ANASTASIA
Assim que Christian saiu do quarto, Grace se virou para mim com uma cara fechada que me fez sentir um arrepio na espinha.
— Agora que estamos só nós duas, eu vou te falar duas coisinhas, minha querida. Primeira coisa... É melhor você fazer o meu filho muito feliz, ou eu te mato e jogo o seu corpo no mar para ninguém nunca achar. Já fiz isso uma vez, na minha juventude, e fazer de novo não vai me custar nadinha, querida. Posso ser a sogra mais amável do mundo ou a pior sogra que o inferno já teve, mas isso só vai depender de você e de como trata o meu Christian.
— Senhora... – tentei falar, mas ela levantou a mão me impedindo de continuar.
— Ainda não terminei. A segunda coisa, é que você vai parar de fazer cu doce e admitir que gosta do meu filho, porque ele me contou tudo entre vocês dois. E se sentiu ciúme de algumas alunas, é porque está apaixonada.
— E eu estou – sussurrei, meio pensativa.
— Então, criatura de Deus, porque que você não fala isso para ele logo? Vocês vão ter filhos, e eu sou tradicional com relação ao casamento, e não quero ver meus netos tendo que ficar pulando de uma casa para outra, só porque os pais não querem ficar juntos. Você vai levantar desse sofá, ir encontrar o Christian e falar tudo o que você tem que falar. E eu vou saber se essa conversa realmente aconteceu ou não, porque os meus filhos não escondem nada de mim, principalmente com relação aos seus relacionamentos deles. Você me entendeu?
— Sim, senhora – murmurei engolindo em seco, já me erguendo do móvel.
“Será que ela matou mesmo alguém ou só falou aquilo para me dar medo?” pensei enquanto saía do quarto.
Assim que cheguei na escada, encontrei com a empregada, que morava na casa também, e perguntei do Christian. Ela então me informou que ele estava no quintal com as irmãs. Agradeci e fui até lá, o encontrando pulando, juntamente com Maya e a pequena Kaká, numa cama elástica localizada do lado direito do quintal.
— Sobe aqui, Ana – chamou-me Maya, assim que me aproximei.
— Ela está grávida, May – Christian respondeu antes de mim.
— Titian, puia! Puia!
— Espera, meu anjinho.
— Seu irmão está certo, Maya. Corre o risco de vocês caírem acidentalmente em cima da minha barriga. Aí não pode, né?
— Tudo bem então.
— A gente pode conversar um pouco? – indaguei olhando para Christian.
Ele franziu o cenho, acho que desconfiado, mas mesmo assim assentiu descendo da cama elástica e calçando seus sapatos, causando uma crise de choro na irmã mais nova.
— Eu tô indo ali, mas já estou de volta, princesa. Fica com a maninha aí, fica? – ele disse antes da pequena ter sua atenção prendida por Maya, que começou a pular fazendo Karessa rir de novo.
— Vamos antes que ela perceba.
Saímos de fininho e Christian me conduziu até o outro lado do quintal, para o deck da piscina onde havia algumas poltronas de vime e um sofá bola grande, que parecia mais uma cama do que um sofá.
Christian se sentou ali, recostando-se nas almofadas e me convidando para sentar ao seu lado, e assim o fiz.
— Sobre o que você quer conversar? Se for pelos sutiãs, eu já te pedi desculpas.
— Não é isso – falei olhando para as minhas mãos sobre meu colo.
— E o que é então?
“Fala logo, peste! Está querendo ser morta pela sua sogra, é?” briguei comigo, respirando fundo.
— Você conseguiu – declarei, o encarando de lado.
— Não entendi. Eu consegui o quê?
— Me fazer ficar apaixonada por você. Esse não era o seu objetivo com relação ao nosso trato?
Christian parecia não acreditar no que eu tinha acabado de falar.
— Isso é sério? Ou é só mais uma de suas brincadeiras de mal gosto para me convencer a transar com você?
“Mas olha uma carniça dessa! Acha que eu sou chantagista, uma praga dessa!”
“Bom... já fiz isso uma vez, mas não vem ao caso agora”
Respirei fundo e o olhei dando um sorriso.
