CHRISTIAN
Eu tentava prestar atenção na direção, mas a sinfonia de sons infantis ao fundo, que incluíam meus sobrinhos gritando, chorando e brigando, não me permitia dirigir concentrado. Eu já havia tentado acalmá-los, mas não tinha adiantado muito.
Desviei então, por um momento, os olhos da estrada e olhei para o lado, já encarando uma Ana com a cara fechada. Ela se encontrava emburrada daquele jeito, porque eu havia nos oferecido para dirigir a van que levaria as crianças.
Meu pai tinha conseguido alugar três Vans Mercedes-Benz Vito para podermos diminuir o tanto de carro que iríamos, já que éramos em vinte e um pessoas e meus irmãos queriam ir em seus próprios carros. Então na hora de dividirmos quem iria com quem, resolvemos deixar um carro só para as crianças e eu logo disse que nós dois ficaríamos com ele.
Anastasia tentou pular fora e ir com a irmã dela e o Jack, que a mesma havia convidado na noite anterior, mas eu a convenci dizendo que seria bom a gente ir interagindo com as crianças, se acostumando, pois logo teríamos os gêmeos.
Todavia, os olhares mortais que ela começou a me dar, assim que meus sobrinhos iniciaram as gritarias e choradeiras, me diziam que trazer a Ana junto comigo havia sido uma péssima ideia. Voltei a olhar para frente, e me foquei na estrada.
— Calem a boca agora, suas pestes! – Anastasia gritou de repente, bem alto, assustando até a mim, mas isso fez se instalar um silêncio na van que eu nunca tinha visto quando meus sobrinhos estavam todos juntos – Eu estou com uma puta dor de cabeça e não quero ouvir nem um piu vindo daí de trás, senão pararemos o carro e deixaremos a pessoa no meio do mato. Querem viver no mato, sem seus brinquedos, videogames e bonecas?
Pelo retrovisor, eu vi as crianças balançarem a cabeça dizendo “Não”.
— Ótimo. E você, engole esse choro, senão eu arranco a cabeça desse ursinho aí.
— Não toca no Nino, sua bruxa – escutei a voz da Olivia, meio chorosa ainda.
— Sou bruxa mesmo e como ursinhos de meninas choronas – Ana disse, bem ameaçadora, já voltando a olhar para frente, se ajeitando no banco.
— Nossa, amor... Você leva jeito com crianças, hein? – comentei um pouco sarcástico, mas agradecido por ela ter conseguido deixar a viagem mais silenciosa.
— Cala a boca você também, senão eu te deixo no mato junto com os pirralhos!
Apenas ri baixinho, jogando um beijo com a mão para ela, que em resposta me deu dedo antes de voltar a olhar para a janela, emburrada.
Meia hora depois, nos aproximamos do que parecia ser a entrada da cidade e logo avistei em um dos canto da estrada, uma mulher sentada em uma moto.
— Deve ser a Ivy. Encosta ali – Anastasia pediu, então estacionei a van, já vendo, pelo espelho da lateral da minha porta, Elliot e Jack, que se encontravam na direção das outras vans, pararem no acostamento também.
A garota tirou o capacete e se aproximou do nosso carro, dando a volta, indo até a janela da Ana, que a essa altura já estava de bom humor de novo, toda sorridente para a tal amiga dela.
— Meu Deus! Não se contentaram com os trigêmeos e já adotaram uma penca de gurizinhos – ela disse rindo, apoiada com os braços na janela.
— Mais ou menos, mas esses aqui são os encostos do Christian e não meu.
— Ei! – resmunguei fechando a cara e as duas olharam para mim por alguns segundos, depois voltaram a conversar.
— Tô vendo que tem um comboio...
— Tem certeza que cabe todos nós na sua casa, Ivy? Nós podemos ficar em um...
— Já falei para você não se preocupar com isso, Ana. Vai caber todos e ainda vai ter espaço. Vamos! Me sigam – ela disse, já saindo, atravessando a estrada e subindo em sua moto.
Eu tentava prestar atenção na direção, mas a sinfonia de sons infantis ao fundo, que incluíam meus sobrinhos gritando, chorando e brigando, não me permitia dirigir concentrado. Eu já havia tentado acalmá-los, mas não tinha adiantado muito.
Desviei então, por um momento, os olhos da estrada e olhei para o lado, já encarando uma Ana com a cara fechada. Ela se encontrava emburrada daquele jeito, porque eu havia nos oferecido para dirigir a van que levaria as crianças.
Meu pai tinha conseguido alugar três Vans Mercedes-Benz Vito para podermos diminuir o tanto de carro que iríamos, já que éramos em vinte e um pessoas e meus irmãos queriam ir em seus próprios carros. Então na hora de dividirmos quem iria com quem, resolvemos deixar um carro só para as crianças e eu logo disse que nós dois ficaríamos com ele.
Todavia, os olhares mortais que ela começou a me dar, assim que meus sobrinhos iniciaram as gritarias e choradeiras, me diziam que trazer a Ana junto comigo havia sido uma péssima ideia. Voltei a olhar para frente, e me foquei na estrada.
— Calem a boca agora, suas pestes! – Anastasia gritou de repente, bem alto, assustando até a mim, mas isso fez se instalar um silêncio na van que eu nunca tinha visto quando meus sobrinhos estavam todos juntos – Eu estou com uma puta dor de cabeça e não quero ouvir nem um piu vindo daí de trás, senão pararemos o carro e deixaremos a pessoa no meio do mato. Querem viver no mato, sem seus brinquedos, videogames e bonecas?
Pelo retrovisor, eu vi as crianças balançarem a cabeça dizendo “Não”.
— Ótimo. E você, engole esse choro, senão eu arranco a cabeça desse ursinho aí.
— Não toca no Nino, sua bruxa – escutei a voz da Olivia, meio chorosa ainda.
— Sou bruxa mesmo e como ursinhos de meninas choronas – Ana disse, bem ameaçadora, já voltando a olhar para frente, se ajeitando no banco.
— Nossa, amor... Você leva jeito com crianças, hein? – comentei um pouco sarcástico, mas agradecido por ela ter conseguido deixar a viagem mais silenciosa.
— Cala a boca você também, senão eu te deixo no mato junto com os pirralhos!
Apenas ri baixinho, jogando um beijo com a mão para ela, que em resposta me deu dedo antes de voltar a olhar para a janela, emburrada.
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Meia hora depois, nos aproximamos do que parecia ser a entrada da cidade e logo avistei em um dos canto da estrada, uma mulher sentada em uma moto.
A garota tirou o capacete e se aproximou do nosso carro, dando a volta, indo até a janela da Ana, que a essa altura já estava de bom humor de novo, toda sorridente para a tal amiga dela.
— Meu Deus! Não se contentaram com os trigêmeos e já adotaram uma penca de gurizinhos – ela disse rindo, apoiada com os braços na janela.
— Mais ou menos, mas esses aqui são os encostos do Christian e não meu.
— Ei! – resmunguei fechando a cara e as duas olharam para mim por alguns segundos, depois voltaram a conversar.
— Tô vendo que tem um comboio...
— Tem certeza que cabe todos nós na sua casa, Ivy? Nós podemos ficar em um...
— Já falei para você não se preocupar com isso, Ana. Vai caber todos e ainda vai ter espaço. Vamos! Me sigam – ela disse, já saindo, atravessando a estrada e subindo em sua moto.

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