ANASTASIA
— Christian! – esbravejei, puta da vida, saindo do colo dele.
— O que foi?
— Olha o que você fez!
— O que?
— Você me fez derrubar o sanduíche no meu vestido caro!
— Não tenho culpa se você não tem mãos firmes – ele falou e eu semicerrei os olhos com raiva – Deixa eu limpar, se não ficar bom lhe dou a minha camisa.
— Nem chega perto! – exclamei quando Christian pegou um lenço dentro da cesta e veio tentar limpar o meu vestido – Sai. Eu mesma limpo – falei, já pegando o lenço da mão dele – E só para te informar, você não é mais criança para gostar desses tipos de filmes.
— Eu sou fã de Star Wars desde a minha adolescência, assim como milhares de fãs pelo mundo, que mesmo sendo adultos, ainda continuam assistindo os novos filmes que saem dessa franquia – escutei ele comentar, chateado – Conseguiu limpar?
— Um pouco – murmurei, desistindo.
— Quer a minha camisa?
— Não.
— Tudo bem. Me desculpe pelo seu vestido, Ana. Não foi por querer, mas acabei me empolgando demais e estraguei a nossa noite, que eu queria que fosse perfeita.
O vi suspirar fundo, já começando a se levantar, porém eu o detive, segurando em seu braço.
— Aonde vai?
Christian me encarou e mesmo com a pouca iluminação, notei que ele se encontrava com uma expressão triste.
— É melhor voltarmos para a casa da Ivy, Ana.
— Não. Vamos ficar. Me desculpe pelo meu chilique, amor – falei, já vendo-o se ajeitar sobre o pano novamente.
Eu não queria mais comer, então guardamos os restos da coisas na cesta e Christian colocou a mesma em um canto, depois me convidou para sentar entre suas pernas e eu aceitei, já me aconchegando a ele, que nos envolveu com a manta.
— Posso continuar perguntando, amor?
— Pode, querido.
— Hum... Deixa eu pensar. Qual foi o acontecimento da sua vida que mais te marcou?
De repente, senti um pequeno calafrio na espinha.
— Não quero falar disso, amor. Próxima pergunta.
— Porquê?
— Porque envolve o meu pai e o que aconteceu no passado. E eu não quero falar disso, até porque meu pai já morreu e essa história acabou para mim. Próxima pergunta, por favor.
— Ok, minha buchuda. Você se considera uma pessoa feliz?
— Não.
— Porque, amor? – Christian inquiriu, me olhando meio de lado.
— Porque felicidade não existe, querido.
— Claro que existe, mas se você acredita nisso, tudo bem. Qual era a sua profissão dos sonhos na infância?
— Já te contei isso uma vez. Eu queria ser bailarina ou uma estilista famosa.
— Ah, lembrei. Verdade mesmo. Eu queria ser piloto de Fórmula 1, mas isso foi quando criança. Depois que comecei a me masturbar, na adolescência, passei a querer ser ginecologista das famosas.
Não me aguentei e ri.
— Hoje sou professor com muito orgulho. A ironia disso tudo é estar casado com uma das sexólogas mais sexy e famosa do mundo, que vê um monte de pau por aí.
— Eu não vejo um monte de pau e não estamos casados, muito menos noivos.
— E esse anel aí em seu dedo, hein buchudinha? Já se esqueceu que eu te pedi em casamento e você aceitou? E além do mais, você está grávida, moramos juntos e estamos...
— Aquele pedido não conta – falei, o interrompendo – Até porque, esse anel aqui é da sua mãe.
— Eu pedi e você aceitou. O anel é só um detalhe a parte, amor.
— Mas eu acho que deve dar azar usar um anel de noivado de outra pessoa, querido.
— Não da nada de azar não – ele disse, beijando minha bochecha – Próxima?
— Sim.
— Se você soubesse que tem apenas mais um dia de vida, o que faria?
— Daria até a minha boceta ficar roxa, depois descansaria comendo caixas e caixas de Vosges Haut Chocolat, que é o meu chocolate favorito.
— Seria comigo essa atividade?
— Não sei... – murmurei, o encarando por sobre o ombro, me inclinando um pouco para o lado – Ainda estaria vivo até lá, querido? – indaguei, não conseguindo conter o riso quando Christian me olhou, fazendo uma careta enquanto dizia um “Credo, Ana”.
— Pois eu passaria o meu último dia de vida com você, fazendo o que a gente faz de melhor. Brigando e depois fodendo bem gostoso, para em seguida brigar de novo.
Sorri.
— Você já se apaixonou por alguém antes de me conhecer?
— Não.
— Humm... Então sou o primeiro que conseguiu te conquistar. Fico muito feliz em saber disso.
— Menos, Christian. Poderia ter sido qualquer um. Você não é o único que tem um pau de 22 cm na face da terra.
— Obrigado pela parte que me toca, querida. Continuando. Bem, a próxima pergunta “Se você já teve namorados?” pode ser descartada, porque a resposta é claramente um não.
— Muito pelo contrário. Tive vários na época da faculdade. Como você acha que eu aprendi tanto sobre sexo? Te garanto que não foi com meu pai me abusando por anos.
— Ah... Vamos para próxima. Há algo que nunca tenha feito e sempre teve vontade de fazer?
Pensei um pouco, observando as ondas do mar, quebrando-se na praia, a alguns metros de nós.
