você ficou internada e descobriu que era diabética, lembra?
— Sim.
— Então... Depois que nos cumprimentamos, ela me perguntou se eu tava bem e tals, então falou do seu noivado e acabei falando que iria ser pai. Aí ela deve ter deduzido que eu estava casado já.
— E porque você não falou a verdade?
— Bem... A gente ainda não tinha definido nada, então eu não sabia dizer o que você era para mim naquele momento. Além do mais, nós estávamos brigados, lembra?
Assenti.
— Ela veio fazer o parto da Kate? – inquiri e Christian concordou com um aceno de cabeça, antes de me puxar para ele, abraçando-me e me dando um selinho.
— Não fica com ciúmes, minha buchudinha. Eu te amo e estou com você agora.
— Eu sei – falei, suspirando fundo e o encarando intensamente – Só que não gostei de ver você abraçando ela daquele jeito e dela te tratando com muita intimidade.
— Desculpe, amor. É que eu e a Leila terminamos numa boa. Não teve briga, nem ódio como muitos casais por aí, que mal ver o ex e já quer que uma bigorna caia em cima da pessoa – Christian disse, fazendo-me rir um pouco – O amor que existia entre nós dois acabou, mas o carinho, a amizade e o respeito ficou, Ana.
— Tudo bem – murmurei, meio a contragosto – Mas vocês vão ficar se vendo sempre?
— Acho que não, mas se isso acontecer, não precisa ficar com ciúmes, porque o que eu sinto por você é maior do que eu senti por ela, amor – ele falou, acariciando minha bochecha – Eu não trocaria você por nada nesse mundo. E outra, Leila parece estar feliz com o noivo dela, então sem chance de acontecer algo entre nós.
— Tomara mesmo. Não quero ela solteira passeando perto de você.
Christian riu e logo me deu um beijo gostoso.
— Vamos, minha buchudinha ciumenta?
Assenti então voltamos a andar pelo corredor até chegarmos ao quarto do Elliot e da Kate, encontrando ambos abraçados enquanto uma mulher massageava as costas dela.
Logo Leila entrou no quarto, já vestida numa roupa mais básica e até pensei em me oferecer para ajudá-la, com relação ao parto, mas fiquei na minha, sentada em um sofá existente no quarto, apenas observando ela trabalhar com a ajuda da doula, do Elliot.
CHRISTIAN
Passava um pouco das duas e meia da manhã, e eu me encontrava sentado no braço do sofá, ao qual Ana tinha deitado e jazia dormindo, sem mesmo se incomodar com o leve cafuné que eu dava em sua cabeça.
Estava muito ansioso para o nascimento da minha sobrinha, que Kate e Elliot já haviam escolhido o nome. A mesma iria se chamar Alice. Novamente, vi Leila sentar na beirada da cama, colocando mais uma luva, já informando que iria verificar de novo a dilatação da Kate.
— Cinco centímetros. Isso é bom. Já estamos na metade do caminho, Kate – Leila falou, dando um sorriso acolhedor para minha cunhada que estava um pouco ofegante, devido às contrações – Assim que você atingir o limite mínimo de oito centímetros, vamos começar a trazer essa pequena para o mundo, ok?
— Ok...
Leila tirou a luva e se levantou, indo no banheiro. Assim que ela saiu, nossos olhares se encontraram e Leila deu um meio sorriso para mim, se aproximando, recostando-se na cômoda ao meu lado.
— Será que demora muito? – perguntei à ela, num sussurro, pois Anastasia ainda dormia.
— Creio que não, Chris. As contrações dela já estão vindo num espaço de três minutos. Não se preocupe que você logo vai ver sua sobrinha.
— Tomara... Porque estou mega ansioso – comentei, fazendo Leila sorrir, mas segundos depois, o sorriso dela cessou e a mesma ficou com uma expressão pensativa.
— Christian... Será que eu posso falar com você a sós? É importante.
Estranhei um pouco o comportamento da Leila, mas mesmo assim assenti ao pedido dela e a acompanhei para fora do quarto. Seguimos pelo corredor, até o final do mesmo, então me recostei na parede e a encarei.
— É do jantar que você quer falar? – inquiri.
— Não, Não. É outra coisa.
Permaneci em silêncio, esperando que ela falasse, então Leila respirou fundo antes de me encarar novamente.
— Eu estava... estou na verdade, querendo te contar isso a um tempo, mas nunca tive coragem para ir atrás de você. Só que eu acho que o destino fez nossos caminhos se cruzarem, de novo, para que eu tivesse essa chance...
— O que foi houve?
— Semanas depois que a gente se separou... eu descobri que estava grávida, Christian.
— É o que? – indaguei, olhando-a totalmente assustado e surpreso.

Nenhum comentário:
Postar um comentário