— O que eu acabei de falar foi sério, Christian.
Assim que Christian saiu do quarto, Grace se virou para mim com uma cara fechada que me fez sentir um arrepio na espinha.
— Agora que estamos só nós duas, eu vou te falar duas coisinhas, minha querida. Primeira coisa... É melhor você fazer o meu filho muito feliz, ou eu te mato e jogo o seu corpo no mar para ninguém nunca achar. Já fiz isso uma vez, na minha juventude, e fazer de novo não vai me custar nadinha, querida. Posso ser a sogra mais amável do mundo ou a pior sogra que o inferno já teve, mas isso só vai depender de você e de como trata o meu Christian.
— Senhora... – tentei falar, mas ela levantou a mão me impedindo de continuar.
— Ainda não terminei. A segunda coisa, é que você vai parar de fazer cu doce e admitir que gosta do meu filho, porque ele me contou tudo entre vocês dois. E se sentiu ciúme de algumas alunas, é porque está apaixonada.
— E eu estou – sussurrei, meio pensativa.
— Então, criatura de Deus, porque que você não fala isso para ele logo? Vocês vão ter filhos, e eu sou tradicional com relação ao casamento, e não quero ver meus netos tendo que ficar pulando de uma casa para outra, só porque os pais não querem ficar juntos. Você vai levantar desse sofá, ir encontrar o Christian e falar tudo o que você tem que falar. E eu vou saber se essa conversa realmente aconteceu ou não, porque os meus filhos não escondem nada de mim, principalmente com relação aos seus relacionamentos deles. Você me entendeu?
— Sim, senhora – murmurei engolindo em seco, já me erguendo do móvel.
“Será que ela matou mesmo alguém ou só falou aquilo para me dar medo?” pensei enquanto saía do quarto.
Assim que cheguei na escada, encontrei com a empregada, que morava na casa também, e perguntei do Christian. Ela então me informou que ele estava no quintal com as irmãs. Agradeci e fui até lá, o encontrando pulando, juntamente com Maya e a pequena Kaká, numa cama elástica localizada do lado direito do quintal.
— Sobe aqui, Ana – chamou-me Maya, assim que me aproximei.
— Ela está grávida, May – Christian respondeu antes de mim.
— Titian, puia! Puia!
— Espera, meu anjinho.
— Seu irmão está certo, Maya. Corre o risco de vocês caírem acidentalmente em cima da minha barriga. Aí não pode, né?
— Tudo bem então.
— A gente pode conversar um pouco? – indaguei olhando para Christian.
Ele franziu o cenho, acho que desconfiado, mas mesmo assim assentiu descendo da cama elástica e calçando seus sapatos, causando uma crise de choro na irmã mais nova.
— Eu tô indo ali, mas já estou de volta, princesa. Fica com a maninha aí, fica? – ele disse antes da pequena ter sua atenção prendida por Maya, que começou a pular fazendo Karessa rir de novo.
— Vamos antes que ela perceba.
Saímos de fininho e Christian me conduziu até o outro lado do quintal, para o deck da piscina onde havia algumas poltronas de vime e um sofá bola grande, que parecia mais uma cama do que um sofá.
— Sobre o que você quer conversar? Se for pelos sutiãs, eu já te pedi desculpas.
— Não é isso – falei olhando para as minhas mãos sobre meu colo.
— E o que é então?
“Fala logo, peste! Está querendo ser morta pela sua sogra, é?” briguei comigo, respirando fundo.
— Você conseguiu – declarei, o encarando de lado.
— Não entendi. Eu consegui o quê?
— Me fazer ficar apaixonada por você. Esse não era o seu objetivo com relação ao nosso trato?
Christian parecia não acreditar no que eu tinha acabado de falar.
— Isso é sério? Ou é só mais uma de suas brincadeiras de mal gosto para me convencer a transar com você?
“Mas olha uma carniça dessa! Acha que eu sou chantagista, uma praga dessa!”
“Bom... já fiz isso uma vez, mas não vem ao caso agora”
Respirei fundo e o olhei dando um sorriso.
— O que eu acabei de falar foi sério, Christian.

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