CHRISTIAN
Acordei assustado devido a um forte barulho, então virei a cabeça e vi Ana sentada ao meu lado, vestida em um robe cinza, mexendo no que parecia ser um controle de TV.
— Desculpe. Te acordei? – ela perguntou, desligando a televisão.
Me sentei, ficando na beirada da cama, e passei a sentir uma dor infernal na minha cabeça, que parecia que ia explodir. Anastasia apareceu logo em seguida, dando-me um comprimido e um copo com água.
— Toma, querido. Beba isso. Vai te ajudar a melhorar dessa ressaca – ela falou, sendo muito atenciosa comigo, o que estranhei na hora.
Eu tinha certeza de que aquilo ali era um sonho, só podia ser, porque a Ana nunca havia sido muito atenciosa assim, mesmo quando a gente estava juntos e bem, ela sempre era uma égua, dando coice para tudo quanto é lado. Anastasia me fez deitar novamente e eu acabei dormindo de novo, mas quando acordei, não encontrei ninguém no quarto, que aliás, era o dela.
“Estou no loft da Ana?” indaguei me levantando, já a vendo subir a escada com uma bandeja de comida.
— Eu já ia te acordar para você comer alguma coisa – anunciou ela passando por mim, colocando a bandeja no final da cama, depois se virou, ajeitando a alça do sutiã por sob a camisola e me encarou – Como está sua cabeça?
— Está bem melhor. O que você me deu?
— Anfetamina. Então... Você quer primeiro tomar um banho, comer ou conversar? Porque nós precisamos conversar, Christian. Na verdade, eu que preciso te dizer umas coisas bem sérias.
“Eita porra! A Terceira Guerra Mundial vai acontecer aqui em Seattle, dentro desse loft, já tô até vendo isso”
— A gente pode conservar primeiro, mas antes eu preciso escovar a boca para tirar esse gosto horrível que estou sentindo.
“Se for para morrer, que seja de boca limpa, né Senhor?”
Anastasia assentiu então sai, entrando no espaço que ficava a pia, escutando ela dizer onde possuía escovas novas. Assim que terminei de lavar a boca, joguei um pouco de água no rosto para me despertar.
“Tô pronto para a guerra” pensei, já retornando ao quarto.
— Você sabe da minha camisa? – indaguei, pois estava só de calça jeans.
— Eu botei para lavar junto com o meu vestido. Até agora a mancha do seu vômito ainda não saiu e se não sair, infelizmente eu vou ter que jogar fora.
— A minha blusa?
— Não. Estou falando do meu vestido. Comprei ele essa semana, porque minhas roupas já começaram a não me caber mais. Mas fazer o quê, né? É a vida – ela deu de ombros e se aproximou de mim, mas não me abraçou ou me tocou e isso me deixou triste por dentro.
— Ana... – comecei a falar, mas ela me interrompeu, colocando dois de seus dedos sobre meus lábios.
— Antes que você fale qualquer coisa, Christian, eu preciso te dizer isso primeiro – Anastasia murmurou e eu fiquei surpreso ao vê-la se ajoelhar a minha frente e erguer o olhar para mim, mas logo ela olhou para minha calça e começou a rir – Aí Senhor, essa posição e distância não tá legal.
— O que foi?
— Eu estou ajoelhada na sua frente, Christian, então minha mente nada pura já está pensando besteira aqui e não é isso que eu quero pensar ou fazer agora. Pode se afastar alguns passos, por favor, antes que eu te ataque, tire sua calça e te chupe bem gostoso, porque minha situação aqui embaixo está ficando bem complicada com essa nossa proximidade facial e pélvica – ela pediu, me fazendo rir também.
“Essa Ana é totalmente tarada e isso é uma das coisas que amo nela”
“Mas bem que uma chupadinha não mataria ninguém, né?” pensei, me afastando.
— Aqui está bom?
Ela assentiu, depois a vi respirar profundamente como se quisesse tomar coragem, então eu apenas cruzei os braços e esperei o que estava por vir.
— Christian, eu tô assim de joelhos, porque eu quero te pedir desculpas pelas coisas que falei para você naquele dia. Sei que nós dois possuímos personalidades e opiniões diferentes, e que sempre vamos está em pé de guerra, mas por favor, não desiste de mim. Mesmo que eu lhe diga para ir embora ou te expulse da minha vida, você tem que ficar, porque eu só falo isso da boca para fora, mas no fundo é o contrário.
Anastasia limpou as lágrimas enquanto praguejava baixo, então me aproximei dela, me ajoelhei a sua frente, pegando seu lindo rosto entre minhas mãos e ela me encarou.
— Me perdoa, por favor. Eu não aguento mais ficar longe de você, Christian. Não tô falando sexualmente e sim...
— Eu entendi, meu amor – declarei, trazendo ela para os meus braços, fazendo-a repousar sua cabeça em meu ombro – É claro que eu te perdoo, Ana, porque eu também falei coisas que não deveria ter falado e...
— Você está certo sobre mim – ela declarou, me interrompendo, já se desvencilhando do meu abraço, sentando sobre suas pernas, então me sentei no chão, recostando-me à cama – Eu realmente sou uma riquinha, mimada e egocêntrica, como você disse lá na clínica. E por causa disso eu me desfiz da minha fortuna.
“Porque diabos ela fez isso?”
— Porque...
— Eu fiz isso? – Anastasia terminou a frase por mim, me encarando e dando um meio sorriso – Porque eu te amo, Christian, e não quero mais brigar com você por causa da nossa antiga diferença financeira.
