quarta-feira, 15 de julho de 2020

S.E.X - 2ª Temporada - Capítulo 41


CHRISTIAN

Acordamos um pouco tarde naquele domingo e enquanto tomávamos o café da manhã, eu pude perceber que a nossa conversa da madrugada havia nos feito muito bem, pois estávamos mais comunicativos e bem mais próximos um do outro.

Ana acabou comentando comigo sobre ela começar a procurar, esses meses, um bom profissional em Terapia de Casal para atender no período da manhã lá na S.E.X, fazendo assim, a agenda dela não ficar muito sobrecarregada de pacientes. Anastasia também falou que estava pensando em fazer uma especialização em Terapia Familiar, tanto para enriquecer o currículo profissional dela quanto para nos ajudar, quem sabe futuramente, com nossos filhos.

Eu também comentei com ela que iria mandar reformar a casa e deixar a mesma mais ampla para a chegada das crianças. Todavia, só havia falado aquilo para despistar a Ana, pois minha intenção mesmo era procurar uma casa nova para chamarmos de nossa.

Depois do café da manhã, fomos arrumar as coisas para o almoço. Anastasia foi supervisionar as pessoas que a mesma tinha contratado para arrumar o quintal enquanto que eu cuidava de limpar a churrasqueira, de acender o fogo e de pegar as carnes que eu iria assar.

Era por volta das onze horas da manhã, quando nossas famílias chegaram e eles ficaram maravilhados com a mesa arrumada e com os brinquedos infláveis, que Ana havia mandado colocar para os meus sobrinhos se entreterem durante o almoço.
Eu me encontrava em frente a churrasqueira, assando mais uma leva de carne, enquanto o pessoal conversava sentados à mesa, quando as crianças vieram para perto de mim, ora pedindo-me mais hambúrgueres, ora correndo em volta da churrasqueira.
— Ei, seus diabinhos! Saíam de perto do fogo! – escutei Anastasia exclamar, já se aproximando e enxotando meus sobrinhos de perto – Vão brincar nos brinquedos ali, vão!
— Você vai chamar nossos filhos de “Diabinhos” também, amor? – perguntei, quando meus sobrinhos se afastaram de nós, e ela sorriu.

— Claro que não, querido, porque assim que sairmos do hospital, levaremos os três para serem exorcizados em uma igreja.

— É o quê? – indaguei em meio à risada.

— Isso mesmo que o senhor ouviu. Filho meu não vai ser endiabrado não. Vão ser calmos, mais tão calmos, que futuramente o mundo terá três candidatos para ser o próximo Buda.

— Ai, ai, amor. Só você mesma para pensar que teremos filhos calmos quando a genética diz o contrário – comentei, ainda sorrindo, enquanto virava as carnes.

— A esperança é a última que morre, amor. E por falar em igreja... Eu vou sair daqui a pouco para ir visitar o túmulo do meu pai.

Parei de colocar os pães na chapa que ficava na parte de cima da churrasqueira e a encarei de relance.

— Ella vai com você?

— Acho que não – Ana comentou, fazendo uma cara triste e suspirou profundamente.

— Tome... para alegrar a sua vida – falei cortando um pedaço pequeno de carne que se encontrava menos quente, na tábua ao lado da churrasqueira, já dando o mesmo na boca dela.

— Obrigada, amor. Está muito gostoso.

— Obrigado, querida. E se quiser, eu posso ir com você. Podemos ir ao cemitério depois disso aqui acabar, ok? – inquiri à medida que eu terminava de colocar o queijo e o presunto sobre as carnes e tirava um pedaço de churrasco já pronto, o colocando na tábua para cortá-lo.

— Não precisa fazer isso. Assim como a Anabella, eu sei que você também não gostava do meu pai, então não se preocupe. Eu só vou comprar flores para deixar no túmulo dele e depois volto para cá. Eu vou levar isso para mesa.

A vi pegar a travessa com carne, que eu havia cortado recentemente, e o prato com quatro dos hambúrgueres para os meus sobrinhos.

— Ok, amor. Já estou indo e levo esses dois e o resto da carne – comentei e ela assentiu, já saindo.

Logo finalizei as coisas e fui me sentar para comer com os outros. O almoço seguiu bem divertido, com todos fazendo brincadeiras, provocando um ao outro, enquanto os meninos se divertiam muito nos brinquedos infláveis. Assim que minha mãe anunciou que era a hora dos pais receberem os seus presentes, Anastasia se levantou, pedindo licença, dizendo que teria que sair naquele momento para fazer algo muito importante.

Fiquei triste, por ela sair logo nessa parte do almoço, não que eu esperasse ganhar um presente da mesma, já que Ana havia me dito, semanas atrás, que eu só ganharia presente de Dia dos Pais depois que os trigêmeos nascessem. Entretanto, eu gostaria de ter pelo menos a companhia dela ao meu lado, nesse momento especial da minha família, mas eu iria esperar para o ano que vem, para poder vivenciar também esse momento.

Assim que Anastasia se afastou, saindo do quintal, pedi a Ella que fosse com a irmã dela ao cemitério, mesmo que a mesma odiasse o pai, que pelo menos fizesse aquilo pela Ana. Anabella assentiu, meio a contra gosto, e logo saiu também, deixando Jack ali bebendo, enquanto eu começava a ver meus irmãos ganharem seus presentes.





ANASTASIA

Estava terminando de colocar o cinto, quando me assustei com minha irmã entrando no carro.
— O que está fazendo aqui? – inquiri, a encarando surpresa.

— Vamos comprar flores e ir depois ao cemitério, não é?

Fiquei confusa, mas logo deduzi que Christian deveria ter dito algo à ela.

— Não precisa fazer isso, Ella.

— Acho que preciso sim, irmã.

A vi respirar fundo enquanto colocava o cinto, então eu disse um “Ok” e já liguei o carro, saindo de frente da garagem da casa.

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