ANASTASIA
— Não precisava ter vindo toda produzida desse jeito, amor. É só um parto – Christian falou, dando um sorriso, olhando de relance para mim.
— Eu não vou entrar em um hospital parecendo uma mendiga, Christian.
— Hospital? Quem disse que vamos para algum hospital?
— Ué, Kate não está em trabalho de parto? – indaguei, franzindo o cenho.
— Sim. Mas ela vai parir em casa mesmo.
— Porque?
— Isso é uma tradição que a minha mãe criou para deixar a família mais unida. Se a gestação é tranquila e a obstetra permite o parto em casa, elas optam por fazer, para que toda a família participe. Tanto minha mãe, quanto minhas cunhadas e irmãs, pariram em casa. Com exceção da Mia, porque a Karin estava com o cordão umbilical enrolado no pescocinho, daí a doutora achou melhor fazer uma cesariana.
— Eu não vou parir em casa não, já aviso logo para você, querido.
— E eu nem quero também. Você vai ter trigêmeos, amor. Nunca deixaria você parir em casa e correr um risco enorme. Não. Você vai dar a luz é no hospital mesmo, que é mais seguro – ele disse à medida que estacionava o carro em frente da casa – Sorria, amor. Vai ser legal, você vai ver.
“Ia ser legal se a gente tivesse era transando gostoso em casa e não vendo um bebê nascer” pensei enquanto saía do veículo.
Christian segurou minha mão, então nós seguimos até a porta, que ele logo tocou a campainha. Segundos depois, Maya abriu a porta, nos cumprimentando, antes de adentramos a residência. De repente, notei Christian ficar meio tenso ao meu lado, então segui o olhar dele, vendo Grace descendo a escada, conversando com uma mulher muito bonita, usando um lindo vestido de festa com uma fenda enorme na perna.
— Ainda bem que você chegou, filho. Pensei até que você não iria vir – a mãe dele falou, vindo nos cumprimentar.
— A senhora sabe que eu não iria perder o nascimento de mais um sobrinho meu, né?
— Oi, Christian – a mulher disse, se aproximando de nós, com um sorriso no rosto.
— Oi! – ele exclamou, soltando minha mão, já indo abraçar a outra.
“Quem será essazinha aí, hein?” pensei, olhando com a cara fechada para os dois.
— Eu quase nem te reconheci morena desse jeito.
— Ah... Eu recentemente fiz uma surpresinha para o meu noivo, daí pintei para surpreendê-lo – ela disse sorrindo, passando a mão nos cabelos achocolatados, na mesma tonalidade que os meus.
“Então a biscate é comprometida também. Porque então ela não desgruda do homem alheio!?”
— Mas o que está fazendo aqui? E vestida desse jeito?
— Eu estava em uma festa com o Jaymes e seu irmão me ligou, informando sobre a Kate, então vim correndo para cá, para ver a minha paciente.
— Você é a obstetra da Kate? – Christian inquiriu e a mulher assentiu com a cabeça.
— Estou esperando o meu noivo voltar com uma roupa mais confortável para eu poder ficar a noite toda aqui, acompanhando a evolução do parto.
— Vendo vocês dois de novo neste hall, sabe o que eu lembrei agora, meninos? Da última vez que vocês estiveram aqui, se despedindo de nós para voltarem ao Brasil. Vocês se apelidavam de frutas, não era?
— Meu Deus, mãe! – Christian exclamou, colocando a mão no rosto – Que vergonha de recordar disso.
— Vergonha porquê? Até que era engraçadinho, Chris. Eu era o seu pêssego e você a minha berinjela, lembra? – a mulher falou, rindo, e olhando para o Christian.
— Oh se lembro. Meus irmãos me zoaram um bom tempo por causa disso. Me chamavam de “Sr. Berinjela Extra Grande”.
Os três riram, inclusive Maya que se encontrava ao meu lado, também apenas observando eles.
— Só para informar, berinjela é um legume e não uma fruta – informei séria, e finalmente Christian se lembrou da minha existência, olhando para o lado, ainda sorrindo.
