ANASTASIA
Tinha poucas pessoas no aniversário da pequena Karessa, apenas a família e alguns amigos do Sr. e da Sra. Grey com seus filhos. Mais cedo, depois do almoço, enquanto eu e Christian observávamos o pessoal da decoração montar a festa, ele havia me explicado o motivo da comemoração fora de data, já que a irmãzinha dele tinha ainda um ano e nove meses.
Segundo Christian, sua mãe sempre fazia dois aniversários para a Kaká. Um era para o dia do seu nascimento e o outro para comemorar o dia que ela chegou na mansão Grey, após seus pais ganharem a guarda definitiva dela. Achei aquilo bem interessante, mas como será que eles vão explicar para Karessa, o motivo dela ter duas datas de aniversário quando a mesma estiver grandinha? Uma situação bem complicada, ou talvez não.
Me encontrava conversando com Kate e Marina enquanto Christian e seus irmãos estavam do outro lado, próximo da mesa de bebidas.
— Ih... Chegou a puta da família – ouvi Kate dizer com um tom de voz emburrado.
— Quem?
— Toda família tem uma puta e os Grey não fogem a regra. Aquela ali é a Suzi Stephens, vulgo chamada de “A prima” – a mulher do meu outro futuro cunhado comentou com uma cara de raiva.
— “A prima gostosona” – Kate pareceu corrigir Marina, então me virei seguindo o olhar odioso de ambas.
Conversando animadamente com Grace e Carrick se encontrava uma mulher bonita e cheia de curvas, porém vestida bem vulgar, igual a uma puta mesmo.
— Na casa dessa vagaba não tinha mais pano para essa roupa não?
— Se tinha, ela queimou, Kate – Marina então tocou no meu braço – E tu fica de olho no teu homem, Ana, senão ela te rouba ele, porque aqueles três já ficaram com aquela vadia...
— Ao mesmo tempo – Kate acrescentou, interrompendo a outra.
— Ménage? – indaguei surpresa.
— Isso mesmo. Um dia eu e a Marina enfiamos bebida na fuça do Elliot e do Etienne até eles ficarem bem bêbados, só para os dois nos contarem todos os podres da vida de ambos.
— E a vagaba foi um dos podres da adolescência – murmurou Marina.
— Segundo o meu marido, a priminha chamou os três para ajudar ela em algo, porque estava sozinha em casa e quando eles chegaram lá, a vadia tava nua. Aí já se viu, né? Adolescentes com hormônios aflorados e mulher nua... Coisa certa é o que não rola.
— Parece que foi a primeira vez dos três, né Kate?
— Sim. Christian tinha dezenove anos, Etienne tinha... quanto mesmo, Marina?
— Dezessete.
— Isso. E o Elliot tinha dez anos.
— Dez anos? – inquiri em choque.
“Porra!”
— Sim, mas não se assuste não, Ana. Os homens dessa família são tudo tarado desde cedo. Elliot começou a se masturbar com oito anos, segundo me contou Dona Grace.
— Eu quero que aquela vadia chegue perto do meu Martin, que eu viro a mãe mais protetora do mundo e desço do salto só para dar uma surra nela.
— O coitado do Christian não se aguentou muito, mas também né? – comentou Kate chamando-me a atenção novamente – Com certeza, a biscatezinha deve ter caído matando em cima deles.
“Será que eu me enganei com a causa do ex-problema do Christian? Provavelmente, a culpa dele ter tido ejaculação precoce foi da prima puta dele”
— Alerta vermelho, garotas. A vadia se aproximou dos nossos homens. Vem Ana. Temos que marcar território e expulsar a cadela de perto deles – disse Marina já me puxando pelo braço.
“Ah, vai ser um prazer fazer isso”
Entretanto, quando estávamos nos aproximando, Etienne e Elliot se afastaram, então segui sozinha para onde Christian tinha ficado a sós, cheio de sorrisos para a vadia, que parecia contar algo enquanto segurava no braço dele.
— Atrapalho? – indaguei olhando para os dois, desconfiada, e ambos se entreolharam – Então? – inquiri, cruzando os braços e fechando a cara.
— Sim, nos atrapalhou. Quem é você mesmo? – a outra perguntou meio aborrecida.
Eu ia falar, mas Christian se intrometeu, puxando-me para o seu lado.
— Suzi, esta é a minha noiva, Ana.
— Anastasia – o corrigi secamente, lançando um olhar mortal para a vagaba.
— Meu amor, esta é a Suzi, minha prima.
“...vadia, puta, biscate, vagaba e futura defunta se mexer com você, querido” completei mentalmente a frase dele enquanto sorria para a outra.
— Prazer em lhe conhecer... Anastasia – ela disse dando um sorriso, que para mim pareceu bem falso.
— O prazer foi meu – menti.
— Você atrapalhou nossa conversa não, amor. Suzi estava me contando sobre a viagem que ela fez para a Índia.
— Que legal, você deve ter se sentido em casa lá, né? Com certeza, foi muito bem tratada por lá – murmurei sarcástica e ela me olhou, franzindo o cenho.
— Não entendi o que quis dizer.
— Pelo que me lembro de uma reportagem sobre a Índia, lá as vacas são sagradas, né?
— Que isso, Ana? – Christian brigou comigo e eu só rolei os olhos – Desculpe, Suzi.
