quarta-feira, 15 de julho de 2020

S.E.X - 2ª Temporada - Capítulo 05


CHRISTIAN

— Por que a senhora está olhando para mim, hein? Tem duas buchudas e duas crianças na mesa, se não foi nenhuma das quatro, foi o Christian então – meu irmão disse apontando para mim e eu rolei os olhos.

— Não fui eu, Elliot. Com certeza, foi você e está querendo jogar a culpa em cima de mim.

— Tu é santo, né Christian?

— Mais do que você eu sou – rebati.

— Deixa de mentir. Foi você que comeu os doces e não quer admitir. Olha, tu pode ser meu irmão mais velho, mas eu não sou mais aquele besta da infância que tu fazia as coisas e eu era que apanhava.

— Era só correr quando a mamãe pegava o cinto. Tu não tinha pernas não?

— Já chega os dois! Eu quero saber quem deu fim na bandeja de cupcakes? – minha mãe falou já brava.

— Querido, acho que sua mãe deve está falando daquela bandeja que você levou para eu comer de madrugada, lembra?

“Porra, Ana! Estragou o meu disfarce” pensei batendo com a mão na testa.

— Viu, só? Ele é que é o culpado – exclamou Elliot enquanto eu me virava para Anastasia.

— Amor, deixa eu te falar uma coisa, quando os irmãos Grey fazem algo, nós negamos até a morte, tá? – sussurrei.

— Ok. Tu também não me avisa, né? Não sou vidente para saber das coisas – ela sussurrou de volta e olhou para minha mãe – Desculpe, Sra. Grey, mas eu precisava comer doce essa madrugada porque tive uma crise hipoglicêmica.

— Eu só vou desculpar porque foi para uma causa maior, mas os dois vão ficar de babás da Karessa, porque tenho que resolver umas coisas no banco e a Kate tem o clube do livro então ela não pode ficar.

— Tudo bem, mãe. A gente fica, né amor? – indaguei para Ana que logo assentiu dando um sorriso para minha mãe.


★ ★ ★ ★ ★


Depois que a confusão dos cupcakes se acalmou, achei melhor dizer logo sobre o noivado e minha mãe até que não ficou muito brava por eu ter pegado o anel dela. Após eles nos felicitar continuamos o nosso café da manhã tranquilamente, mas depois do mesmo, Anastasia disse que iria voltar para o quarto e levou a Kaká com ela.

— O que tanto a senhora disse para a Ana naquela conversa, mãe? – perguntei enquanto lhe entregava a receita da minha noiva, pois tinha pedido para minha mãe para a mesma ir na farmácia para mim.

— Nada demais, filho. Só disse que você foi abusado quando era bebê e que por isso era tão carente assim de amor.

Meu queixo caiu em choque.

“Puta que pariu, eu fui abusado também?”

— Eu fui o quê?

Minha mãe começou a rir enquanto terminava de pôr o seu casaco.

— Calma, Christian. Tô trollando você, filho.

“Ah, velhinha safada...”

— Quer me ver enfartar, mãe? A senhora está aprendendo essas presepadas de trollagem com a Maya, né?

— Sem drama, querido. Tchau – ela me deu um beijo na bochecha e abriu a porta – Vou pedir para o rapaz da farmácia vir entregar suas coisas daqui a pouco.

Agradeci e logo minha cunhada, meu irmão e minha sobrinha passaram por mim também se despedindo e acenei para eles antes de fechar a porta. Segui até a cozinha, informando para a empregada da mamãe que se chegasse algo da farmácia para mim, era para ela me avisar, pois ia está no meu quarto.

Assim que abri a porta, encontrei Anastasia e Kaká na cama, mas nenhuma das duas notou minha presença. Minha irmãzinha pulava, fazendo da cama seu trampolim particular, mas de repente ela se jogou para cima da Ana.

— Karessa, não! – exclamei sério e bem firme, já adentrando o quarto, fazendo ambas olharem para mim.

— Tudo bem, Christian. Ela não me machucou não.

Me aproximei sentando-me na cama e peguei minha irmã no colo para conversar com ela.

— Não pode pular em cima da namorada do maninho, porque ela está com três bebezinhos. Aí se você pular ali... – falei apontando para a barriga da Anastasia, que se encontrava recostada na cabeceira, nos olhando – ...ela e os nenês vão ficar dodóis.

Karessa saiu do meu colo e engatinhou até a Ana, sentando perto dela e apontando para a barriga da mesma.

— Téis nenê?

— Sim, meu anjinho. Tem três bebezinhos aqui dentro.

Minha irmã se inclinou e deu três beijos estalados no ventre da Anastasia que se emocionou assim como eu com a cena. Depois a Kaká se aconchegou a ela, chupando o dedo.

— Ei, assim eu vou ficar com ciúme – resmunguei já indo me sentar ao lado delas, pegando o controle para ligar a televisão e ver se estava passando algum desenho que a minha irmã gostava.

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