— Amor, perdão. Vem cá – ele murmurou, já me puxando para o lado dele – Leila, essa que é a minha...
“Leila?”
“Eu conheço esse nome de algum lugar”
— Oh! É a sua esposa!? – ela exclamou, vindo me abraçar – Parabéns pelo bebê! Vocês formam um casal lindo!
“Esposa? Mas, já?”
Imediatamente, virei o rosto, encarando Christian, que notei que havia ficado tenso novamente.
— Obrigada – falei, voltando a olhar para Leila – Vocês são amigos de longa data?
— Quase isso. Anos atrás, eu e o Chris fomos noivos – ela murmurou, dando um sorriso sem graça.
“Então essa era a noiva dele na época que eu conheci o Christian no Brasil”
— Ah... Prazer. Eu sou a Anastasia. E sou noiva do Christian e não esposa... E é “Parabéns pelos bebês” e não pelo bebê.
— Gêmeos? – Leila indagou, surpresa.
— Trigêmeos – Christian informou, sorridente, todo orgulhoso.
— Onde está a Kate? – perguntei, olhando para Grace, pois queria sair dali o mais rápido que eu pudesse.
— No quarto, querida.
Agradeci e sai andando, me afastando deles, indo rumo a escada à medida que eu escutava as felicitações de Leila para o Christian sobre a notícia dos trigêmeos.
— Espera, Ana! Vou com você! – ele exclamou, pedindo, mas o ignorei e continuei subindo a escada – Até daqui a pouco, Leila.
— Até, Christian.
— Amor? – escutei ele chamar enquanto adentrava o corredor – Ei, minha buchudinha – Christian disse, segundos depois, puxando meu blazer, já me abraçando por trás – Porque você não me esperou?
— Seu papo estava bom, não quis atrapalhar – falei, conseguindo me soltar sutilmente de seus braços, voltando a andar – Ela é muito bonita – comentei, quando Christian me acompanhou, já passando seu braço por sobre os meus ombros.
— Quem?
Parei de repente, o que fez ele parar também, então o encarei séria, cruzando os braços sobre o busto, fazendo uma cara que claramente dizia “É sério que você quer se fazer de desentendido comigo?”.
— Não precisava ter vindo toda produzida desse jeito, amor. É só um parto – Christian falou, dando um sorriso, olhando de relance para mim.
— Hospital? Quem disse que vamos para algum hospital?
— Ué, Kate não está em trabalho de parto? – indaguei, franzindo o cenho.
— Sim. Mas ela vai parir em casa mesmo.
— Porque?
— Isso é uma tradição que a minha mãe criou para deixar a família mais unida. Se a gestação é tranquila e a obstetra permite o parto em casa, elas optam por fazer, para que toda a família participe. Tanto minha mãe, quanto minhas cunhadas e irmãs, pariram em casa. Com exceção da Mia, porque a Karin estava com o cordão umbilical enrolado no pescocinho, daí a doutora achou melhor fazer uma cesariana.
— Eu não vou parir em casa não, já aviso logo para você, querido.
— E eu nem quero também. Você vai ter trigêmeos, amor. Nunca deixaria você parir em casa e correr um risco enorme. Não. Você vai dar a luz é no hospital mesmo, que é mais seguro – ele disse à medida que estacionava o carro em frente da casa – Sorria, amor. Vai ser legal, você vai ver.
“Ia ser legal se a gente tivesse era transando gostoso em casa e não vendo um bebê nascer” pensei enquanto saía do veículo.
Christian segurou minha mão, então nós seguimos até a porta, que ele logo tocou a campainha. Segundos depois, Maya abriu a porta, nos cumprimentando, antes de adentramos a residência. De repente, notei Christian ficar meio tenso ao meu lado, então segui o olhar dele, vendo Grace descendo a escada, conversando com uma mulher muito bonita, usando um lindo vestido de festa com uma fenda enorme na perna.
— A senhora sabe que eu não iria perder o nascimento de mais um sobrinho meu, né?
— Oi, Christian – a mulher disse, se aproximando de nós, com um sorriso no rosto.
