quarta-feira, 15 de julho de 2020

S.E.X - 2ª Temporada - Capítulo 30


CHRISTIAN

Despertei agarrado a alguém e logo notei que era uma das meninas da faculdade de História. Forcei a minha massa cinzenta, lembrando o nome dela e de como eu tinha vindo parar aqui na cama da mesma.

Depois que a Ana tinha terminado comigo e ido embora, comecei a beber para esquecer ela, porque lembrar da Anastasia me machucava muito, então ontem de manhã nos encontrando depois de quatro dias sem nos vermos e ela me tratou como um estranho, como apenas o pai dos filhos dela.

Não queria que ela visse que eu sofria com aquilo, então a tratei tão friamente quanto a mesma me tratou, mas assim que nos despedimos, eu fui para casa e passei o dia bebendo até apagar. Entretanto, a noite saí para beber em alguns dos bares locais e em um deles, esbarrei com a Sheyla, que também estava bebendo para superar um término de um namoro relâmpago que ela teve.

Ficamos ali, bebendo juntos, sendo um o confidente do outro, até que fomos expulsos do bar onde nos encontrávamos e fomos para o novo apartamento dela. Depois de mais algumas doses, acabamos na cama e agora estou aqui na maior ressaca, mas como a imagem da Ana não me saía da cabeça, eu iria procurar algo para beber.

“Acho que eu vi uma garrafa de Martini no armário da cozinha ontem” pensei, levantando-me e indo até lá, meio zonzo.

— Vai beber de novo? – escutei, minutos depois, então olhei para a cama, onde Sheyla me encarava com uma das sobrancelhas erguidas.

— Sim. É a única coisa que eu posso fazer para não pensar na Ana.

— Christian, eu sei que a tua bad está pior que a minha, mas ficar bêbado, 24 horas por dia, não vai adiantar nada. Ao invés de você ficar aí enchendo a cara, porque não toma um banho, se veste e vai atrás dela para falar tudo o que você me disse essa madrugada. Tenho certeza que ela vai cair na real, vai parar de ser mesquinha e vai voltar para você – Sheyla comentou, já se levantando da cama, seguindo para o banheiro.

“Ela tem razão. Preciso confrontar a Ana” pensei entornando o resto do líquido da garrafa de Martini, indo em seguida procurar minha roupa.





ANASTASIA

Me encontrava na S.E.X e para a minha sorte eu só tinha um atendimento naquele sábado, assim eu teria tempo para ir até a casa do Christian, pedir desculpas a ele e fazermos as pazes. Estava no meio da consulta, escutando atentamente o Sr. Pizzolato contar como a minha terapia de casal, juntamente com a terapia psiquiátrica de sua esposa, sentada ao seu lado, estava finalmente dando ótimos resultados no casamento deles.

De repente, escutei o que parecia ser as vozes de Sammy e de Christian, discutindo um com outro, então segundos depois a porta do meu consultório foi aberta com força e um Christian que nunca tinha visto passou por ela.

“O que será que tinha acontecido com ele?”

— Que bonitinho. Terapia de casal? Essa daí não pode ajudar vocês não. Ela nem consegue ter um relacionamento sem surtar igual a uma louca – ele debochou com a voz meio grogue e sua aparência era de total desleixo.

— Christian, você está bêbado? – inquiri, me levantando e meus pacientes também fizeram o mesmo.

— Eu tô mais sóbrio que nunca, minha querida. Ah esqueci que você não é mais minha – Christian deu um passo cambaleante em minha direção, fazendo o Sr. Pizzolato se colocar na frente da esposa – É de todos, menos minha, além de ser uma riquinha, mimada e egocêntrica. Só toma cuidado senhora, porque essa daí gosta de transar com os pacientes dela.

“Agora para mim já deu. Esse assunto de novo não”

— Já chega, Christian! Se veio aqui para me difamar, você já o fez. Agora vai embora e quando estiver sóbrio a gente conversa sobre nós.

— Não! A gente vai conversar agora. Eu não vou sair daqui.

“Ai meu Senhor, essa não era a conversa que eu tinha planejado, mas vamos lá, né?” pensei enquanto dispensava e tranquilizava o casal, que se encontrava assustado com aquele barraco desnecessário do Christian.

— O que te deu na cabeça para vir aqui e fazer um escândalo, hein?

— Eu tô aqui para ver você se ajoelhar e pedir desculpas para mim.

“Como é que é?”

Sorri, incrédula, e rolei os olhos.

— Não vou fazer isso, Christian. E não vamos conversar, porque você está bêbado e eu não quero discutir contigo – falei, me aproximando dele.

— Eu não estou bêbado. Só tomei uma garrafa de Martini, que tava no armário da Sheyla, essa manhã quando acordei, então eu só tô meio alto, mas não estou bêbado não. Não, não tô bêbado – Christian comentou, meio aéreo, se afastando de mim e indo se sentar no sofá do consultório.

“Ele dormiu com uma daquelas piriguetes?”

“Respira fundo, ignore isso e tenha paciência com ele, Ana, ou você vai acabar sem nada de novo” alertei a mim mesma.

— Tudo bem, Christian. Já que você não está bêbado, vamos conversar – falei, me sentando ao seu lado.

Todavia, eu mal tinha colocado a bunda no assento e Christian vomitou em cima de mim, fazendo-me imediatamente ter náuseas e correr para a pia do consultório para vomitar também. Consegui tirar a parte gosmenta do vômito do meu vestido, mas o cheiro ainda estava ali, então voltei para perto do sofá, encontrando Christian deitado dormindo, quer dizer, apagado totalmente, pois nem um beliscão na mão o fez acordar.
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Chamei por Samantha e nós duas conseguimos o arrastar até o meu carro, estacionado em frente da clínica.

— Obrigada, Sammy. Eu estou indo para casa agora, então você já pode ir também – informei adentrando o veículo e Samantha assentiu, acenando um tchau enquanto eu botava o carro para andar.

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