ANASTASIA
— Coitado do Christian. Vai ter uma mulher brava em casa – escutei um dos cunhados dele comentar, já rindo, quando Kate contou sobre o ocorrido aos demais que haviam acabado de voltar da praia.
— Mesmo eu tendo gostado de ver o quase assassinato do idiota do seu namorado, eu acho que você pegou pesado demais com ele, Aninha – Ella falou, minutos depois, e olhou para Jack, que se encontrava dentro da piscina – Ainda bem que o meu gato não é muito ciumento igual a você, senão tu ficaria viúva antes mesmo de se casar.
— Ha ha, que engraçado – murmurei e respirei fundo, já me levantando, pois Ivy tinha acabado de nos chamar para almoçar – Vou lá chamar o outro.
Adentrei a casa, já oferecendo-me aos pais de Christian para chamar o mesmo, então Grace me olhou com uma cara feia e a mesma só me deixou subir, quando eu garanti que iria pedir desculpas pelo ocorrido na piscina. Encontrei Christian saindo do banheiro, vestido já em outra roupa. Ele olhou para mim, por alguns segundos, e depois desviou o olhar, indo se deitar na cama, tirando o celular da tomada, ao lado da mesinha de cabeceira.
— Como você está? – perguntei, dando a volta na cama, parando perto dele, que nem sequer me encarou – Christian?
— O que você quer?
— Quero saber como você está – murmurei e ele finalmente desviou o olhar do celular, me encarando com uma cara fechada.
— Estou sentindo um pouco de dor no peito. Feliz?
— Me desculpe pelo que houve – falei, sentando-me na beirada da cama, fazendo com que ele se afastasse um pouco – Acho que peguei muito pesado com você.
— É, pegou mesmo.
— Eu não tinha conhecimento que você não sabia nadar.
— E ninguém te avisou, né? Porque não pulou para me salvar quando me viu debater na água, desesperado?
— Eu estava puta da vida, poxa! Você bateu na bunda da minha irmã, queria que eu estivesse feliz da vida? Não. Eu fiquei cega de raiva e de ciúmes na hora.
— Foi sem querer, eu já disse. Pensei que era você deitada de bruços e em minha defesa, vocês duas são a cópia uma da outra, então...
— Tudo bem, querido. Mas você deveria ter controlado sua taradice.
— Acho que você deveria me conhecer o suficiente para saber que eu não faria aquilo na Ella de propósito. E eu amo a sua bunda, Ana, então não consigo me controlar.
— Pois, a partir de agora, só bata na minha bunda, se tiver certeza que sou eu, ok? – inquiri e Christian assentiu com a cabeça – O que tanto você está olhando aí, hein? – indaguei, já passando por cima dele, deitando-me e me aconchegando ao seu corpo.
— Estou vendo os comentários daquela foto que eu postei e te marquei, lembra?
Assenti, olhando para a tela do celular, já vendo e lendo os tais comentários do post dele, notando que a maioria eram de alguns pacientes e ex-pacientes meu, da época que eu morei em Nova York.
— Depois dessa postagem, eu recebi 158 solicitações de amizade. Todas de homens. Não aceitei nenhuma.
Comecei a rir e logo me estiquei um pouco, beijando seus lábios.
— Pois deveria ter aceitado, para mostrar à eles que eu sou sua.
— Eu não. Não devo satisfação da minha vida para ninguém. Mas, de vez em quando, poste uma foto comigo também, ou pode ser aquelas fotos sugestivas que você adora postar, contanto que me marque nelas, ok amor?
— Pode deixar, querido. Agora vamos descer para almoçar... Ou você quer que eu traga o seu almoço aqui no quarto?
— Não quero você carregando peso, minha buchuda. Já estou melhor para descer – Christian falou, se levantando da cama e eu fiz o mesmo.
O resto do dia passou bem tranquilo. De tardezinha, fomos ver o pôr-do-sol na praia e depois voltamos para jantar. Após terminarmos de comer, ficamos um pouco conversando na mesa enquanto víamos as crianças brincarem no carpete da sala.
