terça-feira, 14 de julho de 2020

S.E.X - 1ª Temporada - Capítulo 40


CHRISTIAN

— Não vai perguntar se meu nariz está doendo ou não? – indaguei enquanto dirigia o Impala que Jack havia pegado no depósito de carros da delegacia, pois segundo ele, se usássemos o carro da Anastasia, haveria a possibilidade de Travis seguir a gente e descobrir sobre a minha família.

— Eu não. Por mim se ele tivesse arrancado fora o seu nariz, eu nem ligaria.

— Ah, é assim, né? Pois não foi isso o que o Jack me contou. Ele falou que você tinha ficado muito preocupada comigo.

— Não acredite em tudo o que ele diz. O Jack mente, às vezes.

“Olha uma safada dessa! Mentindo na minha cara e ainda mente mal pra porra”

— Sei... – comentei conseguindo conter uma risada, então resolvi seguir viagem até a casa dos meus pais em silêncio.


★ ★ ★ ★ ★


— Mãe, eu e a bipolar chegamos! – gritei adentrando o pequeno hall da casa e logo senti um tapa no pé da minha orelha e olhei para trás.

— Se você me chamar de bipolar de novo, eu arranco suas bolas, frito e faço você comer elas.

— Nossa, como o amor é lindo. Foi ela que quebrou seu nariz, maninho? – perguntou Maya descendo a escada.

— Não.

— Mas bem que eu queria – retrucou Ana ao meu lado à medida que minha irmã se aproximava de nós.

A abracei e ela disse que nossa mãe estava na cozinha, pelo menos na última vez que ela tinha visto. Deixei Anastasia com a Maya e com a Kate, que tinha acabado de aparecer, e subi com a nossa bagagem para o meu quarto.


★ ★ ★ ★ ★


Estava terminando de arrumar minhas roupas na cômoda quando escuto o ranger da porta, me fazendo olhar para o lado e ver Ana parada ali.

— Foi fácil achar o seu quarto, já que todos tens os nomes na porta. Porque disso?

— Somos sete filhos e a casa tem dez quartos, mamãe às vezes se confundia então nosso pai teve a ideia de pôr as placas personalizadas nas portas.

— Ah... Legal. Vamos colocar placas assim nas portas dos nossos filhos também? – ela perguntou entrando.

— Se você quiser, eu coloco. Se não quiser, eu não coloco – comentei dando de ombros, já fechando a gaveta.

— Porque você não arrumou as minhas também?

— Sou o pai dos seus filhos e não o seu empregado. Roupa não pesa nada, Ana. Dá muito bem para você arrumar sozinha. Como mulher tem mais coisa do que os homens, eu deixei as três gavetas de baixo para você e essa pequena para colocar calcinha, meias, sutiã, sei lá, o que você quiser.

— Está bem – ela resmungou abrindo a primeira das três malas.

Nem sei como a discussão se iniciou, quer dizer, sei sim. Anastasia começou a brigar comigo por causa que eu tinha amassado os bojos dos sutiãs dela, porque aparentemente coloquei de mal jeito dentro da mala.

“É foda isso. Agora para fazer uma mala tenho que ser especialista em cuidados de sutiã, é?”

— Epa, que briga é essa aqui?

Ambos olhamos para a porta e vimos minha mãe adentrando o quarto.

— O imprestável do seu filho estragou os meus sutiãs!

— Ah, eu sou imprestável agora, né Ana? Mas quando a gente está na cama é outra história.

— Faz séculos que a gente não transa, querido, então fica de boca fechada!

— Eu fecho se eu quiser!

— Já chega vocês dois! Sentem-se naquele sofá agora! – mamãe exclamou indo fechar a porta – Ainda estão de pé fazendo o quê mesmo? Querem sapatadas no couro de vocês? – ela disse, já pegando a sapatilha do seu pé.

— Mãe, a gente não é mais criança – resmunguei.

— Jura? Pois nem notei. Já para o sofá, os dois. Agora!

Nos sentamos e ela ficou parada na nossa frente.

— Eu deveria dar uma surra nos dois. Pelo amor de Deus! Vocês são dois adultos e vão ser pais. Ajam como tais – ela disse séria, calçando a sapatilha de novo – Quero os dois pedindo desculpas um para o outro.

— Me desculpe pelo o que aconteceu com os seus sutiãs – falei olhando para Anastasia que mantinha uma carranca.

— Está desculpado contanto que nunca mais mexa neles.

— Obrigado – falei e fiquei esperando ela se desculpar, mas a mesma não fez.

— Sua vez, Ana – comentou minha mãe.

— Eu vou me desculpar pelo o quê mesmo, hein? Foi ele que estragou minha roupa e não o contrário.

— Filho, me deixa a sós com ela.

“Puta que pariu! Minha mãe está com aquele olhar assassino que ela sempre fazia quando eu e meus irmãos éramos pequenos e ela ia dar uma pisa na gente”

— O que a senhora vai fazer?

— Nada, Christian. Vou apenas conversar com a Ana. Vai, filho.

Mesmo desconfiado, me levantei e saí do quarto.

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