quarta-feira, 15 de julho de 2020

S.E.X - 2ª Temporada - Capítulo 32


ANASTASIA

Continuei o encarando para ver se o mesmo iria comentar mais alguma coisa sobre o que eu dissera de ter me desfeito da minha fortuna, mas aquilo não era totalmente verdade.

“Eu sou louca, mas nem tanto assim”

“Porque eu ficaria pobre, se é mais fácil enriquecer o Christian, né?”

— Não vai falar nada? – perguntei, vendo-o dar de ombros.

— O que eu poderia dizer, amor? O dinheiro era seu, então não tenho nada a ver com o que você decide fazer com ele.

Christian me chamou para sentar em seu colo e assim eu o fiz, ficando de lado sobre suas coxas à medida que ele rodeava minha cintura, abraçando-me.

— A única coisa que eu vou falar sobre esse assunto é que você não precisava ter feito isso, Ana – ele ressaltou, acariciando meu rosto com uma das mãos – Eu amo você, sendo rica ou pobre... mas depois disso, eu vou ter que pegar algumas horas extras na faculdade.

“Como é que é?”

“Faculdade nunca mais, baby”

— Você não vai precisar fazer aulas extras nunca mais, amor.

— Como assim? A gente vai precisar ter uma reserva de dinheiro para quando os trigêmeos nascerem, Ana. Principalmente, agora.

— Não vamos não. Eu não me desfiz totalmente da minha fortuna. Enquanto você estava apagado aqui na minha cama, eu fui até o banco e fiz as transferências. Cem mil para a conta do Jack, pois ele e minha irmã vão precisar de grana extra para cuidar dos meus sobrinhos daqui a oito meses. Deixei quinhentos mil na minha conta e o restante, em torno de mais de um milhão, eu transferi para a sua – anunciei, vendo-o abrir a boca, em choque.

“Será que ele não gostou?” pensei quando Christian me mandou sair do seu colo e nós dois nos levantamos do chão.

— Fala alguma coisa, por favor, assim eu vou achar que não gostou da ideia que eu tive – comentei enquanto o via andar pelo quarto.

— Não, eu não gostei, Ana. Porra! Assim até parece que eu estou com você por causa do seu dinheiro ou que você tem tanta vergonha de mim que prefere me dar seu dinheiro para que eu fique no mesmo status financeiro que você!

— Christian, eu não tenho vergonha de você.

— Ah não? – ele indagou e se aproximou de mim – Quer saber de uma coisa, Ana? Eu não quero sua fortuna, porque sou bem mais feliz tendo apenas seis mil na minha conta do que um milhão.

— Pelo amor de Deus, Christian! Deixa de ser uma anta quadrada e para um pouco para pensar no real motivo por trás disso, cacete!

— E qual seria?

— Consumismo, Christian – declarei, vendo-o me olhar incrédulo.

— Como é que é?

Rolei os olhos.

— Vem cá – falei pegando no braço dele e o puxando então o conduzi até o meu closet – Olha as minhas roupas.

— Para quê?

Respirei fundo e eu mesmo comecei a atirar as peças de roupa no pequeno divã ao centro enquanto falava as marcas delas, todas famosas e caras.

— Ainda não estou entendendo aonde você quer chegar, Ana – ele murmurou cruzando os braços.

— Todos esses nomes que eu acabei de falar são marcas caras de roupas e bolsas. Sim, eu admito que pensei que era mais fácil ter enriquecer do que eu ficar pobre, mas no fundo minha intenção era porque sou consumista demais. Eu estou esperando três bebês, Christian. Eu pesquisei na internet sobre o valor do enxoval completo para um bebê e é bem caro, agora multiplica isso por três – declarei me aproximando lentamente dele – Eu gosto de coisas caras, querido, e se eu ficasse com esse dinheiro, era bem provável que em menos de cinco anos eu tivesse gastado esse um milhão só em coisas para os nossos filhos – comentei, enlaçando-o pelo pescoço e ele segurou minha cintura – Eu fiz isso porque confio em você. Confio que vai usar esse dinheiro sabiamente e me ensinar a me controlar mais com relação às compras. Acredita que eu já gastei cem mil numa bolsa.

Christian me olhou incrédulo.

— Cem mil? Em um bolsa? Você é louca, amor! – ele exclamou, me fazendo rir.

— Eu sei. Mas eu sou louca por outra coisa. Sou louca pelo seu amiguinho aqui embaixo e pelo o que estar grudado nele, ou seja, você – sussurrei o beijando – Christian eu preciso de você dentro de mim. Se enterrando em mim, me fodendo bem gostoso, do jeito que só você sabe fazer. Quero desmaiar de tesão em cima desse pau maravilhoso que estou a sentir que já está animadinho.

Christian riu, fechando mais seus braços ao redor da minha cintura, fazendo-me colar em seu corpo e sentir ainda mais a dureza de seu membro.

— Ele gosta quando você diz coisas pervertidas... Então quer desmaiar de tanto ser comida, hein? Só não vale pedir para sair antes do tempo.

Sorri dando um selinho nele.

— Prometo, meu professor gostoso.

— Sabia que eu não tenho tara por alu...

— Ah cala a boca e me beija, cacete! – exclamei, fazendo Christian rir, antes do mesmo descer ferozmente seus lábios sobre os meus.

Nenhum comentário:

Postar um comentário