— Que barulho foi aquele no quarto de vocês essa madrugada? – Ivy inquiriu cinicamente, fazendo eu e Christian sermos o alvo dos olhares de todos.
— Estávamos transando, porque? – ele murmurou.
— Aproveita, cara, pois com filho em casa, o barulho tem que diminuir para 1% – disse Owen.
— Não vamos diminuir nada. Os bebês chegarão depois, eles que se adaptem com o barulho de cama rangendo – falei, sorrindo, fazendo todos rirem.
— Isso mesmo, Ana. Eu não diminui também não. Vocês tem que aproveitar muito, porque depois que eles crescerem, será vocês que começarão a ouvir as camas rangendo – Grace comentou, causando várias caras e bocas em seus filhos.
— Reze muito para não serem todas meninas, cunhadinho – minha irmã falou e Jack riu.
— Pode apostar que vão ser todas meninas sim. Christian vai ter que me pagar pelas camisinhas furadas.
— Não senhora! – ele exclamou, fingindo está meio emburrado – Eu não me arrependo de furar elas e furaria tudo de novo.
— Mas que safado! Eu queria que você tivesse me conquistado primeiro, antes de ter me embuchado – murmurei e ele me olhou de lado.
— Mas eu conquistei. Você não me ama? Está comigo só pelos bebês?
— Ihh... O clima pesou minha gente – escutei Maya dizer, rindo.
— Não falei isso, amor. E outra, se eu não te amasse, porque eu diria que “Te amo” às vezes? – indaguei e o vi rolar os olhos, virando o rosto para o outro lado.
— Não liga, Ana. Christian é muito sensível.
— Cala a boca, Elliot!
— Qual é o seu problema, idiota? Eu menti por acaso? Qualquer um de nós é mais durão que você! – o irmão dele provocou, rindo, e Christian acabou mostrando o dedo do meio para ele.
— Os dois se comportem ou vão levar chinelada na frente de todo mundo! – Grace exclamou.
— Coitado do Christian. Vai ter uma mulher brava em casa – escutei um dos cunhados dele comentar, já rindo, quando Kate contou sobre o ocorrido aos demais que haviam acabado de voltar da praia.
— Mesmo eu tendo gostado de ver o quase assassinato do idiota do seu namorado, eu acho que você pegou pesado demais com ele, Aninha – Ella falou, minutos depois, e olhou para Jack, que se encontrava dentro da piscina – Ainda bem que o meu gato não é muito ciumento igual a você, senão tu ficaria viúva antes mesmo de se casar.
— Ha ha, que engraçado – murmurei e respirei fundo, já me levantando, pois Ivy tinha acabado de nos chamar para almoçar – Vou lá chamar o outro.
Adentrei a casa, já oferecendo-me aos pais de Christian para chamar o mesmo, então Grace me olhou com uma cara feia e a mesma só me deixou subir, quando eu garanti que iria pedir desculpas pelo ocorrido na piscina. Encontrei Christian saindo do banheiro, vestido já em outra roupa. Ele olhou para mim, por alguns segundos, e depois desviou o olhar, indo se deitar na cama, tirando o celular da tomada, ao lado da mesinha de cabeceira.
— O que você quer?
— Quero saber como você está – murmurei e ele finalmente desviou o olhar do celular, me encarando com uma cara fechada.
— Estou sentindo um pouco de dor no peito. Feliz?
— Me desculpe pelo que houve – falei, sentando-me na beirada da cama, fazendo com que ele se afastasse um pouco – Acho que peguei muito pesado com você.
— É, pegou mesmo.
— Eu não tinha conhecimento que você não sabia nadar.
— E ninguém te avisou, né? Porque não pulou para me salvar quando me viu debater na água, desesperado?
— Eu estava puta da vida, poxa! Você bateu na bunda da minha irmã, queria que eu estivesse feliz da vida? Não. Eu fiquei cega de raiva e de ciúmes na hora.