— Não se desculpe não, querido. Eu realmente chamei ela de vaca. Só acho que eu deveria ter sido mais explícita.
— Vem comigo.
Tinha poucas pessoas no aniversário da pequena Karessa, apenas a família e alguns amigos do Sr. e da Sra. Grey com seus filhos. Mais cedo, depois do almoço, enquanto eu e Christian observávamos o pessoal da decoração montar a festa, ele havia me explicado o motivo da comemoração fora de data, já que a irmãzinha dele tinha ainda um ano e nove meses.
Segundo Christian, sua mãe sempre fazia dois aniversários para a Kaká. Um era para o dia do seu nascimento e o outro para comemorar o dia que ela chegou na mansão Grey, após seus pais ganharem a guarda definitiva dela. Achei aquilo bem interessante, mas como será que eles vão explicar para Karessa, o motivo dela ter duas datas de aniversário quando a mesma estiver grandinha? Uma situação bem complicada, ou talvez não.
Me encontrava conversando com Kate e Marina enquanto Christian e seus irmãos estavam do outro lado, próximo da mesa de bebidas.
— Quem?
— Toda família tem uma puta e os Grey não fogem a regra. Aquela ali é a Suzi Stephens, vulgo chamada de “A prima” – a mulher do meu outro futuro cunhado comentou com uma cara de raiva.
— “A prima gostosona” – Kate pareceu corrigir Marina, então me virei seguindo o olhar odioso de ambas.
Conversando animadamente com Grace e Carrick se encontrava uma mulher bonita e cheia de curvas, porém vestida bem vulgar, igual a uma puta mesmo.
— Se tinha, ela queimou, Kate – Marina então tocou no meu braço – E tu fica de olho no teu homem, Ana, senão ela te rouba ele, porque aqueles três já ficaram com aquela vadia...
— Ao mesmo tempo – Kate acrescentou, interrompendo a outra.
— Ménage? – indaguei surpresa.
— Isso mesmo. Um dia eu e a Marina enfiamos bebida na fuça do Elliot e do Etienne até eles ficarem bem bêbados, só para os dois nos contarem todos os podres da vida de ambos.
— E a vagaba foi um dos podres da adolescência – murmurou Marina.
— Segundo o meu marido, a priminha chamou os três para ajudar ela em algo, porque estava sozinha em casa e quando eles chegaram lá, a vadia tava nua. Aí já se viu, né? Adolescentes com hormônios aflorados e mulher nua... Coisa certa é o que não rola.
— Parece que foi a primeira vez dos três, né Kate?
— Sim. Christian tinha dezenove anos, Etienne tinha... quanto mesmo, Marina?
— Dezessete.
— Isso. E o Elliot tinha dez anos.
— Dez anos? – inquiri em choque.
“Porra!”
— Sim, mas não se assuste não, Ana. Os homens dessa família são tudo tarado desde cedo. Elliot começou a se masturbar com oito anos, segundo me contou Dona Grace.
— Eu quero que aquela vadia chegue perto do meu Martin, que eu viro a mãe mais protetora do mundo e desço do salto só para dar uma surra nela.
— O coitado do Christian não se aguentou muito, mas também né? – comentou Kate chamando-me a atenção novamente – Com certeza, a biscatezinha deve ter caído matando em cima deles.
“Será que eu me enganei com a causa do ex-problema do Christian? Provavelmente, a culpa dele ter tido ejaculação precoce foi da prima puta dele”
— Alerta vermelho, garotas. A vadia se aproximou dos nossos homens. Vem Ana. Temos que marcar território e expulsar a cadela de perto deles – disse Marina já me puxando pelo braço.
“Ah, vai ser um prazer fazer isso”
Entretanto, quando estávamos nos aproximando, Etienne e Elliot se afastaram, então segui sozinha para onde Christian tinha ficado a sós, cheio de sorrisos para a vadia, que parecia contar algo enquanto segurava no braço dele.
— Atrapalho? – indaguei olhando para os dois, desconfiada, e ambos se entreolharam – Então? – inquiri, cruzando os braços e fechando a cara.
— Sim, nos atrapalhou. Quem é você mesmo? – a outra perguntou meio aborrecida.
Eu ia falar, mas Christian se intrometeu, puxando-me para o seu lado.
— Suzi, esta é a minha noiva, Ana.
— Anastasia – o corrigi secamente, lançando um olhar mortal para a vagaba.
— Meu amor, esta é a Suzi, minha prima.
“...vadia, puta, biscate, vagaba e futura defunta se mexer com você, querido” completei mentalmente a frase dele enquanto sorria para a outra.
— Prazer em lhe conhecer... Anastasia – ela disse dando um sorriso, que para mim pareceu bem falso.
— O prazer foi meu – menti.
— Você atrapalhou nossa conversa não, amor. Suzi estava me contando sobre a viagem que ela fez para a Índia.
— Que legal, você deve ter se sentido em casa lá, né? Com certeza, foi muito bem tratada por lá – murmurei sarcástica e ela me olhou, franzindo o cenho.
— Não entendi o que quis dizer.
— Pelo que me lembro de uma reportagem sobre a Índia, lá as vacas são sagradas, né?
— Que isso, Ana? – Christian brigou comigo e eu só rolei os olhos – Desculpe, Suzi.
— Não se desculpe não, querido. Eu realmente chamei ela de vaca. Só acho que eu deveria ter sido mais explícita.
— Vem comigo.

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