— Oi! – ele exclamou, soltando minha mão, já indo abraçar a outra.
“Quem será essazinha aí, hein?” pensei, olhando com a cara fechada para os dois.
— Eu quase nem te reconheci morena desse jeito.
— Ah... Eu recentemente fiz uma surpresinha para o meu noivo, daí pintei para surpreendê-lo – ela disse sorrindo, passando a mão nos cabelos achocolatados, na mesma tonalidade que os meus.
“Então a biscate é comprometida também. Porque então ela não desgruda do homem alheio!?”
— Mas o que está fazendo aqui? E vestida desse jeito?
— Eu estava em uma festa com o Jaymes e seu irmão me ligou, informando sobre a Kate, então vim correndo para cá, para ver a minha paciente.
— Você é a obstetra da Kate? – Christian inquiriu e a mulher assentiu com a cabeça.
— Estou esperando o meu noivo voltar com uma roupa mais confortável para eu poder ficar a noite toda aqui, acompanhando a evolução do parto.
— Vendo vocês dois de novo neste hall, sabe o que eu lembrei agora, meninos? Da última vez que vocês estiveram aqui, se despedindo de nós para voltarem ao Brasil. Vocês se apelidavam de frutas, não era?
— Meu Deus, mãe! – Christian exclamou, colocando a mão no rosto – Que vergonha de recordar disso.
— Vergonha porquê? Até que era engraçadinho, Chris. Eu era o seu pêssego e você a minha berinjela, lembra? – a mulher falou, rindo, e olhando para o Christian.
— Oh se lembro. Meus irmãos me zoaram um bom tempo por causa disso. Me chamavam de “Sr. Berinjela Extra Grande”.
Os três riram, inclusive Maya que se encontrava ao meu lado, também apenas observando eles.
— Só para informar, berinjela é um legume e não uma fruta – informei séria, e finalmente Christian se lembrou da minha existência, olhando para o lado, ainda sorrindo.
— Amor, perdão. Vem cá – ele murmurou, já me puxando para o lado dele – Leila, essa que é a minha...
“Leila?”
“Eu conheço esse nome de algum lugar”
— Oh! É a sua esposa!? – ela exclamou, vindo me abraçar – Parabéns pelo bebê! Vocês formam um casal lindo!
“Esposa? Mas, já?”
Imediatamente, virei o rosto, encarando Christian, que notei que havia ficado tenso novamente.
— Obrigada – falei, voltando a olhar para Leila – Vocês são amigos de longa data?
— Quase isso. Anos atrás, eu e o Chris fomos noivos – ela murmurou, dando um sorriso sem graça.
“Então essa era a noiva dele na época que eu conheci o Christian no Brasil”
— Ah... Prazer. Eu sou a Anastasia. E sou noiva do Christian e não esposa... E é “Parabéns pelos bebês” e não pelo bebê.
— Gêmeos? – Leila indagou, surpresa.
— Trigêmeos – Christian informou, sorridente, todo orgulhoso.
— Onde está a Kate? – perguntei, olhando para Grace, pois queria sair dali o mais rápido que eu pudesse.
— No quarto, querida.
Agradeci e sai andando, me afastando deles, indo rumo a escada à medida que eu escutava as felicitações de Leila para o Christian sobre a notícia dos trigêmeos.
— Espera, Ana! Vou com você! – ele exclamou, pedindo, mas o ignorei e continuei subindo a escada – Até daqui a pouco, Leila.
— Até, Christian.
— Amor? – escutei ele chamar enquanto adentrava o corredor – Ei, minha buchudinha – Christian disse, segundos depois, puxando meu blazer, já me abraçando por trás – Porque você não me esperou?
— Seu papo estava bom, não quis atrapalhar – falei, conseguindo me soltar sutilmente de seus braços, voltando a andar – Ela é muito bonita – comentei, quando Christian me acompanhou, já passando seu braço por sobre os meus ombros.
— Quem?
Parei de repente, o que fez ele parar também, então o encarei séria, cruzando os braços sobre o busto, fazendo uma cara que claramente dizia “É sério que você quer se fazer de desentendido comigo?”.

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