— Foi sem querer, eu já disse. Pensei que era você deitada de bruços e em minha defesa, vocês duas são a cópia uma da outra, então...
— Tudo bem, querido. Mas você deveria ter controlado sua taradice.
— Acho que você deveria me conhecer o suficiente para saber que eu não faria aquilo na Ella de propósito. E eu amo a sua bunda, Ana, então não consigo me controlar.
— Pois, a partir de agora, só bata na minha bunda, se tiver certeza que sou eu, ok? – inquiri e Christian assentiu com a cabeça – O que tanto você está olhando aí, hein? – indaguei, já passando por cima dele, deitando-me e me aconchegando ao seu corpo.
— Estou vendo os comentários daquela foto que eu postei e te marquei, lembra?
Assenti, olhando para a tela do celular, já vendo e lendo os tais comentários do post dele, notando que a maioria eram de alguns pacientes e ex-pacientes meu, da época que eu morei em Nova York.
Comecei a rir e logo me estiquei um pouco, beijando seus lábios.
— Pois deveria ter aceitado, para mostrar à eles que eu sou sua.
— Eu não. Não devo satisfação da minha vida para ninguém. Mas, de vez em quando, poste uma foto comigo também, ou pode ser aquelas fotos sugestivas que você adora postar, contanto que me marque nelas, ok amor?
— Pode deixar, querido. Agora vamos descer para almoçar... Ou você quer que eu traga o seu almoço aqui no quarto?
— Não quero você carregando peso, minha buchuda. Já estou melhor para descer – Christian falou, se levantando da cama e eu fiz o mesmo.
★ ★ ★ ★ ★
O resto do dia passou bem tranquilo. De tardezinha, fomos ver o pôr-do-sol na praia e depois voltamos para jantar. Após terminarmos de comer, ficamos um pouco conversando na mesa enquanto víamos as crianças brincarem no carpete da sala.
— Que barulho foi aquele no quarto de vocês essa madrugada? – Ivy inquiriu cinicamente, fazendo eu e Christian sermos o alvo dos olhares de todos.
— Estávamos transando, porque? – ele murmurou.
— Aproveita, cara, pois com filho em casa, o barulho tem que diminuir para 1% – disse Owen.
— Não vamos diminuir nada. Os bebês chegarão depois, eles que se adaptem com o barulho de cama rangendo – falei, sorrindo, fazendo todos rirem.
— Isso mesmo, Ana. Eu não diminui também não. Vocês tem que aproveitar muito, porque depois que eles crescerem, será vocês que começarão a ouvir as camas rangendo – Grace comentou, causando várias caras e bocas em seus filhos.
— Reze muito para não serem todas meninas, cunhadinho – minha irmã falou e Jack riu.
— Pode apostar que vão ser todas meninas sim. Christian vai ter que me pagar pelas camisinhas furadas.
— Não senhora! – ele exclamou, fingindo está meio emburrado – Eu não me arrependo de furar elas e furaria tudo de novo.
— Mas que safado! Eu queria que você tivesse me conquistado primeiro, antes de ter me embuchado – murmurei e ele me olhou de lado.
— Mas eu conquistei. Você não me ama? Está comigo só pelos bebês?
— Ihh... O clima pesou minha gente – escutei Maya dizer, rindo.
— Não falei isso, amor. E outra, se eu não te amasse, porque eu diria que “Te amo” às vezes? – indaguei e o vi rolar os olhos, virando o rosto para o outro lado.
— Não liga, Ana. Christian é muito sensível.
— Cala a boca, Elliot!
— Qual é o seu problema, idiota? Eu menti por acaso? Qualquer um de nós é mais durão que você! – o irmão dele provocou, rindo, e Christian acabou mostrando o dedo do meio para ele.
— Os dois se comportem ou vão levar chinelada na frente de todo mundo! – Grace exclamou.

Nenhum comentário:
Postar um comentário