Acordei assustado devido a um forte barulho, então virei a cabeça e vi Ana sentada ao meu lado, vestida em um robe cinza, mexendo no que parecia ser um controle de TV.
— Desculpe. Te acordei? – ela perguntou, desligando a televisão.
Me sentei, ficando na beirada da cama, e passei a sentir uma dor infernal na minha cabeça, que parecia que ia explodir. Anastasia apareceu logo em seguida, dando-me um comprimido e um copo com água.
— Toma, querido. Beba isso. Vai te ajudar a melhorar dessa ressaca – ela falou, sendo muito atenciosa comigo, o que estranhei na hora.
Eu tinha certeza de que aquilo ali era um sonho, só podia ser, porque a Ana nunca havia sido muito atenciosa assim, mesmo quando a gente estava juntos e bem, ela sempre era uma égua, dando coice para tudo quanto é lado. Anastasia me fez deitar novamente e eu acabei dormindo de novo, mas quando acordei, não encontrei ninguém no quarto, que aliás, era o dela.
“Estou no loft da Ana?” indaguei me levantando, já a vendo subir a escada com uma bandeja de comida.
— Eu já ia te acordar para você comer alguma coisa – anunciou ela passando por mim, colocando a bandeja no final da cama, depois se virou, ajeitando a alça do sutiã por sob a camisola e me encarou – Como está sua cabeça?
— Anfetamina. Então... Você quer primeiro tomar um banho, comer ou conversar? Porque nós precisamos conversar, Christian. Na verdade, eu que preciso te dizer umas coisas bem sérias.
“Eita porra! A Terceira Guerra Mundial vai acontecer aqui em Seattle, dentro desse loft, já tô até vendo isso”
— A gente pode conservar primeiro, mas antes eu preciso escovar a boca para tirar esse gosto horrível que estou sentindo.
“Se for para morrer, que seja de boca limpa, né Senhor?”
Anastasia assentiu então sai, entrando no espaço que ficava a pia, escutando ela dizer onde possuía escovas novas. Assim que terminei de lavar a boca, joguei um pouco de água no rosto para me despertar.
“Tô pronto para a guerra” pensei, já retornando ao quarto.
— Você sabe da minha camisa? – indaguei, pois estava só de calça jeans.
— Eu botei para lavar junto com o meu vestido. Até agora a mancha do seu vômito ainda não saiu e se não sair, infelizmente eu vou ter que jogar fora.
— A minha blusa?
— Não. Estou falando do meu vestido. Comprei ele essa semana, porque minhas roupas já começaram a não me caber mais. Mas fazer o quê, né? É a vida – ela deu de ombros e se aproximou de mim, mas não me abraçou ou me tocou e isso me deixou triste por dentro.
— Ana... – comecei a falar, mas ela me interrompeu, colocando dois de seus dedos sobre meus lábios.
— Antes que você fale qualquer coisa, Christian, eu preciso te dizer isso primeiro – Anastasia murmurou e eu fiquei surpreso ao vê-la se ajoelhar a minha frente e erguer o olhar para mim, mas logo ela olhou para minha calça e começou a rir – Aí Senhor, essa posição e distância não tá legal.
— O que foi?
— Eu estou ajoelhada na sua frente, Christian, então minha mente nada pura já está pensando besteira aqui e não é isso que eu quero pensar ou fazer agora. Pode se afastar alguns passos, por favor, antes que eu te ataque, tire sua calça e te chupe bem gostoso, porque minha situação aqui embaixo está ficando bem complicada com essa nossa proximidade facial e pélvica – ela pediu, me fazendo rir também.
“Essa Ana é totalmente tarada e isso é uma das coisas que amo nela”
“Mas bem que uma chupadinha não mataria ninguém, né?” pensei, me afastando.
— Aqui está bom?
Ela assentiu, depois a vi respirar profundamente como se quisesse tomar coragem, então eu apenas cruzei os braços e esperei o que estava por vir.
— Christian, eu tô assim de joelhos, porque eu quero te pedir desculpas pelas coisas que falei para você naquele dia. Sei que nós dois possuímos personalidades e opiniões diferentes, e que sempre vamos está em pé de guerra, mas por favor, não desiste de mim. Mesmo que eu lhe diga para ir embora ou te expulse da minha vida, você tem que ficar, porque eu só falo isso da boca para fora, mas no fundo é o contrário.
Anastasia limpou as lágrimas enquanto praguejava baixo, então me aproximei dela, me ajoelhei a sua frente, pegando seu lindo rosto entre minhas mãos e ela me encarou.
— Me perdoa, por favor. Eu não aguento mais ficar longe de você, Christian. Não tô falando sexualmente e sim...
— Eu entendi, meu amor – declarei, trazendo ela para os meus braços, fazendo-a repousar sua cabeça em meu ombro – É claro que eu te perdoo, Ana, porque eu também falei coisas que não deveria ter falado e...
— Você está certo sobre mim – ela declarou, me interrompendo, já se desvencilhando do meu abraço, sentando sobre suas pernas, então me sentei no chão, recostando-me à cama – Eu realmente sou uma riquinha, mimada e egocêntrica, como você disse lá na clínica. E por causa disso eu me desfiz da minha fortuna.
“Porque diabos ela fez isso?”
— Porque...
— Eu fiz isso? – Anastasia terminou a frase por mim, me encarando e dando um meio sorriso – Porque eu te amo, Christian, e não quero mais brigar com você por causa da nossa antiga diferença financeira.

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