— Christian! – esbravejei, puta da vida, saindo do colo dele.
— O que foi?
— Olha o que você fez!
— O que?
— Você me fez derrubar o sanduíche no meu vestido caro!
— Não tenho culpa se você não tem mãos firmes – ele falou e eu semicerrei os olhos com raiva – Deixa eu limpar, se não ficar bom lhe dou a minha camisa.
— Nem chega perto! – exclamei quando Christian pegou um lenço dentro da cesta e veio tentar limpar o meu vestido – Sai. Eu mesma limpo – falei, já pegando o lenço da mão dele – E só para te informar, você não é mais criança para gostar desses tipos de filmes.
— Eu sou fã de Star Wars desde a minha adolescência, assim como milhares de fãs pelo mundo, que mesmo sendo adultos, ainda continuam assistindo os novos filmes que saem dessa franquia – escutei ele comentar, chateado – Conseguiu limpar?
— Um pouco – murmurei, desistindo.
— Quer a minha camisa?
— Não.
— Tudo bem. Me desculpe pelo seu vestido, Ana. Não foi por querer, mas acabei me empolgando demais e estraguei a nossa noite, que eu queria que fosse perfeita.
O vi suspirar fundo, já começando a se levantar, porém eu o detive, segurando em seu braço.
— Aonde vai?
Christian me encarou e mesmo com a pouca iluminação, notei que ele se encontrava com uma expressão triste.
— É melhor voltarmos para a casa da Ivy, Ana.
— Não. Vamos ficar. Me desculpe pelo meu chilique, amor – falei, já vendo-o se ajeitar sobre o pano novamente.
Eu não queria mais comer, então guardamos os restos da coisas na cesta e Christian colocou a mesma em um canto, depois me convidou para sentar entre suas pernas e eu aceitei, já me aconchegando a ele, que nos envolveu com a manta.
— Posso continuar perguntando, amor?
— Pode, querido.
— Hum... Deixa eu pensar. Qual foi o acontecimento da sua vida que mais te marcou?
De repente, senti um pequeno calafrio na espinha.
— Não quero falar disso, amor. Próxima pergunta.
— Porquê?
— Porque envolve o meu pai e o que aconteceu no passado. E eu não quero falar disso, até porque meu pai já morreu e essa história acabou para mim. Próxima pergunta, por favor.
— Ok, minha buchuda. Você se considera uma pessoa feliz?
— Não.
— Porque, amor? – Christian inquiriu, me olhando meio de lado.
— Porque felicidade não existe, querido.
— Claro que existe, mas se você acredita nisso, tudo bem. Qual era a sua profissão dos sonhos na infância?
— Já te contei isso uma vez. Eu queria ser bailarina ou uma estilista famosa.
— Ah, lembrei. Verdade mesmo. Eu queria ser piloto de Fórmula 1, mas isso foi quando criança. Depois que comecei a me masturbar, na adolescência, passei a querer ser ginecologista das famosas.
Não me aguentei e ri.
— Hoje sou professor com muito orgulho. A ironia disso tudo é estar casado com uma das sexólogas mais sexy e famosa do mundo, que vê um monte de pau por aí.
— Eu não vejo um monte de pau e não estamos casados, muito menos noivos.
— E esse anel aí em seu dedo, hein buchudinha? Já se esqueceu que eu te pedi em casamento e você aceitou? E além do mais, você está grávida, moramos juntos e estamos...
— Aquele pedido não conta – falei, o interrompendo – Até porque, esse anel aqui é da sua mãe.
— Eu pedi e você aceitou. O anel é só um detalhe a parte, amor.
— Mas eu acho que deve dar azar usar um anel de noivado de outra pessoa, querido.
— Não da nada de azar não – ele disse, beijando minha bochecha – Próxima?
— Sim.
— Se você soubesse que tem apenas mais um dia de vida, o que faria?
— Daria até a minha boceta ficar roxa, depois descansaria comendo caixas e caixas de Vosges Haut Chocolat, que é o meu chocolate favorito.
— Seria comigo essa atividade?
— Não sei... – murmurei, o encarando por sobre o ombro, me inclinando um pouco para o lado – Ainda estaria vivo até lá, querido? – indaguei, não conseguindo conter o riso quando Christian me olhou, fazendo uma careta enquanto dizia um “Credo, Ana”.
— Pois eu passaria o meu último dia de vida com você, fazendo o que a gente faz de melhor. Brigando e depois fodendo bem gostoso, para em seguida brigar de novo.
Sorri.
— Você já se apaixonou por alguém antes de me conhecer?
— Não.
— Humm... Então sou o primeiro que conseguiu te conquistar. Fico muito feliz em saber disso.
— Menos, Christian. Poderia ter sido qualquer um. Você não é o único que tem um pau de 22 cm na face da terra.
— Obrigado pela parte que me toca, querida. Continuando. Bem, a próxima pergunta “Se você já teve namorados?” pode ser descartada, porque a resposta é claramente um não.
— Muito pelo contrário. Tive vários na época da faculdade. Como você acha que eu aprendi tanto sobre sexo? Te garanto que não foi com meu pai me abusando por anos.
— Ah... Vamos para próxima. Há algo que nunca tenha feito e sempre teve vontade de fazer?
Pensei um pouco, observando as ondas do mar, quebrando-se na praia, a alguns metros de nós.

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